{"id":6696,"date":"2012-09-25T00:00:00","date_gmt":"2012-09-25T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2012-09-25T00:00:00","modified_gmt":"2012-09-25T00:00:00","slug":"EUA-assumem-postura-rigida-em-relacao-a-China","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/2012\/09\/25\/EUA-assumem-postura-rigida-em-relacao-a-China\/","title":{"rendered":"EUA assumem postura r\u00edgida em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 China"},"content":{"rendered":"<div id=\"tt-temp-estim\">Tempo de leitura: 14 minutos<\/div><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><br \/>\n<strong>Washington(EUA) &#8211; <\/strong>A paci&ecirc;ncia de Barack Obama com a China vem se esgotando h&aacute; meses. E em novembro de 2010, o presidente norte-americano se demostrou farto. Num encontro com o presidente chin&ecirc;s, Hu Jintao, em Seul, na Coreia do Sul, Obama alertou que se a China n&atilde;o se esfor&ccedil;asse para coibir o comportamento beligerante da Coreia do Norte, ele teria de tomar medidas para proteger seu pa&iacute;s da amea&ccedil;a de um ataque de m&iacute;ssil nuclear.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" align=\"absMiddle\" src=\"http:\/\/www.obeabadosertao.com.br\/UserFiles\/Image\/internacional\/presidente_eua_barack_hussein_obama_465.JPG\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p>Pela primeira vez, em meia d&uacute;zia de encontros formais, Obama<\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><strong>(<span style=\"color: rgb(255, 0, 0);\"><span style=\"font-family: Arial;\">Foto acima<\/span><\/span>)<\/strong><\/span><\/span> pareceu conseguir transmitir sua mensagem para o imperturb&aacute;vel e r&iacute;gido l&iacute;der chin&ecirc;s. Hu deixou de lado seus pontos e pediu que Obama esclarecesse o que queria dizer, de acordo com duas pessoas que estavam na sala<\/p>\n<p>\nA resposta do presidente incluiu uma dica clara de que os Estados Unidos teriam que enviar navios de guerra para os mares da China, um passo certamente contr&aacute;rio aos chineses, cada vez mais nacionalistas.<br \/>\n<\/span><\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><br \/>\n&ldquo;<em>Obama afastou o v&eacute;u<\/em>&rdquo;, disse Jeffrey A. Bader, conselheiro-chefe do presidente sobre a China na &eacute;poca, que acrescentou que o aviso de Obama levou o presidente chin&ecirc;s a enviar um diplomata s&ecirc;nior para pressionar o l&iacute;der da Coreia do Norte, Kim Jong Il<strong>(<span style=\"color: rgb(255, 0, 0);\"><span style=\"font-family: Arial;\">Foto abaixo<\/span><\/span>)<\/strong>.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" align=\"absMiddle\" src=\"http:\/\/www.obeabadosertao.com.br\/UserFiles\/Image\/internacional\/lider_norte_coreano_kim_jong_il_465.jpg\" alt=\"\" \/><\/span><\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><br \/>\nA troca tensa foi um ponto de virada na complexa rela&ccedil;&atilde;o do presidente com a China, disseram Bader e outros funcion&aacute;rios, uma jornada que come&ccedil;ou com a esperan&ccedil;a de concilia&ccedil;&atilde;o mas que caiu na desilus&atilde;o depois que os chineses come&ccedil;aram a mostrar sua for&ccedil;a em quest&otilde;es militares e comerciais de provaram ser um parceiro truculento numa s&eacute;rie de termas globais.