{"id":7776,"date":"2013-12-05T00:00:00","date_gmt":"2013-12-05T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2013-12-05T00:00:00","modified_gmt":"2013-12-05T00:00:00","slug":"Morre-o-lider-Sul-africano-Nelson-Mandela","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/2013\/12\/05\/Morre-o-lider-Sul-africano-Nelson-Mandela\/","title":{"rendered":"Morre o l\u00edder Sul-africano Nelson Mandela"},"content":{"rendered":"<div id=\"tt-temp-estim\">Tempo de leitura: 12 minutos<\/div><p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">&nbsp;<span style=\"font-size: small\"><span style=\"font-family: Verdana\"><br \/>\n<strong>Johannesburgo(Africa do Sul) &#8211; <\/strong>O l&iacute;der sul-africano Nelson Rolihlahla Mandela(<span style=\"font-family: Arial\">95 anos<\/span>), morreu nesta quinta(<span style=\"font-family: Arial\">05Dezembro2013<\/span>) em sua resid&ecirc;ncia, em Johannesburgo, onde havia sido levado no dia 1&ordm; de setembro ap&oacute;s passar quase tr&ecirc;s meses internado para tratamento de uma infec&ccedil;&atilde;o pulmonar.<\/p>\n<p>\nDe acordo com o comunicado oficial divulgado no dia da transfer&ecirc;ncia, Mandela continuava apresentando complica&ccedil;&otilde;es pulmonares. &quot;<em>O estado de sa&uacute;de de Mandela continua cr&iacute;tico e, &agrave;s vezes, inst&aacute;vel. No entanto, sua equipe m&eacute;dica est&aacute; convencida de que ele receber&aacute; o mesmo n&iacute;vel de cuidados intensivos em sua casa<\/em>&quot;, dizia o texto.<\/p>\n<p><span style=\"color: #0000ff\"><span style=\"font-size: medium\"><span style=\"font-family: Arial\"><strong>O her&oacute;i africano<br \/>\n<\/strong><\/span><\/span><\/span>Pr&ecirc;mio Nobel da Paz por sua luta contra a viol&ecirc;ncia racial na &Aacute;frica do Sul, Nelson Mandela &#8211; <em>ou Madiba, como &eacute; chamado na sua terra natal<\/em> &#8211; passou 27 anos preso e se tornou o primeiro presidente negro daquele pa&iacute;s.<\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" alt=\"\" align=\"absMiddle\" width=\"465\" height=\"349\" src=\"\/UserFiles\/Image\/internacional\/obituario\/nelson_rolihlahla_mandela_18julho1918_05Dez2013_465.JPG\" \/><\/p>\n<p>Segundo o jornal local &quot;<em>The Sunday Times<\/em>&quot;, uma pessoa pr&oacute;xima &agrave; fam&iacute;lia afirmou que <strong>Nelson Rolihlahla Mandela(<span style=\"color: #ff0000\"><span style=\"font-family: Arial\">Foto acima<\/span><\/span>)<\/strong> teria &quot;<em>parado de falar<\/em>&quot; no dia seguinte &agrave; hospitaliza&ccedil;&atilde;o. O ex-presidente tinha 95 anos e vivia em Johannesburgo com a mulher Gra&ccedil;a Machel, vi&uacute;va de Samora Machel(<span style=\"font-family: Arial\">1933-1986<\/span>), ex-presidente mo&ccedil;ambicano.<\/p>\n<p>\nMandela foi o maior s&iacute;mbolo de combate ao regime de segrega&ccedil;&atilde;o racial conhecido como apartheid, que foi oficializado em 1948 na &Aacute;frica do Sul e negava aos negros(<span style=\"font-family: Arial\">maioria da popula&ccedil;&atilde;o<\/span>), mesti&ccedil;os e asi&aacute;ticos(<span style=\"font-family: Arial\">uma expressiva col&ocirc;nia de imigrantes<\/span>) direitos pol&iacute;ticos, sociais e econ&ocirc;micos.