{"id":6361,"date":"2012-05-17T00:00:00","date_gmt":"2012-05-17T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2012-05-17T00:00:00","modified_gmt":"2012-05-17T00:00:00","slug":"Brasil-tem-os-maiores-custos-financeiros-da-America-Latina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/2012\/05\/17\/Brasil-tem-os-maiores-custos-financeiros-da-America-Latina\/","title":{"rendered":"Brasil tem os maiores custos financeiros da Am\u00e9rica Latina"},"content":{"rendered":"<div id=\"tt-temp-estim\">Tempo de leitura: 4 minutos<\/div><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><br \/>\n<strong>S&atilde;o Paulo(SP) &#8211; <\/strong>Um estudo da consultoria Deloitte, obtido com exclusividade pela Ag&ecirc;ncia Estado, mostra que os custos financeiros das empresas brasileiras s&atilde;o os maiores da Am&eacute;rica Latina, o que representa um desafio para a competitividade do Pa&iacute;s na regi&atilde;o.<\/p>\n<p>\nA consultoria chegou a essa conclus&atilde;o depois de analisar 70 crit&eacute;rios de custos e desempenho das equipes de CFOs(<span style=\"font-family: Arial;\">Chief Financial Office<\/span>) em 51 empresas latino-americanas e compar&aacute;-los com os resultados m&eacute;dios de empresas americanas.<\/p>\n<p>\nA pesquisa concluiu que os custos das fun&ccedil;&otilde;es financeiras ainda s&atilde;o mais baixos &#8211; e vantajosos &#8211; na Am&eacute;rica Latina do que nos Estados Unidos.<\/p>\n<p>\nMas isso &eacute; cada vez menos verdadeiro no caso do Brasil. Os custos financeiros nas empresas do Pa&iacute;s s&atilde;o o dobro do das companhias chilenas, por exemplo. &quot;<em>Havia uma no&ccedil;&atilde;o de que qualquer coisa na Am&eacute;rica Latina seria mais barata do que nos Estados Unidos<\/em>&quot;, afirma Omar Aguilar, l&iacute;der global da pr&aacute;tica de finance transformation da Deloitte.<\/p>\n<p>\nDe fato, na Am&eacute;rica Latina, as fun&ccedil;&otilde;es financeiras custam, em m&eacute;dia, US$ 3,8 milh&otilde;es por US$ 1 bilh&atilde;o de receita a menos do que nos Estados Unidos. &quot;Mas estamos observando uma varia&ccedil;&atilde;o maior de pre&ccedil;os.<\/p>\n<p>\nO Brasil est&aacute; se tornando mais caro do que os outros pa&iacute;ses da regi&atilde;o, o que levanta d&uacute;vidas sobre sua competitividade&quot;. Segundo o executivo, a prosperidade da economia brasileira gerou uma aprecia&ccedil;&atilde;o do real, aumentou os custos de estrutura, de m&atilde;o de obra e de vida e levou empresas estrangeiras a alocar seus servi&ccedil;os em pa&iacute;ses vizinhos, como Argentina ou Chile.<\/p>\n<p>\n&quot;<em>Temos visto multinacionais escolherem outros pa&iacute;ses da regi&atilde;o que n&atilde;o o Brasil, que seria a escolha &oacute;bvio<\/em>&quot;. Para Aguilar, a fuga do Brasil ainda n&atilde;o &eacute; uma tend&ecirc;ncia alarmante, mas est&aacute; acontecendo e coloca sobre o Pa&iacute;s a press&atilde;o de melhorar a efici&ecirc;ncia ao mesmo tempo em que cresce.<\/p>\n<p>\nE a sa&iacute;da para enfrentar o desafio, segundo o executivo da Deloitte, &eacute; investir em tecnologia. De acordo com o estudo, as empresas da Am&eacute;rica Latina gastam de duas a tr&ecirc;s vezes menos com tecnologia nas fun&ccedil;&otilde;es financeiras do que as americanas.<\/p>\n<p>\nPor um lado, isso significa uma economia no custo total do setor; por outro, exige que as companhias contratem um n&uacute;mero maior de funcion&aacute;rios em processos menos eficientes. As empresas latinas empregam, em m&eacute;dia, 89% mais funcion&aacute;rios por US$ 1 bilh&atilde;o de receita do que as companhias americanas.