{"id":6568,"date":"2012-08-08T00:00:00","date_gmt":"2012-08-08T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2012-08-08T00:00:00","modified_gmt":"2012-08-08T00:00:00","slug":"Justica-reconhece-vinculo-de-emprego-a-pastor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/2012\/08\/08\/Justica-reconhece-vinculo-de-emprego-a-pastor\/","title":{"rendered":"Justi\u00e7a reconhece v\u00ednculo de emprego a pastor"},"content":{"rendered":"<div id=\"tt-temp-estim\">Tempo de leitura: 3 minutos<\/div><p style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><br \/>\nBras&iacute;lia(DF) &#8211; <\/span><\/span><\/strong><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\">Pastores e fi&eacute;is est&atilde;o conseguindo reconhecimento de v&iacute;nculo de emprego com igrejas. Apesar de a jurisprud&ecirc;ncia ser favor&aacute;vel &agrave;s institui&ccedil;&otilde;es religiosas, a Justi&ccedil;a do Trabalho entende que, quando se busca &quot;<em>lucrar com a palavra de Deus<\/em>&quot;, pode-se enquadrar uma igreja como empresa e um pastor como empregado. As condena&ccedil;&otilde;es ocorrem a partir do momento em que se obriga o cumprimento de metas de arrecada&ccedil;&atilde;o de donativos. Al&eacute;m de reconhecer o v&iacute;nculo de emprego, os ministros da 7&ordf; Turma do Tribunal Superior do Trabalho(<span style=\"font-family: Arial;\">TST<\/span>) garantiram a um ex-pastor indeniza&ccedil;&atilde;o por danos morais de R$ 19 mil.<\/p>\n<p>\n&quot;<em>Pode haver institui&ccedil;&otilde;es que aparentam finalidades religiosas e, na verdade, dedicam-se a explorar o sentimento religioso do povo, com fins lucrativos. Nesse caso, o car&aacute;ter comercial da igreja permite que seja reconhecido o v&iacute;nculo empregat&iacute;cio entre os pastores e a institui&ccedil;&atilde;o<\/em>&quot;, diz o ministro Ives Gandra Martins Filho, relator de um caso analisado recentemente pela 7&ordf; Turma do Tribunal Superior do Trabalho(<span style=\"font-family: Arial;\">TST<\/span>).<\/p>\n<p>\nAl&eacute;m de reconhecer o v&iacute;nculo de emprego, os ministros garantiram a um ex-pastor indeniza&ccedil;&atilde;o por danos morais no valor de R$ 19 mil. Ele foi acusado indevidamente de roubo. Em outro caso contra a mesma igreja que chegou ao TST, n&atilde;o ficou comprovada a rela&ccedil;&atilde;o de emprego, mas tamb&eacute;m foi arbitrada indeniza&ccedil;&atilde;o a um ex-pastor acusado, sem provas, de subtrair o d&iacute;zimo &#8211; doa&ccedil;&otilde;es em dinheiro &#8211; oferecido pelos fi&eacute;is durante os cultos. O valor estipulado foi de R$ 70 mil.<\/p>\n<p>\nNo TST e nos tribunais regionais do trabalho(TRTs), o entendimento &eacute; favor&aacute;vel &agrave;s igrejas. Desembargadores e ministros consideram que a subordina&ccedil;&atilde;o existente &eacute; de &quot;<em>&iacute;ndole eclesi&aacute;stica<\/em>&quot;, e n&atilde;o empregat&iacute;cia, e que a retribui&ccedil;&atilde;o financeira seria apenas para a manuten&ccedil;&atilde;o do religioso. &quot;Admite-se o v&iacute;nculo apenas no caso de desvirtuamento da institui&ccedil;&atilde;o religiosa&quot;, afirma a advogada Simone Galhardo, que defende a Igreja Universal do Reino de Deus. &quot;<em>O que liga o pastor &agrave; igreja &eacute; a f&eacute; dele<\/em>&quot;.<\/p>\n<p>\nCom a cobran&ccedil;a de metas por igrejas, por&eacute;m, os magistrados entendem que ficaria configurada a subordina&ccedil;&atilde;o. &quot;<em>&Eacute; o principal elemento para o reconhecimento do v&iacute;nculo de emprego&quot;<\/em>, diz o advogado Daniel Chiode, do Gasparini, De Cresci e Nogueira de Lima Advogados, acrescentando que institui&ccedil;&otilde;es religiosas &#8211; como a Igreja Adventista do S&eacute;timo Dia &#8211; preferem registrar seus pastores.<em> &quot;A igreja entende que o pastor precisa ter seus direitos trabalhistas respeitados e tranquilidade para trabalhar<\/em>&quot;.<\/p>\n<p>\nNa Justi&ccedil;a, as igrejas tamb&eacute;m respondem a processos ajuizados por fi&eacute;is. No Maranh&atilde;o, o Tribunal Regional do Trabalho(<span style=\"font-family: Arial;\">TRT<\/span>) reconheceu v&iacute;nculo entre um policial militar e uma institui&ccedil;&atilde;o religiosa. Ele alega que trabalhou como vigia, fazendo tr&ecirc;s plant&otilde;es por semana &#8211; turnos de 12 horas corridas, com folga de 24 e 48 horas. Pelo servi&ccedil;o, recebia pagamentos quinzenais de R$ 600.<\/p>\n<p>\nPara o desembargador Luiz Cosmo da Silva J&uacute;nior, relator do caso, ficou comprovada a exist&ecirc;ncia de trabalho subordinado, exercido com pessoalidade, onerosidade e habitualidade, conforme disp&otilde;e a Consolida&ccedil;&atilde;o das Leis do Trabalho(<span style=\"font-family: Arial;\">CLT<\/span>). Mesmo o fato de o policial militar estar proibido legalmente de manter contrato de trabalho com empresa privada n&atilde;o impede, segundo o magistrado, o reconhecimento do v&iacute;nculo de emprego. &quot;<em>O policial militar pode ser punido pela corpora&ccedil;&atilde;o a que pertence, configurando uma infra&ccedil;&atilde;o disciplinar, mas isso n&atilde;o impede que lhe seja reconhecido o v&iacute;nculo empregat&iacute;cio, pois, caso contr&aacute;rio, estar-se-ia sendo punido duplamente<\/em>&quot;, afirma o desembargador.<\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tempo de leitura: 3 minutos Bras&iacute;lia(DF) &#8211; Pastores e fi&eacute;is est&atilde;o conseguindo reconhecimento de v&iacute;nculo de emprego com igrejas. 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