{"id":7454,"date":"2013-04-26T00:00:00","date_gmt":"2013-04-26T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2013-04-26T00:00:00","modified_gmt":"2013-04-26T00:00:00","slug":"Sindrome-do-Coracao-Partido-e-pouco-conhecida-ate-entre-os-medicos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/2013\/04\/26\/Sindrome-do-Coracao-Partido-e-pouco-conhecida-ate-entre-os-medicos\/","title":{"rendered":"S\u00edndrome do Cora\u00e7\u00e3o Partido \u00e9 pouco conhecida at\u00e9 entre os m\u00e9dicos"},"content":{"rendered":"<div id=\"tt-temp-estim\">Tempo de leitura: 5 minutos<\/div><p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-size: small\"><span style=\"font-family: Verdana\"><br \/>\nPouco conhecida at&eacute; entre m&eacute;dicos, a S&iacute;ndrome do Cora&ccedil;&atilde;o Partido leva muita gente &#8211; <em>especialmente mulheres a partir dos 55 anos <\/em>&#8211; ao pronto-socorro com a certeza de estar sofrendo um infarto. O problema ocorre ap&oacute;s uma pessoa passar por forte emo&ccedil;&atilde;o, independente de ser positiva ou negativa.<\/p>\n<p>\nChamada oficialmente de cardiomiopatia de Takotsubo, a s&iacute;ndrome foi relatada pela primeira vez por m&eacute;dicos japoneses, no in&iacute;cio dos anos 1990. Foi assim batizada gra&ccedil;as &agrave; imagem do ventr&iacute;culo esquerdo na s&iacute;stole que, ap&oacute;s o problema, se assemelhava a uma armadilha para capturar polvos(<span style=\"font-family: Arial\">tako<\/span>) em forma de pote(<span style=\"font-family: Arial\">tsubo<\/span>) muito comum no Jap&atilde;o.<\/p>\n<p>\n&quot;<em>As mulheres estariam mais sujeitas &agrave; s&iacute;ndrome gra&ccedil;as &agrave; maior sensibilidade. Por&eacute;m, existem diferen&ccedil;as anat&ocirc;micas e hormonais entre elas e os homens. Quando isso foi dito anos atr&aacute;s, em oposi&ccedil;&atilde;o ao preceito de que as mulheres s&atilde;o o sexo forte, elas ficaram muito bravas<\/em>&quot;, afirma o cardiologista Marcelo Sampaio, do Instituto Dante Pazzanese.<\/p>\n<p>\nGuilherme de Menezes Succi, membro especialista da Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular, diz que a doen&ccedil;a acomete quase que exclusivamente mulheres na fase p&oacute;s-menopausa. &quot;<em>As causas exatas para isto ainda n&atilde;o est&atilde;o claras, mas parece haver rela&ccedil;&atilde;o com a redu&ccedil;&atilde;o dos n&iacute;veis de estrog&ecirc;nio na p&oacute;s-menopausa e, consequentemente, do seu efeito protetor do endot&eacute;lio, que &eacute; a camada interna das art&eacute;rias<\/em>&quot;.<\/p>\n<p><span style=\"color: #0000ff\"><span style=\"font-size: medium\"><span style=\"font-family: Arial\"><strong>Sem obstru&ccedil;&atilde;o<br \/>\n<\/strong><\/span><\/span><\/span>Marcelo Sampaio explica que no infarto cl&aacute;ssico as art&eacute;rias fecham e cora&ccedil;&atilde;o n&atilde;o volta a funcionar. Na s&iacute;ndrome, a art&eacute;ria n&atilde;o tem obstru&ccedil;&atilde;o, o cora&ccedil;&atilde;o para, mas volta ao normal. &quot;<em>Os casos descritos aconteceram mais por estresse, pela emo&ccedil;&atilde;o mesmo<\/em>&quot;. J&aacute; Succi acrescenta que a s&iacute;ndrome deve-se &agrave; secre&ccedil;&atilde;o anormal, em situa&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas, de adrenalina e noradrenalina, com efeitos delet&eacute;rios no cora&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>\nOs sintomas, por&eacute;m, s&atilde;o os mesmos do infarto: dor no peito, queda de press&atilde;o, desmaio. Por&eacute;m, na grande maioria dos casos, a pessoa vai melhorando e fica sem sequelas. &quot;<em>Elas sofrem com uma descarga de adrenalina e outros horm&ocirc;nios do estresse, que sobrecarregam o cora&ccedil;&atilde;o, atrapalhando seu funcionamento<\/em>&quot;, afirma Sampaio.<\/p>\n<p>\nEle relata o caso de uma paciente: &quot;<em>Era uma mulher de 58 anos, que passou por uma separa&ccedil;&atilde;o, desenvolveu c&acirc;ncer, n&atilde;o tinha conv&iacute;vio social e se tornou melanc&oacute;lica. Chegou ao pronto-socorro com as caracter&iacute;sticas cl&aacute;ssicas do infarto. Durante o cateterismo, as coron&aacute;rias estavam normais, mas o m&uacute;sculo card&iacute;aco alterado<\/em>&quot;.<\/p>\n<p><span style=\"color: #0000ff\"><span style=\"font-size: medium\"><span style=\"font-family: Arial\"><strong>Relativamente nova<\/strong><\/span><\/span><\/span><br \/>\nSampaio alerta que os m&eacute;dicos, em geral, desconhecem a s&iacute;ndrome, por ela ser relativamente recente. &quot;<em>&Eacute; preciso chamar a aten&ccedil;&atilde;o da classe m&eacute;dica. Se um homem e uma mulher chegam com as mesmas caracter&iacute;sticas de infarto no PS, o homem &eacute; atendido antes, pois acreditam que a mulher n&atilde;o est&aacute; tendo um infarto<\/em>&quot;.