<\/p>\n<p>\nA luta contra a discrimina&ccedil;&atilde;o no pa&iacute;s o levou a ficar 27 anos preso, acusado de trai&ccedil;&atilde;o, sabotagem e conspira&ccedil;&atilde;o contra o governo em 1963. Condenado &agrave; pris&atilde;o perp&eacute;tua, Mandela foi libertado em 11 de fevereiro de 1990, aos 72 anos. Durante sua sa&iacute;da, o l&iacute;der foi ovacionado por uma multid&atilde;o que o aguardava do lado de fora do pres&iacute;dio.<\/p>\n<p>\nEm 1993, Nelson Rolihlahla Mandela&nbsp;recebeu o pr&ecirc;mio Nobel da Paz por sua luta contra o regime do apartheid. Na ocasi&atilde;o, ele dividiu o pr&ecirc;mio com Frederik de Klerk, ex-presidente da &Aacute;frica do Sul que iniciou o t&eacute;rmino do regime segregacionista e o libertou da pris&atilde;o.<\/p>\n<p>\nUm ano depois, em 1994, Mandela foi eleito presidente da &Aacute;frica do Sul, ap&oacute;s a convoca&ccedil;&atilde;o das primeiras elei&ccedil;&otilde;es democr&aacute;ticas multirraciais no pa&iacute;s. Sua vit&oacute;ria p&ocirc;s fim a tr&ecirc;s s&eacute;culos e meio de domina&ccedil;&atilde;o da minoria branca na na&ccedil;&atilde;o africana.<\/p>\n<p>\nAo tomar posse, o l&iacute;der negro adotou um tom de reconcilia&ccedil;&atilde;o e supera&ccedil;&atilde;o das diferen&ccedil;as. Um exemplo disso foi a realiza&ccedil;&atilde;o da Copa Mundial de R&uacute;gbi, em 1995, no pa&iacute;s. O esporte era uma heran&ccedil;a do per&iacute;odo colonial e, por isso, boicotado pelos negros, por representar o governo dos brancos.<\/p>\n<p>\nNos dois anos seguintes, a Constitui&ccedil;&atilde;o definitiva e o processo de transi&ccedil;&atilde;o foram conclu&iacute;dos. Entre os anos de 1996 e 1998, o arcebispo Desmond Tutu liderou a Comiss&atilde;o de Verdade e Reconcilia&ccedil;&atilde;o para apurar crimes cometidos durante o apartheid, e foram abertos processos judiciais para pagamentos de indeniza&ccedil;&otilde;es &agrave;s v&iacute;timas do regime.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" alt=\"\" align=\"absMiddle\" width=\"465\" height=\"349\" src=\"\/UserFiles\/Image\/internacional\/obituario\/nelson_rolihlahla_mandela_18julho1918_05Dez2013_465b.JPG\" \/><\/p>\n<p><strong>Mandela<\/strong> deixou a presid&ecirc;ncia em 1999 e passou a se dedicar a campanhas para diminuir os casos de Aids na &Aacute;frica do Sul, emprestando seu prest&iacute;gio para arrecadar fundos para o combate &agrave; doen&ccedil;a.<\/p>\n<p>\nEm 2004, aos 85 anos, ele anunciou que se retiraria da vida p&uacute;blica para passar mais tempo com a fam&iacute;lia e os amigos. J&aacute; aos 92 anos, o l&iacute;der sul-africano dificilmente participava de qualquer tipo de evento, devido &agrave; sa&uacute;de fr&aacute;gil.<\/p>\n<p>\nDurante a Copa do Mundo de 2010, realizada na &Aacute;frica do Sul, Mandela compareceu apenas ao encerramento da Copa, devido &agrave; morte de sua bisneta Zenani Mandela, em um acidente de carro logo depois da festa de abertura.<\/p>\n<p><span style=\"color: #0000ff\"><span style=\"font-size: medium\"><span style=\"font-family: Arial\"><strong>Hist&oacute;ria<\/strong><\/span><\/span><\/span><br \/>\n<strong>Nelson Rolihlahla Mandela<\/strong> era filho do conselheiro do chefe m&aacute;ximo do vilarejo de Qunu, localizado na atual prov&iacute;ncia do Cabo Oriental, onde nasceu, a 18 de julho de 1918. Aos sete anos, tornou-se o primeiro membro da fam&iacute;lia a frequentar a escola, onde lhe foi dado o nome ingl&ecirc;s &quot;<em>Nelson<\/em>&quot;. Aos 16 anos, seguiu para o Instituto Clarkebury, na mesma prov&iacute;ncia, onde teve contato com a cultura ocidental pela primeira vez.