{"id":7695,"date":"2013-10-02T00:00:00","date_gmt":"2013-10-02T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2013-10-02T00:00:00","modified_gmt":"2013-10-02T00:00:00","slug":"Brasil-e-o-quarto-maior-exportador-de-armas-leves","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/2013\/10\/02\/Brasil-e-o-quarto-maior-exportador-de-armas-leves\/","title":{"rendered":"Brasil \u00e9 o quarto maior exportador de armas leves"},"content":{"rendered":"<div id=\"tt-temp-estim\">Tempo de leitura: 3 minutos<\/div><p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-size: small\"><span style=\"font-family: Verdana\"><br \/>\nOs mais de US$ 330 milh&otilde;es(<span style=\"font-family: Arial\">R$ 735 milh&otilde;es<\/span>) que, em 2011, entraram no Brasil gra&ccedil;as &agrave; exporta&ccedil;&atilde;o de armas leves e muni&ccedil;&otilde;es colocam o pa&iacute;s em quarto na lista de maiores exportadores no setor. A sua frente, est&atilde;o apenas Estados Unidos, It&aacute;lia e Alemanha, aponta o Mapping Arms Data(<span style=\"font-family: Arial\">MAD<\/span>), projeto realizado em parceria entre o Instituto Igarap&eacute; e o Peace Research Institute Oslo(<span style=\"font-family: Arial\">PRIO<\/span>). Segundo o Minist&eacute;rio do Desenvolvimento Ind&uacute;stria e Com&eacute;rcio Exterior(<span style=\"font-family: Arial\">MDIC<\/span>), somente neste ano, o Brasil j&aacute; exportou mais de US$ 226 milh&otilde;es em armas e muni&ccedil;&otilde;es. Um relat&oacute;rio de 2010 do Small Arms Survey &#8211; o mais recente da institui&ccedil;&atilde;o &#8211; tamb&eacute;m coloca os brasileiros em quarto no ranking.<\/p>\n<p>\nO crescimento do pa&iacute;s nesse setor &eacute; significativo nos &uacute;ltimos anos. Em 2003, era exportado menos da metade do que &eacute; hoje: US$ 131 milh&otilde;es. Desde ent&atilde;o, o &iacute;ndice cresceu at&eacute; atingir o pico de US$ 407,5 milh&otilde;es em 2009. Nos dois anos seguintes, o MAD apontou uma queda. A produ&ccedil;&atilde;o de armas leves(<span style=\"font-family: Arial\">como s&atilde;o classificadas as port&aacute;teis<\/span>) disparou nos &uacute;ltimos anos. De 2005 a 2010, as ind&uacute;strias venderam 8.822.720 milh&otilde;es de unidades, em sua maioria rev&oacute;lveres, pistolas, escopetas e muni&ccedil;&otilde;es. Metade delas foi exportada, segundo levantamento do Ex&eacute;rcito.<\/p>\n<p><span style=\"color: #0000ff\"><span style=\"font-size: medium\"><span style=\"font-family: Arial\"><strong>Destinos<\/strong><\/span><\/span><\/span><br \/>\nOs principais destinos dos armamentos s&atilde;o os Estados Unidos(<span style=\"font-family: Arial\">US$ 148.680.000<\/span>) e a Europa Ocidental, afirma Robert Muggah, diretor de Pesquisa do Instituto Igarap&eacute;. Ainda assim, o sudeste asi&aacute;tico e lugares mais pobres, como Col&ocirc;mbia, Iraque, Paquist&atilde;o e Zimb&aacute;bue &#8211; <em>pa&iacute;s entre os 20 piores &Iacute;ndices de Desenvolvimento Humano<\/em> &#8211; s&atilde;o mercados importantes para a ind&uacute;stria armamentista brasileira. Somente a Taurus, maior empresa do Brasil no ramo, exporta para 70 diferentes pa&iacute;ses.<\/p>\n<p>\nO Mapping Arms Data leva em considera&ccedil;&atilde;o 37 fontes de pesquisa, tendo como base dados da Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas(<span style=\"font-family: Arial\">ONU<\/span>) e analisando apenas os n&uacute;meros relativos a armas leves. Se comparados esses dados aos fornecidos pelo MDIC, h&aacute; uma certa discrep&acirc;ncia, devida, segundo Muggah, &agrave; forma como s&atilde;o categorizadas as armas. Em 2011, o Minist&eacute;rio registrou a venda de 785.901 unidades, movimentando US$ 293 milh&otilde;es, 12% a menos que o levantado pelo MAD. O MDIC apontou ainda US$ 315 milh&otilde;es em exporta&ccedil;&atilde;o no ano passado. Desde 1997, o pa&iacute;s j&aacute; lucrou quase US$ 3 bilh&otilde;es de d&oacute;lares(<span style=\"font-family: Arial\">R$ 6,7 bilh&otilde;es<\/span>), com a venda de armas.<\/p>\n<p>\nMuggah chama a aten&ccedil;&atilde;o ainda para o grande n&uacute;mero de armas em circula&ccedil;&atilde;o dentro do Brasil, que vai de 16 a 17 milh&otilde;es(<span style=\"font-family: Arial\">sendo 6 milh&otilde;es registradas<\/span>), uma m&eacute;dia de uma arma para cada 11 ou 12 pessoas. Para o pesquisador, h&aacute; um excedente militar de pelo menos 800 mil armas.<\/p>\n<p><span style=\"color: #0000ff\"><span style=\"font-size: medium\"><span style=\"font-family: Arial\"><strong>Mercado mundial<\/strong><\/span><\/span><\/span><br \/>\nDe acordo com o MAD, os Estados Unidos foram quem mais exportaram armas em 2011: US$ 807,5 milh&otilde;es(<span style=\"font-family: Arial\">R$ 1,8 bilh&atilde;o<\/span>). Na sequ&ecirc;ncia, v&ecirc;m It&aacute;lia(<span style=\"font-family: Arial\">US$ 463,6 milh&otilde;es, ou R$ 1 bilh&atilde;o<\/span>) e Alemanha(<span style=\"font-family: Arial\">US$ 313,6 milh&otilde;es, ou R$ 698,6 milh&otilde;es<\/span>). J&aacute; o Small Arms Survey coloca a It&aacute;lia pouco atr&aacute;s da Alemanha no relat&oacute;rio de 2010.<\/p>\n<p>\nAs dificuldades no registro e controle de armas ficam evidentes nas diferen&ccedil;as entre os valores encontrados pelas diferentes pesquisas. O Stockholm International Peace Research Institute(<span style=\"font-family: Arial\">SIPRI<\/span>), por exemplo, apontou os Estados Unidos como respons&aacute;veis por 30% das exporta&ccedil;&otilde;es, seguidos de R&uacute;ssia(<span style=\"font-family: Arial\">26%<\/span>), Alemanha(<span style=\"font-family: Arial\">7%<\/span>), Fran&ccedil;a(<span style=\"font-family: Arial\">6%<\/span>) e China(<span style=\"font-family: Arial\">5%<\/span>), indicando um crescimento da corrida armament&iacute;cia asi&aacute;tica. A mesma pesquisa apresenta a &Iacute;ndia como maior importadora(<span style=\"font-family: Arial\">12%<\/span>), seguida de China, Paquist&atilde;o, Coreia do Sul e Singapura.<\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tempo de leitura: 3 minutos Os mais de US$ 330 milh&otilde;es(R$ 735 milh&otilde;es) que, em 2011, entraram no Brasil gra&ccedil;as [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[9],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7695"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7695"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7695\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7695"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7695"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7695"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}