{"id":6118,"date":"2012-02-16T00:00:00","date_gmt":"2012-02-16T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2012-02-16T00:00:00","modified_gmt":"2012-02-16T00:00:00","slug":"Juiz-condena-Carrefour-a-indenizacao-por-revista-intima","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/2012\/02\/16\/Juiz-condena-Carrefour-a-indenizacao-por-revista-intima\/","title":{"rendered":"Juiz condena Carrefour a indeniza\u00e7\u00e3o por revista \u00edntima"},"content":{"rendered":"<div id=\"tt-temp-estim\">Tempo de leitura: 2 minutos<\/div><p style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><br \/>\nJo&atilde;o Pessoa(PB) &#8211; <\/span><\/span><\/strong><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\">O juiz da 6&ordf; Vara do Trabalho em Jo&atilde;o Pessoa, Jos&eacute; de Oliveira Costa Filho, acolheu pedido formulado pelo Minist&eacute;rio P&uacute;blico do Trabalho, em a&ccedil;&atilde;o civil p&uacute;blica, e condenou a empresa Carrefour Com&eacute;rcio e Ind&uacute;stria LTDA. ao pagamento de indeniza&ccedil;&atilde;o por dano moral coletivo no valor de R$ 200 mil pela pr&aacute;tica de revista &iacute;ntima nos empregados. A empresa fica proibida de continuar com as revistas, sob pena de multa de R$ 5 mil por cada trabalhador prejudicado.<\/p>\n<p>\nSegundo o argumento do MPT, acatado pelo juiz, a empresa violou o direito fundamental &agrave; intimidade a partir da exig&ecirc;ncia cont&iacute;nua, sistem&aacute;tica e diariamente repetida de submiss&atilde;o de seus empregados &agrave; revista, afrontando o princ&iacute;pio de presun&ccedil;&atilde;o de inoc&ecirc;ncia e ferindo, ainda, o princ&iacute;pio da dignidade da pessoa humana.<\/p>\n<p>\nAs revistas se davam atrav&eacute;s de vistoria do conte&uacute;do de bolsas, sacolas e mochilas, bem como do apalpamento. E isso n&atilde;o apenas no final do expediente, como tamb&eacute;m nas idas ao banheiro e intervalos intrajornada.<\/p>\n<p><span style=\"color: rgb(0, 0, 255);\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><strong>O que diz a lei<\/strong><\/span><\/span><\/span><br \/>\nO art. 5&ordm;, I, da CRFB\/88, inaugura o elenco de direitos fundamentais consagrando que homens e mulheres s&atilde;o iguais em direitos e obriga&ccedil;&otilde;es, nos termos da Constitui&ccedil;&atilde;o. O inciso X do mesmo artigo prescreve serem inviol&aacute;veis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indeniza&ccedil;&atilde;o pelo dano material ou moral decorrente de sua viola&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>\nO art. 373-A, inciso VI, da CLT, veda ao empregador ou preposto proceder a revistas &iacute;ntimas nas empregadas ou funcion&aacute;rias.<\/p>\n<p>\n&quot;<em>Caberia a indaga&ccedil;&atilde;o: ao proteger apenas as mulheres das revistas &iacute;ntimas, estaria o preceito da CLT a estabelecer prerrogativa em favor das mulheres, a violar a igualdade de g&ecirc;nero estatu&iacute;da no texto constitucional?. A resposta a essa quest&atilde;o &eacute; evidentemente negativa, pois o legislador ordin&aacute;rio protegeu somente a mulher trabalhadora pela singela raz&atilde;o de ela ser o segmento dos empregados que se submete, em realidade, ao vexame ou constrangimento da revista &iacute;ntima. A bem ver, a express&atilde;o revista &iacute;ntima deve ser interpretada em absoluta conson&acirc;ncia com o art. 5&ordm;, X, da Carta Pol&iacute;tica, seja em raz&atilde;o de a norma constitucional divisar os fundamentos substanciais de validade de todo o sistema jur&iacute;dico, seja em virtude de se estar a proteger, em &uacute;ltima an&aacute;lise, a intimidade da mulher trabalhadora; seja, enfim, porque aos direitos fundamentais deve ser assegurada sempre a sua m&aacute;xima efetividade<\/em>&quot;, entende o juiz.<\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tempo de leitura: 2 minutos Jo&atilde;o Pessoa(PB) &#8211; O juiz da 6&ordf; Vara do Trabalho em Jo&atilde;o Pessoa, Jos&eacute; de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[25],"tags":[],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6118"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6118"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6118\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6118"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6118"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6118"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}