{"id":5948,"date":"2012-01-06T00:00:00","date_gmt":"2012-01-05T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2012-01-06T00:00:00","modified_gmt":"2012-01-06T00:00:00","slug":"Advogados-podem-fazer-artigos-e-publicidade-respeitando-o-Codigo-de-Etica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/2012\/01\/06\/Advogados-podem-fazer-artigos-e-publicidade-respeitando-o-Codigo-de-Etica\/","title":{"rendered":"Advogados podem fazer artigos e publicidade respeitando o C\u00f3digo de \u00c9tica"},"content":{"rendered":"<div id=\"tt-temp-estim\">Tempo de leitura: 17 minutos<\/div><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><br \/>\n<\/span><\/span><strong><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\">S&atilde;o Paulo(SP) &#8211; <\/span><\/span><\/strong><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\">Os artigos jur&iacute;dicos de advogados e a publicidade de escrit&oacute;rios s&atilde;o permitidos desde que respeite os limites do C&oacute;digo de &Eacute;tica da Ordem dos Advogados do Brasil. Essa &eacute; a conclus&atilde;o da Turma Deontol&oacute;gica do Tribunal de &Eacute;tica e Disciplina da OAB de S&atilde;o Paulo. O ement&aacute;rio foi divulgado no dia 9 de dezembro. Para os julgadores, os artigos e publicidade tem escopo de ilustrar, educar e informar. Mas n&atilde;o podem ser usados para a auto promo&ccedil;&atilde;o. O TED julga apenas casos hipot&eacute;ticos e serve como orienta&ccedil;&atilde;o doutrin&aacute;ria.<\/p>\n<p>\nAinda dentro sobre a publicidade, o TED refor&ccedil;a que &eacute; expressamente proibido oferecer servi&ccedil;os de advocacia. &ldquo;<em>A presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os de advocacia n&atilde;o pode ser divulgada conjuntamente com a assessoria para obten&ccedil;&atilde;o de cidadania estrangeira, posto serem atividades distintas<\/em>&rdquo;, destaca.<\/p>\n<p>\nA compensa&ccedil;&atilde;o de honor&aacute;rios advocat&iacute;cios tamb&eacute;m foi alvo de debates. &ldquo;<em>A reten&ccedil;&atilde;o dos honor&aacute;rios pelo juiz, prevista no artigo 22, par&aacute;grafo 4&ordm; do EOAB, n&atilde;o &eacute; uma compensa&ccedil;&atilde;o privada mas uma forma de recebimento lastreada em determina&ccedil;&atilde;o judicial, resultante de an&aacute;lise, pelo juiz, do contrato firmado entre advogado e cliente, bem assim perquirindo se houve pagamento, no todo ou em parte, das verbas reclamadas<\/em>&rdquo;, diz trecho da ementa. Por&eacute;m, a regra do artigo 35, par&aacute;grafo 2&ordm; do CED, aponta como se pode operar a compensa&ccedil;&atilde;o privada. Assim, fica estabelecido que a primeira situa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o permite interpreta&ccedil;&atilde;o anal&oacute;gica para a segunda ser poss&iacute;vel, sem autoriza&ccedil;&atilde;o do cliente.