{"id":6949,"date":"2012-12-18T00:00:00","date_gmt":"2012-12-18T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2012-12-18T00:00:00","modified_gmt":"2012-12-18T00:00:00","slug":"Brasil-perde-posto-de-sexta-maior-economia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/2012\/12\/18\/Brasil-perde-posto-de-sexta-maior-economia\/","title":{"rendered":"Brasil perde posto de sexta maior economia"},"content":{"rendered":"<div id=\"tt-temp-estim\">Tempo de leitura: 5 minutos<\/div><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><br \/>\n<\/span><\/span><span style=\"color: rgb(255, 0, 0);\"><span style=\"font-family: Arial;\"><span style=\"font-size: small;\"><strong><em>Desvaloriza&ccedil;&atilde;o do real em rela&ccedil;&atilde;o ao d&oacute;lar fez o Pa&iacute;s voltar para s&eacute;tima posi&ccedil;&atilde;o no ranking, atr&aacute;s do Reino Unido.<\/em><\/strong><\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\">Bras&iacute;lia(DF) &#8211; <\/span><\/span><\/strong><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\">A desvaloriza&ccedil;&atilde;o do real em rela&ccedil;&atilde;o ao d&oacute;lar fez o Brasil perder o sexto lugar no ranking das maiores economias do mundo. Considerando o desempenho do Produto Interno Bruto(<span style=\"font-family: Arial;\">PIB<\/span>) no 4&ordm; trimestre de 2011, e no 1&ordm;, 2&ordm; e 3&ordm; trimestres deste ano, o Pa&iacute;s voltou para a s&eacute;tima posi&ccedil;&atilde;o, atr&aacute;s do Reino Unido. A atividade econ&ocirc;mica brasileira em marcha lenta foi decisiva para que a dist&acirc;ncia entre os dois pa&iacute;ses subisse para a casa dos US$ 200 bilh&otilde;es, o equivalente ao PIB da Rom&ecirc;nia.<\/p>\n<p>\nA Economist Intelligence Unit(<span style=\"font-family: Arial;\">EIU<\/span>), respons&aacute;vel pelo levantamento, calcula que a economia do Brasil s&oacute; voltar&aacute; a ultrapassar a brit&acirc;nica em 2016. &ldquo;<em>Segundo nossas estimativas, o Pa&iacute;s vai continuar crescendo mais do que o Reino Unido ao longo desses anos, mas, levando-se em conta a evolu&ccedil;&atilde;o da taxa de c&acirc;mbio projetada para o per&iacute;odo, o Brasil s&oacute; voltar&aacute; a ser sexto em 2016<\/em>&rdquo;, explicou o economista da EIU respons&aacute;vel pela Am&eacute;rica Latina, Robert Wood.<\/p>\n<p>\nA EIU, bra&ccedil;o de an&aacute;lise da revista brit&acirc;nica The Economist, considera no levantamento apenas o PIB nominal dos pa&iacute;ses(<span style=\"font-family: Arial;\">resultado da soma das riquezas produzidas<\/span>) convertido em d&oacute;lar. Por isso, na disputa Brasil\/Reino Unido, pesou a expressiva desvaloriza&ccedil;&atilde;o do real ante a moeda americana em 2012. At&eacute; sexta-feira(<span style=\"font-family: Arial;\">14Dezembro2012<\/span>), o d&oacute;lar ganhava quase 12% na compara&ccedil;&atilde;o com o real. No mesmo per&iacute;odo, a libra esterlina acumulava valoriza&ccedil;&atilde;o de quase 4% em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; moeda americana.<\/p>\n<p>\nComo &eacute; inimagin&aacute;vel que o Brasil cres&ccedil;a os cerca de 16% que compensariam o desempenho das taxas de c&acirc;mbio no ano, o Pa&iacute;s perderia a sexta posi&ccedil;&atilde;o do ranking de qualquer forma. No entanto, se o desempenho da economia brasileira fosse melhor, a diferen&ccedil;a entre os dois pa&iacute;ses seria inferior aos quase US$ 196 bilh&otilde;es de hoje.<\/p>\n<p>\nO Brasil cresceu 0,7% de janeiro a setembro deste ano, enquanto o Reino Unido registrou estagna&ccedil;&atilde;o no per&iacute;odo. Caso o Brasil tivesse crescido no mesmo ritmo de outros pares latino-americanos, como Chile e Peru, que v&ecirc;m se expandindo na casa dos 5%, teria encurtado a dist&acirc;ncia.<\/p>\n<p>\nO PIB nominal em d&oacute;lar &eacute; apenas uma das m&eacute;tricas usadas para medir o tamanho e o dinamismo de uma economia. &ldquo;<em>V&aacute;rios estudos apontam que, quanto maior &eacute; uma economia, mais atraente &eacute; para investimentos estrangeiros<\/em>&rdquo;, disse o professor de economia do Insper Eduardo Correia. &ldquo;<em>Nesse quesito, portanto, o Brasil est&aacute; bem. Mas em v&aacute;rias outras medidas deixamos a desejar<\/em>&rdquo;. Correia lembra que, no ranking do Banco Mundial que mede o PIB per capita, o Brasil ocupa apenas a 75&ordf; posi&ccedil;&atilde;o. &ldquo;<em>No caso dos rankings que mensuram a qualidade da educa&ccedil;&atilde;o, a situa&ccedil;&atilde;o &eacute; ainda pior: o Brasil est&aacute; no 88&ordm; posto<\/em>&rdquo;.