{"id":6513,"date":"2012-07-23T00:00:00","date_gmt":"2012-07-23T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2012-07-23T00:00:00","modified_gmt":"2012-07-23T00:00:00","slug":"Brasileiros-continuam-conquistando-aumentos-reais-de-salarios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/2012\/07\/23\/Brasileiros-continuam-conquistando-aumentos-reais-de-salarios\/","title":{"rendered":"Brasileiros continuam conquistando aumentos reais de sal\u00e1rios"},"content":{"rendered":"<div id=\"tt-temp-estim\">Tempo de leitura: 5 minutos<\/div><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: rgb(255, 0, 0);\"><span style=\"font-family: Arial;\"><em><strong><span style=\"font-size: small;\"><br \/>\nApesar do fraco desempenho da economia, os trabalhadores continuam conquistando aumentos reais de sal&aacute;rios. Levantamento feito pelo Valor em 391 conven&ccedil;&otilde;es coletivas registradas no Minist&eacute;rio do Trabalho mostra que o ganho real m&eacute;dio no primeiro semestre foi de 2,75%, &iacute;ndice superior ao registrado em igual per&iacute;odo do ano passado, de 1,48%.<\/span><\/strong><\/em><\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><\/p>\n<p><strong>S&atilde;o Paulo(DF) &#8211; <\/strong>Apesar do fraco desempenho da economia neste ano os trabalhadores conquistaram altos ganhos reais no primeiro semestre. Tr&ecirc;s fatores justificam o elevado &iacute;ndice m&eacute;dio de reajustes. O mercado de trabalho ainda aquecido, o recuo da infla&ccedil;&atilde;o e os impactos do reajuste do sal&aacute;rio m&iacute;nimo criaram um cen&aacute;rio favor&aacute;vel para que as categorias com data-base nos seis primeiros meses do ano tivessem ganhos reais mais robustos que em 2011, ainda que os reajustes nominais tenham sido menores.<\/p>\n<p>\nUm levantamento feito pelo Valor em conven&ccedil;&otilde;es coletivas de trabalho registradas no Minist&eacute;rio do Trabalho mostra que o ganho real m&eacute;dio dos trabalhadores no primeiro semestre ficou em 2,75%. O &iacute;ndice &eacute; 1,27 ponto percentual maior que o registrado em igual per&iacute;odo do ano passado, de 1,48%. Neste ano, foram analisadas 391 conven&ccedil;&otilde;es assinadas por sindicatos em todo o pa&iacute;s, com base na representatividade e import&acirc;ncia do setor para a sua regi&atilde;o. O &iacute;ndice de 2,7% carrega efeitos do ganho real m&eacute;dio de 3,65% registrado em janeiro, como reflexo da valoriza&ccedil;&atilde;o real de 7,5% do sal&aacute;rio m&iacute;nimo.<\/p>\n<p>\nOs reajustes est&atilde;o ganhando for&ccedil;a nos &uacute;ltimos meses. Desde fevereiro, a m&eacute;dia negociada sempre cresce em rela&ccedil;&atilde;o ao m&ecirc;s anterior, &agrave; exce&ccedil;&atilde;o de abril(<span style=\"font-family: Arial;\">2,06%<\/span>), que foi menor que em mar&ccedil;o(<span style=\"font-family: Arial;\">2,91%<\/span>) &#8211; resultado at&iacute;pico para o m&ecirc;s. A tend&ecirc;ncia, segundo especialistas consultados, &eacute; que os ganhos reais continuem em trajet&oacute;ria ascendente, uma vez que categorias com tradi&ccedil;&atilde;o em negocia&ccedil;&otilde;es t&ecirc;m data-base no segundo semestre, como metal&uacute;rgicos do ABC e comerci&aacute;rios de S&atilde;o Paulo.<\/p>\n<p>\n&quot;<em>Existe tamb&eacute;m uma expectativa de que o cen&aacute;rio econ&ocirc;mico melhore em raz&atilde;o das medidas de est&iacute;mulo<\/em>&quot;, diz Jos&eacute; Silvestre, coordenador de rela&ccedil;&otilde;es sindicais do Departamento Intersindical de Estat&iacute;stica e Estudos Socioecon&ocirc;micos(Dieese). &quot;<em>Isso favorece as negocia&ccedil;&otilde;es realizadas em um quadro de infla&ccedil;&atilde;o menor, o que ajuda na composi&ccedil;&atilde;o do ganho real<\/em>&quot;.<\/p>\n<p>\nO acumulado em 12 meses do &Iacute;ndice Nacional de Pre&ccedil;os ao Consumidor(INPC), utilizado para deflacionar os sal&aacute;rios, caiu ininterruptamente desde setembro do ano passado. Em maio, o &iacute;ndice estava em 4,86%, enquanto que em maio de 2011 registrava, em 12 meses, alta de 6,44%.