<\/p>\n<p>\nFicou firmado ainda que existe um limite &eacute;tico para a cobran&ccedil;a de honor&aacute;rios advocat&iacute;cios em reclama&ccedil;&otilde;es trabalhistas. &ldquo;<em>O advogado pode contratar o valor m&iacute;nimo constante na tabela de honor&aacute;rios, nas reclama&ccedil;&otilde;es trabalhistas, como advogado do reclamante, quando o contrato for por um valor fixo ou misto. N&atilde;o pode contratar um valor m&iacute;nimo quando o contrato for &ldquo;quota litis&rdquo; ou &ldquo;ad exitum&rdquo;. O advogado pode contratar o valor m&iacute;nimo constante na tabela de honor&aacute;rios, nas reclama&ccedil;&otilde;es trabalhistas, como advogado do reclamante, quando o contrato for por um valor fixo ou misto. N&atilde;o pode contratar um valor m&iacute;nimo quando o contrato for quota litis ou ad exitum<\/em>&rdquo;, finaliza.<\/p>\n<p>\n<span style=\"color: rgb(255, 0, 0);\"><em><strong><span style=\"font-size: x-small;\"><span style=\"font-family: Arial;\">* Com informa&ccedil;&otilde;es da Assessoria de Imprensa da OAB-SP.<\/span><\/span><\/strong><\/em><\/span><\/p>\n<p>\n<span style=\"color: rgb(0, 0, 255);\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><strong>Leia as ementas publicadas:<\/strong><\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p><strong>PUBLICIDADE E ARTIGOS JUR&Iacute;DICOS &ndash; PUBLICA&Ccedil;&Atilde;O EM GUIA DE SERVI&Ccedil;OS LOCAL &ndash; POSSIBILIDADE DESDE QUE RESPEITADOS OS REGRAMENTOS &Eacute;TICOS QUE CIRCUNSCREVEM O TEMA &ndash; PUBLICIDADE DEVE SER DISCRETA E MODERADA &ndash; ARTIGOS JURIDICOS DEVEM TER ESCOPO DE ILUSTRAR, EDUCAR E INFORMAR. VEDADA A AUTO PROMO&Ccedil;&Atilde;O. <\/strong>N&atilde;o h&aacute; impedimento &eacute;tico para profissionais ou escrit&oacute;rios de advocacia fazerem publicidade, obedecidas a discri&ccedil;&atilde;o e a modera&ccedil;&atilde;o ditadas pelo C&oacute;digo de &Eacute;tica da OAB, notadamente os artigos 28; 29; 32 &ndash; combinado com artigos 5&ordm; e 7&ordm;; 33 e 34, artigos 7&ordm; e 8&ordm; do Provimento n&ordm; 94\/2000 e pela Resolu&ccedil;&atilde;o 02\/92, do Tribunal de &Eacute;tica e Disciplina I &ndash; Turma Deontol&oacute;gica, da Ordem dos Advogados do Brasil, Sec&ccedil;&atilde;o de S&atilde;o Paulo. Precedentes: E-3567\/2008; E-3634\/2008; E-3884\/2010; E-3901\/2010; E-3664\/2008. Proc. E-3.896\/2010 &#8211; v.u., em 09\/12\/2010, do parecer e ementa do Rel. Dr. PEDRO PAULO WENDEL GASPARINI, Rev. Dr. FABIO KALIL VILELA LEITE &#8211; Presidente Dr. CARLOS JOS&Eacute; SANTOS DA SILVA.<\/span><\/span><\/p>\n<p><strong><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\">HONOR&Aacute;RIOS ADVOCATICIOS &ndash; RETEN&Ccedil;&Atilde;O PELO JUIZ &ndash; COMPENSA&Ccedil;&Atilde;O PELO ADVOGADO &ndash; SITUA&Ccedil;&Otilde;ES DIFERENTES ONDE UMA N&Atilde;O AUTORIZA A OUTRA.<\/span><\/span><\/strong><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"> A reten&ccedil;&atilde;o dos honor&aacute;rios pelo Juiz, prevista no artigo 22, par&aacute;grafo 4&ordm; do EOAB, n&atilde;o &eacute; uma compensa&ccedil;&atilde;o privada mas uma forma de recebimento lastreada em determina&ccedil;&atilde;o judicial, resultante de an&aacute;lise, pelo juiz, do contrato firmado entre advogado e cliente, bem assim perquirindo se houve pagamento, no todo ou em parte, das verbas reclamadas. Trata-se de uma faculdade do juiz