{"id":6052,"date":"2012-01-25T00:00:00","date_gmt":"2012-01-29T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2012-01-25T00:00:00","modified_gmt":"2012-01-25T00:00:00","slug":"Hospital-Napoleao-Laureano-conta-com-apoio-de-parlamentares","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/2012\/01\/25\/Hospital-Napoleao-Laureano-conta-com-apoio-de-parlamentares\/","title":{"rendered":"Hospital Napole\u00e3o Laureano conta com apoio de parlamentares"},"content":{"rendered":"<div id=\"tt-temp-estim\">Tempo de leitura: 44 minutos<\/div><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><br \/>\n<strong>Jo&atilde;o Pessoa(PB) &#8211;<\/strong> Senadores e deputados federais que comp&otilde;em a bancada paraibana no Congresso Nacional desde 2009 t&ecirc;m se empenhado em colaborar com o <a href=\"http:\/\/www.obeabadosertao.com.br\/v3\/orniudo_fernandes\/hospital-napoleao-laureano---um-templo-sagrado-de-esperanca_2178.html\">Hospital Napole&atilde;o Laureano<\/a>. Os valores consignados no Or&ccedil;amento, atrav&eacute;s de emendas individuais, j&aacute; chegam com destina&ccedil;&atilde;o de uso determinada pelos parlamentares e visam principalmente despesas de custeio e aquisi&ccedil;&atilde;o de equipamentos.<\/p>\n<p>\nO Hospital Laureano chega a receber recursos destacados por parlamentares de bancadas de outros estados, como &eacute; o caso da deputada Luiza Erundina de S&atilde;o Paulo.<\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"465\" align=\"absMiddle\" height=\"311\" alt=\"\" src=\"\/UserFiles\/Image\/saude\/medicina\/tomografo_emissao_positrons_465.jpg\" \/><\/span><\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"> Para o or&ccedil;amento deste exerc&iacute;cio, salientamos a expressiva participa&ccedil;&atilde;o do deputado federal Ruy Carneiro, cuja emenda visa a aquisi&ccedil;&atilde;o de um <strong>PET CT(<span style=\"color: rgb(255, 0, 0);\"><span style=\"font-family: Arial;\">Positron Emission Tomography\/Computed Tomography<\/span><\/span>)<\/strong>, equipamento de tecnologia avan&ccedil;ada, de diagn&oacute;stico por imagem.<\/p>\n<p><\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><img decoding=\"async\" width=\"465\" align=\"absMiddle\" height=\"311\" src=\"\/UserFiles\/Image\/saude\/medicina\/medico_joao_batista_simoes_diretor_hospital_laureano_joao_pessoa_pb_465.jpg\" alt=\"\" \/><\/span><\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"> <br \/>\nSegundo Jo&atilde;o Sim&otilde;es<strong>(<span style=\"color: rgb(255, 0, 0);\"><span style=\"font-family: Arial;\">Foto acima<\/span><\/span>)<\/strong>, diretor do Hospital Laureano, os motivos que mant&eacute;m a Institui&ccedil;&atilde;o merecedora de recursos p&uacute;blicos, s&atilde;o a seriedade, a credibilidade e a transpar&ecirc;ncia com que a mesma vem conduzindo ao longo de 50 anos de ininterrupta atividade. A tempestiva presta&ccedil;&atilde;o de contas &eacute; igualmente de extrema import&acirc;ncia: &ldquo;<em>Informamos o andamento de cada passo do processo necess&aacute;rio para o recebimento de recursos p&uacute;blicos, e a seriedade com que o Hospital atua &eacute; par&acirc;metro para estarmos sempre nas inten&ccedil;&otilde;es dos parlamentares<\/em>&rdquo;, afirma.<\/p>\n<p><\/span><\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"> <br \/>\nO Hospital Laureano &eacute; refer&ecirc;ncia em aten&ccedil;&atilde;o oncol&oacute;gica no Estado da Para&iacute;ba, atendendo em tratamento oncol&oacute;gico mensalmente cerca de 3100 pacientes do SUS oriundos de todo Estado.<\/p>\n<p><span style=\"color: rgb(255, 0, 0);\"><span style=\"font-size: large;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><strong>Biografia<\/strong><\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p><\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><img decoding=\"async\" width=\"465\" align=\"absMiddle\" height=\"311\" alt=\"\" src=\"\/UserFiles\/Image\/saude\/medicina\/medico_napoleao_rodrigues_laureano_465.jpg\" \/><\/span><\/span><br \/>\n<span style=\"color: rgb(255, 0, 0);\"><strong><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\">Napole&atilde;o Rodrigues Laureano: M&eacute;dico revolucionou o tratamento do c&acirc;ncer.<\/span><\/span><\/strong><\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><br \/>\n<\/span><\/span><strong><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\">Napole&atilde;o Rodrigues Laureano<\/span><\/span><\/strong><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"> nasceu em Riacho de Natuba, ent&atilde;o integrada ao munic&iacute;pio de Umbuzeiro(<span style=\"font-family: Arial;\">PB<\/span>), a 22 de agosto de 1914 e desencarnou no Rio de Janeiro(<span style=\"font-family: Arial;\">RJ<\/span>), a 31 de maio de 1951. Era filho do tenente Floriano Rodrigues Laureano e Theophila Bezerra da Silva. Foi casado com Marcina Sampaio de Melo Laureano, filha de Jos&eacute; Oemio de Melo e Maria Sampaio de Melo. Como filha, o casal adotou Maria do Socorro Sampaio Laureano, nascida em Recife(<span style=\"font-family: Arial;\">PE<\/span>) em 18 de junho de 1946.<\/p>\n<p>\nEm 1943, diplomou-se pela Faculdade de Medicina pela Universidade Federal de Pernambuco ap&oacute;s um curso brilhante, onde se distinguiu entre seus companheiros de turma; foi disc&iacute;pulo do renomado professor Ageu Magalh&atilde;es, grande anatomo-patologista pernambucano, tendo freq&uuml;entado o Servi&ccedil;o Nacional do C&acirc;ncer, no Rio de Janeiro. Especializou-se em cirurgia do c&acirc;ncer.<br \/>\n<\/span><\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"> <br \/>\nLogo ap&oacute;s sua formatura, voltou a Jo&atilde;o Pessoa e abriu consult&oacute;rio na rua Bar&atilde;o do Triunfo, 474, 1&ordm; andar. Conforme an&uacute;ncio publicado no jornal &quot;<em>A Uni&atilde;o<\/em>&quot; durante o m&ecirc;s de outubro de 1944, Napole&atilde;o Laureano oferecia seus servi&ccedil;os nas seguintes especialidades: doen&ccedil;as das senhoras, opera&ccedil;&otilde;es, partos, tratamento cir&uacute;rgico das cicatrizes e outros defeitos cong&ecirc;nitos ou adquiridos. A essa &eacute;poca residia &agrave; rua Monsenhor Walfredo, 663, em Tambi&aacute;, Jo&atilde;o Pessoa(<span style=\"font-family: Arial;\">PB<\/span>).<\/p>\n<p>\nAo lado do doutor Asdr&uacute;bal Marsiglia de Oliveira, Laureano foi dos primeiros m&eacute;dicos paraibanos a se dedicarem ao tratamento do c&acirc;ncer, uma doen&ccedil;a maldita e preconceituosa nos anos 40. O canceroso, mesmo entre os profissionais da Medicina, era discriminado. Nem todos se acercavam do paciente com uma dose de humanismo.<\/p>\n<p><\/span><\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"> <span style=\"color: rgb(0, 0, 255);\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><strong><br \/>\nParticipa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica<\/strong><\/span><\/span><\/span><br \/>\nDesde os tempos de universit&aacute;rio, vivendo os momentos finais da ditadura de Get&uacute;lio Vargas, Laureano engajara-se no movimento dos estudantes pernambucanos contra o Estado Novo. Era natural seu comportamento nessa fase da vida brasileira, embora n&atilde;o fosse um militante de primeira linha.<\/p>\n<p>\nSua dedica&ccedil;&atilde;o no atendimento dos pobres f&ecirc;-lo ingressar na pol&iacute;tica em 1945, por ocasi&atilde;o da redemocratiza&ccedil;&atilde;o, filiando-se &agrave; Uni&atilde;o Democr&aacute;tica Nacional &#8211; UDN, partido por onde foi eleito vereador para a C&acirc;mara Municipal de Jo&atilde;o Pessoa, hoje Casa Napole&atilde;o Laureano.<\/p>\n<p>\nAp&oacute;s tantos anos sem funcionar, a campanha para vereador foi bastante renhida por se tratar da primeira elei&ccedil;&atilde;o para a C&acirc;mara Municipal, com os candidatos se engalfinhando na disputa por apenas doze vagas.