{"id":7492,"date":"2013-05-11T00:00:00","date_gmt":"2013-05-11T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2013-05-11T00:00:00","modified_gmt":"2013-05-11T00:00:00","slug":"Producao-de-energia-solar-nao-tem-adesao-na-PB","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/2013\/05\/11\/Producao-de-energia-solar-nao-tem-adesao-na-PB\/","title":{"rendered":"Produ\u00e7\u00e3o de energia solar n\u00e3o tem ades\u00e3o na PB"},"content":{"rendered":"<div id=\"tt-temp-estim\">Tempo de leitura: 13 minutos<\/div><p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-size: small\"><span style=\"font-family: Verdana\"><br \/>\n<span style=\"font-family: Arial\"><span style=\"color: #ff0000\"><strong><em>Estado &eacute; o que registra a maior incid&ecirc;ncia de raios solares no pa&iacute;s. Placas solares s&atilde;o usadas para aquecer &aacute;gua, mas n&atilde;o geram energia.<\/em><\/strong><\/span><\/span><\/p>\n<p>Uma medida da Ag&ecirc;ncia Nacional de Energia El&eacute;trica(<span style=\"font-family: Arial\">Aneel<\/span>) para estimular a gera&ccedil;&atilde;o dom&eacute;stica de energia solar n&atilde;o teve nenhuma ades&atilde;o no estado mais ensolarado no Brasil, a Para&iacute;ba. A resolu&ccedil;&atilde;o foi aprovada para incentivar e reduzir barreiras para essa produ&ccedil;&atilde;o de energia, dando desconto na conta de luz, caso haja produ&ccedil;&atilde;o excedente. Nenhum consumidor paraibano solicitou liga&ccedil;&atilde;o ao sistema da concession&aacute;ria de energia do estado para aproveitar o abatimento, segundo a distribuidora Energisa.<\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" alt=\"Energia Solar - Como funciona\" align=\"absMiddle\" width=\"465\" height=\"450\" src=\"\/UserFiles\/Image\/economia\/energia_solar_como_funciona_465.jpg\" \/><\/p>\n<p>Segundo Chigueru Tiba, professor e pesquisador do grupo de Fontes Alternativas de Energia(<span style=\"font-family: Arial\">FAE<\/span>) do Departamento de Energia Nuclear da Universidade Federal de Pernambuco(<span style=\"font-family: Arial\">UFPE<\/span>), o noroeste da Para&iacute;ba &eacute; um dos melhores lugares do Brasil em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; incid&ecirc;ncia dos raios solares. &ldquo;<em>Cidades como Sousa e Patos t&ecirc;m uma radia&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia anual de 20 MJ\/m&sup2;. Em um m&ecirc;s como dezembro, por exemplo, quando tem muito sol, a Para&iacute;ba tem uma incid&ecirc;ncia de 24 MJ\/m&sup2; ou 26 MJ\/m&sup2;<\/em>&rdquo;, comenta. Megajoule(MJ) &eacute; uma unidade de medida de energia, tamb&eacute;m usada para aferir a incid&ecirc;ncia de radia&ccedil;&atilde;o solar.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" alt=\"Atlas Solarim&eacute;trico do Brasil\" align=\"absMiddle\" width=\"465\" height=\"491\" src=\"\/UserFiles\/Image\/brasil\/atlas_solarimetrico_do_brasil_465.jpg\" \/><br \/>\n<span style=\"color: #ff0000\"><span style=\"font-size: x-small\"><span style=\"font-family: Arial\"><strong>Atlas Solarim&eacute;trico do Brasil mostra que a Para&iacute;ba est&aacute; em uma &aacute;rea com muita radia&ccedil;&atilde;o solar (Foto: Reprodu&ccedil;&atilde;o\/Atlas Solarim&eacute;trico do Brasil).