quando, uma vez juntando o advogado aos autos seu contrato de honor&aacute;rios, antes de se expedir mandado de levantamento de quantias ou de precat&oacute;rio, ouvido o cliente, o juiz, constatando aus&ecirc;ncia de pagamento, determina que os honor&aacute;rios sejam pagos diretamente, por dedu&ccedil;&atilde;o do quantum debeatur ao constituinte no processo. A regra estabelecida no artigo 35, par&aacute;grafo 2&ordm; do CED, indica de forma cristalina a maneira como se pode operar a compensa&ccedil;&atilde;o privada, aquela em que, no mais das vezes, em raz&atilde;o dos poderes outorgados ao patrono, &eacute; o advogado quem, ap&oacute;s receber dinheiros que deveriam ser entregues ao cliente, &quot;<em>motu proprio<\/em>&quot;, desconta os valores devidos a t&iacute;tulo de honor&aacute;rios e entrega ao cliente a diferen&ccedil;a. Por serem situa&ccedil;&otilde;es completamente diferentes a primeira n&atilde;o permite interpreta&ccedil;&atilde;o anal&oacute;gica para a segunda ser poss&iacute;vel, sem autoriza&ccedil;&atilde;o do cliente. Proc. E-3.911\/2010 &#8211; v.u., em 09\/12\/2010, do parecer e ementa do Rel. Dr. PEDRO PAULO WENDEL GASPARINI, Rev. Dr. LUIZ ANTONIO GAMBELLI &#8211; Presidente Dr. CARLOS JOS&Eacute; SANTOS DA SILVA.<\/span><\/span><\/p>\n<p><strong><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\">HONOR&Aacute;RIOS ADVOCATICIOS &#8211; RECLAMA&Ccedil;&Otilde;ES TRABALHISTAS &ndash; RECEBIMENTO DE UM VALOR M&Iacute;NIMO &ndash; POSSIBILIDADE &ndash; LIMITES &Eacute;TICOS.<\/span><\/span><\/strong><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"> O advogado pode contratar o valor m&iacute;nimo constante na tabela de honor&aacute;rios, nas reclama&ccedil;&otilde;es trabalhistas, como advogado do reclamante, quando o contrato for por um valor fixo ou misto. N&atilde;o pode contratar um valor m&iacute;nimo quando o contrato for &ldquo;<em>quota litis<\/em>&rdquo; ou &ldquo;<em>ad exitum<\/em>&rdquo;.  Nos casos em que a contrata&ccedil;&atilde;o dos honor&aacute;rios for &ldquo;<em>ad exitum<\/em>&rdquo; ou &ldquo;<em>quota litis<\/em>&rdquo;, e em percentual fixado por &iacute;ndices constantes da tabela de honor&aacute;rios, aceitos em at&eacute; 30% e acima dos 20% previstos no CPC, a contrata&ccedil;&atilde;o do valor m&iacute;nimo, fere os princ&iacute;pios da modera&ccedil;&atilde;o e da proporcionalidade, constantes no artigo 36 do CED, uma vez que haver&aacute; casos em que o advogado poder&aacute; receber valores acima dos 30%, ou at&eacute; mais que o cr&eacute;dito do cliente. Nos casos em que a contrata&ccedil;&atilde;o dos honor&aacute;rios for &ldquo;ad exitum&rdquo; ou &ldquo;quota litis&rdquo;, o advogado assume o risco do recebimento de honor&aacute;rios se houver vantagem; perdendo tudo, inclusive o trabalho, se infrut&iacute;fera a demanda. O profissional deve ter aten&ccedil;&atilde;o para que as suas vantagens, inclusive os honor&aacute;rios de sucumb&ecirc;ncia fixados em senten&ccedil;a, no caso da causa, jamais sejam superiores ao que venha a receber seu constituinte ou cliente. Precedente E-3.596\/2008. Proc. E-3.931\/2010 &#8211; v.u., em 09\/12\/2010, do parecer e ementa do Rel. Dr. LUIZ ANTONIO GAMBELLI, Rev. Dr. JO&Atilde;O LUIZ LOPES &#8211; Presidente Dr. CARLOS JOS&Eacute; SANTOS DA SILVA.