{"id":7719,"date":"2013-10-21T00:00:00","date_gmt":"2013-10-21T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2013-10-21T00:00:00","modified_gmt":"2013-10-21T00:00:00","slug":"Software-desenvolvido-na-Paraiba-identifica-cancer-a-partir-da-voz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/2013\/10\/21\/Software-desenvolvido-na-Paraiba-identifica-cancer-a-partir-da-voz\/","title":{"rendered":"Software desenvolvido na Para\u00edba identifica c\u00e2ncer a partir da voz"},"content":{"rendered":"<div id=\"tt-temp-estim\">Tempo de leitura: 3 minutos<\/div><p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-size: small\"><span style=\"font-family: Verdana\"><br \/>\n<span style=\"font-family: Arial\"><span style=\"color: #ff0000\"><em><strong>Mecanismo premiado foi criado por fonoaudi&oacute;logo da UFPB, em parceria com engenheiros do IFPB.<\/strong><\/em><\/span><\/span><\/p>\n<p><strong>Jo&atilde;o Pessoa(PB) &#8211;<\/strong>&nbsp;Um fonoaudi&oacute;logo da Universidade Federal da Para&iacute;ba(UFPB) desenvolveu, em parceria com engenheiros el&eacute;tricos do Instituto Federal de Educa&ccedil;&atilde;o Ci&ecirc;ncia e Tecnologia(<span style=\"font-family: Arial\">IFPB<\/span>), um software capaz de identificar, com at&eacute; 90% de precis&atilde;o, disfun&ccedil;&otilde;es na voz. O trabalho &ldquo;<em>An&aacute;lise da Din&acirc;mica N&atilde;o Linear de Vozes Infantis: Nova Proposta de Avalia&ccedil;&atilde;o e Monitoramento Vocal<\/em>&rdquo;, coordenado pelo professor e fonoaudi&oacute;logo Leonardo Wanderley Lopes, recebeu men&ccedil;&atilde;o honrosa no 21&ordm; Congresso de Fonoaudiologia, que aconteceu de 22 a 25 de setembro, em Porto de Galinhas.<\/p>\n<p>\nA pesquisa foi realizada com crian&ccedil;as de 3 a 10 anos de idade. Atrav&eacute;s de um simples exame da voz &eacute; poss&iacute;vel saber se a crian&ccedil;a possui alguma disfun&ccedil;&atilde;o vocal. As vozes das crian&ccedil;as foram gravadas em um programa de computador que, ao processar os sinais digitais, mostra se aquela voz apresenta ou n&atilde;o altera&ccedil;&otilde;es. &ldquo;<em>O programa funciona como uma triagem, mostrando quem est&aacute; em risco e quem n&atilde;o est&aacute;. Se for identificada uma altera&ccedil;&atilde;o na voz &eacute; necess&aacute;rio fazer exames mais completos, como a laringoscopia, para descobrir qual &eacute; o problema<\/em>&rdquo;, explicou Leonardo.<\/p>\n<p>\nO programa serve para pessoas de todas as idades de acordo com o fonoaudi&oacute;logo, a pesquisa com crian&ccedil;as foi apenas o come&ccedil;o. &ldquo;<em>Agora estamos gravando vozes de adultos, e depois devemos come&ccedil;ar o trabalho com idosos tamb&eacute;m<\/em>&rdquo;, disse ele. O pr&oacute;ximo passo &eacute; criar um banco de dados com vozes alteradas por diversas patologias. O banco vai servir como par&acirc;metro de compara&ccedil;&atilde;o, assim, quando uma voz for inserida no programa, ela vai ser comparada com vozes de diversas patologias para ver se tem alguma que combine.<\/p>\n<p>\n&ldquo;<em>Ser&aacute; poss&iacute;vel dizer se aquele dist&uacute;rbio est&aacute; relacionado a um n&oacute;dulo, um cisto, um edema, ou at&eacute; mesmo um tumor maligno. A pesquisa ainda est&aacute; em desenvolvimento, mas temos conseguido &oacute;timos resultados<\/em>&rdquo;, contou a professora do curso de Engenharia El&eacute;trica do IFPB, Silvana Costa. Al&eacute;m dela, tamb&eacute;m participaram da constru&ccedil;&atilde;o do programa os professores Washington Costa e Suzete Correia, e o aluno de mestrado Vin&iacute;cius Jefferson Vieira, todos do curso de Engenharia El&eacute;trica. Eles s&atilde;o respons&aacute;veis pela parte mais t&eacute;cnica do projeto.<\/p>\n<p>\nO trabalho dos professores deu origem a diversas publica&ccedil;&otilde;es, como no XXXI Simp&oacute;sio Brasileiro de Telecomunica&ccedil;&otilde;es(<span style=\"font-family: Arial\">SBrT<\/span>), que aconteceu em Fortaleza de 1&ordm; a 4 de setembro. A pesquisa tamb&eacute;m foi apresentada no Congresso Brasileiro de Intelig&ecirc;ncia Computacional, realizado de 8 a 11 de setembro em Porto de Galinhas.<\/p>\n<p><span style=\"color: #0000ff\"><span style=\"font-size: medium\"><span style=\"font-family: Arial\"><strong>Vantagens<\/strong><\/span><\/span><\/span><br \/>\nO fonoaudi&oacute;logo Leonardo Lopes lembrou, no entanto, que o programa n&atilde;o deve substituir outros exames, como a laringoscopia, que &eacute; mais invasiva, por&eacute;m mais completa. &ldquo;<em>O programa &eacute; um aux&iacute;lio na hora do diagn&oacute;stico. Se a pessoa apresentar alguma altera&ccedil;&atilde;o certamente vai precisar fazer mais exames, mas se n&atilde;o, qualquer outro exame &eacute; desnecess&aacute;rio<\/em>&rdquo;, explicou.<\/p>\n<p>\nOutra vantagem do projeto, &eacute; que o programa poder&aacute; levar diagn&oacute;stico para pessoas que n&atilde;o t&ecirc;m oportunidade de fazer nenhum tipo de exame de voz. &ldquo;<em>Em uma cidade do interior, por exemplo, que &agrave;s vezes n&atilde;o tem os equipamentos adequados para exames, a voz da pessoa pode ser gravada e enviada para c&aacute;, onde ser&aacute; processada pelo programa. A partir do resultado d&aacute; para definir se ser&aacute; necess&aacute;rio a pessoa procurar uma assist&ecirc;ncia pessoalmente ou n&atilde;o<\/em>&rdquo;, disse Leonardo.<\/p>\n<p>\nDe acordo com Leonardo, um laringosc&oacute;pio, aparelho que realiza o exame que mostra detalhadamente a situa&ccedil;&atilde;o da laringe, custa entre R$ 40mil e R$ 50mil. Pela rede SUS &eacute; poss&iacute;vel realizar o exame no Hospital Edson Ramalho, em Jo&atilde;o Pessoa. Para pagar o exame, o paciente gastaria de R$ 150 a R$ 400 dependendo da cl&iacute;nica.<\/p>\n<p>\n<\/span><\/span><em><strong><span style=\"color: #ff0000\"><span style=\"font-size: xx-small\"><span style=\"font-family: Arial\">* Com PortalCorreio.<\/span><\/span><\/span><\/strong><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tempo de leitura: 3 minutos Mecanismo premiado foi criado por fonoaudi&oacute;logo da UFPB, em parceria com engenheiros do IFPB. 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