{"id":7758,"date":"2013-11-19T00:00:00","date_gmt":"2013-11-19T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2013-11-19T00:00:00","modified_gmt":"2013-11-19T00:00:00","slug":"As-8-qualidades-das-pessoas-educadas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/2013\/11\/19\/As-8-qualidades-das-pessoas-educadas\/","title":{"rendered":"As 8 qualidades das pessoas educadas"},"content":{"rendered":"<div id=\"tt-temp-estim\">Tempo de leitura: 4 minutos<\/div><p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-size: small\"><span style=\"font-family: Verdana\"><br \/>\n<span style=\"font-family: Arial\"><em><span style=\"color: #ff0000\"><strong>Carta do escritor russo Anton Tchekhov&nbsp;&#8211; um dos maiores contistas da hist&oacute;ria&nbsp;&#8211; enviada para seu irm&atilde;o em 1886 tenta explicar o que &eacute; ser verdadeiramente educado.<br \/>\n<\/strong><\/span><\/em><\/span><br \/>\n&ldquo;<em>A medicina &eacute; a minha leg&iacute;tima esposa; a literatura &eacute; apenas a minha amante<\/em>&rdquo;. O escritor russo Anton Tchekhov, g&ecirc;nio inovador do conto, escreveu uma carta para seu irm&atilde;o em 1886. Nikolai estava morando em Moscou e tentava a vida como pintor. Queixava-se de ser um artista incompreendido. &ldquo;<em>As pessoas te entendem perfeitamente bem. Se voc&ecirc; n&atilde;o entende a si mesmo, n&atilde;o &eacute; culpa delas<\/em>&rdquo;, escreveu-lhe Tchekhov.<\/p>\n<p>\nNa carta, Tcheckhov tenta explicar o que &eacute; ser verdadeiramente educado. Basicamente, em sua vis&atilde;o, trata-se de ter eleg&acirc;ncia intelectual, mais do que ler livros ou falar sobre livros que voc&ecirc; leu ou n&atilde;o leu. Num momento em que ser burro e hist&eacute;rico est&aacute; na moda, os oito conselhos de Tchekhov s&atilde;o bastante &uacute;teis.<\/p>\n<p>\n<strong>Pessoas cultas e educadas devem, em minha opini&atilde;o, satisfazer as seguintes condi&ccedil;&otilde;es:<br \/>\n<\/strong><br \/>\n<strong>1.<\/strong> Respeitam a personalidade humana e, pelo mesmo motivo, s&atilde;o sempre am&aacute;veis, gentis, educadas e dispostas a ceder ante os outros. N&atilde;o fazem fila por um martelo ou uma pe&ccedil;a perdida de borracha indiana. Se vivem com algu&eacute;m a quem n&atilde;o consideram favor&aacute;vel e a deixam, n&atilde;o dizem &ldquo;<em>ningu&eacute;m poderia viver contigo<\/em>&rdquo;. Perdoam o barulho e a carne seca e fria e as ocorr&ecirc;ncias e a presen&ccedil;a de estranhos em seus lares.<\/p>\n<p><strong>2.<\/strong> T&ecirc;m simpatia n&atilde;o s&oacute; pelos mendigos e os gatos. Ficam tamb&eacute;m com o cora&ccedil;&atilde;o do&iacute;do por aquilo que seus olhos n&atilde;o v&ecirc;em. Levantam-se na noite para ajudar (&#8230;), para pagar a universidade dos irm&atilde;os e comprar roupa para sua m&atilde;e.<\/p>\n<p><strong>3.<\/strong> Respeitam a propriedade de outros e, em conseq&uuml;&ecirc;ncia, honram todas as suas d&iacute;vidas.<\/p>\n<p><strong>4.<\/strong> S&atilde;o sinceras e temem &agrave; mentira como o fogo. N&atilde;o mentem inclusive em pequenas coisas. Uma mentira &eacute; o mesmo que insultar quem est&aacute; escutando e colocar em uma perspectiva mais baixa quem est&aacute; falando. N&atilde;o aparentam: comportam-se na rua como em sua casa e n&atilde;o presumem ante seus conhecidos mais humildes. N&atilde;o tagarelam e n&atilde;o obrigam a confid&ecirc;ncia impertinente dos outros. Por respeito aos ouvidos de outros, calam mais frequentemente do que falam.<\/p>\n<p><strong>5.<\/strong> N&atilde;o se sentem menosprezados por despertar compaix&atilde;o. N&atilde;o desertam a pena dos demais para que ele gemam e fa&ccedil;am algo(<span style=\"font-family: Arial\">ou muito<\/span>) por voc&ecirc;. N&atilde;o dizem &ldquo;<em>Sou um incompreendido<\/em>&rdquo; ou &ldquo;<em>Me tornei de segunda categoria<\/em>&rdquo; porque isso &eacute; perseguir um efeito barato, &eacute; vulgar, velhaco, falso&hellip;<\/p>\n<p><strong>6.<\/strong> N&atilde;o t&ecirc;m vaidade sup&eacute;rflua. N&atilde;o se preocupam com esses falsos diamantes conhecidos como celebridades, que apertam a m&atilde;o de b&ecirc;bados ou s&atilde;o reconhecidos nas tabernas. Se ganham alguns centavos, n&atilde;o se pavoneiam como se estes valessem centenas de reais e n&atilde;o alardeiam que podem entrar onde outros n&atilde;o s&atilde;o admitidos. (&#8230;) Os verdadeiramente talentosos sempre se mant&ecirc;m nas sombras entre a multid&atilde;o, t&atilde;o longe quanto seja poss&iacute;vel do reconhecimento.<\/p>\n<p><strong>7.<\/strong> Se t&ecirc;m um talento, respeitam-no. Sacrificam o descanso, as mulheres, o vinho, a vaidade. Sentem-se orgulhosos de seu talento. Ademais, s&atilde;o exigentes.<\/p>\n<p><strong>8.<\/strong> Desenvolvem para si a intui&ccedil;&atilde;o est&eacute;tica. N&atilde;o podem ir dormir com a roupa do corpo, ver rachaduras das paredes cheias de insetos, respirar um ar ruim, caminhar no piso rec&eacute;m cuspido. Pretendem tanto quanto seja poss&iacute;vel conter e enobrecer o instinto sexual. O que querem em uma mulher n&atilde;o &eacute; apenas uma colega de cama. N&atilde;o pedem intelig&ecirc;ncia que se manifesta na mentira constante. Querem, especialmente se forem artistas, frescor, eleg&acirc;ncia, humanidade, capacidade de ser m&atilde;e. N&atilde;o tomam vodca a qualquer hora do dia e noite, n&atilde;o cheiram os arm&aacute;rios porque n&atilde;o s&atilde;o porcos e sabem que n&atilde;o o s&atilde;o. Bebem apenas quando est&atilde;o livres, de vez em quando. Porque eles querem mens sana in corpore sano.<\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tempo de leitura: 4 minutos Carta do escritor russo Anton Tchekhov&nbsp;&#8211; um dos maiores contistas da hist&oacute;ria&nbsp;&#8211; enviada para seu [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[49],"tags":[],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7758"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7758"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7758\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7758"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7758"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7758"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}