{"id":6119,"date":"2012-02-16T00:00:00","date_gmt":"2012-02-16T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2012-02-16T00:00:00","modified_gmt":"2012-02-16T00:00:00","slug":"Maioria-do-Supremo-aprova-Lei-da-Ficha-Limpa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/2012\/02\/16\/Maioria-do-Supremo-aprova-Lei-da-Ficha-Limpa\/","title":{"rendered":"Maioria do Supremo aprova Lei da Ficha Limpa"},"content":{"rendered":"<div id=\"tt-temp-estim\">Tempo de leitura: 4 minutos<\/div><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><br \/>\n<span style=\"color: rgb(255, 0, 0);\"><span style=\"font-family: Arial;\"><em><strong>&quot;A lei est&aacute; em total compatibilidade com a Constitui&ccedil;&atilde;o de 88&quot;, afirmou Ayres Britto.<\/strong><\/em><\/span><\/span><br \/>\n<strong><br \/>\nBras&iacute;lia(DF) &#8211; <\/strong>Seis dos 11 membros do Supremo Tribunal Federal(<span style=\"font-family: Arial;\">STF<\/span>) j&aacute; deram apoio &agrave; constitucionalidade da lei da Ficha Limpa, que valer&aacute; a partir das elei&ccedil;&otilde;es municipais deste ano.<\/p>\n<p>\nNesta quinta-feira(<span style=\"font-family: Arial;\">16Fevereiro2012<\/span>), os ministros Ricardo Lewandowski e Carlos Ayres Britto se somaram a Luiz Fux, Joaquim Barbosa, Rosa Weber e C&aacute;rmen L&uacute;cia na defesa do mecanismo que barra candidatos condenados por &oacute;rg&atilde;os colegiados da Justi&ccedil;a. A sess&atilde;o ainda n&atilde;o acabou. &quot;<em>A lei est&aacute; em total compatibilidade com a Constitui&ccedil;&atilde;o de 88<\/em>&quot;, afirmou Ayres Britto.<\/p>\n<p>\nA constitucionalidade da lei s&oacute; ser&aacute; referendada depois da proclama&ccedil;&atilde;o do resultado. Ainda votar&atilde;o os ministros Gilmar Mendes, Marco Aur&eacute;lio de Mello, Celso de Mello e C&eacute;zar Peluso &ndash; todos esses se manifestaram contra o mecanismo em um primeiro julgamento, realizado em mar&ccedil;o de 2011, sobre se a Ficha Limpa valeria para as elei&ccedil;&otilde;es de 2010. At&eacute; agora o placar &eacute; de 6 x 1.<\/p>\n<p>\nNo primeiro julgamento, por 6 x 5, o Supremo decidiu que a medida n&atilde;o era aplic&aacute;vel &agrave; vota&ccedil;&atilde;o de 2010 por ter sido sancionada pelo ent&atilde;o presidente Luiz In&aacute;cio Lula da Silva menos de um ano antes do pleito &#8211; o que &eacute; vedado pela legisla&ccedil;&atilde;o eleitoral.<\/p>\n<p>\nDesta vez, ao contr&aacute;rio do que o correu no in&iacute;cio do ano, Fux votou a favor da aplica&ccedil;&atilde;o. Weber, que substituiu outra defensora da lei no primeiro julgamento, a ex-ministra Ellen Gracie, tamb&eacute;m deu seu apoio.<\/p>\n<p>\nO Supremo voltou a discutir o assunto ap&oacute;s pedido de vista do ministro Dias Toffoli, feito em dezembro. Os tr&ecirc;s processos que colocaram a vig&ecirc;ncia da lei em d&uacute;vida come&ccedil;aram a ser discutidos em novembro.<\/p>\n<p>\nO primeiro de dois pedidos de vista foi feito por Barbosa, sob a justificativa de que a Corte ainda estava desfalcada de um ministro ap&oacute;s a sa&iacute;da de Ellen. Weber s&oacute; tomou posse neste ano.