{"id":6639,"date":"2012-09-05T00:00:00","date_gmt":"2012-09-05T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2012-09-05T00:00:00","modified_gmt":"2012-09-05T00:00:00","slug":"Brasil-enfrenta-seu-inverno-com-mais-calor-e-ar-seco-dos-ultimos-30-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/2012\/09\/05\/Brasil-enfrenta-seu-inverno-com-mais-calor-e-ar-seco-dos-ultimos-30-anos\/","title":{"rendered":"Brasil enfrenta seu inverno com mais calor e ar seco dos \u00faltimos 30 anos"},"content":{"rendered":"<div id=\"tt-temp-estim\">Tempo de leitura: 6 minutos<\/div><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><br \/>\n<\/span><\/span><span style=\"color: rgb(255, 0, 0);\"><span style=\"font-family: Arial;\"><span style=\"font-size: small;\"><em><strong>Com El Ni&ntilde;o e bloqueio atmosf&eacute;rico, pa&iacute;s tem inverno com mais calor e ar seco em 30 anos.<\/strong><\/em><\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\">Jo&atilde;o Pessoa(PB) &#8211; <\/span><\/span><\/strong><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\">O calor e o ar seco registrados no inverno t&ecirc;m causado problemas a moradores e ao meio ambiente de quatro regi&otilde;es do pa&iacute;s, em especial Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste. Al&eacute;m do inc&ocirc;modo &agrave;s pessoas da alta temperatura e baixa umidade do ar, a associa&ccedil;&atilde;o dos dois fatores tem causado grande n&uacute;mero de focos de inc&ecirc;ndio e agravado a seca em Estados nordestinos.<\/p>\n<p>\nSegundo especialistas, a soma de dois fatores explicam o fen&ocirc;meno natural: a volta do El Ni&ntilde;o e o deslocamento do campo da press&atilde;o atmosf&eacute;rica da parte africana do oceano Atl&acirc;ntico para o Brasil, o que criou um bloqueio &agrave; entrada de frentes frias. Por conta dos dois fatores, o inverno este ano j&aacute; &eacute; considerado com a maior associa&ccedil;&atilde;o entre calor e ar em tr&ecirc;s d&eacute;cadas.<br \/>\n<\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><\/p>\n<p><\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\">Associado ao forte calor registrado, a vegeta&ccedil;&atilde;o seca aumenta a quantidade de inc&ecirc;ndios nas &aacute;reas de mata. Segundo o Inpe(<span style=\"font-family: Arial;\">Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais<\/span>), a regi&atilde;o Nordeste &#8211; onde 1.175 munic&iacute;pios est&atilde;o em situa&ccedil;&atilde;o de emerg&ecirc;ncia por conta da seca &#8211; &eacute; a mais atingida.<\/span><\/span><br \/>\n&nbsp; <span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><\/p>\n<p>At&eacute;<\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"> 30 de agos<\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\">to &uacute;ltimo, foram 28 mil focos na regi&atilde;o, 180% a mais que os 10 mil registrados no mesmo per&iacute;odo do ano passado. No pa&iacute;s, houve o registro de 74 mil inc&ecirc;ndios, com aumento de 84% em rela&ccedil;&atilde;o ao mesmo per&iacute;odo de 2011.<\/p>\n<p>\n<\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><img decoding=\"async\" width=\"165\" height=\"220\" align=\"left\" src=\"\/UserFiles\/Image\/diversos\/fogueira_001.JPG\" alt=\"\" \/><\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\">O Estado com maior n&uacute;mero de inc&ecirc;ndios no pa&iacute;s &eacute; o Maranh&atilde;o, onde 15 mil j&aacute; foram registrados este ano, com alta de 300% em compara&ccedil;&atilde;o ao mesmo per&iacute;odo de 2011. Proporcionalmente, <\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\">o Cear&aacute; &eacute; o Estado que registrou maior crescimento, com alta de 511%(<span style=\"font-family: Arial;\">691 casos<\/span>). <\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\">&ldquo;<em>Todo ano temos focos de inc&ecirc;ndio aqui, s&oacute; que este est&aacute; bem mais intenso, pois a estiagem &eacute; maior. J&aacute; fizemos reuni&otilde;es com Ibama<\/em>(<span style=\"font-family: Arial;\">Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Renov&aacute;veis<\/span>) <em>e com o Corpo de Bombeiros para fazermos um planejamento e avaliarmos os poss&iacute;veis focos de inc&ecirc;ndio. &Eacute;, sem d&uacute;vida, um caso que nos preocupa<\/em>&rdquo;, afirmou o coronel H&eacute;lcio Queiroz, coordenador da Defesa Civil do Cear&aacute;.