{"id":5842,"date":"2011-12-05T00:00:00","date_gmt":"2011-12-05T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2011-12-05T00:00:00","modified_gmt":"2011-12-05T00:00:00","slug":"Hospitais-do-Estado-usam-a-musica-para-ajudar-na-cura-e-elevar-a-auto-estima-dos-pacientes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/2011\/12\/05\/Hospitais-do-Estado-usam-a-musica-para-ajudar-na-cura-e-elevar-a-auto-estima-dos-pacientes\/","title":{"rendered":"Hospitais do Estado usam a m\u00fasica para ajudar na cura e elevar a auto-estima dos pacientes"},"content":{"rendered":"<div id=\"tt-temp-estim\">Tempo de leitura: 6 minutos<\/div><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><br \/>\n<strong>Jo&atilde;o Pessoa(PB) &#8211;<\/strong> Que a m&uacute;sica faz bem ao corpo e a mente, todo mundo sabe. Acalmam, relaxam, alegram, trazem &agrave; tona lembran&ccedil;as e saudades e &#8211; <em>acredite<\/em> &#8211; tamb&eacute;m curam. Uma pesquisa realizada pela Escola de Medicina da Universidade de Maryland, em Baltimore, nos Estados Unidos, analisou 10 mil volunt&aacute;rios fumantes e sem problemas de sa&uacute;de.  Os cientistas pediram aos pacientes que elegessem uma can&ccedil;&atilde;o que os fizesse se sentir bem e outra que aumentasse a ansiedade.<\/p>\n<p>\nAp&oacute;s a pesquisa, os cientistas perceberam que os vasos sangu&iacute;neos dos volunt&aacute;rios se dilataram em 26% ap&oacute;s ouvirem uma m&uacute;sica alegre, enquanto as can&ccedil;&otilde;es que lembravam tristeza e causavam ansiedade provocaram uma redu&ccedil;&atilde;o de 6% no fluxo sangu&iacute;neo.<\/p>\n<p>\n<em><br \/>\n<\/em><span style=\"color: rgb(0, 0, 255);\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><strong><em>Voc&ecirc; sabe por que isso acontece<\/em>?<\/strong><\/span><\/span><\/span><br \/>\nQuando escutamos m&uacute;sica, nosso ouvido transforma os sons em est&iacute;mulos el&eacute;tricos que chegam ao nosso c&eacute;rebro provocando o aumento da produ&ccedil;&atilde;o de endorfina.  Este horm&ocirc;nio, por sua vez, causa sensa&ccedil;&atilde;o de bem-estar e relaxa o corpo, diminuindo os batimentos card&iacute;acos e a press&atilde;o arterial.  A musicoterapia &eacute;, em sua ess&ecirc;ncia, uma forma de tratamento que utiliza a m&uacute;sica para ajudar no tratamento de problemas, tanto de ordem f&iacute;sica quanto de ordem emocional e mental.<\/p>\n<p>\nEm Jo&atilde;o Pessoa, o Governo do Estado oferece a musicoterapia gratuita aos pacientes nos Hospitais Edson Ramalho, Juliano Moreira e Clementino Fraga. No Edson Ramalho, o processo terap&ecirc;utico foi implantado em 2009, quando foi instalada a UTI Neo Natal. De acordo com a fonoaudi&oacute;loga Fernanda Ribeiro, que criou o protocolo de musicoterapia, a m&uacute;sica &eacute; trabalhada com os rec&eacute;m nascidos prematuros e cardiopatas. As sess&otilde;es acontecem &agrave;s 06h00m e &agrave;s 17h00m.<\/p>\n<p>\nPara esse trabalho, s&atilde;o usados CDs com diversos g&ecirc;neros musicais que s&atilde;o escolhidos de acordo com a situa&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica de cada paciente. De acordo com Fernanda Ribeiro, a musicoterapia age em v&aacute;rios horm&ocirc;nios como na diminui&ccedil;&atilde;o do Cortisol(<span style=\"font-family: Arial;\">stress<\/span>), Seratonina(<span style=\"font-family: Arial;\">prazer<\/span>) e a Endorfina(<span style=\"font-family: Arial;\">o horm&ocirc;nio da dor<\/span>). &quot;<em>Dentro dos par&acirc;metros fisiol&oacute;gicos, esse projeto de humaniza&ccedil;&atilde;o ajuda no controle dos batimentos card&iacute;acos, da respira&ccedil;&atilde;o, da temperatura, da satura&ccedil;&atilde;o do oxig&ecirc;nio, como tamb&eacute;m trabalha a escala da dor<\/em>&rdquo;, explicou a fonoaudi&oacute;loga.