{"id":7169,"date":"2013-02-18T00:00:00","date_gmt":"2013-02-18T00:03:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2013-02-18T00:00:00","modified_gmt":"2013-02-18T00:00:00","slug":"Reportagem-do-Fantastico-denuncia-compra-de-explosivos-para-roubar-caixas-eletronicos-na-PB","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/2013\/02\/18\/Reportagem-do-Fantastico-denuncia-compra-de-explosivos-para-roubar-caixas-eletronicos-na-PB\/","title":{"rendered":"Reportagem do Fant\u00e1stico denuncia compra de explosivos para roubar caixas eletr\u00f4nicos na PB"},"content":{"rendered":"<div id=\"tt-temp-estim\">Tempo de leitura: 12 minutos<\/div><p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-size: small\"><span style=\"font-family: Verdana\">Uma reportagem veiculada no programa Fant&aacute;stico, da Rede Globo, na noite desse domingo(17Fevereiro2013) denunciou a facilidade de comprar explosivos no Brasil, que servem para arrombar e roubar caixas eletr&ocirc;nicos no Estado. Entre os Estados do pa&iacute;s, a Para&iacute;ba &eacute; citada como destaque dessa facilidade.Os bandidos tem um acesso f&aacute;cil junto a garimpos e pedreiras. Um deles chega a oferecer 25kg de explosivo por R$ 260.<\/p>\n<p>\n<span style=\"color: #0000ff\"><span style=\"font-size: medium\"><span style=\"font-family: Arial\"><strong>Leia o trecho que destaca a Para&iacute;ba<\/strong><br \/>\n<\/span><\/span><\/span><br \/>\nNo Brasil, os bandidos tamb&eacute;m buscam explosivos em pedreiras, garimpos e obras. Em uma regi&atilde;o mineradora no interior da Para&iacute;ba, um garimpeiro oferece uma grande quantidade de explosivos.<\/p>\n<p>&#8211; <em>Aquela quantidade que o senhor tem l&aacute; &eacute; 25 quilos?<\/p>\n<p>&#8211; 25 quilos.<\/p>\n<p>&#8211; Esses 25, o senhor faz por quanto?<\/p>\n<p>&#8211; R$ 260<\/p>\n<p>&#8211; E o senhor acha que isso d&aacute; para cem explos&otilde;es?<\/p>\n<p>&#8211; Nessa faixa. Com o &uacute;nico banco destru&iacute;do, as vendas no com&eacute;rcio de lagoa seca despencaram, como diz um lojista que n&atilde;o quer ser identificado: &ldquo;O com&eacute;rcio teve uma queda de 80%, est&aacute; praticamente parado<\/em>&rdquo;.<\/p>\n<p>\nEm outra cidade paraibana, o ataque aconteceu na ag&ecirc;ncia, que fica ao lado da C&acirc;mara de Vereadores e em frente ao f&oacute;rum. Os bandidos entraram no banco de madrugada. A explos&atilde;o foi t&atilde;o forte que destruiu at&eacute; o telhado da ag&ecirc;ncia e abriu rachaduras no pr&eacute;dio vizinho.<\/p>\n<p>\n&ldquo;<em>A explos&atilde;o parecia que era dentro de casa. Parecia que tinha derrubado a casa<\/em>&rdquo;, conta uma moradora.<\/p>\n<p>\n&ldquo;<em>O pessoal sentiu um medo muito forte. Teve gente que pensou que era o fim do mundo, estavam dizendo que o mundo ia acabar<\/em>&rdquo;, diz outro morador.<\/p>\n<p>\nNo in&iacute;cio deste m&ecirc;s, uma quadrilha usou um homem-bomba para roubar dinheiro de um carro-forte na capital paraibana. Segundo a pol&iacute;cia, os bandidos invadiram a casa de um motorista da empresa propriet&aacute;ria do carro-forte. Tomaram a fam&iacute;lia como ref&eacute;m. Em seguida, prenderam explosivos no corpo dele e fotografaram tudo.<\/p>\n<p>\nEle saiu sozinho para trabalhar, levando um telefone celular dado pelos bandidos. Enquanto a fam&iacute;lia estava em poder da quadrilha, ele foi obrigado a informar pelo telefone quando haveria o transporte de uma grande quantidade de dinheiro.