<\/p>\n<p>\nLevada ao Congresso por iniciativa popular, a lei pesou sobre v&aacute;rios candidatos nas elei&ccedil;&otilde;es de 2010. O mecanismo prev&ecirc; inelegibilidade para pol&iacute;ticos condenados na Justi&ccedil;a, mesmo sem decis&atilde;o final, e para os que renunciaram ao cargo para escaparem de cassa&ccedil;&otilde;es. Foram os casos do ex-governador do Distrito Federal Joaquim Roriz(<span style=\"font-family: Arial;\">PSC<\/span>) e dos senadores Jader Barbalho(<span style=\"font-family: Arial;\">PMDB-PA<\/span>) e Jo&atilde;o Capiberibe(<span style=\"font-family: Arial;\">PSB-AP<\/span>), entre outros.<\/p>\n<p>\nOs ministros ainda divergem sobre os prazos para cumprimento da inelegibilidade. A divis&atilde;o se d&aacute; sobre se a suspens&atilde;o de oito anos deve se dar ap&oacute;s uma eventual condena&ccedil;&atilde;o final do candidato barrado ou se isso deve acontecer a partir da condena&ccedil;&atilde;o pelo primeiro &oacute;rg&atilde;o colegiado.<\/p>\n<p><span style=\"color: rgb(0, 0, 255);\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><strong>Hist&oacute;rico<\/strong><\/span><\/span><\/span><br \/>\nNo voto mais esperado do julgamento, a ministra Rosa Weber afirmou que n&atilde;o h&aacute; empecilho para que um candidato se torne ineleg&iacute;vel antes de ser condenado de forma definitiva &ndash; exatamente conforme o mecanismo prev&ecirc;. &ldquo;<em>A Lei da Ficha Limpa foi gestada no ventre moralizante da sociedade que est&aacute; agora exigir dos poderes institu&iacute;dos um basta<\/em>&rdquo;, afirmou. &ldquo;<em>Inelegibilidade n&atilde;o &eacute; pena. E aqui o foco &eacute; a prote&ccedil;&atilde;o da legitimidade das elei&ccedil;&otilde;es e da soberania popular<\/em>&rdquo;.<\/p>\n<p>\nPrimeiro ministro a votar contra a iniciativa, Dias Toffoli afirmou que a lei da Ficha Limpa tem a &ldquo;<em>pior reda&ccedil;&atilde;o legislativa dos &uacute;ltimos tempos<\/em>&rdquo;. Foi acompanhado por coment&aacute;rios de enf&aacute;ticos Gilmar Mendes. &ldquo;<em>A Corte pode decidir contra a opini&atilde;o popular. Se n&atilde;o far&iacute;amos plebiscito toda hora e alterar&iacute;amos a Constitui&ccedil;&atilde;o. A pena de morte seria aprovada. O modelo contramajorit&aacute;rio serve para defender o indiv&iacute;duo de si mesmo<\/em>&rdquo;, disse.<\/p>\n<p>\nEm seu relat&oacute;rio, lido no ano passado, Fux considerou problem&aacute;tica a aplica&ccedil;&atilde;o da lei para casos de ren&uacute;ncia com objetivo de evitar cassa&ccedil;&otilde;es, mas admitiu que condena&ccedil;&otilde;es em &oacute;rg&atilde;os colegiados servem para barrar candidaturas. Depois de pedir vistas, o ministro Joaquim Barbosa endossou o abandono de cargo como crit&eacute;rio &#8211; esse voto e o do relator ainda dividem o apoio dos defensores da lei da Ficha Limpa.<\/p>\n<p>\nTanto os defensores do mecanismo como T&oacute;ffoli concordaram em um ponto: a lei n&atilde;o fere o princ&iacute;pio da irretroabilidade &#8211; que pro&iacute;be imputar crime a fatos ocorridos antes da confec&ccedil;&atilde;o de uma determinada lei.<\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tempo de leitura: 4 minutos &quot;A lei est&aacute; em total compatibilidade com a Constitui&ccedil;&atilde;o de 88&quot;, afirmou Ayres Britto. 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