<\/span><\/span><\/p>\n<p><strong><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\">PUBLICIDADE &ndash; AN&Uacute;NCIO EM JORNAL &ndash; POSSIBILIDADE DE ACORDO COM ARTS. 28 A 34 DO CED E PROV 94\/2000 DO CFOAB &ndash; CONTE&Uacute;DO DO AN&Uacute;NCIO DEVER&Aacute; OBEDECER PRECEITOS DO ESTATUTO, CODIGO DE &Eacute;TICA E DISCIPLINA E PROV. 94\/2000 CFOAB, RESPEITANDO SOBRETUDO A VERACIDADE DAS INFORMA&Ccedil;&Otilde;ES &ndash;<\/span><\/span><\/strong><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"> &eacute; expressamente proibida a oferta de presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os por sociedade de advogados inexistente, caracterizando viola&ccedil;&atilde;o do art. 1&ordm; prov. 94\/2000 e infra&ccedil;&atilde;o disciplinar &agrave; luz do inciso ii do art. 34 do eoab &ndash; a indica&ccedil;&atilde;o das especialidades dos advogados deve corresponder aos ramos do direito legalmente reconhecidos, sendo que direito do consumidor de plano de sa&uacute;de e direito do consumidor de energia el&eacute;trica n&atilde;o o s&atilde;o, al&eacute;m de sugerirem convoca&ccedil;&atilde;o para postula&ccedil;&atilde;o, o que &eacute; vedado pela al&iacute;nea &ldquo;e&rdquo;, do art. 4&ordm; do prov. 94\/2000 do cfoab &ndash; a presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os de advocacia n&atilde;o pode ser divulgada conjuntamente com a assessoria para obten&ccedil;&atilde;o de cidadania estrangeira, posto serem atividades distintas, proibi&ccedil;&atilde;o expressa no &sect; 3&deg;, art. 1&deg; do eoab, 28 do ce e al&iacute;nea &ldquo;f&rdquo;, art. 4&deg; do provimento 94\/2000 do cfoab. Proc. E-3.947\/2010 &#8211; v.u., em 09\/12\/2010, do parecer e ementa da Rel. Dra. MARY GRUN, Rev. Dr. DI&Oacute;GENES MADEU &#8211; Presidente Dr. CARLOS JOS&Eacute; SANTOS DA SILVA.<\/span><\/span><\/p>\n<p><strong><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\">HONOR&Aacute;RIOS ADVOCATICIOS &#8211; SUCUMB&Ecirc;NCIA NA FASE DE EXECU&Ccedil;&Atilde;O &#8211; V&Aacute;RIAS HIP&Oacute;TESES DECORREM DA REVOGA&Ccedil;&Atilde;O DE PODERES ANTES OU DEPOIS DA SENTEN&Ccedil;A QUE CONCEDEU A SUCUMB&Ecirc;NCIA &#8211; INEXIBILIDADE LEGAL DE CONSTAR TAL DIREITO DE SUCUMB&Ecirc;NCIA EM CLAUSULA DE CONTRATO DE HONOR&Aacute;RIOS &#8211; REVOGA&Ccedil;&Atilde;O DE PODERES DO PRIMEIRO ADVOGADO E CONSTITUI&Ccedil;&Atilde;O DE NOVO ADVOGADO NOS AUTOS &#8211; DIREITO OU N&Atilde;O EM PARTILHAR A VERBA SUCUMBENCIAL ENTRE OS ADVOGADOS &#8211; INDEVIDO TAL DIREITO DE RATEIO, NA FASE EXECUTORIA, POR SUCUMB&Ecirc;NCIA J&Aacute; DETERMINADA EM SENTEN&Ccedil;A TRANSITADA EM JULGADO ANTES DA REVOGA&Ccedil;&Atilde;O DE PODERES.