<\/p>\n<p>\nOutra a&ccedil;&atilde;o importante da musicoterapia, segundo Fernanda Ribeiro, &eacute; que durante as sess&otilde;es a crian&ccedil;a estimula a suc&ccedil;&atilde;o na hora de amamentar al&eacute;m de outros benef&iacute;cios que ajudam na recupera&ccedil;&atilde;o delas.<\/p>\n<p><span style=\"color: rgb(0, 0, 255);\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><strong><\/p>\n<p>Juliano Moreira e Clementino Fraga<\/strong><\/span><\/span><\/span><br \/>\nNo Complexo Hospitalar Juliano Moreira, a diretora geral Fl&aacute;via Fernando Lima da Silva explicou que, para que o projeto fosse implantado, foram realizadas oficinas de qualifica&ccedil;&atilde;o para a m&uacute;sica com a participa&ccedil;&atilde;o dos funcion&aacute;rios que t&ecirc;m o dom e as habilidades para a m&uacute;sica. A partir da&iacute;, o grupo passou a trabalhar a musicoterapia junto aos pacientes. Denominado de &quot;<em>Arte Por Tr&aacute;s dos Muros<\/em>&rdquo;, a musicoterapia funciona h&aacute; dois meses no local.<\/p>\n<p>\nDe acordo com o coordenador do projeto, o m&uacute;sico Ramon Bronzeado, o grupo &eacute; formado por sete membros, entre musicistas e percursionistas. Sempre aos finais de semana e feriados eles levam alegria e descontra&ccedil;&atilde;o por meio da m&uacute;sica aos pacientes. &quot;<em>Os usu&aacute;rios interagem com a gente e participam, cantando suas m&uacute;sicas preferidas e isso ajuda na ressocializa&ccedil;&atilde;o como tamb&eacute;m tem a sua fun&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica, ou seja, ajuda na cura da doen&ccedil;a<\/em>&rdquo;, comentou Ramon Bronzeado.<\/p>\n<p>\nJ&aacute; no Hospital Clementino Fraga, refer&ecirc;ncia no tratamento das doen&ccedil;as infecto-contagiosas como: DST\/AIDS, tuberculose, hansen&iacute;ase e hepatites virais, h&aacute; o trabalho de cantoterapia juntos aos pacientes que se encontram internados. O objetivo, segundo o psic&oacute;logo Willian dos Santos Moreno, idealizador e executor do projeto, &eacute; utilizar a m&uacute;sica como instrumento de resgate da auto-estima. &quot;<em>Queremos proporcionar momentos alegria e descontra&ccedil;&atilde;o a estes usu&aacute;rios dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de do hospitalar, al&eacute;m de oferecer algum al&iacute;vio do stress hospitalar<\/em>&rdquo;, disse o psic&oacute;logo.<\/p>\n<p>\nSegundo Willian Moreno, a ideia &eacute; trazer a m&uacute;sica para o interior do ambiente hospitalar, j&aacute; que geralmente &eacute; associado como um lugar de dor e solid&atilde;o, &quot;<em>para que, assim, possamos contribuir para uma melhor qualidade de vida desses pacientes, j&aacute; que est&atilde;o envolvidos em um tratamento prolongado e diante muitas vezes de patologias que envolvem o preconceito e o distanciamento de seus familiares<\/em>&rdquo;, completou.<\/p>\n<p>\nO projeto ainda conta com a participa&ccedil;&atilde;o direta de outros profissionais da &aacute;rea do servi&ccedil;o social, enfermagem e psicologia do Hospital, que atuam na assist&ecirc;ncia e no tratamento dos pacientes, criando assim um grande grupo de apoio com a inten&ccedil;&atilde;o de promover a motiva&ccedil;&atilde;o apara a participa&ccedil;&atilde;o do processo grupal.