<\/p>\n<p><\/span><\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"> A Uni&atilde;o Democr&aacute;tica Nacional &#8211; UDN fez a maioria dos vereadores, tendo Napole&atilde;o Laureano recebido uma vota&ccedil;&atilde;o consagradora, ficando em segundo lugar, com 959 votos, suplantado apenas pelo vereador Cabral Batista, que obteve 974 votos.<\/p>\n<p>\nNa primeira elei&ccedil;&atilde;o da Mesa Diretora da C&acirc;mara, ele foi eleito Vice-presidente, tendo logo em seguida assumido a Presid&ecirc;ncia, desde que o Presidente, vereador Miguel Bastos, assumira a Prefeitura, uma vez que seus titulares, prefeito e vice-prefeito entraram de licen&ccedil;a para tratamento de sa&uacute;de. Assim, Laureano foi o primeiro Presidente da C&acirc;mara Municipal de Jo&atilde;o Pessoa nessa nova fase.<\/p>\n<p>\nSua lideran&ccedil;a era inconteste, pois chegou a ser seu presidente no per&iacute;odo de 49 a 51, tendo se afastado por ter sido acometido de c&acirc;ncer. Com sua morte a 31 de maio de 1951 deixou de assumir a presid&ecirc;ncia da C&acirc;mara, cuja dire&ccedil;&atilde;o era composta por ele, como Presidente; Miguel Bastos Lisboa, Vice-presidente; Henrique Bernardo Cordeiro; 1&ordm; Secret&aacute;rio; Jo&atilde;o Batista Cabral, 2&ordm; Secret&aacute;rio. Logo ap&oacute;s a sua morte, no dia 5 de junho o vereador Miguel Bastos Lisboa foi eleito para substitu&iacute;-lo.<\/p>\n<p>\nEra Governador do Estado Jos&eacute; Am&eacute;<\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\">rico de Almeida.<\/p>\n<p><span style=\"color: rgb(0, 0, 255);\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><strong>O martirol&oacute;gio<\/strong><\/span><\/span><\/span><br \/>\nA doen&ccedil;a de Laureano ensejou uma luta sem quartel, promovendo uma grande campanha nacional em prol da assist&ecirc;ncia hospitalar aos cancerosos do Brasil, contribuindo para a funda&ccedil;&atilde;o do Hospital do C&acirc;ncer da Para&iacute;ba e a cria&ccedil;&atilde;o da Funda&ccedil;&atilde;o Nacional do C&acirc;ncer, no Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>\nPor sua pertin&aacute;cia na conquista desse desiderato, foi consagrado como o patrono dos cancerosos.<\/p>\n<p>\nO notici&aacute;rio do jornal &quot;<em>A Uni&atilde;o<\/em>&quot;, a partir de 13 de mar&ccedil;o de 1951, passou a informar com assiduidade a situa&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de de Napole&atilde;o, assim como os jornais do Rio de Janeiro passaram a se ocupar de sua situa&ccedil;&atilde;o, enfatizando o problema do c&acirc;ncer no pa&iacute;s, onde cerca de 30 mil brasileiros eram portadores daquele mal.<br \/>\n<\/span><\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"> <br \/>\nNa sexta-feira, 16 de mar&ccedil;o, Napole&atilde;o seguiu para o Rio de Janeiro. Antes ele j&aacute; havia ido aos Estados Unidos, onde permaneceu alguns meses tratando-se no Memorial Center Hospital de Nova York, onde os especialistas o haviam desenganado ante &agrave;s prec&aacute;rias condi&ccedil;&otilde;es do combate ao c&acirc;ncer da &eacute;poca, dando-lhe semanas ou meses de vida.<\/p>\n<p>\nEm Recife, onde se encontrava, ap&oacute;s retornar dos Estados Unidos, foi sempre cercado dos cuidados da classe m&eacute;dica e da popula&ccedil;&atilde;o, que vinham acompanhando seu estado de sa&uacute;de, o qual era cada dia mais grave, uma vez que perdia for&ccedil;as a olhos vistos.<\/p>\n<p>\nFoi aberta uma subscri&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica para custear sua viagem ao Rio. Mas as despesas previstas eram enormes. Da&iacute; Napole&atilde;o ter feito um apelo aos paraibanos, atrav&eacute;s dos &quot;<em>Di&aacute;rios Associados<\/em>&quot;: &ldquo;<em>Ilustres Senhores, ningu&eacute;m poder&aacute; duvidar das minhas inten&ccedil;&otilde;es, pois condenado como estou pela medicina, nada pretendo para mim e nem para qualquer familiar, o que eu quero &eacute; o apoio de todos no engajamento de uma grande campanha. Profissionalmente me faltar&atilde;o as for&ccedil;as necess&aacute;rias para qualquer iniciativa. Assim, n&atilde;o pe&ccedil;o para mim, mas para meus patr&iacute;cios, para milhares de brasileiros que, pelo interior, s&atilde;o v&iacute;timas do mesmo mal que me acometeu. Sinto for&ccedil;as morais para pedir, porque conhe&ccedil;o a sensa&ccedil;&atilde;o de ser presa dessa mol&eacute;stia terr&iacute;vel, pedir ao povo e ao<\/em><\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><em> Governo que me auxiliem a morrer tranq&uuml;ilo, com o conforto de haver feito algo, ao menos pela Para&iacute;ba, neste setor que abracei como especialidade &#8211; de luta contra o c&acirc;ncer. Quero, portanto, ver fundado um centro de combate ao c&acirc;ncer, em Jo&atilde;o Pessoa, na Para&iacute;ba, ainda antes de morrer, se a sorte me permitir<\/em>&quot;.<\/p>\n<p><span style=\"color: rgb(0, 0, 255);\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><strong>O idealista<\/strong><\/span><\/span><\/span><br \/>\nEle aproveitou sua breve exist&ecirc;ncia para tra&ccedil;ar um vasto plano de a&ccedil;&atilde;o em benef&iacute;cio dos cancerosos brasileiros. Dirigiu-se, primeiramente, ao governador Jos&eacute; Am&eacute;rico de Almeida, pedindo uma verba para adquirir um equipamento de radium destinado ao servi&ccedil;o de verifica&ccedil;&atilde;o de &oacute;bitos e de anatomia patol&oacute;gica para Jo&atilde;o Pessoa(<span style=\"font-family: Arial;\">PB<\/span>) e para a prepara&ccedil;&atilde;o de um t&eacute;cnico competente para utiliz&aacute;-lo. Essa verba solicitada seria de 150 mil cruzeiros.<\/p>\n<p><\/span><\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"> Em sua mensagem, afirmou: &ldquo;&#8230; <em>n&atilde;o tenho intuitos sensacionalistas e n&atilde;o desejo me transformar em her&oacute;i ou m&aacute;rtir da ci&ecirc;ncia, quero, isto sim, contribuir para aplacar as dores dos que, como eu, foram atacados da terr&iacute;vel mol&eacute;stia. N&atilde;o me preocupa a proximidade da minha morte<\/em>&rdquo;.<\/p>\n<p>\nCerta ocasi&atilde;o, M&aacute;rio Kroeff, entre outras considera&ccedil;&otilde;es disse o seguinte: &quot;<em>Acho edificante ter um homem os dias contados e estar ainda pensando no pr&oacute;ximo. Qualquer outro indiv&iacute;duo, em melhores condi&ccedil;&otilde;es, j&aacute; se encontraria no fundo de uma cama, ditando suas &uacute;ltimas disposi&ccedil;&otilde;es, entregue &agrave; fatalidade. O comum na vida &eacute; haver uma rea&ccedil;&atilde;o natural de revolta nas criaturas, em face da dor e do infort&uacute;nio. Este homem, j&aacute; com suas for&ccedil;as f&iacute;sicas alquebradas, ainda sente for&ccedil;as morais capazes de levantarem sua pr&oacute;pria mat&eacute;ria para conduzir uma campanha como esta, que serve de exemplo vivo a todos, exemplo t&eacute;trico que ora &eacute; focalizado, e para o qual devemos chamar a aten&ccedil;&atilde;o do p&uacute;blico, do governo e dos afortunados<\/em>&quot;.<br \/>\n<\/span><\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"> <br \/>\nAsdr&uacute;bal de Oliveira, m&eacute;dico de renome e professor universit&aacute;rio laureado, certa vez, em entrevista declarou: &ldquo;<em>Posso dizer com certeza algo desse colega, Napole&atilde;o Laureano, em virtude de eu ter privado com ele, na &eacute;poca mais dif&iacute;cil em que a Para&iacute;ba se preparava para tratar do c&acirc;ncer. Ele era um idealista. Para a vida que levou, o resultado econ&ocirc;mico n&atilde;o era problema para ele, jamais deixou de atender um paciente porque n&atilde;o dispunha de recursos. Seu consult&oacute;rio, que eu convivi e freq&uuml;entei, atendia 80% dos pacientes, gratuitamente. O seu lado humano, &eacute; preciso que se diga, era absolutamente perfeito de bondade, era um homem voltado para o sofrimento humano, sem levar em considera&ccedil;&atilde;o seus problemas pessoais. O gesto mais nobre e engrandecedor de Napole&atilde;o Laureano, ap&oacute;s saber que era canceroso, foi procurar o presidente Get&uacute;lio Vargas e pedir-lhe que constru&iacute;sse um hospital de c&acirc;ncer na Para&iacute;ba. Ele foi o &uacute;nico respons&aacute;vel ideol&oacute;gico pela constru&ccedil;&atilde;o desse Hospital que, por merecimento, tem o seu nome<\/em>&rdquo;.