<\/p>\n<p>\nEle ent&atilde;o ingressou na faculdade de Direito da Universidade de Fort Hare, no munic&iacute;pio de Alice. Logo no primeiro ano de curso, Mandela se envolveu com o movimento estudantil e com o boicote &agrave;s pol&iacute;ticas universit&aacute;rias. Tal atitude resultou em sua expuls&atilde;o da institui&ccedil;&atilde;o no segundo ano, mas ali ele iniciou sua milit&acirc;ncia.<\/p>\n<p>\nA partir de ent&atilde;o mudou-se para Johannesburgo e envolveu-se na oposi&ccedil;&atilde;o ao regime do apartheid. Ele come&ccedil;ou a fazer parte do partido negro CNA(<span style=\"font-family: Arial\">Congresso Nacional Africano, fundado em 1912<\/span>) em 1942 e, em 1944, criou a Liga Juvenil do partido, com o manifesto &quot;<em>um homem, um voto<\/em>&quot;.<\/p>\n<p>\n<img decoding=\"async\" alt=\"\" align=\"left\" src=\"http:\/\/www.obeabadosertao.com.br\/UserFiles\/Image\/internacional\/nelson_rolihlahla_mandela_001.JPG\" \/>Depois da elei&ccedil;&atilde;o de 1948, que deu vit&oacute;ria aos afrikaners do Partido Nacional, apoiadores da pol&iacute;tica de segrega&ccedil;&atilde;o racial, <strong>Mandela(<span style=\"color: #ff0000\"><span style=\"font-family: Arial\">Foto<\/span><\/span>)<\/strong> tornou-se mais ativo no CNA. Ele participou do Congresso do Povo, em 1955, que divulgou a Carta da Liberdade &#8211; documento que continha um programa fundamental para a causa antiapartheid.<\/p>\n<p>\nComprometido de in&iacute;cio apenas com atos n&atilde;o-violentos, Mandela e seus colegas aceitaram recorrer &agrave;s armas ap&oacute;s o massacre de Sharpeville, ocorrido em mar&ccedil;o de 1960, quando a pol&iacute;cia sul-africana atirou em manifestantes negros, matando 69 pessoas e ferindo 180. Em 1961, fundou a ala armada do CNA &#8211; Umkhonto we Sizwe(<span style=\"font-family: Arial\">a Lan&ccedil;a da Na&ccedil;&atilde;o<\/span>) &#8211; para combater a discrimina&ccedil;&atilde;o do apartheid.<\/p>\n<p><span style=\"color: #0000ff\"><span style=\"font-size: medium\"><span style=\"font-family: Arial\"><strong>Pris&atilde;o<\/strong><\/span><\/span><\/span><br \/>\nAcusado de crimes capitais no julgamento de Rivonia, em 1963, a declara&ccedil;&atilde;o que deu, no banco dos r&eacute;us, foi sua afirma&ccedil;&atilde;o de posi&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica: &quot;<em>Tenho defendido o ideal de uma sociedade democr&aacute;tica e livre, na qual todas as pessoas convivam em harmonia e com oportunidades iguais. &Eacute; um ideal pelo qual espero viver e que espero alcan&ccedil;ar. Mas, se for preciso, &eacute; um ideal pelo qual estou preparado para morrer<\/em>&quot;. Em 1964, Mandela foi condenado &agrave; pris&atilde;o perp&eacute;tua.<\/p>\n<p>\nNo decorrer do tempo em que ficou preso, Mandela se tornou de tal modo associado &agrave; oposi&ccedil;&atilde;o ao apartheid que o clamor &quot;<em>Libertem Nelson Mandela<\/em>&quot; se tornou o lema das campanhas antiapartheid em v&aacute;rios pa&iacute;ses.