<\/p>\n<p><span style=\"color: #0000ff\"><span style=\"font-size: medium\"><span style=\"font-family: Arial\"><strong>Leia a reportagem na &iacute;ntegra<br \/>\n<\/strong><\/span><\/span><\/span><br \/>\nQuadrilhas compram explosivos com facilidade no Brasil e Paraguai<\/p>\n<p>Durante um m&ecirc;s, o Fant&aacute;stico seguiu os passos das quadrilhas que compram dinamite para explodir caixas eletr&ocirc;nicos.<\/p>\n<p>\nA cena &eacute; impressionante, e ocorre em quase todo o Brasil. Para entrar na ag&ecirc;ncia banc&aacute;ria que est&aacute; fechada, bandidos usam um machado ou um p&eacute; de cabra. Qualquer pessoa que esteja por perto pode virar ref&eacute;m, at&eacute; mesmo policiais.<\/p>\n<p>\nDentro da ag&ecirc;ncia, os criminosos golpeiam os caixas eletr&ocirc;nicos. O que eles querem &eacute; abrir espa&ccedil;o pra colocar dinamite dentro das m&aacute;quinas. As explos&otilde;es destroem n&atilde;o s&oacute; os caixas, mas a ag&ecirc;ncia toda. Colocam em risco pr&eacute;dios vizinhos e aterrorizam cidades inteiras.<\/p>\n<p>\nQuase sempre s&atilde;o munic&iacute;pios onde os poucos policiais n&atilde;o t&ecirc;m equipamentos para enfrentar as quadrilhas fortemente armadas, como conta um PM que n&atilde;o quer ser identificado: &ldquo;<em>Estava sozinho com uma pistola somente, e eles estavam em torno de oito armados com fuzil de grosso calibre<\/em>&rdquo;.<\/p>\n<p>\nOs bandidos tamb&eacute;m atacam os cofres de ped&aacute;gios, empresas e at&eacute; prefeituras. A guerra come&ccedil;a com o com&eacute;rcio clandestino e o roubo de explosivos.&nbsp; Em Pedro Juan Caballero, cidade paraguaia na fronteira com o Mato Grosso do Sul, o Fant&aacute;stico localizou vendedores de explosivos, que negociam bananas de dinamite tranquilamente, &agrave; luz do dia.<\/p>\n<p><em>&#8211; O que voc&ecirc; precisa?<\/p>\n<p>&#8211; Quero dinamite.<\/p>\n<p>&#8211; Tem, tem?<\/p>\n<p>&#8211; Boa, boa. Que funcione.<\/p>\n<p>&#8211; Tem, tem<\/em>.<\/p>\n<p>\nO pre&ccedil;o de cada banana: R$ 400 reais. O homem diz que fornece explosivos para quadrilhas brasileiras:<\/p>\n<p>&quot;<em>Vem um cara que vem sempre direto comprar com a gente aqui. Ele s&oacute; leva dois, tr&ecirc;s, para explodir caixa eletr&ocirc;nico. Ele &eacute; de Mato Grosso<\/em>&quot;.<\/p>\n<p>\nSegundo a Pol&iacute;cia Civil, no ano passado, Mato Grosso teve 66 assaltos a banco, e em 58 deles foram usados explosivos. Em geral, os alvos s&atilde;o os caixas eletr&ocirc;nicos.<\/p>\n<p>\nA diferen&ccedil;a em Aral Moreira, na fronteira com o Paraguai, &eacute; que os bandidos n&atilde;o queriam os caixas eletr&ocirc;nicos. Eles estavam atr&aacute;s do cofre principal, que ficava na tesouraria do banco. Eles levaram quase R$ 500 mil em dinheiro.<\/p>\n<p>\nO assalto foi no fim do ano passado. Antes de explodir a ag&ecirc;ncia banc&aacute;ria, os bandidos invadiram o posto da PM e renderam o &uacute;nico policial que estava de servi&ccedil;o. &ldquo;<em>Eu estava na sala de espera, sentado, sozinho, de repente chegou um cidad&atilde;o com um fuzil. Surgiu do nada. Surgiu um, surgiu outro e foi surgindo. Foram os quatro ou cinco elementos que entraram e chegaram me espancando. Foi muito chute e coronhada de arma longa. Fui obrigado a mostrar onde estavam as armas, o colete que a gente tinha. Todos os material b&eacute;lico que a gente tinha levaram<\/em>&rdquo;, conta.