<br \/>\n<\/strong><\/span><\/span><\/span><br \/>\nA radia&ccedil;&atilde;o solar de 20MJ\/m&sup2; &eacute; o equivalente a 5,5kw\/h por metro quadrado, conforme explica o professor Tiba. Se tudo fosse convertido em energia, um metro quadrado poderia suprir uma casa que consome 150 kw\/h por m&ecirc;s. Por&eacute;m, um m&oacute;dulo fotovoltaico s&oacute; consegue converter cerca de 15% dos raios solares. &ldquo;<em>Com um sistema de efici&ecirc;ncia baixa, que converte apenas 10%, seriam necess&aacute;rios 10 m&sup2; para suprir essa casa com consumo de 150kw\/h por m&ecirc;s, que &eacute; muito comum no Brasil<\/em>&rdquo;, pontua o professor.<\/p>\n<p>\nParte do Rio Grande do Norte e de Pernambuco tamb&eacute;m est&atilde;o nessa &aacute;rea de grande incid&ecirc;ncia de raios solares, mas, proporcionalmente, a Para&iacute;ba tem o maior n&iacute;vel de radia&ccedil;&atilde;o solar m&eacute;dia anual do pa&iacute;s, conforme mostra o Atlas Solarim&eacute;trico do Brasil, publicado pela UFPE, sob coordena&ccedil;&atilde;o do professor Chigueru Tiba.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" alt=\"Placas de energia solar\" align=\"absMiddle\" width=\"465\" height=\"311\" src=\"\/UserFiles\/Image\/economia\/energia_solar_placas_465.jpg\" \/><br \/>\n<span style=\"color: #ff0000\"><span style=\"font-size: x-small\"><span style=\"font-family: Arial\"><strong>Mesmo com grande potencial para gera&ccedil;&atilde;o de energia solar, consumidores paraibanos apenas usam placas para aquecer &aacute;gua (Foto: Krystine Carneiro\/G1).<\/strong><\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p>Com as novas regras da resolu&ccedil;&atilde;o da Aneel, quem tiver microgera&ccedil;&atilde;o, com at&eacute; 100 KW de pot&ecirc;ncia, ou minigera&ccedil;&atilde;o, de 100 KW a 1 MW, vai poder trocar energia com a distribuidora local por meio do Sistema de Compensa&ccedil;&atilde;o de Energia e ter descontos na conta de luz, caso haja produ&ccedil;&atilde;o excedente de energia.<\/p>\n<p>\nEsse benef&iacute;cio ser&aacute; concedido para quem tiver pequenos geradores em sua unidade consumidora, a exemplo de pain&eacute;is solares fotovolt&aacute;icos ou pequenas turbinas e&oacute;licas. Quando a gera&ccedil;&atilde;o de energia for maior que o consumo, o excedente vai ser injetado no sistema da distribuidora e o titular da unidade poder&aacute; usar o cr&eacute;dito como desconto nos meses seguintes, tendo um prazo m&aacute;ximo de 36 meses, inclusive em outras unidades que tamb&eacute;m sejam do mesmo titular.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" alt=\"\" align=\"absMiddle\" src=\"http:\/\/www.obeabadosertao.com.br\/UserFiles\/Image\/economia\/usina_termo_solar_465e.jpg\" \/><\/p>\n<p>Apesar dos incentivos, nenhum consumidor solicitou a liga&ccedil;&atilde;o na Para&iacute;ba, segundo informa&ccedil;&otilde;es da concession&aacute;ria de energia do estado, Energisa.<\/p>\n<p>\nO professor Zaqueu Ernesto da Silva, diretor do Centro de Energias Alternativas e Renov&aacute;veis da Universidade Federal da Para&iacute;ba(UFPB), explica que a regi&atilde;o da Para&iacute;ba tem entre cinco horas e meia e seis horas e meia de horas &uacute;teis de luz solar por dia. De acordo com ele, d&aacute; para gerar entre 800 e 1.000w de energia por metro quadrado com essa incid&ecirc;ncia solar. &ldquo;<em>A regi&atilde;o do semi&aacute;rido paraibano &eacute; muito indicada para a gera&ccedil;&atilde;o de energia solar<\/em>&rdquo;, diz.