<\/p>\n<p><\/span><\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"> Ele sempre se queixava que a demora em se auto-diagnosticar foi por conta da falta de aparelhagem na Para&iacute;ba para tal, raz&atilde;o por que seu primeiro pedido ao governador Jos&eacute; Am&eacute;rico de Almeida foi para que adquirisse um equipamento de radium.<\/p>\n<p>\nO c&acirc;ncer(<span style=\"font-family: Arial;\">osteossarcoma<\/span>) que atingiu Napole&atilde;o Laureano estava localizado no seio maxilar e considerado fora de possibilidade terap&ecirc;utica, em menos de um ano do aparecimento dos primeiros sintomas, dominara-lhe inteiramente o organismo.<\/p>\n<p>\nO jornalista Yeddo Mendon&ccedil;a, da Ag&ecirc;ncia Meridional, assim o descreveu em despacho telegr&aacute;fico: &ldquo;<em>Magro, macilento, de pernas fracas, o corpo inclinado, anda com dificuldade, apesar da muleta e bengala em que se ap&oacute;ia. Quantos o v&ecirc;em t&ecirc;m a impress&atilde;o de que sua vida est&aacute; por um fio, podendo extinguir-se a qualquer momento, isso, contudo, n&atilde;o o impede de atender a dezenas de pessoas que o procuram desde o momento de sua chegada aqui(em Recife). Para a imprensa tem sempre palavras de agradecimento e esperan&ccedil;as. Concluindo, manifestou a esperan&ccedil;a de que os &quot;Di&aacute;rios Associados&quot; o auxiliem nessa campanha de benemer&ecirc;ncia pelo Brasil<\/em>&rdquo;.<\/p>\n<p><\/span><\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"> Antes de viajar para o Rio, Napole&atilde;o esteve em Jo&atilde;o Pessoa, sendo recebido no aeroporto de Santa Rita por autoridades, jornalistas e milhares de pessoas de todas as camadas sociais. Em seguida, grande massa locomoveu-se at&eacute; a sua resid&ecirc;ncia, &agrave; Avenida Capit&atilde;o Jos&eacute; Pessoa, em Jaguaribe, acompanhando o autom&oacute;vel que o transportava. Esta&ccedil;&atilde;o de r&aacute;dio local transmitiu todo o drama de sua chegada &agrave; Para&iacute;ba, que vinha dos Estados Unidos, ap&oacute;s passar alguns dias no Recife.<\/p>\n<p><span style=\"color: rgb(0, 0, 255);\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><strong>Iniciada a campanha pr&oacute;-Hospital do C&acirc;ncer<\/strong><\/span><\/span><\/span><br \/>\nSuas primeiras revela&ccedil;&otilde;es foram no sentido de lan&ccedil;ar a id&eacute;ia de construir um hospital para cancerosos em Jo&atilde;o Pessoa, com a contribui&ccedil;&atilde;o volunt&aacute;ria de quantos quisessem ver concretizada uma obra que, al&eacute;m de marcar um grande passo na hist&oacute;ria da Para&iacute;ba, viria contribuir para a diminui&ccedil;&atilde;o de &oacute;bitos produzidos pela terr&iacute;vel mol&eacute;stia.<\/p>\n<p>\nO movimento, mereceu o apoio do Governo, de autoridades estaduais e municipais e do povo em geral. A id&eacute;ia lan&ccedil;ada obteve apoio imediato, com a contribui&ccedil;&atilde;o de diversas pessoas.<\/p>\n<p><\/span><\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"> No dia 15 de mar&ccedil;o, ocorreu a posse da nova mesa diretora da C&acirc;mara Municipal. Laureano havia sido eleito presidente para o per&iacute;odo 1951\/52. Ele foi empossado, embora sem comparecer. A Mesa ficou assim constitu&iacute;da: Presidente: Napole&atilde;o Laureano; Vice-presidente: Miguel Bastos Lisboa; 1&ordm; Secret&aacute;rio: Henrique Bernardo Cordeiro; 2&ordm; Secret&aacute;rio: Jo&atilde;o Batista Cabral.<\/p>\n<p>\nOs acad&ecirc;micos de Medicina foram os primeiros a se movimentarem em torno da campanha pr&oacute;-constru&ccedil;&atilde;o do Hospital Napole&atilde;o Laureano, em Jo&atilde;o Pessoa, formando uma comiss&atilde;o constitu&iacute;da por v&aacute;rios universit&aacute;rios. Ela comunicou que havia sido instalada uma Comiss&atilde;o Central que dirigiria a propaganda, com a participa&ccedil;&atilde;o de membros da classe m&eacute;dica da Para&iacute;ba.<\/p>\n<p>\nRepresentantes de diversas categorias empresariais tamb&eacute;m aderiram.<\/p>\n<p><span style=\"color: rgb(0, 0, 255);\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><strong>Viagem ao Rio de Janeiro, a luta continua<\/strong><\/span><\/span><\/span><br \/>\nO Presidente Get&uacute;lio Vargas havia oferecido um avi&atilde;o da For&ccedil;a A&eacute;rea Brasileira para transportar o doutor Napole&atilde;o Laureano ao Rio, tendo Laureano agradecido a gentileza do Presidente, por ser mais c&ocirc;moda a viagem pelo Constelation da Panair. Como a aeronave da Panair atrasou, Napole&atilde;o viajou pelo avi&atilde;o da FAB.<br \/>\n<\/span><\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"> <br \/>\nSua situa&ccedil;&atilde;o havia piorado, pois a outra perna tinha sido atingida, criando-lhe dificuldade para andar.<\/p>\n<p>\nO Presidente Get&uacute;lio Vargas colocou a disposi&ccedil;&atilde;o de Laureano um importante posto no Servi&ccedil;o Nacional do C&acirc;ncer em reconhecimento do Governo e da Na&ccedil;&atilde;o pelos seus esfor&ccedil;os humanit&aacute;rios. Convidou tamb&eacute;m a esposa, dona Marcina, para o posto de enfermeira-chefe daquele S<\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\">ervi&ccedil;o.<\/p>\n<p>\nO &quot;<em>Di&aacute;rio Carioca<\/em>&quot; anunciou que no dia seguinte, na sede do jornal, haveria uma mesa redonda com a participa&ccedil;&atilde;o de Laureano, presentes Mario Kroeff, Alberto Coutinho, Jorge Marsillac, Orlando Machado e outros especialistas do c&acirc;ncer, tendo sido convidados tamb&eacute;m o Ministro da Educa&ccedil;&atilde;o, o Prefeito, o Diretor da Sa&uacute;de, o Secret&aacute;rio da Sa&uacute;de e Assistente da Prefeitura. O assunto principal era o problema do c&acirc;ncer no pa&iacute;s, havendo uma verdadeira sabatina, transmitida por v&aacute;rias emissoras cariocas com perguntas e respostas.<\/p>\n<p>\nMario Kroeff, ap&oacute;s examinar Laureano, recomendou seu tratamento no Servi&ccedil;o Nacional do C&acirc;ncer, sob os cuidados dos m&eacute;dicos Orlando Machado e Ant&ocirc;nio Vieira, tendo o paciente se internado no Hospital Graffee Guinle, no Flamengo. O tratamento a que foi submetido constou de irradia&ccedil;&otilde;es para debelar as diferentes localiza&ccedil;&otilde;es que o c&acirc;ncer atingira. Sem qualquer esperan&ccedil;a de cura, o objetivo era prolongar sua vida e amenizar os seus sofrimentos.<\/span><\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"> <\/p>\n<p>\n<span style=\"color: rgb(0, 0, 255);\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><strong>Movimento nacional de combate ao c&acirc;ncer<\/strong><\/span><\/span><\/span><br \/>\nNa reuni&atilde;o promovida pelo &quot;<em>Di&aacute;rio Carioca<\/em>&quot; o ponto alto foi a cria&ccedil;&atilde;o da Funda&ccedil;&atilde;o Nacional do C&acirc;ncer. A Funda&ccedil;&atilde;o Nacional do C&acirc;ncer, para onde deveriam ser encaminhadas as doa&ccedil;&otilde;es do pa&iacute;s, adotou como endere&ccedil;o a rua Erasmo Braga, 22, no Rio de Janeiro, para onde, do pa&iacute;s inteiro, come&ccedil;aram a chegar doa&ccedil;&otilde;es de particulares e empresas.<\/p>\n<p>\nA C&acirc;mara Municipal de Jo&atilde;o Pessoa, em sess&atilde;o do dia 20 de mar&ccedil;o de 1951, aprovou o projeto do vereador M&aacute;rio Ant&ocirc;nio da Gama e Melo abrindo um cr&eacute;dito de cem mil cruzeiros para a aquisi&ccedil;&atilde;o de um terreno onde seria constru&iacute;do o Hospital Napole&atilde;o Laureano.<\/p>\n<p>\nNo Senado, Ruy Carneiro louvou o apoio do governo paraibano e da popula&ccedil;&atilde;o em prol da campanha pela funda&ccedil;&atilde;o de um Hospital do C&acirc;ncer na Para&iacute;ba.