<\/p>\n<p>\nA quadrilha roubou ainda o carro da PM e levou o policial como ref&eacute;m. &ldquo;<em>Abriram o compartimento de preso, me puseram dentro e falou assim: &lsquo;Agora vamos para o banco&#8217;<\/em>&quot;.<\/p>\n<p>\nUm segundo carro deu cobertura &agrave; a&ccedil;&atilde;o. O ataque &agrave; ag&ecirc;ncia foi gravado pelas c&acirc;meras de seguran&ccedil;a. Os bandidos precisaram de menos de um minuto para quebrar a porta da ag&ecirc;ncia, preparar a explos&atilde;o, recolher o dinheiro e fugir.<\/p>\n<p>\nO policial ficou cerca de duas horas e meia como ref&eacute;m, at&eacute; finalmente ser solto. &ldquo;<em>Achei que ia morrer<\/em>&rdquo;, diz.<\/p>\n<p>\nEm Cotipor&atilde;, interior do Rio Grande do Sul, imagens mostram um assalto a uma f&aacute;brica de joias, no fim do ano passado. Foram dez explos&otilde;es. Na fuga, os nove bandidos usaram tr&ecirc;s carros, levando dez ref&eacute;ns.<\/p>\n<p>\nUma patrulha com quatro policiais militares interceptou a quadrilha. Um policial foi atingido. Durante 40 minutos houve troca de tiros e tentativas de negocia&ccedil;&atilde;o para a liberta&ccedil;&atilde;o dos ref&eacute;ns.<\/p>\n<p>\n&ldquo;<em>Gritavam para n&oacute;s: &lsquo;Entregue a arma de voc&ecirc;s. Pegue a viaturinha de voc&ecirc;s e v&atilde;o embora, que n&oacute;s prometemos deixar voc&ecirc;s vivo&rsquo;. Os ref&eacute;ns estavam em p&acirc;nico, ent&atilde;o n&oacute;s t&iacute;nhamos que manter a calma, e tentar manter os ref&eacute;ns calmos tamb&eacute;m, para uma boa atua&ccedil;&atilde;o<\/em>&rdquo;, diz um policial militar.<\/p>\n<p>\n&ldquo;<em>Foi muito tiro, foi muito forte. Teve uma hora que eu achei que ia morrer, porque o tiro foi muito perto. Teve um momento que eu fiquei surdo, n&atilde;o ouvi mais nada<\/em>&rdquo;, conta um ref&eacute;m.<\/p>\n<p>\nNenhum ref&eacute;m ficou ferido. Seis bandidos conseguiram escapar e tr&ecirc;s morreram no local. Entre eles, Elisandro Falc&atilde;o, respons&aacute;vel por 15 assaltos com explosivos no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Segundo a pol&iacute;cia, Falc&atilde;o chegou a comprar uma pedreira.<\/p>\n<p>\n&ldquo;<em>&Eacute; uma pedreira adquirida pelo Falc&atilde;o. Alguns meses atr&aacute;s, com o objetivo de possibilitar que a quadrilha adquirisse legalmente explosivos. Era um centro de treinamento da quadrilha. Segundo vizinhos, eles ouviam explos&atilde;o, certamente testando quantidade de explosivos, coisas desse tipo<\/em>&rdquo;, diz Juliano Ferreira, delegado da Pol&iacute;cia Civil do Rio Grande do Sul.<\/p>\n<p>\nImagens mostram a pris&atilde;o de D&ecirc;nis Martins Fernandes, que era comparsa do Falc&atilde;o. Segundo a pol&iacute;cia, essa quadrilha &eacute; a respons&aacute;vel pelos assaltos que voc&ecirc; viu no in&iacute;cio da reportagem.<\/p>\n<p>\nDurante as investiga&ccedil;&otilde;es, escutas feitas pela pol&iacute;cia de Santa Catarina e autorizadas pela Justi&ccedil;a mostram D&ecirc;nis relatando a quantidade de dinamite usada na explos&atilde;o da ag&ecirc;ncia na cidade de Sombrio, interior do estado: &ldquo;<em>Devem ter usado dois e meio. Prejudicou um pouquinho s&oacute; dentro, um pouquinho. Abriu daquele jeito<\/em>&rdquo;.<\/p>\n<p>\nOs bandidos n&atilde;o sabem calcular a quantidade de explosivos. Por isso, muitas vezes acabam destruindo a ag&ecirc;ncia toda. No Paraguai, o rep&oacute;rter Giovani Grizotti negocia com um vendedor clandestino em Ciudad del Este. O vendedor explica que a quantidade depende do tipo de assalto:<\/p>\n<p>\n&quot;<em>Tem umas que j&aacute; v&ecirc;m preparadas para estourar uma casa ou &ocirc;nibus. Tem umas que j&aacute; v&ecirc;m preparadas para caixa eletr&ocirc;nico. R$ 500 reais com o pavio<\/em>&quot;.