<\/p>\n<p>\nO empres&aacute;rio franc&ecirc;s Nicolas Altbaum tinha uma empresa de instala&ccedil;&atilde;o de pain&eacute;is fotovolt&aacute;icos na Europa. Conheceu Jo&atilde;o Pessoa durante um per&iacute;odo de f&eacute;rias e gostou tanto da cidade que resolveu se mudar para a capital paraibana, onde j&aacute; mora h&aacute; tr&ecirc;s anos. &ldquo;<em>Pensei que o mercado e o crescimento do Brasil poderiam abrir oportunidade no ramo de energia solar fotovoltaica e eu poderia trazer minha experi&ecirc;ncia europeia<\/em>&rdquo;, comenta Nicolas.<\/p>\n<p>\nEle abriu a empresa Top Solares, mas, em um ano e meio de exist&ecirc;ncia, nenhum cliente foi conquistado. &ldquo;<em>Na parte de energia solar t&eacute;rmica, os aquecedores de &aacute;gua, temos sistemas instalados na maioria dos condom&iacute;nios da capital. Isto permite manter viva a empresa, pois, infelizmente, temos apenas projetos na parte de energia solar fotovoltaica<\/em>&rdquo;, lamenta.<\/p>\n<p>\nSegundo ele, as maiores dificuldades s&atilde;o os poucos incentivos e financiamentos e o processo de importa&ccedil;&atilde;o. &ldquo;<em>Se voc&ecirc; n&atilde;o importar um cont&ecirc;iner completo, voc&ecirc; n&atilde;o tem pre&ccedil;o competitivo. Por isto, precisamos de um projeto importante, de financiamento ou de solidez financeira<\/em>&rdquo;, relata Nicolas.<\/p>\n<p>\nNa Fran&ccedil;a, Nicolas trabalhou durante sete anos no ramo das energias renov&aacute;veis. Segundo ele, a empresa era bem-sucedida, pois havia muitos incentivos por parte dos governos. Por exemplo, um consumidor que gerasse energia fotovoltaica residencial de at&eacute; 3 KW de pot&ecirc;ncia tinha 50% de desconto, sob forma de cr&eacute;dito em impostos. Al&eacute;m disso, o pre&ccedil;o do KW vendido pelo consumidor era at&eacute; cinco vezes maior que do KW comprado.<\/p>\n<p>\nO sistema mais em conta, dispon&iacute;vel na empresa de Nicolas, requer um investimento de R$ 13.990. O sistema &eacute; um kit de 1,2 KW de pot&ecirc;ncia de tecnologia alem&atilde; e tem uma produ&ccedil;&atilde;o mensal de at&eacute; 170 KW\/h, o suficiente para uma casa com dois moradores, aproximadamente.<\/p>\n<p>\nOutro exemplo &eacute; um sistema de R$ 889.889, com uma pot&ecirc;ncia total de 100 KW, que produz 12 MW\/h por m&ecirc;s. Esse kit &eacute; indicado apenas para grandes com&eacute;rcios ou ind&uacute;strias.<\/p>\n<p>\n&ldquo;<em>Hoje, no Brasil, com a queda do pre&ccedil;o dos produtos, a maior recep&ccedil;&atilde;o solar direta e a maior produ&ccedil;&atilde;o el&eacute;trica, conseguimos a retornar o investimento na faixa de sete a nove anos<\/em>&rdquo;, informa Nicolas. Ainda segundo ele, a vida &uacute;til das instala&ccedil;&otilde;es pode ultrapassar 30 anos.<\/p>\n<p><span style=\"color: #0000ff\"><span style=\"font-size: medium\"><span style=\"font-family: Arial\"><strong>Gera&ccedil;&atilde;o de energia por meio de pain&eacute;is fotovoltaicos<\/strong><\/span><\/span><\/span><br \/>\nO professor Zaqueu Ernesto da Silva explicou que os pain&eacute;is solares fotovoltaicos s&atilde;o constru&iacute;dos de materiais que t&ecirc;m a propriedade de converter a radia&ccedil;&atilde;o, ao ser interceptada, em eletricidade. Normalmente, os materiais s&atilde;o semicondutores, a exemplo do sil&iacute;cio puro monocristalino.