<\/p>\n<p><\/span><\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"> No Rio de Janeiro, apesar de sua fraqueza, Napole&atilde;o Laureano continuava sua campanha em favor dos cancerosos do pa&iacute;s, querendo aproveitar suas pequenas melhoras para visitar S&atilde;o Paulo e Minas, onde deflagraria a campanha merit&oacute;ria em prol da cria&ccedil;&atilde;o de &oacute;rg&atilde;os de combate ao c&acirc;ncer e assist&ecirc;ncia aos cancerosos. No dia 20 falou na Hora do Brasil. Seu entusiasmo n&atilde;o arrefecia, apesar das pioras.<\/p>\n<p>\nNo dia 28 de mar&ccedil;o, o deputado federal Janduhy Carneiro fez uma visita a Napole&atilde;o, em nome do governador Jos&eacute; Am&eacute;rico de Almeida, informando-lhe que o Estado patrocinaria uma viagem a Europa para tratar-se, se isso fosse necess&aacute;rio.<\/p>\n<p>\nO jornal &quot;<em>A Uni&atilde;o<\/em>&quot; transcreve, na 1&ordf; p&aacute;gina, o seguinte telegrama:<br \/>\n<\/span><\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"> &ldquo;<em>Rio, 28 &#8211; Estamos chegando ao fim da marcha &#8211; disse o m&eacute;dico Napole&atilde;o Laureano a sua esposa, num dos momentos de completa lucidez que teve, em meio &agrave;s dores j&aacute; incontrol&aacute;veis que vem castigando o seu corpo. A tarde e a noite de hoje foram verdadeiramente dolorosas para o doutor Napole&atilde;o Laureano. A despeito do tratamento, caminha rapidamente para a morte o homem que levantou a maior cruzada na hist&oacute;ria pela reden&ccedil;&atilde;o dos cancerosos do Brasil. Em seu favor nada pode fazer a medicina brasileira, a n&atilde;o ser testemunhar o cumprimento da senten&ccedil;a dos cirurgi&otilde;es do Memorial Center Hospital, de Nova York. Em conseq&uuml;&ecirc;ncia dos esfor&ccedil;os despendidos, desde que aqui chegou, o doutor Laureano n&atilde;o tem mais for&ccedil;as. Ontem passou a noite em claro, chamando a cada minuto pela esposa, que n&atilde;o o abandonava. Amanheceu melhor e voltou a ser o homem est&oacute;ico. Declarou: O povo compreendeu o alcance do movimento que encabecei. Agrade&ccedil;o mais uma vez a colabora&ccedil;&atilde;o de todos, em meu nome e de todos os cancerosos do Brasil<\/em>&rdquo;.<\/p>\n<p>\n<\/span><\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"> <span style=\"color: rgb(0, 0, 255);\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><strong>Intensifica-se a campanha na Para&iacute;ba<\/strong><\/span><\/span><\/span><br \/>\nEnquanto isso, a campanha na Para&iacute;ba tomava vulto. O Sindicato dos Rodovi&aacute;rios cedeu sua sede, no Parque Solon de Lucena, para as reuni&otilde;es do Comit&ecirc; Central pr&oacute;-constru&ccedil;&atilde;o do Hospital do C&acirc;ncer Napole&atilde;o Laureano. O Comit&ecirc; publicava, constantemente, a rela&ccedil;&atilde;o dos contribuintes para a campanha. O Esporte Clube Vasco da Gama foi o primeiro clube a contribuir. O Red Cross tomou a iniciativa de promover um torneio de clubes amadores com renda destinada &agrave; campanha. Cada entidade, cada reparti&ccedil;&atilde;o criava uma Comiss&atilde;o para arrecadar as contribui&ccedil;&otilde;es volunt&aacute;rias.<\/p>\n<p>\nNovas tentativas para curar ou aliviar a situa&ccedil;&atilde;o de Napole&atilde;o Laureano foram encetadas. Eram tocantes os apelos de Napole&atilde;o para angariar donativos em favor da causa. Talvez por isso Napole&atilde;o fora eleito membro de honra do Instituto Brasileiro de Hist&oacute;ria da Medicina, numa homenagem ao movimento por ele iniciado.<\/p>\n<p><\/span><\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"> A campanha local continuava de vento em popa, com o apoio de v&aacute;rias entidades. O Distrito 123 do Rotary International, que englobava os Estados da Bahia ao Cear&aacute;, reunido em Salvador em sua Confer&ecirc;ncia Distrital, recomendou o apoio de todos os clubes da regi&atilde;o; a Associa&ccedil;&atilde;o dos Servidores P&uacute;blicos do Estado &#8211; ASPEP iniciou campanha entre seus associados; o Clube Internacional, de Cruz das Armas, promoveu festa para arrecada&ccedil;&atilde;o de contribui&ccedil;&otilde;es; o Diret&oacute;rio Acad&ecirc;mico de Medicina do Recife iniciou campanha; no Ponto de Cem R&eacute;is foi criado um Posto de Arrecada&ccedil;&atilde;o do Comit&ecirc; Central. A Para&iacute;ba, que enfrentava problemas com a seca, n&atilde;o descurava da campanha que sentimentalizou a comunidade. As doa&ccedil;&otilde;es se sucediam, de empresas e de pessoas simples.<\/p>\n<p>\nNo dia 27 de mar&ccedil;o de 1951, o deputado Janduhy Carneiro apresentou na C&acirc;mara dos Deputados o projeto n&uacute;mero 18, que autorizava o Poder Executivo a abrir ao Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de o cr&eacute;dito <\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\">especial de cem milh&otilde;es de cruzeiros.<\/p>\n<p>\nEssa iniciativa do operoso parlamentar paraibano resultou na conclus&atilde;o do Instituto Nacional do C&acirc;ncer, na Pra&ccedil;a da Cruz Vermelha, no Rio de Janeiro, devidamente equipado.<\/p>\n<p>\nA situa&ccedil;&atilde;o de Napole&atilde;o Laureano se agravava. Foi necess&aacute;rio fazer o engessamento dos membros inferiores e da bacia. Mas Napole&atilde;o teimava em vir para a Para&iacute;ba para apoiar a campanha pela funda&ccedil;&atilde;o do Hospital.<\/p>\n<p><span style=\"color: rgb(0, 0, 255);\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><strong>Desentendimentos<\/strong><\/span><\/span><\/span><br \/>\nO &quot;<em>Di&aacute;rio da Noite<\/em>&quot;, do Rio de Janeiro, afirmou que &ldquo;<em>o caso do doutor Napole&atilde;o Laureano est&aacute; assumindo aspecto de um caso pol&iacute;tico, com repercuss&atilde;o nos Estados e mesmo no Exterior<\/em>&quot;.<\/p>\n<p><\/span><\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"> O rep&oacute;rter da Ag&ecirc;ncia Meridional, Yeddo Mendon&ccedil;a, acompanha de perto as inconveni&ecirc;ncias citadas pelos jornais, tendo Napole&atilde;o o autorizado a revelar os acontecimentos, &ldquo;<em>podendo revelar tudo o que sabe sobre o assunto<\/em>&rdquo;.<\/p>\n<p>\nTudo isso por conta de uma declara&ccedil;&atilde;o distribu&iacute;da pela Funda&ccedil;&atilde;o Nacional do C&acirc;ncer, em 27 de abril. A cunhada de Napole&atilde;o, dona M&aacute;rcia, informou que Napole&atilde;o assinara uma declara&ccedil;&atilde;o para ser publicada pela Funda&ccedil;&atilde;o, mas esta foi alterada sem seu consentimento, o que n&atilde;o agradou a Napole&atilde;o, que se considerou enganado e tra&iacute;do pelo presidente da Funda&ccedil;&atilde;o, M&aacute;rio Kroeff. Ao tomar conhecimento do teor da nota publicada, Napole&atilde;o experimentou violenta crise e chorou, gritando em plenos pulm&otilde;es que desejava voltar &agrave; Para&iacute;ba.<\/p>\n<p>\nO rep&oacute;rter comenta: &ldquo;<em>Seu estado &eacute; grave. Este &eacute; um caso de abuso de boa f&eacute; de um homem que est&aacute; doente, sem for&ccedil;as, condenado &agrave; morte&rdquo;. E continua: &ldquo;Devemos dizer que sobre a quest&atilde;o n&atilde;o ouvimos o pr&oacute;prio Napole&atilde;o Laureano em sinal de respeito pela sua sa&uacute;de, agravada consideravelmente. Todavia, ele nos autorizou, por interm&eacute;dio de sua cunhada M&aacute;rcia, a escrever estas palavras. Por outro lado, o documento que temos nos levam a afirmar que a pol&iacute;tica do c&acirc;ncer est&aacute; matando o Napole&atilde;o<\/em>&rdquo;.<\/p>\n<p><\/span><\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"> Napole&atilde;o teve um colapso e est&aacute; sob a a&ccedil;&atilde;o de inje&ccedil;&otilde;es, informou o rep&oacute;rter. Diante do agravamento da situa&ccedil;&atilde;o, o senador Ruy Carneiro fez uma visita a Napole&atilde;o Laureano, oportunidade em que lhe d&aacute; conta da a&ccedil;&atilde;o da Funda&ccedil;&atilde;o Nacional do C&acirc;ncer, da qual &eacute; o tesoureiro. &quot;<em>A Uni&atilde;o<\/em>&quot; publicou foto da visita, onde o senador Ruy Carneiro aparece em conversa com Laureano e sua esposa Marcina.