<\/p>\n<p>\nNa mesma cidade paraguaia, outro vendedor diz que consegue dinamite porque o irm&atilde;o trabalha em uma pedreira, conhecida como &lsquo;<em>cantera<\/em>&rsquo;:<\/p>\n<p><em>&#8211; Quanto sai?<\/p>\n<p>&#8211; Esse est&aacute; caro, meu irm&atilde;o: US$ 150 d&oacute;lares cada uma.<\/p>\n<p>&#8211; Cada banana?<\/p>\n<p>&#8211; Sim. Voc&ecirc; n&atilde;o vai conseguir em qualquer lugar. Eu tenho meu irm&atilde;o que trabalha na &lsquo;cantera&rsquo;.<\/em><\/p>\n<p>\nNo Brasil, os bandidos tamb&eacute;m buscam explosivos em pedreiras, garimpos e obras. Em uma regi&atilde;o mineradora no interior da Para&iacute;ba, um garimpeiro oferece uma grande quantidade de explosivos.<\/p>\n<p>&#8211; <em>Aquela quantidade que o senhor tem l&aacute; &eacute; 25 quilos?<\/p>\n<p>&#8211; 25 quilos.<\/p>\n<p>&#8211; Esses 25, o senhor faz por quanto?<\/p>\n<p>&#8211; R$ 260<\/p>\n<p>&#8211; E o senhor acha que isso d&aacute; para cem explos&otilde;es?<\/p>\n<p>&#8211; Nessa faixa<\/em>.<\/p>\n<p>\nCom o &uacute;nico banco destru&iacute;do, as vendas no com&eacute;rcio de Lagoa Seca despencaram, como diz um lojista que n&atilde;o quer ser identificado: &ldquo;<em>O com&eacute;rcio teve uma queda de 80%, est&aacute; praticamente parado<\/em>&rdquo;.<\/p>\n<p>\nEm outra cidade paraibana, o ataque aconteceu na ag&ecirc;ncia, que fica ao lado da C&acirc;mara de Vereadores e em frente ao f&oacute;rum. Os bandidos entraram no banco de madrugada. A explos&atilde;o foi t&atilde;o forte que destruiu at&eacute; o telhado da ag&ecirc;ncia e abriu rachaduras no pr&eacute;dio vizinho.<\/p>\n<p>\n&ldquo;<em>A explos&atilde;o parecia que era dentro de casa. Parecia que tinha derrubado a casa<\/em>&rdquo;, conta uma moradora.<\/p>\n<p>\n&ldquo;<em>O pessoal sentiu um medo muito forte. Teve gente que pensou que era o fim do mundo, estavam dizendo que o mundo ia acabar<\/em>&rdquo;, diz outro morador.<\/p>\n<p>\nNo in&iacute;cio deste m&ecirc;s, uma quadrilha usou um homem-bomba para roubar dinheiro de um carro-forte na capital paraibana. Segundo a pol&iacute;cia, os bandidos invadiram a casa de um motorista da empresa propriet&aacute;ria do carro-forte. Tomaram a fam&iacute;lia como ref&eacute;m. Em seguida, prenderam explosivos no corpo dele e fotografaram tudo.<\/p>\n<p>\nEle saiu sozinho para trabalhar, levando um telefone celular dado pelos bandidos. Enquanto a fam&iacute;lia estava em poder da quadrilha, ele foi obrigado a informar pelo telefone quando haveria o transporte de uma grande quantidade de dinheiro.<\/p>\n<p>\nO bando atacou, explodindo o carro-forte. Levou R$ 650 mil e libertou os ref&eacute;ns e o motorista.<\/p>\n<p>\nPara inibir esses assaltos, o mecanismo de seguran&ccedil;a mais comum &eacute; o dispositivo que mancha as notas quando o caixa &eacute; estourado, mas os bandidos descobriram como lavar as c&eacute;dulas. &ldquo;<em>Na primeira leva de tinta, eles conseguiam lavar a tinta. Ent&atilde;o os bancos j&aacute; est&atilde;o no quarto tipo de tinta, e esse tipo de tinta que &eacute; usado agora n&atilde;o se consegue lavar, porque ele entranha na nota<\/em>&rdquo;, explica o presidente da Federa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Bancos, Murilo Portugal.