{"id":6213,"date":"2012-03-16T00:00:00","date_gmt":"2012-03-16T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2012-03-16T00:00:00","modified_gmt":"2012-03-16T00:00:00","slug":"SUS-corta-repasse-de-verbas-de-quatro-estados","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/2012\/03\/16\/SUS-corta-repasse-de-verbas-de-quatro-estados\/","title":{"rendered":"SUS corta repasse de verbas de quatro estados"},"content":{"rendered":"<div id=\"tt-temp-estim\">Tempo de leitura: 7 minutos<\/div><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\">Desvio de R$ 30 milh&otilde;es<\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"> leva PB e mais tr&ecirc;s estados a corte de repasse do SUS<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\">Bras&iacute;lia(DF) &#8211;<\/span><\/span><\/strong><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"> Uma auditoria realizada pelo Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de apontou que estabelecimentos conveniados ao SUS(<span style=\"font-family: Arial;\">Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de<\/span>) em quatro Estados do Nordeste teriam recebido indevidamente mais de R$ 30 milh&otilde;es em procedimentos oftalmol&oacute;gicos durante dois anos e meio. At&eacute; a conclus&atilde;o das investiga&ccedil;&otilde;es, o governo federal suspendeu os repasses, o que afetou o tratamento de milhares de pacientes nordestinos.<\/p>\n<p>\nSegundo o Denasus(<span style=\"font-family: Arial;\">Departamento Nacional de Auditoria do SUS<\/span>), o valor teria sido pago indevidamente por consultas e tratamento n&atilde;o realizados em pacientes com glaucoma nos Estados de Alagoas, Maranh&atilde;o, Para&iacute;ba e Rio Grande do Norte. Os relat&oacute;rios j&aacute; foram encaminhados aos minist&eacute;rios p&uacute;blicos estaduais e federais, que dever&atilde;o aprofundar investiga&ccedil;&otilde;es e ingressar com as a&ccedil;&otilde;es judiciais para ressarcimento. Os gestores de sa&uacute;de locais tamb&eacute;m foram informados e dever&atilde;o se pronunciar sobre o caso. O nome das 29 cl&iacute;nicas e hospitais acusados &eacute; mantido em sigilo pelo Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de.<\/p>\n<p>\nPor conta da descoberta das fraudes, o repasse de recursos para tratamento da doen&ccedil;a foi suspenso preventivamente &agrave;s unidades de sa&uacute;de dos quatro Estados. O corte interrompeu a entrega gratuita do col&iacute;rio. O medicamento &eacute; essencial para controle da doen&ccedil;a &#8211; <em>que n&atilde;o tem cura<\/em> &#8211; e era distribu&iacute;do pela cl&iacute;nica conveniada para o tratamento. Estima-se que mais de 70 mil pessoas possam ter sido afetadas pelo corte.<\/p>\n<p>\nA suspens&atilde;o pegou de surpresa muitos pacientes, que est&atilde;o procurando a Justi&ccedil;a para garantir a continuidade do tratamento. Em Alagoas, onde 25 mil pessoas fazem tratamento, a Defensoria P&uacute;blica Estadual informou ao UOL que muitos pacientes j&aacute; procuraram o &oacute;rg&atilde;o para denunciar o problema e pedir ajuda. &ldquo;<em>Somente nesta manh&atilde;(<span style=\"font-family: Arial;\">de quarta-feira,14Mar&ccedil;o2012<\/span>) foram nove pacientes que nos procuraram<\/em>&rdquo;, disse o defensor p&uacute;blico Ricardo Melro, que deu entrada nesta quarta-feira com uma a&ccedil;&atilde;o civil p&uacute;blica para que os pacientes n&atilde;o fiquem sem direito ao col&iacute;rio, que na rede privada custa mais de R$ 150.<\/p>\n<p>\n&ldquo;<em>At&eacute; sair a decis&atilde;o da a&ccedil;&atilde;o coletiva, estamos dando entrada com a&ccedil;&otilde;es individuais, para garantir de imediato o tratamento desses pacientes que nos procuram. Na a&ccedil;&atilde;o civil p&uacute;blica, eu pe&ccedil;o liminarmente para que Macei&oacute; seja respons&aacute;vel pela continuidade o programa com recursos pr&oacute;prios, distribuindo todas as as tr&ecirc;s linhas de col&iacute;rio. J&aacute; o Estado ficaria respons&aacute;vel pela distribui&ccedil;&atilde;o aos pacientes do interior. Tamb&eacute;m pe&ccedil;o que as entidades que est&atilde;o sendo apontadas de atos irregulares n&atilde;o participem mais do programa<\/em>&rdquo;, alegou.<\/p>\n<p>\nEnquanto esperam, os pacientes n&atilde;o escondem o temor em ter a vis&atilde;o prejudicada pela interrup&ccedil;&atilde;o do tratamento. A aposentada Ant&ocirc;nia Gomes da Silva, 71, contou que vinha conseguindo realizar com sucesso o tratamento, mas, pela primeira vez, n&atilde;o conseguiu ter acesso ao medicamento agora em ma&ccedil;o.<\/p>\n<p>\n&ldquo;<em>Eu recebia sempre tr&ecirc;s vidros, mas esse m&ecirc;s n&atilde;o recebi nada. N&atilde;o me explicaram direito, e a doutora disse que eu n&atilde;o posso ficar sem usar e pediu para que procurasse a Defensoria P&uacute;blica. Foi isso que fiz logo, pois fiquei com medo. N&atilde;o posso deixar de usar o col&iacute;rio, que est&aacute; acabando e n&atilde;o posso comprar<\/em>&rdquo;, alegou a aposentada, que mora em Macei&oacute; e aguarda a decis&atilde;o judicial que tem como r&eacute;u a prefeitura da capital alagoana.