<\/p>\n<p><span style=\"color: rgb(0, 0, 255);\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><strong>A procura do terreno para construir o Hospital<\/strong><\/span><\/span><\/span><br \/>\nEnquanto isso, por solicita&ccedil;&atilde;o do jornalista Pompeu de Souza ao governador Jos&eacute; Am&eacute;rico, foi iniciada a procura pelo terreno onde seria constru&iacute;do o Hospital da Para&iacute;ba, cabendo ao Newton Lacerda localiz&aacute;-lo. As contribui&ccedil;&otilde;es continuavam chegando. Eram entregues aos membros do Comit&ecirc; durante suas constantes visitas a reparti&ccedil;&otilde;es municipais, estaduais e federais. Todos colaboravam como podiam.<\/p>\n<p><\/span><\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"> No dia 30 de maio viajaram para Jo&atilde;o Pessoa Jorge Marsillac e Jorge Ferreira, designados pelo Ministro da Educa&ccedil;&atilde;o para escolherem o terreno onde deveria ser edificado o Hospital Doutor Napole&atilde;o Laureano.<\/p>\n<p><span style=\"color: rgb(0, 0, 255);\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><strong>O desenlace final<\/strong><\/span><\/span><\/span><br \/>\n&Agrave;s 20h20m do dia 31 de maio, Napole&atilde;o Laureano desencarnou no Hospital Graffee Guinle, no Rio de Janeiro. Diz o sucinto notici&aacute;rio telegr&aacute;fico enviado para o jornal &quot;<em>A Uni&atilde;o<\/em>&quot;:<\/p>\n<p>RIO, 31 (<span style=\"font-family: Arial;\">Urgente<\/span>) (<span style=\"font-family: Arial;\">Meridional<\/span>) &ndash; Faleceu &agrave;s 20 horas e 20 minutos de hoje, o doutor Napole&atilde;o Laureano, ap&oacute;s receber os &uacute;ltimos sacramentos ministrados pelo padre Luiz Siqueira Campos, vig&aacute;rio de Barra Funda, do Estado de S&atilde;o Paulo.<br \/>\n<\/span><\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"> <br \/>\nO senador Ruy Carneiro, que assistiu aos &uacute;ltimos momentos de Napole&atilde;o, dirigiu o seguinte telegrama ao governador Jos&eacute; Am&eacute;rico de Almeida:<\/p>\n<p>RIO, 31 &ndash; Com pesar, comunico ao eminente amigo que acabo de assistir aos &uacute;ltimos momentos do doutor Napole&atilde;o Laureano, no Hospital Graffee Guinle. O corpo est&aacute; sendo embalsamado, devendo ser transportado a essa Capital amanh&atilde;, s&aacute;bado, por avi&atilde;o da FAB. Abra&ccedil;os. Ruy Carneiro.<\/p>\n<p>\nNo dia 1&ordm;, o governador Jos&eacute; Am&eacute;rico de Almeida recebeu o seguinte telegrama do ministro Sim&otilde;es Filho, da Educa&ccedil;&atilde;o:<br \/>\n<\/span><\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"> Cumpro o doloroso dever de comunicar a V. Excia. que o Governo da Rep&uacute;blica, associado-se &agrave; como&ccedil;&atilde;o que suscitaram no Pa&iacute;s os sofrimentos est&oacute;icos e morte do doutor Napole&atilde;o Laureano, deliberou fazer os seus funerais e traslada&ccedil;&atilde;o dos seus despojos para o seu Estado natal. Apresento ao Povo paraibano, por interm&eacute;dio de V. Excia., as condol&ecirc;ncias do Governo, das quais participo, com viva emo&ccedil;&atilde;o. Sim&otilde;es Filho, Ministro da Educa&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>\nO Governo do Estado decretou luto por tr&ecirc;s dias. A cidade parou. O Clube Astr&eacute;ia cancelou sua tradicional festa de anivers&aacute;rio.<br \/>\n<\/span><\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"> <br \/>\nTerminara o mart&iacute;rio do indom&aacute;vel Napole&atilde;o e o sofrimento transferiu-se para a popula&ccedil;&atilde;o que acompanhava, h&aacute; tr&ecirc;s meses, o lancinante epis&oacute;dio de uma saga martirol&oacute;gica no combate &agrave; insidiosa mol&eacute;stia.<\/p>\n<p>\nA Para&iacute;ba, como o Brasil inteiro, assistiu ansiosa ao desenrolar daquele drama de hero&iacute;smo e resigna&ccedil;&atilde;o, de devotamento &agrave; causa da ci&ecirc;ncia e ao bem do pr&oacute;ximo, que foram os derradeiros dias do m&eacute;dico canceroso, que conseguiu levantar todos os brasileiros numa cruzada in&eacute;dita, contra o mal que o vitimou.<\/p>\n<p><span style=\"color: rgb(0, 0, 255);\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><strong>A Para&iacute;ba enlutada<\/strong><\/span><\/span><\/span><br \/>\nO corpo de Napole&atilde;o Laureano foi embalsamado e ficou em c&acirc;mara ardente exposto na Igreja da Candel&aacute;ria, onde foi visitado por milhares de pessoas.<\/p>\n<p>\nNo dia seguinte, o corpo foi trazido para Jo&atilde;o Pessoa, em avi&atilde;o da FAB, pousando no Aeroporto de Santa Rita, onde estiveram presentes o governador Jos&eacute; Am&eacute;rico de Almeida, Secret&aacute;rios, representantes do Legislativo e do Judici&aacute;rio, autoridades militares: Comandante da Guarni&ccedil;&atilde;o Federal e Capit&atilde;o dos Portos, autoridades eclesi&aacute;sticas e povo. N&atilde;o obstante as chuvas ca&iacute;das na tarde do s&aacute;bado, o n&uacute;mero de pessoas no aeroporto era bastante grande.<br \/>\n<\/span><\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"> <br \/>\nO esquife foi retirado pelo Governador, pelo presidente executivo da Funda&ccedil;&atilde;o Laureano, prefeito da Capital, presidente da Assembl&eacute;ia Legislativa, presidente do Tribunal de Justi&ccedil;a, presidente da C&acirc;mara Municipal e familiares. Colocado no carro funer&aacute;rio, o cortejo seguiu para Jo&atilde;o Pessoa e ao chegar no centro urbano parou diante da C&acirc;mara Municipal, &oacute;rg&atilde;o da qual Laureano fizera parte como vereador e seu presidente rec&eacute;m-eleito. Na ocasi&atilde;o, falou de improviso o vereador Ranulpho de Oliveira Lima, ressaltando as qualidades morais de Napole&atilde;o Laureano e a sua atua&ccedil;&atilde;o naquele Conselho Municipal.<\/p>\n<p>\nA seguir, o corpo foi levado para a Catedral Metropolitana, onde ficou em c&acirc;mara ardente at&eacute; &agrave;s 15h30m do dia seguinte. O com&eacute;rcio fechou suas portas, em atendimento ao apelo feito pela C&acirc;mara Municipal.<\/p>\n<p><\/span><\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"> Durante dia e noite, o corpo foi guardado por representantes da C&acirc;mara Municipal, do Governo do Estado, da Assembl&eacute;ia Legislativa, do Poder Judici&aacute;rio, da Funda&ccedil;&atilde;o Napole&atilde;o Laureano, da Sociedade de Medicina, de autoridades militares, do com&eacute;rcio e da ind&uacute;stria, dos estudantes e universit&aacute;rios, do Sindicato dos Rodovi&aacute;rios e da Associa&ccedil;&atilde;o dos Servidores P&uacute;blicos, que se revezavam de hora em hora.<\/p>\n<p>\nAs ex&eacute;quias de Napole&atilde;o Laureano foram oficiadas pelo Arcebispo Metropolitano, Dom Mois&eacute;s Coelho. Milhares de pessoas acompanharam o f&eacute;retro at&eacute; o Cemit&eacute;rio da &ldquo;<em>Boa Senten&ccedil;a<\/em>&rdquo;, sendo um dos mais concorridos enterros j&aacute; vistos em Jo&atilde;o Pessoa, enchendo cerca de tr&ecirc;s quil&ocirc;metros das ruas lim&iacute;trofes do Campo Santo.<\/p>\n<p>\nDurante o sepultamento, falaram Luiz Rodrigues de Souza, Secret&aacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o e Sa&uacute;de, em nome do Governo do Estado; deputado Ivan Bichara Sobreira, pela Assembl&eacute;ia Legislativa; Higino da Costa Brito, pela Sociedade de Medicina; Newton Lacerda, pela Faculdade de Medicina da Para&iacute;ba; e o escritor Juarez Batista, diretor de &quot;<em>A Uni&atilde;o<\/em>&quot;, pela Funda&ccedil;&atilde;o Napole&atilde;o Laureano. Falaram ainda o vereador Dam&aacute;sio Franca e H&eacute;lio Fonseca.<\/p>\n<p>\nNa C&acirc;mara Federal, o deputado Janduhy Carneiro fez o necrol&oacute;gio do m&eacute;dico Napole&atilde;o Laureano, enaltecendo as suas virtudes morais e espirituais, para dizer que Napole&atilde;o Laureano desapareceu inscrevendo o seu nome ante a empolgante p&aacute;gina da hist&oacute;ria da medicina nacional e contempor&acirc;nea.