{"id":7052,"date":"2013-01-12T00:00:00","date_gmt":"2013-01-12T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2013-01-12T00:00:00","modified_gmt":"2013-01-12T00:00:00","slug":"Quase-40-mil-servidores-publicos-podem-devolver-salarios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/2013\/01\/12\/Quase-40-mil-servidores-publicos-podem-devolver-salarios\/","title":{"rendered":"Quase 40 mil servidores p\u00fablicos podem devolver sal\u00e1rios"},"content":{"rendered":"<div id=\"tt-temp-estim\">Tempo de leitura: 3 minutos<\/div><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><br \/>\n<span style=\"color: rgb(255, 0, 0);\"><span style=\"font-family: Arial;\"><strong><em>A maioria dos servidores identificados pelo TCE, 34.674 acumulam apenas dois cargos p&uacute;blicos. Mas segundo ele, tamb&eacute;m nestes casos, os servidores ter&atilde;o que comprovar se &eacute; poss&iacute;vel mesmo a acumula&ccedil;&atilde;o dos cargos.<\/em><\/strong><\/span><\/span><\/p>\n<p><strong>Jo&atilde;o Pessoa(PB) &#8211;<\/strong> Os 38.972 servidores p&uacute;blicos paraibanos que acumulam cargos nos servi&ccedil;os p&uacute;blicos podem ser obrigados a devolver os sal&aacute;rios ao er&aacute;rio caso sejam comprovadas as impossibilidades de cumprir as obriga&ccedil;&otilde;es de todos os cargos. Al&eacute;m disso, os gestores poder&atilde;o deslig&aacute;-los dos cargos. A informa&ccedil;&atilde;o &eacute; do promotor de Justi&ccedil;a e coordenador interino na Comiss&atilde;o de Improbidade Administrativa, Rodrigo Pires. Somente por m&ecirc;s, os sal&aacute;rios destas pessoas somam R$ 154,6 milh&otilde;es aos cofres p&uacute;blicos.<\/p>\n<p>\nO Tribunal de Contas do Estado da Para&iacute;ba(<span style=\"font-family: Arial;\">TCE<\/span>) divulgou um cruzamento de dados do Sagres, onde identificou os servidores p&uacute;blicos que est&atilde;o acumulando cargos p&uacute;blicos, e estar&aacute; encaminhando aos gestores dos &oacute;rg&atilde;os, sejam eles dos munic&iacute;pios, do Governo Estadual ou Federal, para que sejam tomadas as medidas cab&iacute;veis para regularizar a situa&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>\nSegundo o promotor Rodrigo Pires, ao serem informados, os gestores ter&atilde;o o &ldquo;<em>poder e dever<\/em>&rdquo; de regularizar os casos, inclusive com os desligamentos das fun&ccedil;&otilde;es. &ldquo;<em>Toda acumula&ccedil;&atilde;o de fun&ccedil;&atilde;o &eacute; contr&aacute;ria &agrave; Constitui&ccedil;&atilde;o, salvo &agrave;s exce&ccedil;&otilde;es da educa&ccedil;&atilde;o e sa&uacute;de. O restante &eacute; ilegal<\/em>&rdquo;, afirmou.<\/p>\n<p>\nSegundo ele, antes mesmo do levantamento realizado pelo Tribunal de Contas, o Minist&eacute;rio P&uacute;blico j&aacute; realizava um procedimento semelhante, na promotoria do Patrim&ocirc;nio P&uacute;blico, mas que abrangia somente os m&eacute;dicos de todo o Estado, que estavam em condi&ccedil;&otilde;es de ac&uacute;mulo de cargos e sem comprova&ccedil;&atilde;o de cumprimento de todas as fun&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p>\nDe acordo com o levantamento, h&aacute; dois servidores que t&ecirc;m at&eacute; dez v&iacute;nculos com &oacute;rg&atilde;os p&uacute;blicos na Para&iacute;ba, um servidor com nove v&iacute;nculos, cinco servidores com sete v&iacute;nculos e 23 servidores com seis v&iacute;nculos. &ldquo;<em>Estes casos s&atilde;o mais que um ind&iacute;cio de que h&aacute; irregularidades porque &eacute; humanamente imposs&iacute;vel que estes servidores consigam cumprir com a carga hor&aacute;ria de todos os cargos<\/em>&rdquo;, explicou.<\/p>\n<p>\nSegundo ele, principalmente nestes casos, as pessoas flagradas responder&atilde;o por atos de improbidade administrativa e ser&atilde;o obrigadas a devolver os sal&aacute;rios. &ldquo;<em>O pr&oacute;prio gestor publico tamb&eacute;m pode desligar o servidor e cobrar o ressarcimento, com os valores corrigidos. N&atilde;o fazendo, compete ao Minist&eacute;rio P&uacute;blico, que tamb&eacute;m tem poder para atuar nestes casos<\/em>&rdquo;, declarou.<\/p>\n<p>\nA maioria dos servidores identificados pelo TCE, 34.674 acumulam apenas dois cargos p&uacute;blicos. Mas segundo ele, tamb&eacute;m nestes casos, os servidores ter&atilde;o que comprovar se &eacute; poss&iacute;vel mesmo a acumula&ccedil;&atilde;o dos cargos. &ldquo;<em>Dependendo do servi&ccedil;o prestado, qualquer servidor que acumular cargos e n&atilde;o comprovar que prestou o servi&ccedil;o, responder&aacute; por ato de improbidade administrativa e pode ser obrigado a devolver os sal&aacute;rios<\/em>&rdquo;, disse.<\/p>\n<p>\n&ldquo;<em>Um motorista concursado do Estado e do munic&iacute;pio e que &eacute; Dedica&ccedil;&atilde;o Exclusiva, n&atilde;o ter&aacute; tempo para cumprir um dos casos. Mas tem que ser analisado caso a caso para que se decida o que tem que ser feito<\/em>&rdquo;, explicou.<\/p>\n<p>\nRodrigo Pires afirmou que at&eacute; o momento o Minist&eacute;rio P&uacute;blico n&atilde;o recebeu nenhuma informa&ccedil;&atilde;o do Tribunal de Contas e que geralmente o TCE ret&eacute;m as informa&ccedil;&otilde;es e s&oacute; encaminha ao MP ap&oacute;s a conclus&atilde;o das an&aacute;lises. &ldquo;<em>Temos tentado modificar isso, mas at&eacute; que se conclua, a gente tem apenas as mesmas informa&ccedil;&otilde;es que eles tornam p&uacute;blicas<\/em>&rdquo;, declarou.<\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tempo de leitura: 3 minutos A maioria dos servidores identificados pelo TCE, 34.674 acumulam apenas dois cargos p&uacute;blicos. 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