{"id":7287,"date":"2013-03-16T00:00:00","date_gmt":"2013-03-16T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2013-03-16T00:00:00","modified_gmt":"2013-03-16T00:00:00","slug":"Eduardo-Campos-diz-que-da-para-fazer-mais-que-Dilma","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/2013\/03\/16\/Eduardo-Campos-diz-que-da-para-fazer-mais-que-Dilma\/","title":{"rendered":"Eduardo Campos diz que d\u00e1 para fazer mais que Dilma"},"content":{"rendered":"<div id=\"tt-temp-estim\">Tempo de leitura: 7 minutos<\/div><p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-size: small\"><span style=\"font-family: Verdana\"><br \/>\n<strong>S&atilde;o Paulo(SP) &#8211;<\/strong> &quot;<em>D&aacute; para fazer muito mais<\/em>&quot; que a presidente Dilma Rousseff. Com esse, digamos, slogan, o governador Eduardo Campos(<span style=\"font-family: Arial\">PSB-PE<\/span>), de Pernambuco, passou seu recado a um grupo de 60 empres&aacute;rios que se reuniram na quinta-feira(<span style=\"font-family: Arial\">14Mar&ccedil;o2012<\/span>) em SP, num jantar, para conhec&ecirc;-lo melhor &#8211; e descobrir se ele &eacute;, mesmo, candidato &agrave; presid&ecirc;ncia. Boa parte saiu de l&aacute; com a certeza de que Campos vai, sim, se lan&ccedil;ar contra Dilma em 2014.<\/p>\n<p>\n<\/span><\/span><span style=\"font-size: small\"><span style=\"font-family: Verdana\">O encontro foi na casa do empres&aacute;rio Fl&aacute;vio Rocha, do Grupo Riachuelo. E Campos soltou o verbo.<\/p>\n<p>\nCome&ccedil;ou dizendo que o Brasil teve grandes conquistas nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas &#8211; e logo engatou cr&iacute;tica que a oposi&ccedil;&atilde;o sempre fez a Lula, a Dilma e ao PT: &quot;<em>O Brasil n&atilde;o come&ccedil;ou ontem. N&atilde;o come&ccedil;ou com o partido A, B ou C<\/em>&quot;.<\/p>\n<p>\nNa sequ&ecirc;ncia, engrossou o coro dos que dizem que as coisas no pa&iacute;s v&atilde;o bem &#8211; mas podem piorar. &quot;<em>N&atilde;o h&aacute; grande inc&ocirc;modo nas grandes massas. N&atilde;o h&aacute; na classe m&eacute;dia esse sentimento, nem de forma generalizada no empresariado. Mas h&aacute;, nesse instante, nas elites, grande preocupa&ccedil;&atilde;o com o futuro. H&aacute; o sentimento de que as coisas podem piorar<\/em>&quot;.<\/p>\n<p>\nOs &quot;<em>florais aplicados em todas as crises<\/em>&quot; n&atilde;o funcionaram desta vez, diz Campos. &quot;<em>E mais do que de repente come&ccedil;a uma s&eacute;rie de medidas, em s&eacute;rie, em rela&ccedil;&atilde;o a v&aacute;rios setores, sobretudo, no in&iacute;cio, na &aacute;rea do petr&oacute;leo<\/em>&quot;, segue, referindo-se aos pacotes lan&ccedil;ados por Dilma. &quot;<em>H&aacute; um sobressalto daqueles que foram atingidos e daqueles que n&atilde;o foram atingidos por medidas<\/em>&quot;. Para ele, &quot;<em>se estabelece uma ansiedade total<\/em>&quot;.<\/p>\n<p>\n&quot;<em>E a tudo isso se somou a antecipa&ccedil;&atilde;o do debate eleitoral<\/em>&quot;, segue o governador, referindo-se, sem citar o nome de Lula, ao fato de o ex-presidente ter lan&ccedil;ado Dilma &agrave; sucess&atilde;o presidencial. &quot;<em>Um debate manique&iacute;sta, eu sou o bem, voc&ecirc; &eacute; o mal<\/em>&quot;.