<\/p>\n<p><\/span><\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"> Ap&oacute;s longos coment&aacute;rios a respeito do her&oacute;ico gesto de abnega&ccedil;&atilde;o e estoicismo do ilustre morto, cujo exerc&iacute;cio profissional em Jo&atilde;o Pessoa foi um verdadeiro apostolado, pela desambi&ccedil;&atilde;o e esp&iacute;rito de rever&ecirc;ncia, o orador agradeceu em nome do Governo e do povo paraibano a comovedora assist&ecirc;ncia moral e material que lhe deram o Presidente da Rep&uacute;blica, Ministro da Educa&ccedil;&atilde;o, diretor do Servi&ccedil;o Nacional do C&acirc;ncer e seus assistentes m&eacute;dicos, toda a imprensa carioca e a vigil&acirc;ncia carinhosa e o interesse tomado pelo povo brasileiro e do Rio de Janeiro, durante o verdadeiro ingente sofrimento de Napole&atilde;o Laureano.<\/span><\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"> <\/p>\n<p>A C&acirc;mara dos Deputados, no dia 10 de junho, aprovou projeto considerando a Funda&ccedil;&atilde;o Nacional do C&acirc;ncer como sendo de Utilidade P&uacute;blica. O padre Francisco Lima, s&oacute;cio do Instituto Hist&oacute;rico e Geogr&aacute;fico Paraibano, fez mais um artigo sobre Napole&atilde;o Laureano.<\/p>\n<p>\nComo era de se esperar, ap&oacute;s tantos sofrimentos no acompanhamento da doen&ccedil;a de Laureano, sua esposa, Marcina, passou alguns dias no Recife, recuperando-se das canseiras de sua luta. Seu estado de sa&uacute;de era delicado, chegando-se a aventarem a hip&oacute;tese de que ela tamb&eacute;m estivesse com c&acirc;ncer. A fam&iacute;lia negou essa hip&oacute;tese. Apenas informou que ele sofrera uma interven&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica e estava em convalescen&ccedil;a.<\/p>\n<p>\nO desembargador Severino Montenegro e o professor Jos&eacute; Baptista de Melo, presidente e secret&aacute;rio da Funda&ccedil;&atilde;o do Hospital Laureano, visitaram Marcina Laureano em sua resid&ecirc;ncia &agrave; rua Capit&atilde;o Jos&eacute; Pessoa, t&atilde;o logo ela retornou do Recife.<br \/>\n<\/span><\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"> <\/p>\n<p><span style=\"color: rgb(0, 0, 255);\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><strong>A campanha continua<\/strong><\/span><\/span><\/span><br \/>\nPassada essa fase aguda post-mortem, foi reiniciada a campanha para angariar donativos. A C&acirc;mara Municipal de Jo&atilde;o Pessoa encarregou-se de homenagear Napole&atilde;o Laureano por ocasi&atilde;o do trig&eacute;simo dia do seu falecimento, programando uma missa na Catedral Metropolitana, &agrave;s 7 horas, e uma homenagem especial &agrave;s 20 horas na C&acirc;mara de Vereadores, com aposi&ccedil;&atilde;o do retrato do seu ilustre presidente.<\/p>\n<p>\nO Rotary Club de Jo&atilde;o Pessoa, sob a presid&ecirc;ncia do advogado Severino Alves Ayres, tamb&eacute;m prestou homenagem especial no trig&eacute;simo dia da morte de Napole&atilde;o Laureano, tendo falado o desembargador Severino Montenegro, presidente do Comit&ecirc; Central da Campanha pela funda&ccedil;&atilde;o do Hospital do C&acirc;ncer da Para&iacute;ba.<\/p>\n<p>\n<span style=\"color: rgb(0, 0, 255);\"><strong><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"font-family: Arial;\">Localizado o terreno para o Hospital Laureano<\/span><\/span><\/strong><\/span><br \/>\nEntrevistado pela &quot;<em>A Uni&atilde;o<\/em>&quot;, M&aacute;rio Kroeff deu as seguintes declara&ccedil;&otilde;es:<br \/>\n<\/span><\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"> &ldquo;<em>Pretende-se construir um hospital suficientemente aparelhado para o diagn&oacute;stico e tratamento do c&acirc;ncer. Isso de acordo com o desejo expresso de Napole&atilde;o Laureano, que sacrificou os &uacute;ltimos dias de sua exist&ecirc;ncia atendendo ao objetivo de dar aos seus concidad&atilde;os os meios necess&aacute;rios ao tratamento do c&acirc;ncer, para que seus patr&iacute;cios n&atilde;o se encontrem nas mesmas condi&ccedil;&otilde;es em que ele se viu com a falta dos meios de confirmar consigo mesmo, a suspeita de estar sendo minado pela doen&ccedil;a atroz e sem microsc&oacute;pio para confirmar ou afastar essa suspeita. Pode-se dizer que ele perdeu a oportunidade de cura pela falta de meios necess&aacute;rios ao diagn&oacute;stico<\/em>&quot;.<\/p>\n<p>\nA respeito da constru&ccedil;&atilde;o do hospital para cancerosos em Jo&atilde;o Pessoa, assim se expressou Kroeff: &ldquo;<em>O hospital que se projeta levantar em Jo&atilde;o Pessoa, com a capacidade para cinq&uuml;enta leitos entre indigentes e contribuintes, &eacute; or&ccedil;ado em seis milh&otilde;es de cruzeiros. Ser&aacute; equipado dos elementos mais modernos do que existe no tratamento correto do c&acirc;ncer. Pretende-se organiz&aacute;-lo no sentido de ser um elemento representativo da moderno cancerologia, plantada no nordeste brasileiro. Al&eacute;m de grande alcance m&eacute;dico-social que representar&aacute; a institui&ccedil;&atilde;o, ser&aacute; tamb&eacute;m um monumento memor&aacute;vel ao altru&iacute;smo do m&eacute;dico brasileiro que morreu em favor dos que sofrem<\/em>&rdquo;.<\/p>\n<p><\/span><\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"> Perguntado ao ilustre visitante sobre o apoio &agrave; campanha pelo Governo do Estado, M&aacute;rio Kroeff adiantou: &ldquo;<em>Encontramos da parte de Jos&eacute; Am&eacute;rico a melhor boa vontade no sentido de dar toda a coopera&ccedil;&atilde;o do Estado &agrave; obra que nasceu do sacrif&iacute;cio extremo de um filho da Para&iacute;ba &ndash; Napole&atilde;o Laureano. Suas palavras ap&oacute;s a nossa chegada foram bem expressivas: Darei o terreno que os senhores escolherem. N&atilde;o importa o sacrif&iacute;cio que isso representa, porque a obra que se pretende realizar &eacute; de grande significa&ccedil;&atilde;o m&eacute;dico-social<\/em>&rdquo;.<\/p>\n<p>\n&ldquo;<em>De fato &#8211; prosseguiu o entrevistado -, o terreno escolhido ficou logo prometido, dentro de todas as exig&ecirc;ncias, sem calcular-se a extens&atilde;o do mesmo, nem o valor que representasse a &aacute;rea destinada. Foi mais longe o Governador. Resolveu at&eacute; tomar toda a provid&ecirc;ncia no sentido de abrir-se nova rua para acesso duplo ao Hospital, de acordo com as facilidades t&eacute;cnicas que isso representa num plano arquitet&ocirc;nico. Ali mesmo nasceu at&eacute; o nome da nova rua, que se chamar&aacute; Napole&atilde;o Laureano, mais uma homenagem bem merecida ao homem t&atilde;o cheio de abnega&ccedil;&atilde;o e estoicismo<\/em>&rdquo;.<\/p>\n<p><\/span><\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"> Nessa entrevista concedida &quot;<em>A Uni&atilde;o<\/em>&quot;, fruto do faro jornalista do seu diretor, escritor Juarez Batista, ficou sintetizada a parte objetiva da campanha em prol do Hospital do C&acirc;ncer da Para&iacute;ba, assim como se fixou um relato sobre a import&acirc;ncia da atitude corajosa do nosso conterr&acirc;neo ao iniciar o movimento em favor dos cancerosos.<\/p>\n<p>\nDisse mais Kroeff: &ldquo;<em>J&aacute; estamos com o plano do hospital pretendido elaborado por tr&ecirc;s arquitetos, que a isso se ofereceram gratuitamente, como homenagem prestada &agrave; mem&oacute;ria do m&eacute;dico m&aacute;rtir, engenheiros Francisco Vitor Palma, Alexandre Costa Neto e Gilberto Leslie, que foram tamb&eacute;m os arquitetos que elaboraram os planos do Hospital da Sociedade Brasileira de Assist&ecirc;ncia aos Cancerosos. Pretendemos dar in&iacute;cio &agrave; constru&ccedil;&atilde;o logo sejam terminados esses estudos preliminares e sobretudo as especifica&ccedil;&otilde;es que devem servir de base &agrave; concorr&ecirc;ncia p&uacute;blica que se pretende abrir imediatamente, tanto em Jo&atilde;o Pessoa, como no Recife e Rio de Janeiro<\/em>&rdquo;.