<\/p>\n<p>\nOutras tecnologias est&atilde;o sendo testadas, como a bomba que solta fuma&ccedil;a na ag&ecirc;ncia quando os caixas s&atilde;o atacados. A ideia &eacute; dificultar a vis&atilde;o dos bandidos, que assim desistiriam do assalto.<\/p>\n<p>\n&ldquo;<em>Alguns bancos est&atilde;o testando essa bomba de fuma&ccedil;a, e n&oacute;s ainda n&atilde;o temos uma opini&atilde;o final sobre isso. N&oacute;s devemos atacar as causas desse problema, que &eacute; o acesso f&aacute;cil aos explosivos, &eacute; o excesso de bandidos na rua<\/em>&rdquo;, diz o especialista.<\/p>\n<p>\nPela lei, cabe ao Ex&eacute;rcito fiscalizar a fabrica&ccedil;&atilde;o, o com&eacute;rcio e o uso de explosivos. No ano passado, segundo o Ex&eacute;rcito, pouco mais da metade das 1.070 empresas que t&ecirc;m autoriza&ccedil;&atilde;o para usar explosivos foi fiscalizada.<\/p>\n<p>\n&ldquo;<em>Em 2012 foram realizadas 450 vistorias em empresas diferentes, 450 vistoriadas em todo o Brasil. Vistorias aonde o fiscal vai no dep&oacute;sito, vistorias para verificar ind&iacute;cios de irregularidades, vistorias realizadas para concess&atilde;o, para revalida&ccedil;&atilde;o: se a gente somar tudo isso, vai dar mais de 50%<\/em>&rdquo;, diz Achiles Santos Jacinto Filho, assessor da Diretoria de Fiscaliza&ccedil;&atilde;o de Produtos Controlados do Comando do Ex&eacute;rcito.<\/p>\n<p>\nAinda segundo o Ex&eacute;rcito, no ano passado foram registrados 60 casos de extravio de explosivos. S&oacute; nesta semana houve pelo menos tr&ecirc;s epis&oacute;dios de roubo em diferentes regi&otilde;es do Brasil.<\/p>\n<p>\nEm S&atilde;o Paulo, 75 quilos de dinamite foram levados do canteiro da obra de duplica&ccedil;&atilde;o da rodovia dos Tamoios, na altura de Paraibuna. Em Ribeir&atilde;o Preto, sete homens armados levaram 500 quilos de dinamite do galp&atilde;o de uma pedreira. E no Maranh&atilde;o a pol&iacute;cia prendeu um bandido com 100 quilos do mesmo explosivo, roubados de uma mineradora.<\/p>\n<p>\n&ldquo;<em>Temos que ter essa preocupa&ccedil;&atilde;o do com&eacute;rcio e do tr&acirc;nsito desses explosivos, mas por si s&oacute; isso n&atilde;o resolve<\/em>&rdquo;, diz o secret&aacute;rio de Defesa Social de Minas Gerais, R&ocirc;mulo de Carvalho Ferraz.<\/p>\n<p>\nMinas Gerais teve 19 assaltos este ano, e 148 no ano passado. Para o governo do estado, o combate a esse crime exige mais investimentos. &ldquo;<em>O que resolve &eacute; basicamente uma melhor prote&ccedil;&atilde;o desses aparelhos, desses caixas eletr&ocirc;nicos, e por outro uma investiga&ccedil;&atilde;o cada vez mais eficaz para conter esses grupos criminosos<\/em>&rdquo;, afirma Ferraz.<\/p>\n<p>\nEm nota, enviada ao Fant&aacute;stico, a Pol&iacute;cia Federal diz que tem intensificado a atua&ccedil;&atilde;o contra os assaltantes de bancos que utilizam explosivos.<\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tempo de leitura: 12 minutosUma reportagem veiculada no programa Fant&aacute;stico, da Rede Globo, na noite desse domingo(17Fevereiro2013) denunciou a facilidade [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[19],"tags":[],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7169"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7169"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7169\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7169"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7169"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7169"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}