<\/p>\n<p>\nNo comparativo entre os pa&iacute;ses da Am&eacute;rica Latina, as empresas da Argentina s&atilde;o as que mais empregam: 271 funcion&aacute;rios por bilh&atilde;o de rendimento.<\/p>\n<p>\nO Brasil &eacute; o que emprega o menor n&uacute;mero de funcion&aacute;rios &#8211; <em>156<\/em> -, mas tamb&eacute;m &eacute; o que tem o custo mais alto de m&atilde;o de obra. O custo por profissional no Brasil &eacute; de US$ 94.631 &#8211; contra US$ 33.810 na Argentina.<\/p>\n<p>\nO baixo uso de tecnologia leva as empresas latino-americanas a empregar uma parte maior de seus funcion&aacute;rios em tarefas operacionais, de menor valor agregado. Segundo o levantamento da Deloitte, as latinas usam 81% mais m&atilde;o de obra no processamento de transa&ccedil;&otilde;es do que as americanas. Com menos tecnologias e mais funcion&aacute;rios, as empresas da Am&eacute;rica Latina sofrem com processos mais manuais e mais complexos.<\/p>\n<p>\nAs empresas latino-americanas processam manualmente 1,6 vez mais dados do que as concorrentes americanas. E emitem 48% mais relat&oacute;rios de desempenho do que uma empresa nos Estados Unidos. Em m&eacute;dia, s&atilde;o 182 relat&oacute;rios mensais por bilh&atilde;o de receita na Am&eacute;rica Latina e 123 nos EUA.<\/p>\n<p>\nPara Celso Kassab, s&oacute;cio da &aacute;rea de consultoria da Deloitte, nem as intrincadas estruturas legal e fiscal do Brasil podem servir como desculpa para inefici&ecirc;ncia dentro das empresas. &quot;<em>Muitas companhias n&atilde;o usam sistemas de ERP e backoffice para processar suas transa&ccedil;&otilde;es<\/em>&quot;, afirma Kassab. &quot;<em>O CFO tem v&aacute;rias fun&ccedil;&otilde;es, entre elas a operacional e a estrat&eacute;gica. Mas, para se tornar estrat&eacute;gica, a &aacute;rea precisa ser mais eficiente nos processos operacionais<\/em>&quot;. O estudo mostra que as empresas latinas que usam mais tecnologia para automatizar pagamentos, remessas, relat&oacute;rios, entre outras fun&ccedil;&otilde;es financeiras, economiza 35% s&oacute; com pessoal.<\/p>\n<p>\nComo, no Brasil, a m&atilde;o de obra custa mais caro, intensificar o uso de tecnologia faz-se ainda mais necess&aacute;rio. &quot;<em>Quase todos os temas s&atilde;o comuns a todos os pa&iacute;ses da Am&eacute;rica Latina: o baixo uso de tecnologia, a alta complexidade, o foco nos processos transacionais<\/em>&quot;, diz Aguilar.<\/p>\n<p>\nMas o Brasil tem um aspecto &uacute;nico, o alto custo do trabalho, que aumenta a import&acirc;ncia da efici&ecirc;ncia. &quot;<em>H&aacute; muito a ser feito para melhorar a competitividade do Brasil em rela&ccedil;&atilde;o a pa&iacute;ses como os Estados Unidos<\/em>&quot;.<\/p>\n<p>\n<\/span><\/span><span style=\"color: rgb(255, 0, 0);\"><span style=\"font-size: x-small;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><strong><br \/>\n* IG.<\/strong><\/span><\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tempo de leitura: 4 minutos S&atilde;o Paulo(SP) &#8211; Um estudo da consultoria Deloitte, obtido com exclusividade pela Ag&ecirc;ncia Estado, mostra [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[8],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6361"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6361"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6361\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6361"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6361"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6361"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}