<br \/>\n<\/span><\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"> <br \/>\nProsseguindo, adiantou Kroeff, sobre a Funda&ccedil;&atilde;o Napole&atilde;o Laureano: &ldquo;<em>A funda&ccedil;&atilde;o nasceu do apelo feito por Laureano &agrave; contribui&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica no sentido de serem concretizados seus ideais de filantropia. O reflexo foi de grande profundidade, tendo havido contribui&ccedil;&otilde;es de todos os recantos do pa&iacute;s, desde os grandes aos menores, que trouxeram seus aux&iacute;lios, &agrave;s vezes representados por cinco e dez cruzeiros. O total j&aacute; atingiu seis milh&otilde;es de cruzeiros, quantia depositada no Banco Hipotec&aacute;rio Lar Brasileiro, fora outras quantias arrecadadas e ainda n&atilde;o entregues &agrave; nossa tesouraria, e que se acham, por exemplo, em Santos, cujo vulto atingiu a 300 mil cruzeiros; Correios e Tel&eacute;grafos, que vai a 100 mil cruzeiros; L. B. A. recebeu diretamente 80 mil cruzeiros; a R&aacute;dio Nacional, que ainda tem mais de 300 mil cruzeiros; e finalmente Jo&atilde;o Pessoa, que, segundo me informou o desembargador Montenegro, as contribui&ccedil;&otilde;es j&aacute; ascendem a 300 mil cruzeiros. Essa contribui&ccedil;&atilde;o da Para&iacute;ba de fato representa uma grande demonstra&ccedil;&atilde;o de solidariedade do povo paraibano ao apelo do seu coestadano. Se atendermos as condi&ccedil;&otilde;es financeira de um pequeno Estado em confronto com outros mais ricos e populosos do sul do pa&iacute;s, a Para&iacute;ba soube honrar o sacrif&iacute;cio do grande m&aacute;rtir Laureano<\/em>&rdquo;.<br \/>\n<\/span><\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"> <br \/>\nO entusiasmo do M&aacute;rio Kroeff, diretor do Servi&ccedil;o Nacional do C&acirc;ncer, era contagiante no relacionamento com as autoridades estaduais, tornando confi&aacute;vel que a obra seria realmente realizada.<\/p>\n<p>\nTr&ecirc;s dias ap&oacute;s a entrevista, M&aacute;rio Kroeff publicou na &quot;<em>A Uni&atilde;o<\/em>&quot; um longo artigo sobre a campanha e as provid&ecirc;ncias, manifestando sua confian&ccedil;a que &ldquo;a luta ser&aacute; vitoriosa em benef&iacute;cio de toda a humanidade&rdquo;.<\/p>\n<p>\nNo dia 10 de julho, a C&acirc;mara Municipal aprovou um projeto concedendo uma pens&atilde;o de mil cruzeiros a Marcina Sampaio Laureano e sua filha Maria do Socorro.<\/p>\n<p>\nDona Marcina, que ainda estava traumatizada com os &uacute;ltimos acontecimentos, viu-se novamente golpeada. No dia 12, ocorreu o desastre do avi&atilde;o DC-3, prefixo PPLPG, das Linhas &Aacute;reas Paulistas, que caiu no Rio do Sal, a 3 km. de Aracaju, falecendo toda a tripula&ccedil;&atilde;o e passageiros. Entre estes estavam sua m&atilde;e, Maria Sampaio de Melo, o irm&atilde;o Marc&iacute;lio e a irm&atilde; Tereza Maria. Tamb&eacute;m faleceu naquele desastre o governador do Rio Grande do Norte, Dix-Sept Rosado, e outras autoridades daquele Estado.<\/p>\n<p><\/span><\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"> <br \/>\n<span style=\"color: rgb(0, 0, 255);\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><strong>O tempo passa<\/strong><\/span><\/span><\/span><br \/>\nParecia que o ingente esfor&ccedil;o e sofrimento de Napole&atilde;o Laureano fora em v&atilde;o. Escolhido o local para a edifica&ccedil;&atilde;o do Hospital em sua homenagem, dado nome &agrave; rua em que ele deveria ser erigido, o dinheiro foi curto para a sua constru&ccedil;&atilde;o. Ou foi curta a mem&oacute;ria das autoridades. Os apelos do nosso grande m&aacute;rtir j&aacute; n&atilde;o repercutiam.<\/p>\n<p>\nO Hospital Laureano n&atilde;o sa&iacute;a do ch&atilde;o. Aqui e acol&aacute; algu&eacute;m alfinetava; o descr&eacute;dito ia tomando parte da comunidade que tinha ainda vivo aqueles momentos de sofrimento comovente que alcan&ccedil;ara as classes menos favorecidas.<br \/>\n<\/span><\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"> <br \/>\nAs obras se arrastavam. Sempre atento, o deputado Janduhy Carneiro injetava dota&ccedil;&otilde;es no Or&ccedil;amento da Rep&uacute;blica e gra&ccedil;as a essas verbas foi poss&iacute;vel realizar o sonho de Napole&atilde;o Laureano.<\/p>\n<p><span style=\"color: rgb(0, 0, 255);\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><strong>A grande obra do m&aacute;rtir<\/strong><\/span><\/span><\/span><br \/>\nOnze anos depois do falecimento do grande m&aacute;rtir, em 24 de fevereiro de 1962, foi inaugurado o Hospital do C&acirc;ncer Napole&atilde;o Laureano.<\/p>\n<p>\nEstiveram presentes o governador Pedro Gondim, o ministro Est&aacute;cio Souto Maior, da Sa&uacute;de, o deputado federal Janduhy Carneiro, presidente da Funda&ccedil;&atilde;o Laureano, o m&eacute;dico Ant&ocirc;nio Carneiro Arnaud, primeiro diretor do Hospital, entre outras autoridades.<\/p>\n<p><\/span><\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"> O Hospital Laureano, hoje dirigido pelo Jo&atilde;o Sim&otilde;es, &eacute; um estabelecimento muito bem aparelhado e tem prestado relevante servi&ccedil;o nessa &aacute;rea, comparando-se aos melhores do pa&iacute;s, sendo o melhor do Nordeste.<\/p>\n<p><span style=\"color: rgb(0, 0, 255);\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><strong>O sonho de Napole&atilde;o Laureano, afinal, realizou-se<\/strong><\/span><\/span><\/span><br \/>\nDesde, ent&atilde;o, a equipe da funda&ccedil;&atilde;o vem engajada nessa luta, sempre buscando o melhor para o Hospital Napole&atilde;o Laureano, que &eacute; centro de refer&ecirc;ncia no Nordeste no combate ao c&acirc;ncer. No momento, a institui&ccedil;&atilde;o adquiriu um importante equipamento, o acelerador linear, que &eacute; um aparelho de alta capacidade. Carneiro Arnaud disse que o Governo do Estado, sensibilizado com o trabalho desenvolvido no hospital, colaborou para a constru&ccedil;&atilde;o da sede, onde o novo equipamento ser&aacute; instalado, que &eacute; denominada de &quot;<em>Casa Mata<\/em>&quot;, cuja constru&ccedil;&atilde;o est&aacute; estimada em 1.360.000.00(<span style=\"font-family: Arial;\">Hum milh&atilde;o trezentos e sessenta mil reais<\/span>).<\/p>\n<p><\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"465\" align=\"absMiddle\" height=\"311\" src=\"\/UserFiles\/Image\/saude\/hospitais\/hospital_napoleao_laureano_joao_pessoa_pb_465.jpg\" alt=\"\" \/><\/span><\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"> <br \/>\nO professor Asdr&uacute;bal Oliveira, em certa ocasi&atilde;o se pronunciou, dando um abalizado depoimento, quando declarou: &quot;<em>O atendimento ao paciente de c&acirc;ncer na Para&iacute;ba tem duas fases bem distintas, uma antes e outra depois da inaugura&ccedil;&atilde;o do Hospital Napole&atilde;o Laureano. Na primeira, o canceroso ficava debaixo das mangueiras na Pra&ccedil;a Caldas Brand&atilde;o, em frente ao Hospital Santa Isabel e na segunda, o canceroso passou a ser recebido, examinado e tratado com zelo e carinho no Hospital que Napole&atilde;o Laureano tanto desejou edificar.<\/p>\n<p>\nPodemos dizer que a entidade, apesar das grandes dificuldades vivenciadas nos longos anos de sua exist&ecirc;ncia, &eacute; vitoriosa por tudo que j&aacute; conseguiu realizar. O Hospital Napole&atilde;o Laureano al&eacute;m de sua nobre e &aacute;rdua miss&atilde;o de tratar os pacientes com c&acirc;ncer, vem sendo um excelente centro de ensinamento aos m&eacute;dicos e aos profissionais da &aacute;rea da sa&uacute;de. Ele tem colaborado, inclusive, com a Universidade Federal da Para&iacute;ba<\/em>&quot;.