<\/span><\/span><\/strong><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"> Os honor&aacute;rios de sucumb&ecirc;ncia s&atilde;o aqueles que decorrem diretamente do sucesso que o trabalho levado a efeito pelo advogado proporcionou ao seu cliente em ju&iacute;zo e desta forma a ele pertence n&atilde;o havendo nenhuma exig&ecirc;ncia legal de se constar tal direito como clausula em contrato de honor&aacute;rios. Os honor&aacute;rios de sucumb&ecirc;ncia s&atilde;o aqueles que decorrem diretamente do sucesso que o trabalho levado a efeito pelo advogado proporcionou ao seu cliente em ju&iacute;zo. Eles derivam diretamente do processo judicial e t&ecirc;m suas regras gravadas nos artigos 20 e seguintes do CPC e no caso da trabalhista na lei 5584\/70(<span style=\"font-family: Arial;\">artigo 16<\/span>). A) Na hip&oacute;tese de revoga&ccedil;&atilde;o de poderes quando j&aacute; transitada em julgado a decis&atilde;o que os fixaram, os honor&aacute;rios sucumbenciais pertencem integralmente ao advogado cujo mandato foi revogado. B) Os honor&aacute;rios na fase de execu&ccedil;&atilde;o pertencem ao advogado que substituiu aquele que laborou na fase cognitiva. C) Se a revoga&ccedil;&atilde;o dos poderes se der antes de a senten&ccedil;a de primeiro grau transitar em julgado, os honor&aacute;rios ser&atilde;o divididos proporcionalmente entre o colega cujos poderes foram revogados e aquele que o substituiu, a teor dos artigos 23 e 24 do EAOAB e do artigo 14 do CED. A proporcionalidade da verba de sucumb&ecirc;ncia, inserida na consulta, dever&aacute; ser avaliada no campo judicial, ap&oacute;s procedimentos determinados pelo Juiz da causa, pois o advogado que trabalhou no processo, mesmo que parcialmente, tem direito a partilha desta verba nos termos dos artigos 14, 35 a 45 do CED e artigos 22 a 26 Estatuto da OAB. O advogado que tiver seu mandato revogado pelo cliente por eventual invoca&ccedil;&atilde;o de des&iacute;dia n&atilde;o poder&aacute; ser acusado sem que antes tal des&iacute;dia seja constatada e definida em procedimento adequado e com direito a ampla defesa e contradit&oacute;rio da parte interessada. A Primeira Turma de &Eacute;tica Profissional da OAB n&atilde;o tem compet&ecirc;ncia legal para dirimir esta pendenga. Precedentes E.3.607\/2008; E-2.941\/04; E.2.716\/03; E-2.734\/03; E.3.777\/2009; E.3.826\/2009. Proc. E-3.950\/2010 &#8211; v.u., em 09\/12\/2010, do parecer e ementa do Rel. Dr. CLAUDIO FELIPPE ZALAF, Rev. Dr. F&Aacute;BIO PLANTULLI &#8211; Presidente Dr. CARLOS JOS&Eacute; SANTOS DA SILVA.<\/span><\/span><\/p>\n<p><strong><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\">CASO CONCRETO &ndash; CONDUTA DO PR&Oacute;PRIO CONSULENTE E N&Atilde;O DE TERCEIROS &ndash; CONHECIMENTO APENAS EM TESE &ndash; AN&Aacute;LISE DE CONTRATO DE HONOR&Aacute;RIOS &ndash; IMPOSSIBILIDADE &ndash; HONOR&Aacute;RIOS ADVOCAT&Iacute;CIOS &ndash; A&Ccedil;&Otilde;ES CONDENAT&Oacute;RIAS &ndash; BASE DE C&Aacute;LCULO &ndash; BENEF&Iacute;CIO PATRIMONIAL OBTIDO EM FAVOR DO CLIENTE &ndash; RECEBIMENTO PELO CLIENTE DE BEM IM&Oacute;VEL SEJA POR DA&Ccedil;&Atilde;O EM PAGAMENTO SEJA POR ADJUDICA&Ccedil;&Atilde;O EM HASTA P&Uacute;BLICA &ndash; C&Aacute;LCULO DOS HONOR&Aacute;RIOS SOBRE O VALOR REAL DO BEM &ndash; ADMISSIBILIDADE.