<\/p>\n<p>\nEnquanto Obama concorre &agrave; reelei<\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\">&ccedil;&atilde;o, sua linha mais dura em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; China est&aacute; se mostrando em v&aacute;rias frentes. A Casa Branca entrou com dois grandes processos contra a China nos &uacute;ltimos tr&ecirc;s meses na Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial do Com&eacute;rcio, ambos movidos por Obama para os trabalhadores do setor automobil&iacute;stico em Rust Belt. No mesmo dia da &uacute;ltima a&ccedil;&atilde;o comercial, o secret&aacute;rio de Defesa Leon E. Panetta anunciou planos em T&oacute;quio para ajudar o Jap&atilde;o a lan&ccedil;ar um novo sistema de defesa antim&iacute;ssil, o que levantou suspeitas em Pequim.<\/p>\n<p>Com Mitt Romney acusando Obama de n&atilde;o se erguer o suficiente diante dos l&iacute;deres chineses, a China de repente se tornou um ponto de interesse da campanha presidencial, um que compreende tanto preocupa&ccedil;&otilde;es com a seguran&ccedil;a e a economia e que coloca a prova a administra&ccedil;&atilde;o que o presidente fez deste complexo relacionamento.<\/p>\n<p>\nO alerta direto de Obama em Seul foi um press&aacute;gio do que pode terminar como a iniciativa de pol&iacute;tica externa mais consequente de sua presid&ecirc;ncia: a mudan&ccedil;a do foco dos EUA dos campos de batalha no Iraque e Afeganist&atilde;o para o Anel Pac&iacute;fico, onde os Estados Unidos fizeram alian&ccedil;as com o Jap&atilde;o e a Coreia do Sul, abriram a porta para Myanmar e enviaram fuzileiros para a Austr&aacute;lia.<\/p>\n<p><\/span><\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><img decoding=\"async\" align=\"left\" src=\"http:\/\/www.obeabadosertao.com.br\/UserFiles\/Image\/internacional\/hillary_clinton_003.jpg\" alt=\"\" \/>Enquanto o novo foco irritou aliados na Europa, a emerg&ecirc;ncia de um contrapeso para uma China em ascens&atilde;o foi recebida com entusiasmo na &Aacute;sia. &ldquo;<em>V&aacute;rias vezes ouvi l&iacute;deres &ndash; quer dizer, estou falando dos mais altos l&iacute;deres &ndash; dizerem essencialmente: &#8216;Que bom. Obrigado. Estou muito contente por voc&ecirc;s estarem aqui. N&oacute;s est&aacute;vamos preocupados com os EUA&#8217;<\/em>&rdquo;, disse numa entrevista a secret&aacute;ria de Estado Hillary Clinton<\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><strong>(<span style=\"color: rgb(255, 0, 0);\"><span style=\"font-family: Arial;\">Foto<\/span><\/span>)<\/strong><\/span><\/span>, que desempenhou um papel significativo ao moldar a abordagem do presidente em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; China.<\/p>\n<p>\nA virada de Obama na &Aacute;sia n&atilde;o era exatamente o que ele tinha em mente quando assumiu o governo. A mudan&ccedil;a emergiu de forma irregular, depois de um primeiro ano no qual os cr&iacute;ticos, incluindo auxiliares do presidente, conclu&iacute;ram que os Estados Unidos estavam sendo muito suaves em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; China. Em entrevistas, uma d&uacute;zia de funcion&aacute;rios atuais e antigos do governo descreveram uma Casa Branca que teve dificuldades para encontrar o tom certo com os chineses.<\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"465\" height=\"311\" align=\"absMiddle\" src=\"\/UserFiles\/Image\/internacional\/autoridades\/dalai_lama_jetsun_jamphel_ngawang_lobsang_yeshe_tenzin_gyatso_465.jpg\" alt=\"\" \/><br \/>\n<\/span><\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\">De sua decis&atilde;o de n&atilde;o se encontrar com o Dalai Lama<\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><strong>(<span style=\"color: rgb(255, 0, 0);\"><span style=\"font-family: Arial;\">Foto acima<\/span><\/span>)<\/strong><\/span><\/span> em 2009 at&eacute; sua primeira viagem bastante restrita &agrave; China, o presidente acomodou os l&iacute;deres chineses na esperan&ccedil;a de que a atitude se traduziriam em boa vontade em quest&otilde;es como a mudan&ccedil;a clim&aacute;tica ou o programa nuclear iraniano. N&atilde;o foi o que aconteceu. A China desdenhou os Estados Unidos nos par&acirc;metros para a mudan&ccedil;a clim&aacute;tica, arrastou os p&eacute;s nos esfor&ccedil;os de pressionar o Ir&atilde; e come&ccedil;ou a importunar seus vizinhos com reivindica&ccedil;&otilde;es territoriais no Mar do Sul da China.