{"id":7176,"date":"2013-02-20T00:00:00","date_gmt":"2013-02-20T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2013-02-20T00:00:00","modified_gmt":"2013-02-20T00:00:00","slug":"Desconto-indevido-de-pensao-alimenticia-gera-indenizacao-por-dano-moral","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/2013\/02\/20\/Desconto-indevido-de-pensao-alimenticia-gera-indenizacao-por-dano-moral\/","title":{"rendered":"Desconto indevido de pens\u00e3o aliment\u00edcia gera indeniza\u00e7\u00e3o por dano moral"},"content":{"rendered":"<div id=\"tt-temp-estim\">Tempo de leitura: 2 minutos<\/div><p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-size: small\"><span style=\"font-family: Verdana\"><br \/>\n<strong>Bras&iacute;lia(DF) &#8211;<\/strong> A 5.&ordf; Turma do TRF da 1.&ordf; Regi&atilde;o julgou apela&ccedil;&atilde;o de senten&ccedil;a que condenava o Instituto Nacional do Seguro Social(<span style=\"font-family: Arial\">INSS<\/span>) a indenizar um homem que teve descontados indevidamente em seu benef&iacute;cio previdenci&aacute;rio valores referentes a pens&atilde;o aliment&iacute;cia (<span style=\"font-family: Arial\">R$ 214,35<\/span>) durante oito meses. Os valores, na verdade, teriam que ter sido descontados de um hom&ocirc;nimo do autor.<\/p>\n<p>\nNa 1.&ordf; inst&acirc;ncia, a autarquia foi condenada a indeniz&aacute;-lo em R$ 8 mil a t&iacute;tulo de danos morais. Insatisfeito, o autor recorreu ao TRF da 1.&ordf; Regi&atilde;o alegando que o valor seria irris&oacute;rio se comparado aos danos sofridos.<\/p>\n<p>\nNarra o requerente, em seu recurso, que tal erro gerou desconfian&ccedil;a em sua fam&iacute;lia, por parte da esposa e dos filhos, o que alterou a harmonia das rela&ccedil;&otilde;es, levando ao rompimento do casamento. Al&eacute;m disso, teria havido repercuss&atilde;o negativa na sociedade por se tratar de homem p&uacute;blico, vereador candidato &agrave; reelei&ccedil;&atilde;o. Por isso, requer o aumento dos valores da indeniza&ccedil;&atilde;o a ser paga pela autarquia.<\/p>\n<p>\nO Inss, por sua vez, em apela&ccedil;&atilde;o, alegou que o desconto ocorreu devido &agrave; ordem judicial, sendo seu dever apenas cumpri-la. E que a conduta do autor, ora apelante, seria &ldquo;<em>oportunista<\/em>&rdquo;, j&aacute; que pleiteava da autarquia indeniza&ccedil;&atilde;o de R$ 80 mil.<\/p>\n<p>\nAo analisar o processo, a relatora, desembargadora Selene Maria de Almeida, avaliou que o dano moral sofrido pelo autor &eacute; indiscut&iacute;vel, o que configura o direito &agrave; indeniza&ccedil;&atilde;o. &ldquo;<em>&Eacute; fato que houve des&iacute;dia por parte do INSS ao n&atilde;o conferir os elementos que individualizam o segurado, como por exemplo, a filia&ccedil;&atilde;o, que foi a pe&ccedil;a chave para a corre&ccedil;&atilde;o do erro<\/em>&rdquo;, disse, referindo-se ao fato de que o valor da pens&atilde;o aliment&iacute;cia teria que ser descontado de um hom&ocirc;nimo do autor da a&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>\n&ldquo;<em>&Eacute; perfeitamente presum&iacute;vel a repercuss&atilde;o negativa que a suposta paternidade causou no seu matrim&ocirc;nio e no seio de sua fam&iacute;lia e da comunidade<\/em>&rdquo;, disse a relatora. A desembargadora, por&eacute;m, entendeu ser justa a fixa&ccedil;&atilde;o da indeniza&ccedil;&atilde;o em R$ 8 mil, confirmando a senten&ccedil;a proferida na 1.&ordf; inst&acirc;ncia.<\/p>\n<p>\n&ldquo;<em>No presente caso, observo que a condena&ccedil;&atilde;o ao pagamento da quantia de R$ 8 mil, a t&iacute;tulo de dano moral, n&atilde;o se mostra excessiva, merecendo ser mantida, em raz&atilde;o do conjunto probat&oacute;rio constante dos autos<\/em>&rdquo;, finalizou.<\/p>\n<p>\nA decis&atilde;o da 5.&ordf; Turma foi un&acirc;nime, de acordo com o voto da relatora.<\/p>\n<p>\n<strong><span style=\"font-size: x-small\"><span style=\"font-family: Arial\">Processo n.&ordm; 200633060003051<br \/>\nData do julgamento: 30\/01\/13<br \/>\nData da publica&ccedil;&atilde;o: 14\/02\/13<br \/>\nCB<br \/>\n<\/span><\/span><\/strong><\/p>\n<p><\/span><\/span><span style=\"color: #ff0000\"><strong><em><span style=\"font-size: xx-small\"><span style=\"font-family: Arial\">* Com Assessoria de Comunica&ccedil;&atilde;o Social do Tribunal Regional Federal da 1.&ordf; Regi&atilde;o.<br \/>\n<\/span><\/span><\/em><\/strong><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tempo de leitura: 2 minutos Bras&iacute;lia(DF) &#8211; A 5.&ordf; Turma do TRF da 1.&ordf; Regi&atilde;o julgou apela&ccedil;&atilde;o de senten&ccedil;a que [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[25],"tags":[],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7176"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7176"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7176\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7176"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7176"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7176"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}