{"id":6616,"date":"2012-08-27T00:00:00","date_gmt":"2012-08-27T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2012-08-27T00:00:00","modified_gmt":"2012-08-27T00:00:00","slug":"Augusto-dos-Anjos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/2012\/08\/27\/Augusto-dos-Anjos\/","title":{"rendered":"Augusto dos Anjos"},"content":{"rendered":"<div id=\"tt-temp-estim\">Tempo de leitura: 4 minutos<\/div><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><\/p>\n<p><span style=\"color: rgb(0, 0, 255);\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><strong>Augusto dos Anjos<\/strong><\/span><\/span><\/span><br \/>\nAugusto de Carvalho Rodrigues dos Anjos nasceu em Sap&eacute;, a 20 de abril de 1884, no Engenho Pau d&rsquo;Arco(<span style=\"font-family: Arial;\">atual Usina Santa Helena<\/span>), na &eacute;poca, pertencendo ao munic&iacute;pio de Espirito Santo. Era filho de Alexandre Rodrigues dos Anjos e C&oacute;rdula Fernandes de Carvalho. Pelo ramo materno, descendia de velha e tradicional fam&iacute;lia da v&aacute;rzea do Rio Para&iacute;ba, seu av&ocirc;, o Bacharel Jo&atilde;o Ant&ocirc;nio Fernandes de Carvalho, foi Deputado Provincial, Oficial da Ordem da Rosa e pr&oacute;cer conservador em Pilar. Em 1859, hospedou, no Engenho Pau d&rsquo;Arco, o Imperador Pedro II e sua comitiva, de passagem para Mamanguape.<\/p>\n<p>\nHumberto N&oacute;brega, em seu discurso de posse na Academia Paraibana de Letras, fala dos ancestrais do consagrado poeta, relembrando velhos nomes dos Fernandes de Carvalho e dos Sanches Massa, estes &uacute;ltimos mais conhecidos como fam&iacute;lia Pacatuba. Do ramo paterno, evocou nomes ligados aos fatos da hist6ria pol&iacute;tica de Pernambuco. Seu pai, o Bacharel Alexandre Rodrigues dos Anjos J&uacute;nior era natural de Recife. Chegou &agrave; Para&iacute;ba como Juiz Municipal de Pedras de Fogo, fixando-se depois, no Engenho Pau d&rsquo; Arco, onde viveu os seus &uacute;ltimos anos. Descendia do portugu&ecirc;s Manoel Rodrigues dos Anjos, nascido no Funchal, em 1763.<\/p>\n<p>\nNo Engenho Pau d&rsquo; Arco, iniciou Augusto dos Anjos os seus estudos, recebendo do pai os ensinamentos que marcaram profundamente a sua obra po&eacute;tica. Para Jos&eacute; Am&eacute;rico de Almeida, o duro aprendizado a que foi submetido criou o &ldquo;<em>EU<\/em>&rdquo;, fechando-o, ainda menino, na introspec&ccedil;&atilde;o que ficou como uma das suas caracter&iacute;sticas. &ldquo;<em>0 Pai, homem instru&iacute;do, versado nas humanidades era o mestre. Pai professor tem uma dupla autoridade, principalmente, descobrindo no filho uma centelha. Puxou por ele. 0 menino tomou gosto pelo estudo, porque era essa a sua natureza e ficou s&eacute;rio. Perdeu a meninice antes de perder a inoc&ecirc;ncia<\/em>&rdquo;.<\/p>\n<p>\nSaiu do Engenho para os exames preparat&oacute;rios do Lyceu Paraibano, onde Orris Soares o viu como &ldquo;<em>um p&aacute;ssaro molhado, todo encolhido nas asas<\/em>&rdquo;. Come&ccedil;ou a ser notado pelos colegas, tanto pelo temperamento arredio coma pela universidade dos seus conhecimentos. Alguns, que dele se aproximaram, perceberam algo de estranho nos versos exc&ecirc;ntricos que fugiam ao convencionalismo das escolas dominantes. Suas primeiras produ&ccedil;&otilde;es foram recebidas com reservas. Eram novidades que n&atilde;o animavam a uma critica ou aprecia&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>\n<span style=\"color: rgb(0, 0, 255);\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><strong>Magist&eacute;rio<\/strong><\/span><\/span><\/span><br \/>\nBacharel em Direito pela Faculdade do Recife, retornou &agrave; Para&iacute;ba. 0 engenho, decadente e arruinado, n&atilde;o o atraiu. N&atilde;o quis enveredar por nenhuma das atividades jur&iacute;dicas facultadas pelo seu diploma. Preferiu o magist&eacute;rio, foi nomeado professor de Literatura Brasileira do Lyceu Paraibano, tornando-se um nome conhecido nos meios liter&aacute;rios da cidade. Os jornais iam publicando os seus versos. Em 1909, pronunciou uma confer&ecirc;ncia sobre os escravos no Teatro Santa Roza. E, apesar de sua conhecida e proclamada misantropia, ainda colaborando em jornais, explorando a brejeirice da musa jocosa que movimenta os festejos da padroeira. At&eacute; an&uacute;ncios comerciais, em versa, deixou sair nas paginas do NONEVAR, conforme a surpreendente revela&ccedil;&atilde;o de HumbertoN&oacute;brega.<\/p>\n<p>\nEm 1909, o poeta tenta uma licen&ccedil;a para viajar ao Rio de Janeiro. 0 Presidente Jo&atilde;o Machado n&atilde;o acolhe o pedido, sob a alega&ccedil;&atilde;o de que a sua condi&ccedil;&atilde;o de professor interino n&atilde;o lhe permitia o afastamento tempor&aacute;rio do cargo, mesmo em gozo de licen&ccedil;a, o que provocou s&eacute;rio incidente com o governador paraibano e, consequentemente, a sua definitiva transferencia para a antiga capital do pais. No Rio, enfrentou serias dificuldades como professor particular, integrando, depois, o corpo docente do Col&eacute;gio Pedro II e o da Escola Normal.<\/p>\n<p>\nDesacreditado por alguns intelectuais de renome, como o poeta Olavo Bilac, que n&atilde;o enxergou nenhum m&eacute;rito em sua poesia, sentiu-se abatido pela indiferen&ccedil;a dos editores que n&atilde;o se interessaram pela publica&ccedil;&atilde;o do &ldquo;<span style=\"font-family: Verdana;\"><em>EU<\/em><\/span>&rdquo;. Depois de v&aacute;rias tentativas, conseguiu edit&aacute;-lo. &Agrave; edi&ccedil;&atilde;o princeps, de I912, seguiram-se numerosas reedi&ccedil;&otilde;es que o consagraram, atualmente, como o mais reeditado dos poetas brasileiros.<\/p>\n<p>\nEsgotado pela vida dif&iacute;cil que levara no Rio de Janeiro, sentiu minar-se, dia a dia, a sua resist&ecirc;ncia org&acirc;nica, o que o obrigou a recorrer a um clima que lhe restaurasse as energias gastas nas canseiras do magist&eacute;rio. Arranjaram-lhe um emprego, em Minas Gerais, e para l&aacute; se transferiu, em 1914, como Diretor do Grupo Escolar Ribeiro Junqueira, em Leopoldina. De nada valeu esse esfor&ccedil;o pela recupera&ccedil;&atilde;o de sua sa&uacute;de, falecendo, naquela cidade, a 12 de novembro de 1914, vitimado por uma pneumonia.<\/p>\n<p>\n&Eacute; patrono da cadeira n&ordm; 1 da Academia Paraibana de Letras, que teve como fundador o jurista e ensa&iacute;sta Jos&eacute; Fl&oacute;sculo da N&oacute;brega e como primeiro ocupante o seu bi&oacute;grafo Humberto N&oacute;brega, sendo ocupada, atualmente, por Waldemar Bispo Duarte.<\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tempo de leitura: 4 minutos Augusto dos Anjos Augusto de Carvalho Rodrigues dos Anjos nasceu em Sap&eacute;, a 20 de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[38],"tags":[],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6616"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6616"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6616\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6616"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6616"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6616"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}