<\/p>\n<p>\nProcurada pelo UOL, a Secretaria de Sa&uacute;de de Macei&oacute; informou que est&aacute; discutindo com os prestadores do servi&ccedil;o o retorno do atendimento aos pacientes para garantir o diagn&oacute;stico e acompanhamento da doen&ccedil;a. Sobre a distribui&ccedil;&atilde;o dos col&iacute;rios, a Secretaria disse que j&aacute; est&aacute; discutindo uma solu&ccedil;&atilde;o com o governo do Estado e com o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Todas as a&ccedil;&otilde;es no Estado, segundo o &oacute;rg&atilde;o, est&atilde;o sendo tomadas de forma emergencial.<\/p>\n<p>\nA reportagem do UOL tamb&eacute;m entrou em contato com as secretarias da sa&uacute;de dos quatro Estados afetados, para saber se haveria algum &quot;<em>plano B<\/em>&quot; para garantir a distribui&ccedil;&atilde;o dos col&iacute;rios. Os &oacute;rg&atilde;os em Alagoas e Para&iacute;ba informaram que o problema deveria ser resolvido pelos munic&iacute;pios, e n&atilde;o pelos &oacute;rg&atilde;os estaduais, e n&atilde;o sinalizaram com distribui&ccedil;&atilde;o de medicamentos.<\/p>\n<p>\nEm nota, a Secretaria de Sa&uacute;de do Maranh&atilde;o informou que &quot;<em>a notifica&ccedil;&atilde;o oficial de suspens&atilde;o dos recursos de munic&iacute;pios maranhenses, feita pelo Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, chegou no final da semana passada. A Secretaria j&aacute; est&aacute; analisando a situa&ccedil;&atilde;o para que todas as medidas cab&iacute;veis sejam tomadas, normalizando o atendimento ao portador de glaucoma<\/em>&quot;.<\/p>\n<p>\nA Secretaria de Sa&uacute;de do Rio Grande do Norte n&atilde;o se pronunciou sobre o assunto.<\/p>\n<p><span style=\"color: rgb(0, 0, 255);\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><strong>O desvio<\/strong><\/span><\/span><\/span><br \/>\nO Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de informou a suspeita de desvio de recursos come&ccedil;ou a existir ap&oacute;s a an&aacute;lise dos repasses aos estabelecimentos conveniados nos quatro Estados nordestinos, que totalizaram R$ 142,9 milh&otilde;es entre janeiro de 2008 a junho de 2011. Segundo os dados, o valor correspondia a 66% da quantia gasta em todo o Brasil no per&iacute;odo.<\/p>\n<p>\nCom a an&aacute;lise inicial, auditores fizeram inspe&ccedil;&otilde;es e encontraram diversas irregularidades, que teriam totalizado um desvio de mais R$ 30 milh&otilde;es em 29 unidades oftalmol&oacute;gicas de Alagoas, Maranh&atilde;o, Para&iacute;ba e Rio Grande do Norte. As entidades acusadas  n&atilde;o foram divulgadas.<\/p>\n<p>\nSegundo os auditores, foram identificados, em alguns munic&iacute;pios, que a frequ&ecirc;ncia de consultas era 100 vezes maior a preval&ecirc;ncia esperada, de 2,4% da popula&ccedil;&atilde;o maior de 40 anos. J&aacute; em outro caso, metade da popula&ccedil;&atilde;o com mais de 40 anos estava inscrita para tratamento contra o glaucoma.<\/p>\n<p>\nOutra irregularidade encontrada foi que havia estabelecimentos de sa&uacute;de que recebiam por exames e consultas, mas sequer possu&iacute;am aparelhos ou equipamentos oftalmol&oacute;gicos em suas depend&ecirc;ncias.<\/p>\n<p>\nO Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de informou ainda que, al&eacute;m da auditoria, governos federal, estaduais e municipais est&atilde;o estudando novas medidas para refor&ccedil;ar o controle dos recursos para tratamento do com glaucoma. Entre as mudan&ccedil;as, est&aacute; prevista, por exemplo, a defini&ccedil;&atilde;o de par&acirc;metros de avalia&ccedil;&atilde;o para Estados e munic&iacute;pios que apresentarem distor&ccedil;&otilde;es de cobran&ccedil;a de recursos.<\/p>\n<p><span style=\"color: rgb(0, 0, 255);\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><strong>A doen&ccedil;a<\/strong><\/span><\/span><\/span><br \/>\nO glaucoma &eacute; causado pela les&atilde;o do nervo &oacute;ptico e relacionada &agrave; alta press&atilde;o do olho. A doen&ccedil;a pode causar s&eacute;rias altera&ccedil;&otilde;es no campo visual e at&eacute; cegueira. Segundo a Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de, entre 1% a 2% da popula&ccedil;&atilde;o acima de 40 anos &eacute; portadora de algum tipo de glaucoma, que representa a segunda maior causa de cegueira no mundo e a terceira no Brasil.<\/p>\n<p>\nSegundo o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, o tratamento &eacute; feito em regime ambulatorial em 95% dos casos, com uso cont&iacute;nuo de col&iacute;rios. O SUS distribui sete categorias de medicamentos para controlar a press&atilde;o intraocular, al&eacute;m de realizar cirurgia, em casos mais avan&ccedil;ados.<\/p>\n<p><\/span><\/span><span style=\"color: rgb(0, 0, 255);\"><em><strong>* Uol.<\/strong><\/em><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tempo de leitura: 7 minutosDesvio de R$ 30 milh&otilde;es leva PB e mais tr&ecirc;s estados a corte de repasse do [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[9],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6213"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6213"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6213\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6213"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6213"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6213"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}