<br \/>\n<\/span><\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><br \/>\nEste &uacute;ltimo desenvolvimento, em particular, persuadiu o governo de que a &eacute;poca de acomodar os chineses havia chegado ao fim. &ldquo;<em>Com certeza acho que testemos o limite de onde se pode chegar com a China atrav&eacute;s do engajamento positivo<\/em>&rdquo;, disse Benjamin J. Rhodes, vice-conselheiro nacional de seguran&ccedil;a. &ldquo;<em>N&oacute;s tivemos que fortalecer nossa linha no segundo ano, e foi o que fizemos<\/em>&rdquo;.<\/p>\n<p><\/span><\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\">No centro do debate interno sobre a China estava um presidente que, apesar de ter nascido no Hava&iacute; e passado a inf&acirc;ncia na Indon&eacute;sia, foi menos enganado pela hist&oacute;ria e cultura da China do que muitos de seus antecessores foram, disseram auxiliares. Uma vez no governo, eles disseram que Obama passou a ver a China primeiramente sob um prisma econ&ocirc;mico. Ele est&aacute; irritado com a recusa da China de jogar de acordo com as regras no com&eacute;rcio e frustrado com a falta de influ&ecirc;ncia dos EUA para fazer algo a respeito.<\/p>\n<p><\/span><\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\">Nos encontros, Obama gostava de cutucar dois de seus conselheiros, Bader e Lawrence H. Summers, que ajudaram a negociar a entrada da China na Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial do Com&eacute;rcio durante o governo de Bill Clinton. &ldquo;<em>Voc&ecirc;s revelaram muita coisa<\/em>?&rdquo;, perguntava, de acordo com um auxiliar s&ecirc;nior, que descreveu isso como uma &ldquo;<em>piada corrente<\/em>&rdquo;.<\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><br \/>\n<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\">Em certa medida, o aprendizado de Obama em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; China foi semelhante &agrave; sua abertura inicial em rela&ccedil;&atilde;o ao Ir&atilde;: uma esperan&ccedil;a de que velhos advers&aacute;rios colocassem de lado suas diferen&ccedil;as, seguido por um reconhecimento chocante da realidade e pela ado&ccedil;&atilde;o final de uma abordagem de realpolitik. A diferen&ccedil;a, argumentam oficiais, &eacute; que nesse caso a linha mais dura n&atilde;o levou ao impasse mais sim a uma troca construtiva com um pa&iacute;s disposto entrar em atrito com os Estados Unidos.<\/p>\n<p>\n&ldquo;<em>Apesar<\/em><\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><em> de tudo, a China se tornou um ator cada vez mais respons&aacute;vel em rela&ccedil;&atilde;o ao Ir&atilde;<\/em>&rdquo;, disse James B. Steinberg, ex-secret&aacute;rio geral de estado que fez v&aacute;rias viagens a Pequim para expressar preocupa&ccedil;&otilde;es dos EUA. &ldquo;<em>Apesar de alguma hesita&ccedil;&atilde;o, eles desempenharam um papel positivo em restringir a Coreia do Norte em tempos de crise<\/em>&rdquo;.