<\/span><\/span><\/strong><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"> O TED I tem compet&ecirc;ncia para conhecer de consultas que digam respeito a caso concreto, desde que estas n&atilde;o se refiram a conduta de terceiros e desde que a resposta seja lavrada em tese. O TED I n&atilde;o tem compet&ecirc;ncia para o exame de cl&aacute;usulas de contrato de presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os advocat&iacute;cios. Em tese, nada impede, do ponto de vista &eacute;tico profissional, que o percentual dos honor&aacute;rios devidos em raz&atilde;o do &ecirc;xito obtido em a&ccedil;&atilde;o condenat&oacute;ria incida sobre o valor real de bem im&oacute;vel recebido por da&ccedil;&atilde;o em pagamento ou adjudicado em hasta p&uacute;blica. Nesta &uacute;ltima hip&oacute;tese, o valor do bem pode ser considerado aquele constante de laudo de avalia&ccedil;&atilde;o inserto nos respectivos autos. Tamb&eacute;m n&atilde;o se afigura anti&eacute;tica a hip&oacute;tese do advogado convencionar com seu cliente que aguardar&aacute; a venda do bem adjudicado ou recebido por da&ccedil;&atilde;o em pagamento para cobrar seus honor&aacute;rios, que neste caso, podem incidir sobre o valor da avalia&ccedil;&atilde;o ou da pr&oacute;pria venda, ainda que maior ou menor do que o valor contido no laudo de avalia&ccedil;&atilde;o. Proc. E-3.955\/2010 &#8211; v.u., em 09\/12\/2010, do parecer e ementa do Rel. Dr. FABIO DE SOUZA RAMACCIOTTI, Rev. Dra. BEATRIZ MESQUITA DE ARRUDA CAMARGO KESTENER &#8211; Presidente Dr. CARLOS JOS&Eacute; SANTOS DA SILVA.<\/span><\/span><\/p>\n<p><strong><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\">&ldquo;MANDATO &ndash; OUTORGA DE PROCURA&Ccedil;&Atilde;O POR CLIENTE COM PODERES LIMITADOS AO ADVOGADO PARA UM &Uacute;NICO ATO PROCESSUAL &#8211; PRETENS&Atilde;O ESPECIFICA DO CLIENTE COM A ANU&Ecirc;NCIA DO ADVOGADO &#8211; APRESENTA&Ccedil;&Atilde;O SOMENTE DE CONSTESTA&Ccedil;&Atilde;O, VIA PROTOCOLO, EM RECLAMA&Ccedil;&Otilde;ES TRABALHISTAS &ndash; IN&Eacute;RCIA INTENCIONAL EM TODOS OS DEMAIS ATOS PROCESSUAIS TANTO NA FASE COGNITIVA QUANTO NA EXECUT&Oacute;RIA COM BASE NOS PODERES RECEBIDOS &ndash; ATITUDE N&Atilde;O RECOMEND&Aacute;VEL, POIS ADENTRA NA ANTIETICIDADE &#8211; CONTRATA&Ccedil;&Atilde;O FORMAL REPETE IN&Eacute;RCIA PROFISSIONAL COM INTUITOS ESTRAT&Eacute;GICOS DEFINIDOS &#8211; O ADVOGADO N&Atilde;O PODE SE PRESTAR A PRODUZIR ATO PROCESSUAL INOCUO COM FUNDAMENTO CONTRATUAL E PODERES RECEBIDOS &#8211; ANTIETICIDADE.<\/span><\/span><\/strong><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"> Em que pese a vontade do cliente em contratar advogado para um &uacute;nico ato processual de contesta&ccedil;&atilde;o notadamente na Justi&ccedil;a do Trabalho, expressada tal vontade no instrumento de mandato e contrato formal de honor&aacute;rios, deixando transcorrer sem manifesta&ccedil;&atilde;o os demais atos processuais por estrat&eacute;gia do cliente, tanto na fase cognitiva quanto na execut&oacute;ria, tal atitude se reveste de antieticidade que afronta os princ&iacute;pios morais que deve guarnecer a classe dos advogados. A