<\/p>\n<p><span style=\"color: rgb(0, 0, 255);\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><strong>Volta do El Ni&ntilde;o<\/strong><\/span><\/span><\/span><br \/>\nSegundo o coordenador do Laborat&oacute;rio de An&aacute;lise e Processamento de Imagens de Sat&eacute;lites(<span style=\"font-family: Arial;\">Lapis<\/span>), da Universidade Federal de Alagoas, Humberto Barbosa, os problemas do clima s&atilde;o reflexo, entre outras causas, do retorno do fen&ocirc;meno El Ni&ntilde;o(<span style=\"font-family: Arial;\">aquecimento anormal das &aacute;guas superficiais no Oceano Pac&iacute;fico Tropical<\/span>), que n&atilde;o aparecia desde 2010.<br \/>\n<\/span><\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\">&nbsp;<br \/>\nA volta do El Ni&ntilde;o estaria sendo comprovada por dados do NOAA(<span style=\"font-family: Arial;\">Administra&ccedil;&atilde;o Nacional de Oceanos e Atmosfera<\/span>), que apontam para um aquecimento da temperatura do oceano at&eacute; 1&ordm;C. &ldquo;<em>O fen&ocirc;meno ser&aacute; de intensidade moderada e deve durar at&eacute; fevereiro de 2013. Para os pr&oacute;ximos meses, a temperatura continuar&aacute; subindo. Historicamente, o aquecimento do Pac&iacute;fico traz diminui&ccedil;&atilde;o da chuva para o Nordeste, o que se projeta para as pr&oacute;ximas semanas e meses. Ele tamb&eacute;m traz temperaturas acima da m&eacute;dia<\/em>&rdquo;, disse Barbosa, citando que o &aacute;pice do fen&ocirc;meno come&ccedil;ou em julho e seguir&aacute; at&eacute; novembro. Nesse per&iacute;odo, a temperatura do ar dever&aacute; se manter acima da m&eacute;dia.<br \/>\n<\/span><\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"465\" height=\"311\" align=\"absMiddle\" src=\"\/UserFiles\/Image\/agricultura\/cactos_e_por_do_sol_465.jpg\" alt=\"\" \/><\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><\/p>\n<p>Segundo dados do Lapis, cidades nas regi&otilde;es sul do Piau&iacute; e Maranh&atilde;o e norte do Maranh&atilde;o registraram, em agosto, temperaturas m&aacute;ximas superiores a 40&ordm;C, com umidade relativa do ar em 12%. Os n&uacute;meros apontam para uma sensa&ccedil;&atilde;o t&eacute;rmica de calor intenso e falta de ar.<\/p>\n<p>\nBarbosa informou que a combina&ccedil;&atilde;o do El Ni&ntilde;o com outros fatores fez com que o inverno de 2012 apresentasse diferen&ccedil;a dos anos anteriores. &ldquo;<em>&Eacute; normal no centro-sul haver invernos secos, entre julho e agosto. Mas este ano as temperaturas estiveram mais quentes. Foi um inverno seco e quente, quando normalmente &eacute; seco e frio<\/em>&rdquo;.<\/p>\n<p>\nSegundo o meteorologista, os efeitos do El Ni&ntilde;o s&atilde;o significativos para cada uma das regi&otilde;es do pa&iacute;s, especialmente na agricultura. &quot;<em>O Nordeste, por exemplo, dever&aacute; ser fortemente afetado por secas. Em &aacute;reas do semi&aacute;rido, a diminui&ccedil;&atilde;o da chuva pode alcan&ccedil;ar at&eacute; 80% do total m&eacute;dio do per&iacute;odo chuvoso<\/em>&rdquo;, disse Barbosa.<\/p>\n<p>\n&ldquo;<em>Todos os indicadores, de itens como milho e feij&atilde;o, da agricultura de subexist&ecirc;ncia, t&ecirc;m expectativas p&eacute;ssimas para o pr&oacute;ximo plantio. At&eacute; a safra do caju sofrer&aacute; preju&iacute;zos<\/em>&quot;, afirmou ele, citando que no Sul o tempo dever&aacute; ser inverso: &quot;<em>A tend&ecirc;ncia &eacute; de um excesso de chuvas, particularmente no Rio Grande do Sul. Isso &eacute; bom para a agricultura<\/em>&rdquo;.