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" alt=\"Dilma Vana Rousseff\" align=\"absMiddle\" src=\"http:\/\/www.obeabadosertao.com.br\/UserFiles\/Image\/politicos\/presidente_do_brasil_dilma_vana_rousseff_465.jpg\" \/><\/p>\n<p>Na sequ&ecirc;ncia, Campos passa a criticar a campanha presidencial de 2010, quando Dilma Rousseff<strong>(<span style=\"color: #ff0000\"><span style=\"font-family: Arial\">Foto acima<\/span><\/span>)<\/strong>&nbsp;disputou com Jos&eacute; Serra(<span style=\"font-family: Arial\">PSDB-SP<\/span>). &quot;<em>N&oacute;s tivemos uma campanha das mais pobres do ponto de vista do conte&uacute;do. Acusa&ccedil;&atilde;o de l&aacute;, defesa de c&aacute;. Acusa&ccedil;&atilde;o de c&aacute;, defesa de l&aacute;. Sinceramente, n&atilde;o d&aacute; para respeitar como um debate &agrave; altura dos desafios do Brasil. E isso deixou as coisas desamarradas para o futuro<\/em>&quot;.<\/p>\n<p>\n&quot;<em>Um monte de pol&iacute;tico se junta e diz: &#8216;Olha, a gente precisa ganhar a Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica&#8217;. &Eacute; como dizia o meu av&ocirc; (<span style=\"font-family: Arial\">Miguel Arraes<\/span>): na pol&iacute;tica, voc&ecirc; encontra 90% dos pol&iacute;ticos atr&aacute;s de ser alguma coisa. Dificilmente eles sabem para que<\/em>&quot;.<\/p>\n<p>\n&Eacute; chegada a hora, portanto, de debater. E &eacute; o que o governador est&aacute; fazendo, ainda que desperte a ira de Lula, de Dilma e do PT &#8211;at&eacute; ent&atilde;o seus aliados. &quot;<em>Esse &eacute; o momento para que o Brasil aprenda a viver com diversidade. Fazer cr&iacute;tica n&atilde;o &eacute; ser contra, n&atilde;o &eacute; ser inimigo<\/em>&quot;.<\/p>\n<p>\nE cr&iacute;tica &eacute; o que n&atilde;o falta. &quot;<em>O estado que est&aacute; a&iacute;, as pol&iacute;ticas, as normas como s&atilde;o feitas, precisam evoluir<\/em>&quot;.<\/p>\n<p>\n&quot;<em>D&aacute; para ser melhor. E n&atilde;o &eacute; uma ofensa para quem est&aacute; a&iacute; voc&ecirc; dizer que d&aacute; para ser melhor. N&oacute;s queremos mais. E que bom que queremos mais, n&eacute;? Isso deveria desafiar as pessoas a fazer, a quebrar o velho costume e afirmar novos valores<\/em>&quot;.<\/p>\n<p>\n&quot;<em>D&aacute; pra fazer muito mais<\/em>&quot;, repete Campos. Para, ent&atilde;o, disparar o torpedo: &quot;<em>E isso n&atilde;o vai ser feito se a gente n&atilde;o renovar a pol&iacute;tica. O pacto pol&iacute;tico que hoje est&aacute; no centro do governo que eu defendo, que ajudei a eleger, a meu ver, n&atilde;o ter&aacute; a condi&ccedil;&atilde;o de fazer esse passo adiante. N&atilde;o vai fazer. As &uacute;ltimas elei&ccedil;&otilde;es no parlamento brasileiro(<span style=\"font-family: Arial\">em que Renan Calheiros foi eleito presidente do Senado com o apoio de Dilma e do PT<\/span>) s&atilde;o uma indica&ccedil;&atilde;o. &Eacute; ficar de costas para tudo isso<\/em>&quot;.<\/p>\n<p>\nO governo, al&eacute;m de tudo, &quot;<em>&agrave;s vezes n&atilde;o dialoga<\/em>&quot;. A solu&ccedil;&atilde;o &quot;<em>&eacute; falar com o governo pela imprensa. N&atilde;o quer me receber? Voc&ecirc; pode tuitar. Eu, por exemplo, tive a oportunidade de dar a minha opini&atilde;o sobre a Medida Provis&oacute;ria dos Portos pela imprensa, porque n&atilde;o tive a oportunidade de discutir(<span style=\"font-family: Arial\">com Dilma<\/span>) antes. Apesar de o meu estado ter o porto p&uacute;blico mais eficiente do Brasil. Eu podia at&eacute; ser convencido de que estava certo. Mas n&atilde;o custava nada ouvir a mim e a outros<\/em>&quot;.<\/p>\n<p>\n&quot;<em>Quanto mais popularidade o governo tiver, mais paci&ecirc;ncia e di&aacute;logo deve ter<\/em>&quot;, afirma. &quot;<em>E popularidade vai e vem. Popularidade &eacute; uma coisa. Voto &eacute; outra coisa<\/em>&quot;.