{"id":7270,"date":"2013-03-14T00:00:00","date_gmt":"2013-03-14T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2013-03-14T00:00:00","modified_gmt":"2013-03-14T00:00:00","slug":"Fukushima-luta-para-evitar-abandono","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/2013\/03\/14\/Fukushima-luta-para-evitar-abandono\/","title":{"rendered":"Fukushima luta para evitar abandono"},"content":{"rendered":"<div id=\"tt-temp-estim\">Tempo de leitura: 4 minutos<\/div><p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-size: small\"><span style=\"font-family: Verdana\"><br \/>\n<strong>Fukushima(Jap&atilde;o) &#8211; <\/strong>Dois anos depois do acidente na usina nuclear Daiichi, os habitantes de Fukushima lutam para evitar que a prov&iacute;ncia seja abandonada enquanto convivem diariamente com o medo da radia&ccedil;&atilde;o, um inimigo invis&iacute;vel que as autoridades acreditam j&aacute; ter controlado.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" alt=\"Tsunami\" align=\"absMiddle\" src=\"http:\/\/www.obeabadosertao.com.br\/UserFiles\/Image\/internacional\/eventos\/11marco2011_japao_terremoto_tsunami_costa_de_iwanuma_465b.jpg\" \/><\/p>\n<p>Al&eacute;m das 1.817 vidas e 93 mil constru&ccedil;&otilde;es que o tsunami destruiu no dia 11 de mar&ccedil;o de 2011, a cat&aacute;strofe contribuiu para que mais de 24.800 pessoas se mudassem dos munic&iacute;pios pr&oacute;ximos &agrave; usina nuclear, segundo dados do governo japon&ecirc;s.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" alt=\"Usina Nuclear Fukushima\" align=\"absMiddle\" src=\"http:\/\/www.obeabadosertao.com.br\/UserFiles\/Image\/internacional\/eventos\/11marco2011_japao_terremoto_tsunami_usina_nuclear_fukushima_foto1_465.jpg\" \/><\/p>\n<p>Estas comunidades se dedicam agora a recuperar sua economia e a atrair novas fam&iacute;lias, principalmente jovens, para evitar que a prov&iacute;ncia desapare&ccedil;a do mapa a m&eacute;dio prazo.<\/p>\n<p>\nShitsuko Ikeda, de 52 anos, tem consci&ecirc;ncia de que talvez nunca volte a pisar em Okuma, povoado que fica a quatro quil&ocirc;metros da usina e onde ela nasceu e viveu at&eacute; mar&ccedil;o de 2011, segundo contou &agrave; Ag&ecirc;ncia Efe.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" alt=\"Uusina Nuclear Fukushima\" align=\"absMiddle\" src=\"http:\/\/www.obeabadosertao.com.br\/UserFiles\/Image\/internacional\/eventos\/11marco2011_japao_terremoto_tsunami_usina_nuclear_fukushima_foto2_465.jpg\" \/><\/p>\n<p>Mas em vez de se mudar para outra regi&atilde;o do Jap&atilde;o, como fizeram seus conhecidos, a ex-balconista resolveu abrir um bar em dezembro do ano passado em Minamisoma, cidade de 46 mil habitantes cuja faixa sul faz parte da zona de acesso restrito que se estende por um raio de 20 quil&ocirc;metros em torno da usina Daiich.<\/p>\n<p>\nA cidade de Minamisoma, que teve uma redu&ccedil;&atilde;o de 35% em sua popul&ccedil;&atilde;o ap&oacute;s o tsunami, possui uma tela para mostrar a varia&ccedil;&atilde;o dos n&iacute;veis de radia&ccedil;&atilde;o em diversos pontos do munic&iacute;pio, 24 horas por dia.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" align=\"absMiddle\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.obeabadosertao.com.br\/UserFiles\/Image\/internacional\/eventos\/11marco2011_japao_terremoto_tsunami_moradores_teste_radioatividade%20_koriyama_fukushima_465.jpg\" \/><\/p>\n<p>Desde o acidente, os 61 medidores instalados registraram em m&eacute;dia um &iacute;ndice entre 1,87 e 0,08 microsievert por hora, n&iacute;veis abaixo da exposi&ccedil;&atilde;o m&aacute;xima recomendada pela Comiss&atilde;o Internacional de Prote&ccedil;&atilde;o Radiol&oacute;gica.<\/p>\n<p>\nInstitui&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de e pesquisadores n&atilde;o identificaram efeitos vis&iacute;veis na sa&uacute;de dos moradores de Fukushima como resultado do acidente, mas advertem que levar&aacute; anos para se conhecer o verdadeiro impacto da radia&ccedil;&atilde;o, especialmente na cadeia alimentar.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" align=\"absMiddle\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.obeabadosertao.com.br\/UserFiles\/Image\/internacional\/eventos\/11marco2011_japao_terremoto_tsunami_moradores_teste_radioatividade%20_koriyama_fukushima_465b.jpg\" \/><\/p>\n<p>A princ&iacute;pio, s&oacute; aqueles que estavam perto da usina na &eacute;poca do acidente enfrentaram um grande risco de desenvolver alguns tipos de c&acirc;ncer. Mesmo assim, mais de 234 mil moradores de Fukushima se submetem, desde mar&ccedil;o de 2011, a an&aacute;lises de exposi&ccedil;&atilde;o radioativa.