in&eacute;rcia e a ci&ecirc;ncia do advogado com seu cliente, numa expressa inten&ccedil;&atilde;o protelat&oacute;ria do feito, adentra num conluio contra os princ&iacute;pios mais elementares da &eacute;tica profissional, mantendo atitude incompat&iacute;vel, com a advocacia, a teor do que disp&otilde;e o artigo 34, incisos VI; X; XVII; XXV do Estatuto da Advocacia (lei 8.906 de 04 de julho de 1994). Proc. E-3.956\/2010 &#8211; v.u., em 09\/12\/2010, do parecer e ementa do Rev. Dr. CL&Aacute;UDIO FELIPPE ZALAF, vencido o Rel. Dr. JOS&Eacute; EDUARDO HADDAD &#8211; Presidente Dr. CARLOS JOS&Eacute; SANTOS DA SILVA.<\/span><\/span><\/p>\n<p><strong><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\">ATIVIDADE N&Atilde;O ADVOCAT&Iacute;CIA &ndash; EXERC&Iacute;CIO POR ADVOGADO &ndash; POSSIBILIDADE, SALVO AS EXCE&Ccedil;&Otilde;ES EXPRESSAS NO ART. 28 DO EAOAB &#8211; ATIVIDADE N&Atilde;O ADVOCAT&Iacute;CIA &ndash; EXERC&Iacute;CIO EM CONJUNTO COM A ADVOCACIA, NO MESMO LOCAL E COM OS MESMOS FUNCION&Aacute;RIOS &ndash; IMPOSSIBILIDADE &#8211; EXERC&Iacute;CIO DE ATIVIDADE ADVOCAT&Iacute;CIA E N&Atilde;O ADVOCAT&Iacute;CIA EM LOCAIS DISTINTOS MAS COM OS MESMOS EMPREGADOS &ndash; VEDA&Ccedil;&Atilde;O &#8211; PUBLICIDADE CONJUNTA COM OUTRA ATIVIDADE MESMO EXERCIDA EM LOCAL DISTINTO &ndash; VEDA&Ccedil;&Atilde;O.<\/span><\/span><\/strong><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"> Ao advogado n&atilde;o &eacute; vedado o exerc&iacute;cio de outras profiss&otilde;es ou atividades, exceto aquelas expressamente relacionadas no art. 28 do Estatuto da Advocacia e da OAB. &Eacute; vedado, no entanto, o exerc&iacute;cio da advocacia em conjunto com qualquer outra atividade, no mesmo local e com os mesmos funcion&aacute;rios. Tal atua&ccedil;&atilde;o conjunta p&otilde;e em risco a garantia de inviolabilidade do escrit&oacute;rio, arquivos, documentos, comunica&ccedil;&otilde;es, correspond&ecirc;ncias, etc. do advogado, estabelecida no art. 7&ordm;, inciso II, do EAOAB, pois tal garantia n&atilde;o se estende &agrave;s atividades n&atilde;o advocat&iacute;cias. &Eacute; vedado o exerc&iacute;cio de atividade advocat&iacute;cia e n&atilde;o advocat&iacute;cia, ainda que em locais distintos, mas com os mesmos empregados, pois isto acabaria caracterizando a atividade conjunta exercida por vias transversas. Al&eacute;m disto, o advogado n&atilde;o pode fazer publicidade de sua profiss&atilde;o em conjunto com outra profiss&atilde;o, ainda que a exer&ccedil;a em locais distintos, conforme proibi&ccedil;&atilde;o expressa no art. 28 do C&oacute;digo de &Eacute;tica e Disciplina da OAB. Proc. E-3.958\/2010 &#8211; v.u., em 09\/12\/2010, do parecer e ementa do Rel. Dr. ZANON DE PAULA BARROS, Rev. Dra. MARCIA DUTRA LOPES MATRONE &#8211; Presidente Dr. CARLOS JOS&Eacute; SANTOS DA SILVA.