{"id":6367,"date":"2012-05-21T00:00:00","date_gmt":"2012-05-21T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2012-05-21T00:00:00","modified_gmt":"2012-05-21T00:00:00","slug":"Presidente-do-Banco-Central-afirma-que-o-Brasil-esta-preparado-para-reagir-num-evento-extremo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/2012\/05\/21\/Presidente-do-Banco-Central-afirma-que-o-Brasil-esta-preparado-para-reagir-num-evento-extremo\/","title":{"rendered":"Presidente do Banco Central afirma que o Brasil est\u00e1 preparado para reagir num evento extremo"},"content":{"rendered":"<div id=\"tt-temp-estim\">Tempo de leitura: 13 minutos<\/div><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><br \/>\n<strong>Bras&iacute;lia(DF) &#8211;<\/strong> Na semana em que o d&oacute;lar rompeu a barreira dos R$ 2 e o agravamento da crise na zona do euro assombrou os mercados, o presidente do Banco Central(BC), Alexandre Tombini, manteve sua habitual serenidade. Na sexta-feira, ao receber o GLOBO, disse que o cen&aacute;rio internacional &eacute; desafiante, admitiu que n&atilde;o sabe at&eacute; onde vai a alta do d&oacute;lar, mas destacou que o BC est&aacute; &ldquo;<em>200% preparado para reagir<\/em>&rdquo;. Tombini disse que o BC atuar&aacute; no c&acirc;mbio sempre que necess&aacute;rio, mas que agora n&atilde;o pensa em inverter as medidas contra a valoriza&ccedil;&atilde;o do real. E disse que os juros continuar&atilde;o caindo pois a economia est&aacute; crescendo abaixo do potencial. &ldquo;<em>Isso &eacute; a ess&ecirc;ncia do regime de metas de infla&ccedil;&atilde;o<\/em>&rdquo;, disse, rebatendo as cr&iacute;ticas de que teria abandonado o sistema.<\/p>\n<p>\n<strong>O GLOBO: A situa&ccedil;&atilde;o externa est&aacute; fora do controle?<br \/>\n<\/strong><br \/>\n<strong>ALEXANDRE TOMBINI:<\/strong> A situa&ccedil;&atilde;o da Europa n&atilde;o &eacute; completamente imprevis&iacute;vel. Obviamente que &eacute; sempre uma boa filosofia esperar o melhor e se preparar para o pior. Acho que o Brasil est&aacute; muito bem preparado para enfrentar cen&aacute;rios adversos. Melhor do que est&aacute;vamos em setembro de 2008. T&iacute;nhamos US$ 205 bilh&otilde;es de reservas internacionais e hoje temos US$ 370 bilh&otilde;es. Liquidez em reais(<span style=\"font-family: Arial;\">valor dos compuls&oacute;rios<\/span>) de R$ 270 bilh&otilde;es, hoje temos mais de R$ 400 bilh&otilde;es. A pr&oacute;pria rela&ccedil;&atilde;o d&iacute;vida\/PIB(<span style=\"font-family: Arial;\">Produto Interno Bruto, soma de bens e servi&ccedil;os produzidos no pa&iacute;s<\/span>) hoje &eacute; menor, na faixa de 36%, e vem caindo.<\/p>\n<p>\n<strong><br \/>\nO pior ainda est&aacute; por vir?<br \/>\n<\/strong><br \/>\n<strong>TOMBINI:<\/strong> &Eacute; dif&iacute;cil dizer. O que eu posso dizer &eacute; que o Banco Central est&aacute; 200% preparado para acompanhar e eventualmente reagir num evento extremo.<\/p>\n<p>\n<strong><br \/>\nO senhor acha que se a Gr&eacute;cia sair da zona do euro a situa&ccedil;&atilde;o se agrava muito, ou ser&aacute; o in&iacute;cio da solu&ccedil;&atilde;o?<br \/>\n<\/strong><br \/>\n<strong>TOMBINI:<\/strong> Fica dif&iacute;cil especular sobre um evento espec&iacute;fico. Do que eu conhe&ccedil;o das discuss&otilde;es com os colegas da Europa &eacute; que h&aacute; um esfor&ccedil;o grande para que o bloco supere esses problemas, que s&atilde;o s&eacute;rios e graves e que dizem respeito ao peso da d&iacute;vida. Eles tomam tempo para serem resolvidos.<\/p>\n<p>\n<strong><br \/>\nSe a Uni&atilde;o Europeia continuar a carregar a Gr&eacute;cia, o pa&iacute;s pode levar toda a UE para o fundo do po&ccedil;o?