<\/p>\n<p>\n&quot;<em>Todos dizem que pare&ccedil;o estar bem, mas a radia&ccedil;&atilde;o &eacute; invis&iacute;vel e por isso me preocupa<\/em>&quot;, explica um jovem de 15 anos que n&atilde;o quis se identificar ap&oacute;s ser examinado com um contador Geiger no hospital da Cruz Vermelha na cidade de Fukushima, que &eacute; a capital da prov&iacute;ncia e fica a 60 quil&ocirc;metros da usina.<\/p>\n<p>\nO jovem ainda espera pela sua vez de passar por um medidor de corpo inteiro, aparelho que detecta em apenas dois minutos a quantidade de c&eacute;sio 134 e 137 absorvida pelo organismo e que j&aacute; pode ser encontrado em 10 hospitais na regi&atilde;o.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" align=\"absMiddle\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.obeabadosertao.com.br\/UserFiles\/Image\/internacional\/eventos\/11marco2011_japao_terremoto_tsunami_casas_incendio_465a.jpg\" \/><\/p>\n<p>Em Minamisoma, muitas das pessoas que deixaram a cidade depois da explos&atilde;o de Daiichi se submeteram com sucesso a estes exames e consideraram seguro retornar &agrave;s &aacute;reas que haviam sido evacuadas em 2012.<\/p>\n<p>\nAinda assim, cerca 6 mil moradores decidiram se mudar, especialmente aqueles com crian&ccedil;as. Outros 17 mil preferiram permanecer em ref&uacute;gios tempor&aacute;rios por um per&iacute;odo que deve durar pelo menos cinco anos, at&eacute; que possam ter certeza de que &eacute; seguro retornar para casa.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" alt=\"Tsunami onda gigante\" align=\"absMiddle\" src=\"http:\/\/www.obeabadosertao.com.br\/UserFiles\/Image\/internacional\/eventos\/11marco2011_japao_terremoto_tsunami_onda_gigante_cidade_miyako_465.jpg\" \/><\/p>\n<p>Os frequentadores do bar de Shitsuko Ikeda em Minamisoma acreditam que as medi&ccedil;&otilde;es de radia&ccedil;&atilde;o n&atilde;o s&atilde;o o suficiente, e que &quot;<em>&eacute; preciso criar postos de trabalho e outros incentivos<\/em>&quot; para atrair mais gente.<\/p>\n<p>\n&quot;<em>Teremos que oferecer subs&iacute;dios &agrave;s fam&iacute;lias que decidirem vir<\/em>&quot;, explica o prefeito de Minamisoma, Katsunobu Sakurai, que reconhece o estresse emocional que o acidente causou para muitos habitantes.<\/p>\n<p>\nSakurai admite que apenas 2% da popula&ccedil;&atilde;o local se submeteu a processos de descontamina&ccedil;&atilde;o, j&aacute; que ainda n&atilde;o foi resolvido onde os res&iacute;duos radioativos ser&atilde;o armazenados.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" alt=\"Usina nuclear Fukushima\" align=\"absMiddle\" src=\"http:\/\/www.obeabadosertao.com.br\/UserFiles\/Image\/internacional\/eventos\/11marco2011_japao_terremoto_tsunami_usina_nuclear_fukushima_desenho_465.jpg\" \/><\/p>\n<p>Okada, bairro de Minamisoma, atingido pelo tsunami e enquadrado na demarca&ccedil;&atilde;o da &aacute;rea restrita, &eacute; uma dessas &aacute;reas onde ainda h&aacute; muito o que fazer.<\/p>\n<p>\nEm abril de 2012, o acesso &agrave; parte oriental do bairro foi liberado durante o dia, mas ela continua abandonada. O mato invade &aacute;reas descampadas, e centenas de bicicletas deixadas em frente &agrave; esta&ccedil;&atilde;o de trem dois anos antes continuam no mesmo lugar.<\/p>\n<p>\nQuando o sol se p&otilde;e, todos s&atilde;o obrigados a deixar o bairro que tem um futuro incerto, assim como tantos outros na regi&atilde;o, que durante a noite fica imersa na escurid&atilde;o total e no sil&ecirc;ncio.<\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tempo de leitura: 4 minutos Fukushima(Jap&atilde;o) &#8211; Dois anos depois do acidente na usina nuclear Daiichi, os habitantes de Fukushima [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[10],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7270"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7270"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7270\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7270"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7270"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7270"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}