<\/p>\n<p>\nIndependentemente da m&eacute;trica escolhida, &eacute; consenso que o Brasil precisa crescer mais rapidamente para melhorar as condi&ccedil;&otilde;es de vida da popula&ccedil;&atilde;o, o que se refletir&aacute; nos diferentes rankings comparativos. &ldquo;<em>V&aacute;rias quest&otilde;es que contribu&iacute;ram para a expans&atilde;o mais forte do Brasil nos &uacute;ltimos anos n&atilde;o est&atilde;o mais soprando a favor<\/em>&rdquo;, disse Wood, referindo-se ao boom dos pre&ccedil;os das commodities, ao mercado de trabalho favor&aacute;vel e &agrave; mudan&ccedil;a estrutural no cr&eacute;dito. &ldquo;<em>Daqui para a frente, o Pa&iacute;s precisa ter ganhos de produtividade, o que passa por um menor ativismo do Estado, entre outros fatores<\/em>&rdquo;.<\/p>\n<p>\nO economista-chefe da Sul Am&eacute;rica Investimentos, Newton Rosa, vai na mesma linha. Para ele, o governo brasileiro precisa de uma agenda que resulte em mais investimentos na economia. &ldquo;<em>N&atilde;o vamos mudar nossa situa&ccedil;&atilde;o no curto prazo, mas &eacute; preciso um esfor&ccedil;o grande para aumentar a produtividade e a competitividade do Pa&iacute;<\/em>&rdquo;.<\/p>\n<p>\nRosa observa ainda que a m&eacute;dia de crescimento do PIB nos dois primeiros anos do governo Dilma &eacute; inferior a 2% ao ano &#8211; 2,7% em 2011 e 1% estimado para 2012. Para o ano que vem, o economista da Sul Am&eacute;rica projeta alta de 3,3% do PIB, o que elevaria a m&eacute;dia anual para 2,3%. &ldquo;<em>A queda do Brasil no ranking mundial das maiores economias decorre, principalmente, da taxa de c&acirc;mbio. Mas, independentemente disso, o desempenho da economia tem sido fraco<\/em>&rdquo;.<\/p>\n<p>\nPara Correia, do Insper, se o Brasil mantivesse uma m&eacute;dia de crescimento anual ao redor de 3%, conseguiria, pouco a pouco, reduzir a dist&acirc;ncia para as economias mais bem colocadas no ranking. &ldquo;<em>N&atilde;o importam muito as varia&ccedil;&otilde;es de curto prazo da economia, mas seu desempenho em um per&iacute;odo mais longo de tempo<\/em>&rdquo;, comentou.<\/p>\n<p><span style=\"color: rgb(0, 0, 255);\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><strong>Economia d&aacute; sinais de recupera&ccedil;&atilde;o<\/strong><\/span><\/span><\/span><br \/>\nA economia iniciou o quarto trimestre com crescimento de 0,36% em outubro sobre o m&ecirc;s anterior, de acordo com o &Iacute;ndice de Atividade Econ&ocirc;mica(<span style=\"font-family: Arial;\">IBC-Br<\/span>), divulgado pelo Banco Central(<span style=\"font-family: Arial;\">BC<\/span>). Em setembro, o indicador, que funciona como pr&eacute;via do comportamento do Produto Interno Bruto(<span style=\"font-family: Arial;\">PIB<\/span>), ficou negativo em 0,52%.<\/p>\n<p>\nNo acumulado dos &uacute;ltimos 12 meses, o indicador variou 1,5%. Para Felipe Queiroz, da Austin Rating, o indicador revela uma melhora significativa da atividade econ&ocirc;mica, sobretudo quando se analisa a tend&ecirc;ncia.<\/p>\n<p>\nEm rela&ccedil;&atilde;o a outubro do ano passado, o &iacute;ndice avan&ccedil;ou 4,9%, passando de 139,48 pontos para 146,4, maior alta desde mar&ccedil;o de 2011. Segundo Queiroz, os dados do BC sinalizam que as medidas de est&iacute;mulo tomadas pelo governo come&ccedil;aram a ter um reflexo maior sobre a economia.<\/p>\n<p>\nNo terceiro trimestre, o PIB teve um crescimento de apenas 0,6%, segundo o IBGE. &ldquo;<em>O mercado foi surpreendido positivamente. A economia agora volta a apresentar uma recupera&ccedil;&atilde;o mais consistente<\/em>&rdquo;.<\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tempo de leitura: 5 minutos Desvaloriza&ccedil;&atilde;o do real em rela&ccedil;&atilde;o ao d&oacute;lar fez o Pa&iacute;s voltar para s&eacute;tima posi&ccedil;&atilde;o no [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[8],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6949"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6949"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6949\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6949"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6949"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6949"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}