<\/p>\n<p>TOMBINI: <\/strong>O que precisamos no Brasil &eacute; estar preparados para um eventual agravamento da situa&ccedil;&atilde;o internacional. Nossa vis&atilde;o agora &eacute; que a economia cresce menos, tem liquidez, tem mais volatilidade, sem d&uacute;vida, neste momento, mas temos de acompanhar a situa&ccedil;&atilde;o como estamos acompanhando. Quaisquer desdobramentos que sejam, temos de pensar nos impactos para o Brasil com tranquilidade. Estamos preparados para agir.<\/p>\n<p><strong>Desde o in&iacute;cio da crise europeia, o impacto nunca foi t&atilde;o forte no c&acirc;mbio quanto agora. &Eacute; s&oacute; o efeito Gr&eacute;cia?<\/p>\n<p>TOMBINI:<\/strong> Nas duas &uacute;ltimas semanas, esse movimento de valoriza&ccedil;&atilde;o do d&oacute;lar reflete o acirramento da situa&ccedil;&atilde;o europeia, das d&uacute;vidas em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; Gr&eacute;cia e das d&uacute;vidas em rela&ccedil;&atilde;o a outras economias do continente. Esse movimento de maior avers&atilde;o ao risco e de fuga para a qualidade refletiu-se em todas as moedas. O real nem andou tanto quanto as outras nas duas &uacute;ltimas semanas. Andou em linha com as outras moedas, e at&eacute; um pouco menos.<\/p>\n<p>\n<strong><br \/>\nA tend&ecirc;ncia &eacute; estabilizar ou ir para outros patamares?<\/p>\n<p>TOMBINI:<\/strong> C&acirc;mbio &eacute; dif&iacute;cil de prever por causa do ambiente internacional e por causa da quantidade enorme de vari&aacute;veis que impactam qualquer taxa de c&acirc;mbio. Nosso c&acirc;mbio tamb&eacute;m flutua. Tem de ver como esse processo internacional do d&oacute;lar vai se dar nos pr&oacute;ximos dias e semanas.<\/p>\n<p><strong>A equipe econ&ocirc;mica tomou medidas para estimular a alta do d&oacute;lar, e agora h&aacute; preocupa&ccedil;&atilde;o com esse c&acirc;mbio acima de R$ 2. Qual seria o ponto de equil&iacute;brio?<\/p>\n<p>TOMBINI: <\/strong>O Banco Central sempre falou que o volume de ingresso de capitais no pa&iacute;s, dependendo da intensidade e da velocidade, gera problemas. O c&acirc;mbio &eacute; flutuante e pode flutuar para os dois lados. N&oacute;s cuidamos com medidas tribut&aacute;rias &#8211; como o IOF &#8211; e com medidas macroprudenciais. Temos nossa pol&iacute;tica de acumula&ccedil;&atilde;o de reservas. Se n&atilde;o tiv&eacute;ssemos tomado(as medidas), poderia haver consequ&ecirc;ncias para o lado real da economia. N&oacute;s entraremos(no mercado) sempre que for preciso. O c&acirc;mbio &eacute; flutuante, mas ningu&eacute;m vai deixar o c&acirc;mbio sofrer impactos de um volume extraordin&aacute;rio de liquidez que existe no mundo. A primeira linha de defesa em um agravamento &eacute; o c&acirc;mbio flutuante.<\/p>\n<p>\n<strong>Mas nos bastidores do governo h&aacute; uma preocupa&ccedil;&atilde;o grande com esse d&oacute;lar acima de R$ 2&#8230;<\/p>\n<p>TOMBINI:<\/strong> Se aumenta o estresse l&aacute; fora, as moedas v&atilde;o se desvalorizar em rela&ccedil;&atilde;o ao d&oacute;lar. N&atilde;o vai ser diferente do que est&aacute; ocorrendo nessas duas semanas. Mas tamb&eacute;m, por temos feito o dever de casa, temos os instrumentos. Sabemos como funciona isso. Quando for necess&aacute;rio, vamos entrar nos mercados. O momento internacional &eacute; desafiador, mas temos os instrumentos. Estamos mais bem preparados do que estivemos l&aacute; atr&aacute;s.<\/p>\n<p>\n<strong><br \/>\nN&atilde;o &eacute; o momento de retirar o IOF para venda de d&oacute;lares no mercado futuro?