<\/p>\n<p>\nSegundo a diretora geral do Clementino Fraga, Adriana Teixeira, a cantoterapia &eacute; um trabalho lindo e os pacientes necessitam muito desse tipo de atividade de resgate da auto-estima. &quot;<em>Sempre apoiamos esse tipo de a&ccedil;&atilde;o que faz parte de uma pol&iacute;tica de humaniza&ccedil;&atilde;o do paciente e do acompanhante, que &eacute; tamb&eacute;m a pol&iacute;tica utilizada pelo Governo do Estado em toda sua rede de hospitais<\/em>&rdquo;, destacou. Os encontros s&atilde;o realizados nas depend&ecirc;ncias do hospital sempre nos fins de semanas e destinado a todos os pacientes do hospital.<\/p>\n<p>\nAs sess&otilde;es de musicoterapia nos hospitais estaduais s&atilde;o realizadas em grupo ou individuais e dependem do perfil de cada paciente. Em geral, eles passam por uma avalia&ccedil;&atilde;o, com um question&aacute;rio em que relatam todo o seu hist&oacute;rico de sa&uacute;de e suas prefer&ecirc;ncias musicais. Depois disso, passam por sess&otilde;es de audi&ccedil;&atilde;o e produ&ccedil;&atilde;o de diversos tipos de sons, e s&atilde;o aliadas atividades que tenham a ver com o seu problema a m&uacute;sicas que o trazem ao equil&iacute;brio.<\/p>\n<p><span style=\"color: rgb(0, 0, 255);\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><strong>O poder da m&uacute;sica na sa&uacute;de<\/strong><\/span><\/span><\/span><br \/>\nSegundo estudos, a m&uacute;sica trabalha os hemisf&eacute;rios cerebrais, promovendo o equil&iacute;brio entre o pensar e o sentir, resgatando a &quot;<em>afina&ccedil;&atilde;o<\/em>&quot; do indiv&iacute;duo, de maneira coerente com seu diapas&atilde;o interno. A melodia trabalha o emocional, a harmonia, o racional e a intelig&ecirc;ncia. A for&ccedil;a organizadora do ritmo provoca respostas motoras, que, apor meio da pulsa&ccedil;&atilde;o, d&aacute; suporte para a improvisa&ccedil;&atilde;o de movimentos, para a express&atilde;o corporal.<\/p>\n<p>\nPela musicoterapia, qualquer paciente &eacute; suscept&iacute;vel de ser tratado, de acordo com o tipo de necessidade. A musicoterapia tanto pode ajudar crian&ccedil;as com defici&ecirc;ncia mental quanto a pacientes com problemas motores, aqueles que tenham tido derrame, os portadores de doen&ccedil;as mentais, como o psic&oacute;tico, ou ainda pessoas com depress&atilde;o, stress ou tens&atilde;o elevada. O tratamento tem servido tamb&eacute;m para cuidar de portadores de HIV e c&acirc;ncer e ainda ser coadjuvante em outras t&eacute;cnicas terap&ecirc;uticas. N&atilde;o h&aacute; restri&ccedil;&atilde;o de idade: de beb&ecirc;s a idosos, todos podem ser beneficiados, se a m&uacute;sica foi aplicada corretamente.<\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tempo de leitura: 6 minutos Jo&atilde;o Pessoa(PB) &#8211; Que a m&uacute;sica faz bem ao corpo e a mente, todo mundo [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[29],"tags":[],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5842"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5842"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5842\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5842"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5842"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5842"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}