<\/p>\n<p>\nA &uacute;ltima ata do Copom apontou preocupa&ccedil;&atilde;o com os reajustes. Segundo o texto, o Copom v&ecirc; que &quot;<em>um risco significativo reside na possibilidade de concess&atilde;o de aumentos de sal&aacute;rios incompat&iacute;veis com o crescimento da produtividade e suas repercuss&otilde;es negativas sobre a din&acirc;mica da infla&ccedil;&atilde;o<\/em>&quot;.<\/p>\n<p>\nApesar dos altos reajustes, Sergio Vale, economista-chefe da MB Associados, n&atilde;o v&ecirc; risco inflacion&aacute;rio neste movimento. &quot;<em>A economia passa por um momento de desacelera&ccedil;&atilde;o. N&atilde;o acredito que esse ganho real maior seja o suficiente para colocar em risco a infla&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s de maior consumo<\/em>&quot;, diz. &quot;<em>Minha maior preocupa&ccedil;&atilde;o est&aacute; na alimenta&ccedil;&atilde;o que, recentemente, voltou a subir<\/em>&quot;.<\/p>\n<p>\nVale, que projeta alta de 1,5% para o PIB deste ano, diz que os reajustes elevados s&atilde;o um importante fator para alavancar a atividade. &quot;<em>O mercado dom&eacute;stico, apesar de mais fraco que no ano passado, tem for&ccedil;a para impulsionar esse crescimento p&iacute;fio<\/em>&quot;, diz.<\/p>\n<p>\nEm maio, os comerci&aacute;rios no Distrito Federal reajustaram em 10% os sal&aacute;rios da categoria. Geralda Godinho, diretora da federa&ccedil;&atilde;o que os representa, diz que a atividade fraca dificultou a negocia&ccedil;&atilde;o. &quot;<em>Quando a economia vai mal, fica mais dif&iacute;cil conseguir ganho real. Contou a favor dos trabalhadores os empres&aacute;rios estarem confiantes para o segundo semestre<\/em>&quot;, diz.<\/p>\n<p>\nPara Silvestre, do Dieese, o mercado de trabalho apertado compensa a atividade fraca. A falta de profissionais e o custo elevado para substitu&iacute;-los faz com que as empresas mantenham os seus funcion&aacute;rios e d&aacute; maior poder de barganha aos trabalhadores. &quot;<em>A gera&ccedil;&atilde;o de postos de trabalho vem menor que em anos anteriores, mas o desemprego continua est&aacute;vel<\/em>&quot;.<\/p>\n<p>\nA falta de m&atilde;o de obra foi o argumento dos trabalhadores em turismo e hospitalidade de Minas Gerais neste ano. Com data-base em maio, eles negociaram um reajuste nominal de 12%(<span style=\"font-family: Arial;\">ganho real de 6,8%<\/span>). &quot;<em>Dissemos aos empregadores que eles perderiam funcion&aacute;rios se insistissem em apenas repor a infla&ccedil;&atilde;o. Em hotelaria, falta m&atilde;o de obra, principalmente qualificada<\/em>&quot;, diz Ricardo Castro, advogado da federa&ccedil;&atilde;o que representa 35 sindicatos da categoria.<\/p>\n<p>\nNa Bahia, o Sindicato dos Trabalhadores em Transporte de Cargas, que representa 40 mil trabalhadores, conquistou um reajuste de 9% em maio(<span style=\"font-family: Arial;\">3,9% real<\/span>). &Eacute; a falta de profissionais que permitiu esse ganho, segundo Magno Lavigne, presidente do sindicato. &quot;<em>H&aacute; um d&eacute;ficit de at&eacute; 8 mil motoristas na Bahia<\/em>&quot;. Ele explica que o sindicato est&aacute; adequando o sal&aacute;rio dos motoristas ao do setor de transportes.<\/p>\n<p>\nAs demiss&otilde;es que come&ccedil;aram em alguns segmentos da ind&uacute;stria, segundo Silvestre, podem se refletir em negocia&ccedil;&otilde;es do setor que, por reunir categorias mais organizadas, serve como refer&ecirc;ncia para outros. No entanto, ele avalia que o impacto do reajuste do m&iacute;nimo permanece e compensa as incertezas quanto &agrave; economia. &quot;<em>Quando a ind&uacute;stria sofre um baque, isso se reflete nas negocia&ccedil;&otilde;es em geral. Por outro lado, o impacto do m&iacute;nimo n&atilde;o perde validade<\/em>&quot;.<\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tempo de leitura: 5 minutos Apesar do fraco desempenho da economia, os trabalhadores continuam conquistando aumentos reais de sal&aacute;rios. 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