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" alt=\"\" align=\"absMiddle\" src=\"http:\/\/www.obeabadosertao.com.br\/UserFiles\/Image\/economia\/usina_termo_solar_465d.jpg\" \/><\/p>\n<p>Al&eacute;m de comprar os pain&eacute;is, o consumidor que quiser gerar energia em casa tem que ter um inversor de frequ&ecirc;ncia, uma vez que a energia el&eacute;trica sai dos pain&eacute;is em corrente cont&iacute;nua e a maioria dos aparelhos el&eacute;tricos dom&eacute;sticos funcionam em corrente alternada.<\/p>\n<p>\nSegundo o professor Zaqueu, esse inversor custa em torno de 40% do valor das placas. Para n&atilde;o se perder a energia gerada, o professor tamb&eacute;m indica que exista um banco de baterias, para armazenar, e um controlador de carga, para evitar a sobrecarga das baterias.<\/p>\n<p><\/span><strong><span style=\"font-family: Verdana\">Pre&ccedil;os de sistemas de gera&ccedil;&atilde;o de energia solar por meio de pain&eacute;is fotovolt&aacute;icos<\/span><\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">&nbsp;<br \/>\n<span style=\"font-size: small\"><span style=\"font-family: Arial\"><strong>Pre&ccedil;o&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Pot&ecirc;ncia&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Produ&ccedil;&atilde;o mensal&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quanto abastece<\/p>\n<p>R$ 13.990&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; 1,2 KW&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; 170 KW\/h&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Casa com 2&nbsp;pessoas<\/p>\n<p>\nR$889.889&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; 100 KW&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; 12 MW\/h&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;Grandes com&eacute;rcios<br \/>\n&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; ou ind&uacute;strias<\/strong><\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial\"><strong><br \/>\n<\/strong><\/span><\/p>\n<p>\n<span style=\"color: #0000ff\"><span style=\"font-size: medium\"><span style=\"font-family: Arial\"><strong>N&atilde;o &eacute; economicamente vi&aacute;vel em &aacute;reas urbanas<br \/>\n<\/strong><\/span><\/span><\/span><span style=\"font-size: small\"><span style=\"font-family: Verdana\">Apesar de ser uma energia limpa e renov&aacute;vel, a energia solar &eacute; mais cara do que a fornecida pela concession&aacute;ria e n&atilde;o &eacute; economicamente vi&aacute;vel em locais urbanos, conforme explica o professor Zaqueu Ernesto.<\/p>\n<p>\n&ldquo;<em>Cada situa&ccedil;&atilde;o tem que ser analisada para ver a viabilidade econ&ocirc;mica. Mas n&atilde;o h&aacute; o que discutir do ponto de vista econ&ocirc;mico. S&oacute; recomendo para locais como uma fazenda, no interior, onde as casas s&atilde;o distantes umas da outras e a passagem de fios &eacute; cara, ou seja, o custo de transmiss&atilde;o &eacute; alto<\/em>&rdquo;, diz. &ldquo;<em>Do ponto de vista t&eacute;cnico, ela &eacute; uma energia alternativa para onde n&atilde;o tem<\/em>&rdquo;.<\/span><\/span><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" alt=\"\" align=\"absMiddle\" src=\"http:\/\/www.obeabadosertao.com.br\/UserFiles\/Image\/economia\/usina_termo_solar_465c.jpg\" \/><\/p>\n<p><span style=\"font-size: small\"><span style=\"font-family: Verdana\">Al&eacute;m disso, o local onde os pain&eacute;is ser&atilde;o instalados tem que ter uma &aacute;rea grande, para captar os raios solares. &ldquo;<em>Quanto mais &aacute;rea de capta&ccedil;&atilde;o, mais energia<\/em>&rdquo;, comenta Ernesto.