<\/p>\n<p>\nDurante os anos 1970, ele recusou uma revis&atilde;o da pena e, em 1985, n&atilde;o aceitou a liberdade condicional em troca de n&atilde;o incentivar a luta armada. Mandela continuou na pris&atilde;o at&eacute; fevereiro de 1990, quando foi libertado em 11 de fevereiro, aos 72 anos, pelo presidente Frederik Willem de Klerk, que tamb&eacute;m revogou a proibi&ccedil;&atilde;o do CNA e de outros movimentos de liberta&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>\nNelson Rolihlahla Mandela deixou a pris&atilde;o Victor Verster caminhando ao lado de Winie Madikizela, sua esposa na &eacute;poca. Ele havia passado os &uacute;ltimos 27 anos de sua vida atr&aacute;s das grades por ousar se opor ao regime racista que dominava a &Aacute;frica do Sul. Um mar de pessoas o aguardava nas ruas para dar in&iacute;cio finalmente &agrave; edifica&ccedil;&atilde;o da democracia sul-africana.<\/p>\n<p>\nComo presidente do CNA(<span style=\"font-family: Arial\">de julho de 1991 a dezembro de 1997<\/span>) e primeiro presidente negro da &Aacute;frica do Sul(<span style=\"font-family: Arial\">de maio de 1994 a junho de 1999<\/span>), Mandela comandou a transi&ccedil;&atilde;o do regime racista, o apartheid, ganhando respeito internacional.<\/p>\n<p>\nEm 1999, Mandela conseguiu eleger seu sucessor, Thabo Mbeki, que posteriormente foi obrigado a deixar a presid&ecirc;ncia, devido a uma manobra pol&iacute;tica do seu maior rival dentro do CNA, Jacob Zuma.<\/p>\n<p><span style=\"color: #0000ff\"><span style=\"font-size: medium\"><span style=\"font-family: Arial\"><strong>Casamentos, separa&ccedil;&otilde;es e aposentadoria<\/strong><\/span><\/span><\/span><br \/>\nMandela casou-se tr&ecirc;s vezes. Sua primeira esposa foi Evelyn Ntoko Mase, de quem se divorciou em 1957, ap&oacute;s 13 anos de casamento. Em seguida, casou-se com Winie Madikizela, e com ela ficou por 38 anos. O casal se divorciou em 1996, ap&oacute;s suas diverg&ecirc;ncias pol&iacute;ticas virem a p&uacute;blico. No seu 80&ordm; anivers&aacute;rio, Mandela casou-se com Gra&ccedil;a Machel, com quem esteve at&eacute; os dias atuais.<\/p>\n<p>\nDepois de deixar a presid&ecirc;ncia, Mandela passou a dedicar suas for&ccedil;as ao combate &agrave; Aids na &Aacute;frica do Sul, levantando milh&otilde;es de d&oacute;lares para enfrentar a epidemia da doen&ccedil;a. Seu &uacute;nico filho morreu v&iacute;tima de Aids em 2005.<\/p>\n<p>\nAinda fora da Presid&ecirc;ncia, Mandela ganhou uma s&eacute;rie de t&iacute;tulos e homenagens, como a Ordem de St. John, da rainha da Inglaterra, Elizabeth 2&ordf;.; a medalha presidencial da Liberdade, do ent&atilde;o presidente dos Estados Unidos George W. Bush; o Bharat Ratna(<span style=\"font-family: Arial\">a distin&ccedil;&atilde;o mais alta da &Iacute;ndia<\/span>); a Ordem do Canad&aacute;, dentre outros.<\/p>\n<p>\nApesar de ter ganho a condecora&ccedil;&atilde;o de Bush, Mandela realizou uma s&eacute;rie de pronunciamentos, em 2003, em que atacava a pol&iacute;tica externa do presidente americano. Em junho de 2004, Mandela anunciou que se retiraria da vida p&uacute;blica. Mas a milit&acirc;ncia continuou. Em 2007, comemorou o 89&deg; anivers&aacute;rio criando um grupo internacional de estadistas idosos e altamente respeitados, incluindo seus colegas Pr&ecirc;mios Nobel da Paz Desmond Tutu e o ex-presidente americano Jimmy Carter, para combater problemas mundiais, que incluem as mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas, o combate &agrave; Aids e &agrave; pobreza.