<\/p>\n<p>TOMBINI: <\/strong>N&atilde;o. Estamos trabalhando com a estrutura que temos hoje. Antecipamos um movimento(<span style=\"font-family: Arial;\">na sexta-feira, o BC vendeu contratos de swap cambial, o que equivale a oferecer d&oacute;lares no mercado futuro para segurar a cota&ccedil;&atilde;o da moeda americana<\/span>). O mercado est&aacute; funcionando bem. A moeda brasileira est&aacute; andando em linha com as outras moedas, depois de ter corrido um pouco mais no per&iacute;odo anterior dessa reca&iacute;da da crise europeia.<\/p>\n<p><strong>O impacto da alta do d&oacute;lar na infla&ccedil;&atilde;o preocupa?<\/p>\n<p>TOMBINI:<\/strong> Nosso repasse(<span style=\"font-family: Arial;\">hist&oacute;rico<\/span>) gira em torno de 3% a curto prazo e entre 6% e 8% em um prazo mais longo. No momento, h&aacute; um movimento internacional de valoriza&ccedil;&atilde;o do d&oacute;lar. Ningu&eacute;m sabe onde vai parar isso, vai depender dos desdobramentos da crise europeia.<\/p>\n<p><strong>J&aacute; d&aacute; para prever esse impacto adicional do c&acirc;mbio na infla&ccedil;&atilde;o?<br \/>\nTOMBINI:<\/strong> Tem de ver onde vai parar esse movimento internacional das moedas. Hoje, a nossa vis&atilde;o &eacute; que o que j&aacute; aconteceu ter&aacute; um impacto moderado sobre a infla&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p><strong>Abril foi um ponto fora da curva na vis&atilde;o do BC em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; infla&ccedil;&atilde;o?<\/p>\n<p>TOMBINI: <\/strong>Podemos dizer que mar&ccedil;o saiu da curva tamb&eacute;m. Abril tem alguns fatores pontuais fortes que n&atilde;o v&atilde;o se repetir. Nos pr&oacute;ximos tr&ecirc;s meses, a infla&ccedil;&atilde;o ser&aacute; menor que a de abril. Este m&ecirc;s, nos pr&oacute;ximos dois seguramente e, qui&ccedil;&aacute;, nos outros at&eacute; o final do ano.<\/p>\n<p><strong>Na vis&atilde;o de boa parte do mercado, o BC abandonou o regime de metas de infla&ccedil;&atilde;o&#8230;<\/p>\n<p>TOMBINI: <\/strong>Isso &eacute; a ess&ecirc;ncia do regime de metas de infla&ccedil;&atilde;o. Havendo espa&ccedil;o, voc&ecirc; vai ajustando o instrumento(<span style=\"font-family: Arial;\">a taxa b&aacute;sica<\/span>).<\/p>\n<p><strong>Mas n&atilde;o persegue mais o centro da meta&#8230;<\/p>\n<p>TOMBINI: <\/strong>Estamos, sim, buscando o centro da meta este ano. Come&ccedil;amos a distensionar a pol&iacute;tica monet&aacute;ria no final de agosto. Previmos que poder&iacute;amos fazer isso com converg&ecirc;ncia da infla&ccedil;&atilde;o. O IPCA est&aacute; em 5,1%. Estava em 7,33% em setembro do ano passado. As nossas proje&ccedil;&otilde;es indicam uma converg&ecirc;ncia adicional, at&eacute; o fim do ano, em dire&ccedil;&atilde;o ao centro da meta.<\/p>\n<p><strong>O resultado do IBC-Br no trimestre refor&ccedil;a as expectativas de baixo crescimento em 2012. O Banco Central est&aacute; seguindo a orienta&ccedil;&atilde;o do governo de estimular o crescimento ao cortar juros?<\/p>\n<p>TOMBINI:<\/strong> O motivo &eacute; a economia estar crescendo abaixo do potencial h&aacute; alguns trimestres. N&atilde;o &eacute; por outro motivo pelo qual o Banco Central est&aacute; baixando juros.<\/p>\n<p><strong>O senhor est&aacute; vivendo uma terceira onda de cr&iacute;ticas fortes. Boa parte do mercado e dos analistas consideram que o Banco Central perdeu a autonomia&#8230;<\/p>\n<p>TOMBINI:<\/strong> O Banco Central continua trabalhando como sempre trabalhou: usando seus instrumentos para atingir o objetivo de converg&ecirc;ncia da meta de infla&ccedil;&atilde;o. Esse Banco Central pode ser diferente de alguns bancos centrais porque tem tamb&eacute;m a miss&atilde;o de estabilidade do sistema financeiro. Coisa que &eacute; sempre muito &uacute;til, na crise