<\/span><\/span><\/p>\n<p><strong><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\">CHEFIA DE GOVERNO MUNICIPAL(SECRETARIADO) &ndash; INCOMPATIBILIDADE &ndash; O SECRET&Aacute;RIO MUNICIPAL E O SECRET&Aacute;RIO MUNICIPAL ADJUNTO QUE SUBSTITUI O PRIMEIRO EM SUAS AUS&Ecirc;NCIA E IMPEDIMENTOS, PORQUE NA FUN&Ccedil;&Atilde;O DE DIRIGENTE DE &Oacute;RG&Atilde;O JUR&Iacute;DICO DA ADMINISTRA&Ccedil;&Atilde;O P&Uacute;BLICA DIRETA, S&Atilde;O EXCLUSIVAMENTE LEGITIMADOS PARA O EXERC&Iacute;CIO DA ADVOCACIA VINCULADA &Agrave; FUN&Ccedil;&Atilde;O QUE EXER&Ccedil;AM, DURANTE O PER&Iacute;ODO DA INVESTIDURA. INTERPRETA&Ccedil;&Atilde;O DOS ARTIGOS 28, INCISO III E 29 DO ESTATUTO DA ADVOCACIA.<\/span><\/span><\/strong><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"> Advogado que passa a exercer cargo de secret&aacute;rio adjunto municipal, e que, por for&ccedil;a de seu m&uacute;nus p&uacute;blico, poder&aacute; ter que substituir o secret&aacute;rio titular da pasta, e, portanto, participar da chefia de governo municipal, como se fosse o pr&oacute;prio Secret&aacute;rio titular, fica incompatibilizado para o exerc&iacute;cio da advocacia, por comando do artigo 28 da Lei n&ordm; 8.906\/94. O disposto no inciso III abrange todos aqueles que ocupem cargos ou fun&ccedil;&otilde;es de dire&ccedil;&atilde;o de &oacute;rg&atilde;os da Administra&ccedil;&atilde;o P&uacute;blica direta, indireta ou fundacional. Refere-se ao exerc&iacute;cio do cargo ou fun&ccedil;&atilde;o, de forma que n&atilde;o se distingue seja a fun&ccedil;&atilde;o exercida em car&aacute;ter intermitente ou permanente. O secret&aacute;rio Municipal e o secret&aacute;rio municipal adjunto, que substitui o primeiro nos seus impedimentos e aus&ecirc;ncias, porque est&atilde;o investidos na fun&ccedil;&atilde;o de dirigentes de &oacute;rg&atilde;o jur&iacute;dico da Administra&ccedil;&atilde;o P&uacute;blica direta, indireta e fundacional, s&atilde;o exclusivamente legitimados para o exerc&iacute;cio da advocacia vinculada &agrave; fun&ccedil;&atilde;o que exer&ccedil;a, durante o per&iacute;odo da investidura. &Agrave; Douta Comiss&atilde;o de Sele&ccedil;&atilde;o cabe proceder a anota&ccedil;&atilde;o no prontu&aacute;rio do advogado, dada a compet&ecirc;ncia estabelecida no artigo 63, letra &lsquo;c&rsquo; do Regimento Interno da OAB \/ SP. Precedentes: Processos n&ordm;s E&ndash;2.304\/2001, E&ndash;3.126\/05, E&ndash;3.172\/05 e E&ndash;3.722\/2009 e Proc. E-3.749\/2009. Proc. E-3.959\/2010 &#8211; v.u., em 09\/12\/2010, do parecer e ementa da Rel. Dra. BEATRIZ MESQUITA DE ARRUDA CAMARGO KESTENER, Rev. Dr. LUIZ FRANCISCO TORQUATO AVOLIO &#8211; Presidente Dr. CARLOS JOS&Eacute; SANTOS DA SILVA.<\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tempo de leitura: 17 minutos S&atilde;o Paulo(SP) &#8211; Os artigos jur&iacute;dicos de advogados e a publicidade de escrit&oacute;rios s&atilde;o permitidos [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[25],"tags":[],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5948"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5948"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5948\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5948"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5948"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5948"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}