{"id":7174,"date":"2013-02-20T00:00:00","date_gmt":"2013-02-20T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2013-02-20T00:00:00","modified_gmt":"2013-02-20T00:00:00","slug":"Imovel-onde-residem-familiares-do-proprietario-pode-ser-considerado-bem-de-familia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/2013\/02\/20\/Imovel-onde-residem-familiares-do-proprietario-pode-ser-considerado-bem-de-familia\/","title":{"rendered":"Im\u00f3vel onde residem familiares do propriet\u00e1rio pode ser considerado bem de fam\u00edlia"},"content":{"rendered":"<div id=\"tt-temp-estim\">Tempo de leitura: 2 minutos<\/div><p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-size: small\"><span style=\"font-family: Verdana\"><br \/>\n<strong>Bras&iacute;lia(DF) &#8211; <\/strong>A 7&ordf; Turma do Tribunal Regional Federal da 1&ordf; Regi&atilde;o, por unanimidade, negou provimento a agravo regimental interposto pela Fazenda Nacional, que pretende penhorar o &uacute;nico im&oacute;vel de um devedor, que serve de moradia para a m&atilde;e e o irm&atilde;o dele. Consta do processo, origin&aacute;rio de Minas Gerais, que o homem mora em uma casa alugada ao lado do im&oacute;vel alvo da a&ccedil;&atilde;o, porque o bem n&atilde;o teria espa&ccedil;o para comportar toda a fam&iacute;lia.<\/p>\n<p>\nA Fazenda Nacional alegou que a legisla&ccedil;&atilde;o considera bem de fam&iacute;lia aquele onde o devedor reside e que a ocupa&ccedil;&atilde;o gratuita do bem por outros parentes n&atilde;o seria suficiente para impedir que o im&oacute;vel fosse usado para saldar d&iacute;vidas.<\/p>\n<p>\nEm seu voto, o relator desembargador federal Reynaldo Fonseca considerou que o &ldquo;<em>fato de o executado n&atilde;o morar na resid&ecirc;ncia que fora objeto da penhora n&atilde;o tem o cond&atilde;o de afastar a impenhorabilidade do im&oacute;vel, sendo que este pode estar at&eacute; mesmo alugado, porquanto a renda auferida pode ser utilizada para que a fam&iacute;lia resida em outro im&oacute;vel alugado ou, ainda, para a pr&oacute;pria manuten&ccedil;&atilde;o da entidade familiar<\/em>&rdquo;.<\/p>\n<p>\nSegundo o magistrado, pode ser aplicado ao caso o artigo 1&ordm; da Lei 8009\/90, que diz: &ldquo;<em>o im&oacute;vel residencial pr&oacute;prio do casal, ou da entidade familiar, &eacute; impenhor&aacute;vel e n&atilde;o responder&aacute; por qualquer tipo de d&iacute;vida civil, comercial, fiscal, previdenci&aacute;ria ou de outra natureza, contra&iacute;da pelos c&ocirc;njuges ou pelos pais ou filhos que sejam seus propriet&aacute;rios e nele residam, salvo nas hip&oacute;teses previstas nesta lei<\/em>&rdquo;.<\/p>\n<p>\nO desembargador ainda destacou que a legisla&ccedil;&atilde;o especifica visa a proteger a fam&iacute;lia e que o im&oacute;vel ocupado pela m&atilde;e e o irm&atilde;o do devedor &eacute; um bem de fam&iacute;lia, impenhor&aacute;vel. Em apoio a sua tese, citou farta jurisprud&ecirc;ncia do STJ, inclusive o julgamento do AgRg no Ag n&ordm; 902.919\/PE, de relatoria do Min. Luiz Fux, publicada no DJe de 19\/06\/2008.<\/p>\n<p>\n<span style=\"font-size: x-small\"><strong><span style=\"font-family: Arial\">Processo n.&ordm;: 0017202-05.2012.4.01.0000\/MG<br \/>\nData do julgamento:18-12-2012<br \/>\nData de publica&ccedil;&atilde;o: 18-01-2-13<br \/>\nSN<\/span><\/strong><\/span><\/p>\n<p>\n<\/span><\/span><span style=\"color: #ff0000\"><span style=\"font-size: xx-small\"><span style=\"font-family: Arial\"><em>* Com Assessoria de Comunica&ccedil;&atilde;o Social do Tribunal Regional Federal da 1&ordf; Regi&atilde;o.<\/em><\/span><\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tempo de leitura: 2 minutos Bras&iacute;lia(DF) &#8211; A 7&ordf; Turma do Tribunal Regional Federal da 1&ordf; Regi&atilde;o, por unanimidade, negou [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[25],"tags":[],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7174"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7174"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7174\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7174"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7174"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7174"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}