<\/p>\n<p>\nPara o engenheiro mec&acirc;nico e doutor em energia Rog&eacute;rio Kl&uuml;ppel, a resolu&ccedil;&atilde;o da Aneel incentivaria mais os consumidores a gerar energia solar em casa se o cr&eacute;dito excedente pudesse ser vendido. &ldquo;<em>O consumidor sempre vai empatar, nunca vai poder lucrar com isso. N&atilde;o vai valer a pena<\/em>&rdquo;, argumenta.<br \/>\n<\/span><\/span><\/p>\n<p>\n<span style=\"color: #0000ff\"><span style=\"font-size: medium\"><span style=\"font-family: Arial\"><strong>Nova empresa na Para&iacute;ba<\/strong><\/span><\/span><\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: small\"><span style=\"font-family: Verdana\">Uma f&aacute;brica de pain&eacute;is fotovolt&aacute;icos vai se instalar na Para&iacute;ba no segundo semestre de 2013. A Brasil Solair ir&aacute; produzir, inicialmente, pain&eacute;is solares e, para um segundo momento, est&aacute; nos planos a fabrica&ccedil;&atilde;o de inversores. Posteriormente, est&aacute; prevista uma expans&atilde;o para incluir a fabrica&ccedil;&atilde;o das c&eacute;lulas fotovoltaicas que comp&otilde;em os pain&eacute;is, segundo informa&ccedil;&otilde;es da assessoria da empresa.<\/p>\n<p>\nA f&aacute;brica ter&aacute; a capacidade para produzir cerca de 172.000 pain&eacute;is por ano, cerca de 30MW\/ano. &ldquo;<em>Acreditamos que esta ind&uacute;stria ser&aacute; competitiva no Brasil quando o mercado crescer e tivermos a produ&ccedil;&atilde;o destes equipamentos em maior escala<\/em>&rdquo;, diz a nota da empresa.<br \/>\n<\/span><\/span><br \/>\n<img decoding=\"async\" alt=\"\" align=\"absMiddle\" src=\"http:\/\/www.obeabadosertao.com.br\/UserFiles\/Image\/economia\/usina_termo_solar_465a.jpg\" \/><\/p>\n<p><span style=\"font-size: small\"><span style=\"font-family: Verdana\">Atualmente, a maioria dos pain&eacute;is fotovoltaicos comercializados no Brasil s&atilde;o importados. Por&eacute;m, o empres&aacute;rio Nicolas n&atilde;o acredita que essa fabrica&ccedil;&atilde;o nacional vai baratear a instala&ccedil;&atilde;o dos sistemas.<\/p>\n<p>\n&ldquo;<em>&Eacute; verdade que o pre&ccedil;o do gerador solar fotovolt&aacute;ico sofre influ&ecirc;ncia das taxas de importa&ccedil;&atilde;o, 18% para gerador e 12% para m&oacute;dulos, do frete e do desembara&ccedil;o aduaneiro. Mas a concorr&ecirc;ncia &eacute; t&atilde;o grande que a maioria dos fabricantes de pain&eacute;is fotovolt&aacute;icos est&atilde;o perdendo dinheiro e os pre&ccedil;os os &uacute;ltimos anos baixaram bastante. Por isto que, mesmo se os pre&ccedil;os de uma fabrica&ccedil;&atilde;o nacional conseguir a baratear os produtos em rela&ccedil;&atilde;o do processo de importa&ccedil;&atilde;o, a diferen&ccedil;a n&atilde;o dever&aacute; ser t&atilde;o grande<\/em>&rdquo;, explica.<br \/>\n<\/span><\/span><\/p>\n<p>\n<span style=\"color: #0000ff\"><span style=\"font-size: medium\"><span style=\"font-family: Arial\"><strong>Como se ligar no sistema da concession&aacute;ria<\/strong><\/span><\/span><\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: small\"><span style=\"font-family: Verdana\">A Energisa, a concession&aacute;ria de energia da Para&iacute;ba, explicou que quem quiser ser beneficiado com a resolu&ccedil;&atilde;o tem que procurar a empresa e apresentar um projeto. Depois disso, &eacute; necess&aacute;rio fazer a instala&ccedil;&atilde;o do medidor, que calcula o consumo e a gera&ccedil;&atilde;o de energia e mostra se consumidor vai acumular cr&eacute;ditos para usar nos meses seguintes.