<\/p>\n<p><\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><br \/>\nA agenda do presidente, entre<\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\">tanto, levanta muitas quest&otilde;es. Com cortes profundos pairando sobre o or&ccedil;amento militar, cr&iacute;ticos questionam se os Estados Unidos t&ecirc;m dinheiro para sustentar suas palavras. O Pent&aacute;gono, preocupado com o Afeganist&atilde;o e Iraque, fez pouco para planejar a transfer&ecirc;ncia de tropas ou navios &ndash; t&atilde;o pouco, na verdade, que um comandante da marinha foi chamado pela Casa Branca para seu primeiro encontro depois que Obama j&aacute; havia anunciado a estrat&eacute;gia.<\/p>\n<p>\nA mudan&ccedil;a dos EUA para leste deixou os chineses profundamente desconfiados em rela&ccedil;&atilde;o aos motivos dos EUA, e alguns analistas na China argumentam que os Estados Unidos est&atilde;o tentando cercar o pa&iacute;s. Com toda a conversa de toma-l&aacute;-d&aacute;-c&aacute;, os chineses rejeitaram Hillary Clinton durante sua visita recente a Pequim quando ela levantou a quest&atilde;o das disputas no Mar do Sul da China.<\/p>\n<p><\/span><\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\">&ldquo;<em>Os chineses sentem-se um tanto chicoteados<\/em>&rdquo;, disse Michael J. Green, um estrategista de &Aacute;sia no governo de George W. Bush que agora est&aacute; no Centro para Estudos Estrat&eacute;gicos e Internacionais. &ldquo;<em>A esperan&ccedil;a e mudan&ccedil;a do primeiro ano, seguida pelo resposta negativa e a press&atilde;o do segundo, tudo isso, para os chineses, parece uma incoer&ecirc;ncia e imprevisibilidade grosseiras<\/em>&rdquo;.<\/p>\n<p><\/span><\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\">N&atilde;o surpreende muito que Obama olhe para o Oriente. A &Aacute;sia do presidente, entretanto, n&atilde;o est&aacute; na defesa varrida pelo vento da Grande Mulhara da China, mas no clima tropical de Cingapura e Indon&eacute;sia. Ele se identifica mais com os ritmos l&acirc;nguidos de Jacarta, dizem auxiliares, do que com a energia barulhenta de Xangai.<\/p>\n<p><\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><img decoding=\"async\" align=\"absMiddle\" src=\"http:\/\/www.obeabadosertao.com.br\/UserFiles\/Image\/esportes\/08ago2008_olimpiadas_tambores_chineses_001.jpg\" alt=\"\" \/><\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\">Um conselheiro s&ecirc;nior se lembra de um caf&eacute; da manh&atilde; numa reuni&atilde;o de c&uacute;pula em Toronto em 2010 que Obama tomou com o presidente Susilo Bambang Yudhoyono da Indon&eacute;sia, que foi t&atilde;o relaxado e tranquilo que depois o hiperativo chefe de gabinete do presidente, Rahm Emanuel, disse a ele: &ldquo;<em>Agora eu sei o que &eacute; o seu lado asi&aacute;tico<\/em>&rdquo;.<\/p>\n<p><\/span><\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\">Apesar de suas prefer&ecirc;ncias, Obama estava determinado a n&atilde;o antagonizar com a China quando concorreu &agrave; presid&ecirc;ncia em 2008. Diferente de Bill Clinton, que referiu-se aos l&iacute;deres chineses como os &ldquo;<em>a&ccedil;ougueiros de Pequim<\/em>&rdquo; em 1992, Obama disse pouco sobre a China, e sua pouca hist&oacute;ria em pol&iacute;tica externa deixava poucas pistas para os chineses o medirem.<\/p>\n<p><\/span><\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\">&ldquo;<em>Tentamos apresent&aacute;-lo como o primeiro presidente &Aacute;sia-Pac&iacute;fico<\/em>&rdquo;, disse Jon M. Huntsman Jr., que serviu como embaixador na China de 2009 a 2011, antes renunciar para concorrer &agrave; nomea&ccedil;&atilde;o republicana &agrave; presid&ecirc;ncia. Huntsman disse que em trocas com funcion&aacute;rios chineses, Obama era altamente eficiente. &ldquo;<em>Mas os chineses estavam perplexos com o presidente Obama<\/em>&rdquo;, disse ele. &ldquo;<em>De onde ele vinha? O que ele pensava? Ele continuava sendo um pouco indecifr&aacute;vel<\/em>&rdquo;.