<\/p>\n<p>\n<span style=\"color: rgb(0, 0, 255);\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><strong><br \/>\nDeslocamento de campo<\/strong><\/span><\/span><\/span><br \/>\nPara o meteorologista e integrante do grupo de trabalho de preven&ccedil;&atilde;o e mitiga&ccedil;&atilde;o de desastres da OMM(<span style=\"font-family: Arial;\">Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Meteorologia<\/span>), Lu&iacute;s Carlos Molion, o El Ni&ntilde;o tem participa&ccedil;&atilde;o secund&aacute;ria na forma&ccedil;&atilde;o do cli<\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\">ma quente e seco enfrentado pelo pa&iacute;s. Para ele, outro fator &eacute; preponderante na mudan&ccedil;a de tempo no inverno.<\/p>\n<p>\n&ldquo;<em>Os nossos estudos mostram que o oceano Pac&iacute;fico tropical ficou mais frio que o normal entre 1946 e 1966. Depois, entre 1976 a 1998 ele se aqueceu. E a partir de 1999 voltou a esfriar. Olhamos os impactos no clima do Brasil naquele per&iacute;odo, e fizemos uma previs&atilde;o por similaridade. Naquela &eacute;poca, na d&eacute;cada de 50 e inicio de 60, v&aacute;rios anos n&oacute;s tivemos secas semelhantes a essa<\/em>&rdquo;, disse.<br \/>\n<\/span><\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><img decoding=\"async\" align=\"absMiddle\" src=\"http:\/\/www.obeabadosertao.com.br\/UserFiles\/Image\/meio_ambiente\/eventos\/pingo_dagua_chuva_465.jpg\" alt=\"\" \/><\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"> <\/p>\n<p>&ldquo;<em>Tamb&eacute;m no per&iacute;odo, o campo da press&atilde;o atmosf&eacute;rica localizado no Atl&acirc;ntico sul, que fica pr&oacute;ximo &agrave; costa da &Aacute;frica, se deslocou em dire&ccedil;&atilde;o ao Brasil. E isso provocou uma massa de ar quente e seco, que ficou parada, pegando do sul da Amaz&ocirc;nia ao Sudeste brasileiro. As consequ&ecirc;ncias que vivemos agora s&atilde;o iguais, com calor e umidade muito baixa. Isso ocorre porque a massa de ar quente bloqueia a entrada das frentes frias<\/em>&rdquo;.<\/p>\n<p>\nMolion conta que as massas de ar seco e quente descem de altitudes de 8 a 10 km, sendo empurradas contra a superf&iacute;cie. &ldquo;<em>Como n&atilde;o h&aacute; nuvens, a radia&ccedil;&atilde;o solar &eacute; mais incidente, principalmente nessa faixa em que estamos, entre a linha do equador e 10&ordm; de latitude sul. Isso faz com que, al&eacute;m da secura, o ar e as temperaturas m&aacute;ximas sejam bastante elevadas. Com as nuvens, a radia&ccedil;&atilde;o bateria e voltaria para o espa&ccedil;o superior. Como n&atilde;o tem, aquece a superf&iacute;cie e facilita o alastramento de focos de inc&ecirc;ndio<\/em>&rdquo;.<\/p>\n<p>\nPor conta do fen&ocirc;meno, parte significativa do pa&iacute;s tem vivido oscila&ccedil;&otilde;es t&eacute;rmicas significativas. &ldquo;<em>Apesar do tempo quente, os ventos est&atilde;o trazendo vento frio dos polos, e estamos sofrendo da maior amplitude t&eacute;rmica di&aacute;ria em 30 anos. Ou seja, as m&aacute;ximas ficam mais elevadas, assim como as m&iacute;nimas, num per&iacute;odo de 24 horas<\/em>&rdquo;.<\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por conta do El Ni\u00f1o, o pa\u00eds tem vivido oscila\u00e7\u00f5es t\u00e9rmicas significativas, com muito calor e muito frio no mesmo dia.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[47],"tags":[],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6639"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6639"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6639\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6639"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6639"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6639"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}