<\/p>\n<p>\nEssa instala&ccedil;&atilde;o &eacute; feita por conta do consumidor e o custo varia de acordo com o tipo de equipamento, com a tarifa de energia, a localiza&ccedil;&atilde;o e o porte da unidade consumidora, entre outros fatores.<br \/>\n<\/span><\/span><\/p>\n<p>\n<span style=\"color: #0000ff\"><span style=\"font-size: medium\"><span style=\"font-family: Arial\"><strong>Placas solares s&atilde;o usadas para aquecimento de &aacute;gua<\/strong><\/span><\/span><\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: small\"><span style=\"font-family: Verdana\">Os paraibanos t&ecirc;m aproveitado o alto n&iacute;vel de radia&ccedil;&atilde;o da regi&atilde;o para usar as placas de aquecimento de &aacute;gua. Neste caso, o sistema pode aquecer a &aacute;gua e estoc&aacute;-la, mas n&atilde;o h&aacute; gera&ccedil;&atilde;o de energia. A professora de Direito e servidora do Minist&eacute;rio P&uacute;blico Federal Luciane Gomes &eacute; uma das consumidoras que utiliza esse sistema na Para&iacute;ba.<\/p>\n<p>\nFilha de agr&oacute;nomo, ela cresceu colocando o meio-ambiente em primeiro lugar. Desde 2009, quando comprou uma casa em Intermares, ela instalou um sistema com tr&ecirc;s placas de aquecimento de &aacute;gua. &ldquo;<em>S&atilde;o 600 litros que ficam superaquecidos o tempo todo. Quando a &aacute;gua vem, vem muito quente, mas eu tenho duas torneiras, ent&atilde;o &eacute; s&oacute; regular com a do lado direito, que &eacute; a fria. Mas eu gosto de banho bem quente, ent&atilde;o eu j&aacute; economizo com o chuveiro el&eacute;trico<\/em>&rdquo;, comenta.<\/p>\n<p>\nEla gastou em torno de R$ 7 mil para instalar todo o sistema. &ldquo;Eu nem sei se esse dinheiro j&aacute; se pagou, mas n&atilde;o me arrependo&rdquo;, garante Luciane. Segundo a professora, a conta de energia na casa, que tem tr&ecirc;s su&iacute;tes, n&atilde;o passa de R$ 130, mesmo com o uso de ar-condicionado port&aacute;til.<br \/>\n<\/span><\/span><br \/>\n<img decoding=\"async\" alt=\"\" align=\"absMiddle\" src=\"http:\/\/www.obeabadosertao.com.br\/UserFiles\/Image\/economia\/usina_termo_solar_465b.jpg\" \/><\/p>\n<p><span style=\"font-size: small\"><span style=\"font-family: Verdana\">Rog&eacute;rio Kl&uuml;ppel explica que uma placa consegue aquecer 200 litros de &aacute;gua, o suficiente para uma casa com tr&ecirc;s a quatro moradores usarem por um dia. Ele tamb&eacute;m disse que o retorno financeiro vem em dois ou tr&ecirc;s anos.<\/p>\n<p>\nAinda de acordo com Kl&uuml;ppel, que &eacute; dono de uma empresa de instala&ccedil;&atilde;o desses sistemas, a Solar Tech, a maioria dos clientes &eacute; da classe A. Para esse tipo de consumidor, o valor da conta de luz reduz entre 25 e 30%. &ldquo;<em>Seria um &oacute;timo investimento para o consumidor de baixa renda, que &eacute; quem lucraria mais com a economia. Por&eacute;m, eles normalmente n&atilde;o t&ecirc;m capital inicial para o investimento<\/em>&rdquo;, explicou.<\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tempo de leitura: 13 minutos Estado &eacute; o que registra a maior incid&ecirc;ncia de raios solares no pa&iacute;s. 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