foi muito &uacute;til. N&oacute;s vemos esse movimento ocorrendo em outros bancos centrais: trazer para o Banco Central a quest&atilde;o da responsabilidade sist&ecirc;mica. Sempre houve, e continuar&aacute; havendo, um estreito contato entre as &aacute;reas econ&ocirc;micas. O Banco Central tem a sua responsabilidade, que &eacute;, de um lado, a estabilidade monet&aacute;ria, e, de outro, a responsabilidade do sistema financeiro. Se esse Banco Central consegue dialogar melhor ou pior, &eacute; uma quest&atilde;o de intensidade, de prefer&ecirc;ncia.<\/p>\n<p>\n<strong><br \/>\nCrescimento menor e a mudan&ccedil;a no rendimento da poupan&ccedil;a refor&ccedil;aram as apostas de que o Banco Central continuar&aacute; a fazer cortes na Selic. Com o agravamento da crise externa e a economia parada, o mercado est&aacute; prevendo uma queda maior dos juros. &Eacute; essa a dire&ccedil;&atilde;o?<\/p>\n<p>TOMBINI: <\/strong>Recentemente, demos uma dire&ccedil;&atilde;o. Essa dire&ccedil;&atilde;o permanece v&aacute;lida em rela&ccedil;&atilde;o ao futuro da pol&iacute;tica monet&aacute;ria. Ao mesmo tempo, tamb&eacute;m indicamos que esse processo j&aacute; tem uma acumula&ccedil;&atilde;o de redu&ccedil;&otilde;es da taxa b&aacute;sica de juros que vem desde o fim de agosto. Esse processo no futuro tem de ser feito com parcim&ocirc;nia e cuidado. Isso est&aacute; v&aacute;lido no momento.<\/p>\n<p>\n<strong><br \/>\nCom as mudan&ccedil;as da Lei do Acesso, vamos ter a justificativa dos votos dos diretores do Copom?<\/p>\n<p>TOMBINI: <\/strong>Essa justificativa j&aacute; existe hoje, tanto no comunicado quanto na ata. O comunicado ser&aacute; exatamente o mesmo. Embaixo vai dizer: &ldquo;Membros votantes &mdash; fulano, beltrano e ciclano votaram em&#8230;&rdquo;. A justificativa vir&aacute; na ata. Se houver tr&ecirc;s posi&ccedil;&otilde;es diferentes, v&atilde;o ter tr&ecirc;s explica&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p>\n<strong><br \/>\nO senhor acha que a divulga&ccedil;&atilde;o pode interferir nos votos? Estimular a unanimidade?<\/p>\n<p>TOMBINI: <\/strong>N&atilde;o acredito que nenhum diretor do Banco Central vai mudar o seu voto pelo simples fato de o conte&uacute;do passar a ser divulgado. Temos 130 reuni&otilde;es(<span style=\"font-family: Arial;\">do Copom<\/span>) no regime de metas de infla&ccedil;&atilde;o. Em 24 reuni&otilde;es houve dissid&ecirc;ncia. &Eacute; 18%. Levem isso em considera&ccedil;&atilde;o. H&aacute; anos em que n&atilde;o h&aacute; dissid&ecirc;ncia: o ano de 1999, o ano de 2001. H&aacute; anos em que houve apenas uma reuni&atilde;o com dissid&ecirc;ncia. N&atilde;o &eacute; uma coisa frequente.<\/p>\n<p><strong>O BC informou que n&atilde;o podia ser divulgado o placar das reuni&otilde;es anteriores &agrave; lei porque n&atilde;o h&aacute; registro. Como isso &eacute; poss&iacute;vel?<\/p>\n<p>TOMBINI:<\/strong> O sistema come&ccedil;ou em 1999, com um n&iacute;vel de transpar&ecirc;ncia elevad&iacute;ssimo. Tem a ata uma semana ap&oacute;s a reuni&atilde;o: uma das defasagens mais curtas em termos de comit&ecirc;s de pol&iacute;tica monet&aacute;ria. Voc&ecirc; explicita voto dissidente. Voc&ecirc; tem o Comit&ecirc; de Pol&iacute;tica Monet&aacute;ria (Copom) divulgando suas proje&ccedil;&otilde;es de infla&ccedil;&atilde;o e suas proje&ccedil;&otilde;es de crescimento. N&atilde;o s&atilde;o todos os comit&ecirc; que fazem isso. Quando foi criado o regime, havia o entendimento que n&atilde;o seriam nominados os votos. Logo, essa governan&ccedil;a n&atilde;o foi montada para o registro dos votos nominais. Tanto que o regimento interno n&atilde;o previa o registro nominal dos votos. N&atilde;o era um dos quesitos de transpar&ecirc;ncia.