<br \/>\n<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\">Com o presidente concentrado em prioridades com o Afeganist&atilde;o e o Ir&atilde; nos primeiros dias de seu governo, outros funcion&aacute;rios correram para se posicionar em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; China. Thomas E. Donilon, que mais tarde se tornou conselheiro de seguran&ccedil;a nacional, falou de um &ldquo;<em>reequil&iacute;brio<\/em>&rdquo; para a &Aacute;sia a partir do Oriente M&eacute;dio. Hillary Clinton, ansiosa para reafirmar o papel do Departamento de Estado na China, fez sua primeira viagem para l&aacute;.<\/p>\n<p>\nAntes de aterrissar em<\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"> Pequim, entretanto, Clinton pareceu deixar de lado o tema dos direitos humanos, dizendo que ela n&atilde;o via sentido em realizar protestos pr&oacute;-forma com os chineses em troca de respostas previs&iacute;veis. (<span style=\"font-family: Arial;\">Ela logo mudou de dire&ccedil;&atilde;o<\/span>).<\/p>\n<p>\nDepois, alguns meses mais tarde, Obama recusou-se a encontrar com o Dalai Lama quando este visitou os Estados Unidos. O ponto n&atilde;o era o encontro, mas o momento &#8211; em outubro de 2009, um m&ecirc;s antes de Obama fazer sua primeira viagem como presidente a Pequim.<\/p>\n<p><\/span><\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><br \/>\nFuncion&aacute;rios envolvidos na decis&atilde;o agora expressam arrependimento por n&atilde;o terem levado o encontro adiante. &ldquo;<em>N&atilde;o consideramos a forma como as pessoas em Washington estabelecem testes<\/em>&rdquo;, disse Bader. &ldquo;<em>Talvez dev&ecirc;ssemos ter concordado<\/em>&rdquo;.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" width=\"465\" height=\"311\" align=\"absMiddle\" src=\"\/UserFiles\/Image\/internacional\/autoridades\/presidente_da_china_hu_jintao_465.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p>As coisas n&atilde;o melhoraram na viagem de Obama, que os chineses encenaram, n&atilde;o permitindo nenhuma pergunta depois de uma coletiva conjunta de imprensa com Hu Jintao<\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><strong>(<span style=\"color: rgb(255, 0, 0);\"><span style=\"font-family: Arial;\">Foto acima<\/span><\/span>)<\/strong><\/span><\/span><\/span><\/span>. Funcion&aacute;rios da Casa Branca disseram que a viagem foi mais bem &#8211; sucedida do que sugeria a coletiva, mas eles n&atilde;o contestam que a impress&atilde;o que ficou foi a de uma pot&ecirc;ncia em ascens&atilde;o &#8211; dona de US$ 1 trilh&atilde;o da d&iacute;vida norte-americana &#8211; empurrando os Estados Unidos encurralado.<\/p>\n<p><\/span><\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\">Nem todo o primeiro ano de Obama foi conciliat&oacute;rio. Em setembro de 2009, ele imp&ocirc;s uma tarifa sobre a China por fazer dumping de pneus no mercado norte-americano. O governo tamb&eacute;m manteve a press&atilde;o sobre os chineses para revalorizar sua moeda, o renmimbi, embora n&atilde;o tenha chamado a China de manipuladora de moeda. Isso mostrou o que ex-auxiliares descreveram como o lado &ldquo;<em>Chicago<\/em>&rdquo; de Obama, que v&ecirc; a China como uma amea&ccedil;a para os empregos norte-americanos.<\/p>\n<p>\nUm auxiliar se lembra de informar o presidente no in&iacute;cio de janeiro de 2011 antes de uma visita de Hu sobre uma s&eacute;rie de quest&otilde;es diplom&aacute;ticas e de direitos humanos. Impacientemente, Obama disse: &ldquo;<em>a &uacute;nica coisa com a qual as pessoas se preocupam s&atilde;o as quest&otilde;es econ&ocirc;micas<\/em>&rdquo;.