<\/p>\n<p><span style=\"color: rgb(0, 0, 255);\"><strong><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"font-family: Arial;\">Benef&iacute;cios para a popula&ccedil;&atilde;o paraibana<\/span><\/span><\/strong><\/span><br \/>\nGra&ccedil;as ao trabalho da funda&ccedil;&atilde;o &eacute; que a luta contra o c&acirc;ncer na Para&iacute;ba est&aacute; crescendo. Em conseq&uuml;&ecirc;ncia da instala&ccedil;&atilde;o do Hospital Napole&atilde;o Laureano, criou-se na Para&iacute;ba a Rede Feminina de Combate ao C&acirc;ncer, que &eacute; uma entidade que arrecada dinheiro para fazer um trabalho junto aos portadores do c&acirc;ncer, fazendo um trabalho que atua junto ao emocional. Essa entidade realiza festas e oferece lanche aos pacientes advindos do interior do estado para realiza&ccedil;&atilde;o de exames na Capital. Essa Rede Feminina de Combate ao C&acirc;ncer tamb&eacute;m mant&eacute;m a Casa de Apoio ao Portador de C&acirc;ncer. Al&eacute;m dessa casa de apoio, os portadores do c&acirc;ncer contam com &quot;<em>A Casa da Crian&ccedil;a<\/em>&quot;, que tamb&eacute;m oferece condi&ccedil;&otilde;es para que as crian&ccedil;as portadoras do c&acirc;ncer e seus familiares se desloquem do interior do estado para a Capital para realiza&ccedil;&atilde;o dos seus exames no Hospital Napole&atilde;o Laureano.<\/p>\n<p><span style=\"color: rgb(0, 0, 255);\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><strong>Dias atuais<\/strong><\/span><\/span><\/span><br \/>\nOs recursos para manuten&ccedil;&atilde;o do Hospital Napole&atilde;o Laureano s&atilde;o provenientes 86% do SUS &#8211; Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de, que paga muito mal os seus servi&ccedil;os. Al&eacute;m disso, n&oacute;s atendemos a um determinado n&uacute;mero de pacientes e o SUS s&oacute; nos repassa a metade desse valor, cobrindo apenas a metade das consultas realizadas em um dia. Al&eacute;m das consultas o hospital tamb&eacute;m oferece os servi&ccedil;os de quimioterapia e radioterapia, realiza as cirurgias, entre outros servi&ccedil;os necess&aacute;rios ao tratamento do portador do c&acirc;ncer. No momento n&oacute;s estamos construindo apartamentos para interna&ccedil;&atilde;o de doentes provenientes de planos de sa&uacute;de particular com o objetivo de levantar mais verbas para a manuten&ccedil;&atilde;o do hospital.<\/p>\n<p><span style=\"color: rgb(0, 0, 255);\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><strong>Receita<\/strong><\/span><\/span><\/span><br \/>\nPor incr&iacute;vel que pare&ccedil;a quando chega ao final do ano o Hospital Napole&atilde;o Laureano tem um super&aacute;vit, que &eacute; uma receita superior &agrave; despesa decorrente de um aumento da arrecada&ccedil;&atilde;o ou um decr&eacute;scimo dos gastos. Ent&atilde;o, as pessoas perguntam: &quot;<em>Como pode ocorrer isso<\/em>? Isso ocorre porque o Hospital Napole&atilde;o Laureano &eacute; uma institui&ccedil;&atilde;o filantr&oacute;pica, registrado no Conselho Nacional de Servi&ccedil;o Social e, por isso, &eacute; dispensado de diversas taxas que s&atilde;o obrigat&oacute;rias a qualquer institui&ccedil;&atilde;o, deste que n&atilde;o seja filantr&oacute;pica.<\/p>\n<p><span style=\"color: rgb(0, 0, 255);\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><strong>Hospital refer&ecirc;ncia<\/strong><\/span><\/span><\/span><br \/>\nO Hospital Napole&atilde;o Laureano &eacute; refer&ecirc;ncia no tratamento do C&acirc;ncer, n&atilde;o somente na Para&iacute;ba, bem como em todo o Nordeste. Muito embora n&oacute;s tenhamos equipamentos adequados, n&oacute;s ainda enfrentamos dificuldades, porque, s&atilde;o equipamentos de valor elevado que tamb&eacute;m tem um alto custo de manuten&ccedil;&atilde;o. No momento, n&oacute;s estamos adquirindo um dos mais modernos equipamentos destinado ao tratamento do c&acirc;ncer que &eacute; o acelerador linear.<\/p>\n<p><span style=\"color: rgb(0, 0, 255);\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><strong>Novos equipamentos<\/strong><\/span><\/span><\/span><br \/>\nO acelerador linear &eacute; um aparelho de alta capacidade e est&aacute; custando um milh&atilde;o de d&oacute;lares. Esse aparelho trata v&aacute;rios tipos de tumores que n&atilde;o s&atilde;o necess&aacute;rios a sua retirada atrav&eacute;s do procedimento cir&uacute;rgico e s&atilde;o tratados atrav&eacute;s da radioterapia. Esse aparelho faz a radioterapia tridimensional conformacional, ou seja, o aparelho atua especificamente a &aacute;rea afetada sem que as demais regi&otilde;es sadias sejam atingidas. O acelerador linear protege e d&aacute; um resultado espetacular ao paciente em tratamento.<\/p>\n<p><span style=\"color: rgb(0, 0, 255);\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><strong>Parceria<\/strong><\/span><\/span><\/span><br \/>\nO Governo do Estado, preocupado com a luta de combate ao c&acirc;ncer na Para&iacute;ba, firmou conv&ecirc;nio entre o Fundo de Erradica&ccedil;&atilde;o da Pobreza no Estado da Para&iacute;ba &#8211; <em>Funcep <\/em>&#8211; e a Superintend&ecirc;ncia de Planejamento para constru&ccedil;&atilde;o das instala&ccedil;&otilde;es destinadas ao novo acelerador linear, que foi adquirido pelo Hospital Napole&atilde;o Laureano. A constru&ccedil;&atilde;o do local onde o equipamento ser&aacute; instalado &eacute; chamada de &quot;<em>Casa Mata<\/em>&quot;, e a obra est&aacute; estimada em R$ 1.360.000.00(<span style=\"font-family: Arial;\">hum milh&atilde;o trezentos e sessenta mil reais<\/span>).<\/p>\n<p>\n<span style=\"color: rgb(0, 0, 255);\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><strong><br \/>\nAcelerador linear<\/strong><\/span><\/span><\/span><br \/>\nO projeto para instala&ccedil;&atilde;o do acelerador linear foi examinado e aprovado pela Vigil&acirc;ncia Sanit&aacute;ria, seguindo para o Conselho Nacional de Energia Nuclear que fica em Bras&iacute;lia. Nesse conselho, o aparelho foi examinado para saber se ele estaria passando radia&ccedil;&atilde;o, entre outras exig&ecirc;ncias para utiliza&ccedil;&atilde;o do equipamento.<\/p>\n<p><span style=\"color: rgb(0, 0, 255);\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><strong>Aumento da capacidade de atendimento<\/strong><\/span><\/span><\/span><br \/>\nA capacidade de atendimento aumentou, porque o aparelho que n&oacute;s possu&iacute;mos atualmente vai continuar trabalhando, atendendo os casos que podem ser feitos com bom resultado e aqueles casos mais especializados, cujos pacientes est&atilde;o tendo que se deslocarem de Jo&atilde;o Pessoa para centros do tratamento do c&acirc;ncer em outros estados n&atilde;o precisar&atilde;o se deslocarem porque o acelerador linear est&aacute; fazendo esse servi&ccedil;o. Em fun&ccedil;&atilde;o disso, a capacidade de atendimento do hospital aumentou.<\/p>\n<p><span style=\"color: rgb(0, 0, 255);\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><strong> V&iacute;deo trabalho volunt&aacute;rio<\/strong><\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p><iframe width=\"420\" height=\"315\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/embed\/XSa7RkJJp7A\"><\/iframe> <\/p>\n<p><span style=\"color: rgb(0, 0, 255);\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><strong>Servi&ccedil;o<br \/>\n<\/strong><\/span><\/span><\/span><strong>Hospital Napole&atilde;o Laureano<\/strong><br \/>\n<\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\">Avenida Capit&atilde;o Jos&eacute; Pessoa, n&ordm; 1.140 &#8211; bairro de Jaguaribe&nbsp; &#8211; Jo&atilde;o Pessoa(PB) <span> CEP 58.015-170 &#8211; T<\/span><span><span>elefone (83) 3015-6200.<\/span><\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p>\n<span style=\"color: rgb(0, 0, 255);\"><strong><em><span style=\"font-size: x-small;\"><span style=\"font-family: Arial;\">* Reda&ccedil;&atilde;o com I2 e Jornal dos Esp&iacute;ritos.com.<\/span><\/span><\/em><\/strong><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Napole\u00e3o Rodrigues Laureano: M\u00e9dico revolucionou o tratamento do c\u00e2ncer no Nordeste.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[29],"tags":[],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6052"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6052"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6052\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6052"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6052"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6052"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}