<\/p>\n<p>\nA comemora&ccedil;&atilde;o de seu anivers&aacute;rio de 90 anos foi um ato p&uacute;blico com shows, que ocorreu em Londres, em julho de 2008, e contou com a presen&ccedil;a de artistas e celebridades engajadas nessas lutas. Em 2009, com apar&ecirc;ncia fr&aacute;gil, o ex-presidente sul-africano compareceu a um com&iacute;cio eleitoral do CNA para ajudar a eleger Jacob Zuma, atual presidente do pa&iacute;s.<\/p>\n<p><span style=\"color: #0000ff\"><span style=\"font-size: medium\"><span style=\"font-family: Arial\"><strong>Vel&oacute;rio e sepultamento<\/strong><\/span><\/span><\/span><br \/>\n<img decoding=\"async\" alt=\"\" align=\"right\" src=\"http:\/\/www.obeabadosertao.com.br\/UserFiles\/Image\/internacional\/jacob_gedleyihlekisa_zuma_presidente_africa_do_sul_200.JPG\" \/>O presidente da &Aacute;frica do Sul, Jacob Zuma<strong>(<span style=\"color: #ff0000\"><span style=\"font-family: Arial\">Foto<\/span><\/span>)<\/strong>., disse em pronunciamento nesta sexta-feira(<span style=\"font-family: Arial\">06Dezembro2013<\/span>), que o vel&oacute;rio do ex-presidente Nelson Mandela vai acontecer no dia 10 no Est&aacute;dio Nacional de Johannesburgo, capital do pa&iacute;s, e o enterro ser&aacute; no dia 15 na aldeia de Qunu, onde o l&iacute;der passou sua inf&acirc;ncia.<\/p>\n<p>\nEntre os dias 11 e 13 de dezembro, o corpo de Mandela ficar&aacute; exposto em Union Buildings, em Pret&oacute;ria, resid&ecirc;ncia oficial e sede do gabinete da Presid&ecirc;ncia do pa&iacute;s, local onde ele tomou posse ap&oacute;s vencer as primeiras elei&ccedil;&otilde;es democr&aacute;ticas depois do fim do apartheid. Cerim&ocirc;nias em mem&oacute;ria do ex-presidente acontecer&atilde;o em todo o pa&iacute;s no per&iacute;odo.<\/p>\n<p>\nO dia 8 de dezembro foi declarado como o Dia Nacional de Ora&ccedil;&atilde;o e Reflex&atilde;o. Segundo Zuma, a demonstra&ccedil;&atilde;o de amor a Mandela tem sido &quot;<em>sem precedentes<\/em>&quot;. &quot;<em>Isso demonstra o calibre do l&iacute;der que Madiba era<\/em>&quot;, pontuou.<\/p>\n<p>\n&quot;<em>Mandela nos ensinou que era poss&iacute;vel superar a raiva e reconstruir um pa&iacute;s<\/em>&quot;, afirmou durante o pronunciamento.<\/p>\n<p>\nZuma pediu ainda que todas as religi&otilde;es se organizem em ora&ccedil;&otilde;es por Mandela. &quot;<em>Todos n&oacute;s devemos trabalhar em conjunto para organizar o funeral mais condizente a este filho excepcional de nosso pa&iacute;s e pai de nossa na&ccedil;&atilde;o. Apelamos a todos para ajudar nas igrejas, mesquitas, templos e sinagogas para fazerem ora&ccedil;&otilde;es refletindo sobre a vida de Madiba e sua contribui&ccedil;&atilde;o para o nosso pa&iacute;s e para o nosso mundo<\/em>&quot;, disse.<\/p>\n<p>\nNo fim de seu discurso, o presidente da &Aacute;frica do Sul disse: &quot;<em>O amor vive Madiba<\/em>&quot;. Homens pol&iacute;ticos, artistas e l&iacute;deres espirituais vindos do mundo inteiro s&atilde;o esperados para o funeral no vencedor do Nobel da Paz.