<br \/>\n<\/span><\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><img decoding=\"async\" align=\"absMiddle\" src=\"http:\/\/www.obeabadosertao.com.br\/UserFiles\/Image\/internacional\/armas\/frota_navios_marinha_chinesa_465.jpg\" alt=\"\" \/><\/span><\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><br \/>\nPara um presidente com simpatias no sudeste asi&aacute;tico, entretanto, as tens&otilde;es quanto ao Mar do Sul da China s&atilde;o dif&iacute;ceis de ignorar. Num encontro em maio de 2010, o mais alto funcion&aacute;rio de pol&iacute;tica externa da China, Da&iacute; Bingguo, disse &agrave; secret&aacute;ria de Estado norte-americana que Pequim reconhecia vastos trechos do mar, que compartilha com o Vietn&atilde;, as Filipinas e outros vizinhos, como territ&oacute;rio seu. As implica&ccedil;&otilde;es econ&ocirc;micas s&atilde;o grandes, dados os recursos que est&atilde;o embaixo da superf&iacute;cie.<br \/>\n<\/span><\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><br \/>\n&ldquo;<em>A China estava numa ofensiva de sedu&ccedil;&atilde;o e havia de fato conseguido amenizar os temores de seus vizinhos e mostrar comedimento<\/em>&rdquo;, disse Clinton. &ldquo;<em>E da&iacute; acho que os chineses come&ccedil;aram a mostrar sua for&ccedil;a<\/em>&rdquo;. A Casa Branca decidiu estabelecer um limite. Dois meses mais tarde, Clinton, trabalhando com Bader e Kurt M. Campbell, o secret&aacute;rio assistente para Leste da &Aacute;sia no Departamento de Estado, fizeram uma surpresa.<\/p>\n<p>\nNum encontro de c&uacute;pula em Han&oacute;i, Vietn&atilde;, ela declarou que os Estados Unidos estavam interessados em resolver as disputas pelo mar. A China ficou furiosa, enquanto o Vietn&atilde; e as Filipinas sentiram que tinham um poderoso novo apoio. Com a China envolvida na transi&ccedil;&atilde;o de lideran&ccedil;a, Pequim agora soa como um partido sitiado. Durante um almo&ccedil;o com Donilon em Pequim recentemente, o ministro de rela&ccedil;&otilde;es exteriores da China, Yang Jiechi, reclamou de ser pressionado por conta do Mar do Sul da China.<\/p>\n<p>\n&ldquo;<em>Pa&iacute;ses grandes podem ser importunados por pa&iacute;ses pequenos<\/em>&rdquo;, disse Yang, de acordo com um auxiliar s&ecirc;nior que estava na sala.<\/p>\n<p><\/span><\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\">Mas a China mostra poucos sinais de voltar atr&aacute;s. Ela entrou com um processos na Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial do Com&eacute;rcio contra os Estados Unidos no mesmo dia da &uacute;ltima a&ccedil;&atilde;o de Obama. E quando Panetta se encontrou com o presum&iacute;vel pr&oacute;ximo l&iacute;der da China, Xi Jinping, ouviu bastante sobre uma disputa territorial envolvendo ilhas min&uacute;sculas disputadas pelo Jap&atilde;o e pela China.<\/p>\n<p><\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><img decoding=\"async\" align=\"absMiddle\" src=\"http:\/\/www.obeabadosertao.com.br\/UserFiles\/Image\/esportes\/08ago2008_olimpiadas_tambores_chineses_002.jpg\" alt=\"\" \/><\/span><\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><br \/>\nOlhando para tr&aacute;s, alguns ex-funcion&aacute;rios argumentam que n&atilde;o foi Obama que mudou, mas os chineses. &ldquo;<em>As pessoas dizem que n&oacute;s fomos assaltados pela realidade<\/em>&rdquo;, disse Bader. &ldquo;<em>N&atilde;o, os chineses se comportaram diferente em 2010, e o que fizemos foi refletir seu comportamento<\/em>&rdquo;.<\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tempo de leitura: 14 minutos Washington(EUA) &#8211; A paci&ecirc;ncia de Barack Obama com a China vem se esgotando h&aacute; meses. 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