<\/p>\n<p><strong>O senhor n&atilde;o acha que uma mudan&ccedil;a como essa n&atilde;o deveria vir combinada com mandatos para os membros do Copom?<\/p>\n<p>TOMBINI: <\/strong>Quem decide mandato &eacute; o Congresso.<\/p>\n<p>\n<strong><br \/>\nN&atilde;o seria mais confort&aacute;vel para os diretores se houvesse um mandato?<\/p>\n<p>TOMBINI: <\/strong>A nossa avalia&ccedil;&atilde;o &eacute; que n&atilde;o afeta.<\/p>\n<p><strong>O movimento de queda dos juros banc&aacute;rios est&aacute; sendo feito de forma prudente?<\/p>\n<p>TOMBINI:<\/strong> Como regulador do sistema, queremos &eacute; que o sistema n&atilde;o exagere na fase boa do ciclo econ&ocirc;mico, quando a economia est&aacute; crescendo, e n&atilde;o gere uma expans&atilde;o mais veloz do que a que seria adequado. E tamb&eacute;m, quando a economia est&aacute; come&ccedil;ando a se recuperar &#8211; lentamente, como neste momento -, n&atilde;o queremos que o sistema pise no freio ou seja excessivamente conservador em rela&ccedil;&atilde;o ao cr&eacute;dito. Esse tipo de mensagem, o Banco Central passa. Ele quer um sistema mais neutro, at&eacute; talvez um pouco antic&iacute;clico. N&oacute;s vimos a&iacute; a inadimpl&ecirc;ncia subir. A inadimpl&ecirc;ncia geral est&aacute; come&ccedil;ando a reagir. No caso dos autom&oacute;veis, essa inadimpl&ecirc;ncia deve recuar no segundo semestre. Olhando para frente, a concess&atilde;o de cr&eacute;dito deveria estar mais forte. Na quest&atilde;o do spread, o movimento que estamos vendo est&aacute; em linha com a quest&atilde;o prudencial. J&aacute; vemos um movimento mais forte, e isso &eacute; bom que isso aconte&ccedil;a de fato, para a economia e para o sistema. Temos uma agenda de longo prazo no spread. Passa por uma s&eacute;rie de coisas, mas tinha uma quest&atilde;o de curto prazo: o Banco Central ajustou a sua pol&iacute;tica em 350 pontos, e em algumas linhas as taxas ficaram constantes ou at&eacute; subiram um pouco.<\/p>\n<p>\n<strong><br \/>\nN&atilde;o &eacute; marketing dos bancos que colocam que cortaram bastante a taxa, mas quando voc&ecirc; chega l&aacute; n&atilde;o &eacute; bem assim?<\/p>\n<p>TOMBINI:<\/strong> Como regulador do sistema, n&atilde;o vou tecer coment&aacute;rios sobre comportamento de cada institui&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>\n<strong><br \/>\nGenericamente, est&aacute; de fato acontecendo um movimento de redu&ccedil;&atilde;o de spread, ou as taxas est&atilde;o sendo reduzidas na margem e isso n&atilde;o significa que o spread est&aacute; sendo, de fato, reduzido?<\/p>\n<p>TOMBINI:<\/strong> Esse processo est&aacute; come&ccedil;ando agora. Esse processo tem duas ou tr&ecirc;s semanas. A gente tem de acompanhar para ver o resultado. A gente v&ecirc; alguma movimenta&ccedil;&atilde;o de redu&ccedil;&atilde;o. Nossos n&uacute;meros v&atilde;o mostrar isso ao longo das pr&oacute;ximas semanas. Estamos vendo algum movimento, sim, mas est&aacute; no in&iacute;cio.<\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tempo de leitura: 13 minutos Bras&iacute;lia(DF) &#8211; Na semana em que o d&oacute;lar rompeu a barreira dos R$ 2 e [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[8],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6367"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6367"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6367\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6367"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6367"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6367"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}