<\/p>\n<p>\nJ&aacute; Succi comenta que a documenta&ccedil;&atilde;o no Brasil sobre a s&iacute;ndrome &eacute; falha por problemas de falta de registro adequado dos casos. Nos EUA estima-se haver cerca de 10.000 casos\/ano. &quot;<em>Para se confirmar o diagn&oacute;stico &eacute; preciso descartar causas mais comuns de isquemia do cora&ccedil;&atilde;o, como o infarto por oclus&atilde;o coronariana. Cada vez mais os m&eacute;dicos est&atilde;o se familiarizando com este diagn&oacute;stico. A evolu&ccedil;&atilde;o geralmente &eacute; favor&aacute;vel, com recupera&ccedil;&atilde;o completa da fun&ccedil;&atilde;o card&iacute;aca em cerca de seis a oito semanas<\/em>&quot;.<\/p>\n<p>\nSampaio admite que, infelizmente, a cardiologia &eacute; machista e as mulheres s&atilde;o as que recebem o pior tratamento. &quot;<em>&Eacute; necess&aacute;rio que seja feita uma campanha de utilidade p&uacute;blica voltada para a mulher, alertando-a a come&ccedil;ar a fazer exames<\/em>&quot;. Succi discorda: &quot;<em>Isto(<span style=\"font-family: Arial\">o machismo<\/span>) j&aacute; foi verdade absoluta. Entretanto, cada vez mais as mulheres se aproximam dos homens na incid&ecirc;ncia de doen&ccedil;as cardiovasculares. Elas trabalham mais, fumam mais e t&ecirc;m mais estresse do que h&aacute; 30 anos<\/em>&quot;.<\/p>\n<p>\nFora isso, Sampaio diz que pesquisas mostram que mulheres raramente fazem check-up. Em 70% dos casos, s&atilde;o os homens que fazem exames, mas porque as empresas onde atuam os obrigam. &quot;<em>As mulheres precisam se conscientizar de que fazer exames como eletrocardiograma &eacute; necess&aacute;rio e se tiverem press&atilde;o alta, o ideal &eacute; procurar ajuda<\/em>&quot;.<\/p>\n<p><span style=\"color: #0000ff\"><span style=\"font-size: medium\"><span style=\"font-family: Arial\"><strong>Caracter&iacute;sticas e preven&ccedil;&atilde;o<br \/>\n<\/strong><\/span><\/span><\/span>Sampaio diz que as caracter&iacute;sticas mais comuns de que se est&aacute; tendo um infarto s&atilde;o, em 80% das vezes, dor no peito localizada, radiando para bra&ccedil;os, pesco&ccedil;o, mand&iacute;bulas e at&eacute; dentes. Al&eacute;m de tontura, falta de ar e desmaio. &quot;<em>A dor no peito pode ter 27 causas, uma s&oacute; &eacute; por causa do cora&ccedil;&atilde;o. Por&eacute;m, se sentir uma dor forte, progressiva, que n&atilde;o melhora, v&aacute; ao pronto-socorro o mais r&aacute;pido poss&iacute;vel<\/em>&quot;.<\/p>\n<p>\nComo a s&iacute;ndrome surge ap&oacute;s a pessoa passar por forte emo&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o h&aacute; como preveni-la. Ningu&eacute;m est&aacute; livre. O cardiologista lista algumas situa&ccedil;&otilde;es que influenciam o surgimento deste mal: brigas, separa&ccedil;&otilde;es, estados col&eacute;ricos, grandes cat&aacute;strofes, guerra, terremoto, passar por uma situa&ccedil;&atilde;o pol&ecirc;mica, estresse, ang&uacute;stia, enfim, passar por uma emo&ccedil;&atilde;o muito forte.<\/p>\n<p>\n&quot;<em>Na verdade, &eacute; mais o efeito que a pr&oacute;pria a&ccedil;&atilde;o. A preven&ccedil;&atilde;o seria blindar o organismo de situa&ccedil;&otilde;es extremas, canalizando o estresse. Aconselho a mulher a ter hobbies, fazer atividades de lazer. Pode ser voluntariado ou aulas de dan&ccedil;a, por exemplo<\/em>&quot;, finaliza Sampaio.<\/p>\n<p>\nSucci completa: &quot;<em>As mulheres devem fazer visitas regulares ao m&eacute;dico, assumir h&aacute;bitos saud&aacute;veis, controlar doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas, n&atilde;o fumar e beber com modera&ccedil;&atilde;o. Isso sempre ajuda a proteger o cora&ccedil;&atilde;o contra qualquer tipo de agress&atilde;o, induzida ou n&atilde;o por estresse<\/em>&quot;.<\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tempo de leitura: 5 minutos Pouco conhecida at&eacute; entre m&eacute;dicos, a S&iacute;ndrome do Cora&ccedil;&atilde;o Partido leva muita gente &#8211; especialmente [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[29],"tags":[],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7454"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7454"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7454\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7454"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7454"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7454"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}