<\/p>\n<p>\nO ano, afirma ele, deveria ser o da constru&ccedil;&atilde;o de &quot;<em>converg&ecirc;ncias pol&iacute;ticas<\/em>&quot;. &quot;<em>E n&oacute;s corremos um s&eacute;rio risco de botarmos 2013 fora<\/em>&quot;.<\/p>\n<p>\n&quot;<em>Enquanto o Brasil diz que tem o petr&oacute;leo do pr&eacute;-sal, importa gasolina. A Petrobras, que j&aacute; foi &#8216;case&#8217; de sucesso l&aacute; fora, t&aacute; cheia de problema. E a&iacute;? Vamos ficar discutindo a elei&ccedil;&atilde;o que vai ter em 2014 ou o pa&iacute;s? Porque daqui a pouco a gente n&atilde;o sabe nem o que vai encontrar em 2014, entendeu? Precisamos encontrar em 2014 um pa&iacute;s em que seja poss&iacute;vel fazer algo para ele melhorar. E, sinceramente, a gente n&atilde;o pode ficar pelos cantos, constrangido em fazer o debate<\/em>&quot;.<\/p>\n<p>\nCampos diz que a presidente Dilma conhece suas cr&iacute;ticas. E mais: sabe tamb&eacute;m que seu partido, o PSB, o pressiona para se lan&ccedil;ar candidato &agrave; presid&ecirc;ncia. &quot;<em>Quem disse a ela n&atilde;o foram terceiros, fui eu mesmo<\/em>&quot;, afirma. &quot;<em>Ela sabe o que o meu partido pensa e sabe os sonhos que meu partido tem. Se esses sonhos v&atilde;o ser realizados ou n&atilde;o, &eacute; outra coisa<\/em>&quot;.<\/p>\n<p>\nEle ent&atilde;o faz uma ressalva: &quot;<em>S&oacute; n&atilde;o vamos nos meter em aventura. E n&atilde;o vamos ajudar a destruir o que n&oacute;s constru&iacute;mos. N&oacute;s queremos &eacute; seguir adiante, n&atilde;o &eacute; desmanchar as coisas boas que foram feitas. N&oacute;s queremos fazer mais coisas boas<\/em>&quot;. Continuidade, mas com lideran&ccedil;a renovada.<\/p>\n<p>\nCampos finaliza a conversa da noite sem assumir que &eacute; candidato. &quot;<em>N&atilde;o vamos entrar num debate eleitoral. Cada um tem seu rel&oacute;gio. Ningu&eacute;m &eacute; obrigado a andar no fuso hor&aacute;rio dos outros<\/em>&quot;.<\/p>\n<p><span style=\"color: #0000ff\"><strong><span style=\"font-size: medium\"><span style=\"font-family: Arial\">Perfil<\/span><\/span><\/strong><\/span><br \/>\nO economista e pol&iacute;tico brasileiro Eduardo Henrique Accioly Campos nasceu em Recife(<span style=\"font-family: Arial\">PE<\/span>) no dia 10 de agosto de 1965.<\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" alt=\"\" align=\"absMiddle\" width=\"465\" height=\"311\" src=\"\/UserFiles\/Image\/politicos\/eduardo_henrique_accioly_campos_001.jpg\" \/><\/p>\n<p>Exerceu mandatos de Deputado Estadual, Deputado Federal, Secret&aacute;rio da Fazenda de Pernambuco e Ministro da Ci&ecirc;ncia e Tecnologia. Atualmente &eacute; Governador de Pernambuco e Presidente do PSB.<\/p>\n<p>\nFoi considerado pela Revista &Eacute;poca um dos 100 brasileiros mais influentes do ano de 2009. &Eacute; apontado como poss&iacute;vel candidato &agrave; presid&ecirc;ncia da rep&uacute;blica em 2014.<\/p>\n<p>\nFormado em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco, &eacute; presidente nacional do PSB. &Eacute; casado com a tamb&eacute;m economista e auditora do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco Renata Campos e tem quatro filhos. &Eacute; neto de Miguel Arraes, ex-governador de Pernambuco, e &eacute; considerado seu principal herdeiro pol&iacute;tico. &Eacute; filho da ex-deputada federal e atual ministra do Tribunal de Contas da Uni&atilde;o Ana Arraes com o escritor Maximiano Campos.<\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tempo de leitura: 7 minutos S&atilde;o Paulo(SP) &#8211; &quot;D&aacute; para fazer muito mais&quot; que a presidente Dilma Rousseff. 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