<\/p>\n<p>\nChefes de Estado, como o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, mas tamb&eacute;m personalidades com a apresentadora americana Oprah Winfrey, a ex-primeira-dama e secret&aacute;ria de Estado americano Hillary Clinton, o ex-capit&atilde;o da Sele&ccedil;&atilde;o sul-africana de r&uacute;gbi &#8211; <em>campe&atilde;o da Copa do Mundo de 1995 <\/em>&#8211; Francois Pienaar, etc. A presidente Dilma Rousseff tamb&eacute;m informou que ir&aacute;.<\/p>\n<p><span style=\"color: #0000ff\"><span style=\"font-size: medium\"><span style=\"font-family: Arial\"><strong>Mandela morreu em casa<br \/>\n<\/strong><\/span><\/span><\/span><span style=\"font-family: Verdana\">O an&uacute;ncio da morte de Mandela foi feito na noite de ontem por Jacob Zuma, em um emocionado discurso televisivo. Segundo ele, o ex-presidente faleceu &quot;<em>serenamente em sua casa em Johanesburgo<\/em>&quot;.<\/p>\n<p>\n&quot;<em>Quero recordar, com simples palavras, a sua humildade e a sua grande humanidade pela qual o mundo inteiro ter&aacute; imensa gratid&atilde;o para sempre<\/em>&quot;, disse o mandat&aacute;rio.<\/p>\n<p>\nAinda segundo o Guardian, o evento &eacute; comparado ao funeral do papa Jo&atilde;o Paulo II em 2005, e pode come&ccedil;ar ainda hoje, com a transfer&ecirc;ncia do corpo a um mortu&aacute;rio, com escolta da pol&iacute;cia e uma poss&iacute;vel transmiss&atilde;o ao vivo na televis&atilde;o.<\/p>\n<p>\nSegundo Zuma, livros de condol&ecirc;ncias em todas as representa&ccedil;&otilde;es diplom&aacute;ticas do pa&iacute;s no exterior, enquanto no quarto dia ap&oacute;s a morte, iniciar&atilde;o as visitas de &quot;<em>dignat&aacute;rios<\/em>&quot; &agrave; fam&iacute;lia de Madiba. No sexto dia ap&oacute;s a morte de Mandela, ser&aacute; realizada uma cerim&ocirc;nia comandada por Zuma, na presen&ccedil;a de l&iacute;deres de v&aacute;rias organiza&ccedil;&otilde;es, que ser&aacute; acompanhada por tel&otilde;es nas principais cidades do pa&iacute;s, incluindo o bairro Soweto, em Johannesburgo.<\/p>\n<p><span style=\"color: #0000ff\"><span style=\"font-size: medium\"><span style=\"font-family: Arial\"><strong>Confira videos de Nelson Mandela<\/strong><\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p><iframe height=\"264\" src=\"\/\/www.youtube.com\/embed\/Xqxb73WFAw4\" frameborder=\"0\" width=\"470\" allowfullscreen=\"\"><\/iframe><\/p>\n<p>\n<iframe height=\"264\" src=\"\/\/www.youtube.com\/embed\/-u-Qz2EL-0k\" frameborder=\"0\" width=\"470\" allowfullscreen=\"\"><\/iframe><\/p>\n<p><iframe height=\"264\" src=\"\/\/www.youtube.com\/embed\/Z_HAdlbpMHk\" frameborder=\"0\" width=\"470\" allowfullscreen=\"\"><\/iframe><\/p>\n<p><iframe height=\"264\" src=\"\/\/www.youtube.com\/embed\/oX4727dWfFM\" frameborder=\"0\" width=\"470\" allowfullscreen=\"\"><\/iframe><\/span><\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nelson Rolihlahla Mandela &#8211; O her\u00f3i africano &#8211; *18 de julho de 1918 &#8211; +05 de Dezembro de 2013.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[10],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7776"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7776"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7776\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7776"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7776"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7776"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}