{"id":7843,"date":"2014-01-08T00:00:00","date_gmt":"2014-01-08T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2014-01-08T00:00:00","modified_gmt":"2014-01-08T00:00:00","slug":"Mulheres-se-aglomeram-para-ver-se-maridos-estao-vivos-em-prisao-do-MA","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/2014\/01\/08\/Mulheres-se-aglomeram-para-ver-se-maridos-estao-vivos-em-prisao-do-MA\/","title":{"rendered":"Mulheres se aglomeram para ver se maridos est\u00e3o vivos em pris\u00e3o do MA"},"content":{"rendered":"<div id=\"tt-temp-estim\">Tempo de leitura: 3 minutos<\/div><p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-size: small\"><span style=\"font-family: Verdana\"><br \/>\n<strong>S&atilde;o Luiz(MA) &#8211;<\/strong>&nbsp;O Complexo Prisional de Pedrinhas, em S&atilde;o Lu&iacute;s, passou a ser comparado a um a&ccedil;ougue. &Eacute; que a morte por ali virou rotina. Em 2013, foram 60 homic&iacute;dios. O &iacute;ndice supera o de v&aacute;rias cidades do Pa&iacute;s, como Diadema, na Grande S&atilde;o Paulo, que registrou 49 mortes em 2012.&nbsp;<\/p>\n<p>\nA reportagem foi at&eacute; l&aacute; e conseguiu entrar em uma das oito unidades prisionais do complexo, de onde saem as ordens para queimar &ocirc;nibus e atacar policiais na capital maranhense.<\/p>\n<p>\nNa porta das unidades, as mulheres dos presos se aglomeram para saber se seus maridos e filhos continuam vivos. O medo &eacute; que virem mais um dos corpos exibidos em carnificinas filmadas com celular pelos presos e repassadas desde o ano passado para boa parte da cidade.<\/p>\n<p>\nHoje, o complexo tem 2.196 detentos, 426 a mais do que sua capacidade permite. &quot;<em>Isso aqui vai explodir logo, logo<\/em>&quot;, diz J., de 40 anos, mulher de um dos detentos. &quot;<em>Ele n&atilde;o &eacute; de fac&ccedil;&atilde;o nenhuma, como muitos a&iacute; dentro, mas pode morrer a qualquer momento<\/em>&quot;.<\/p>\n<p>\nDo outro lado da rua, em outra penitenci&aacute;ria do sistema, a Tropa de Choque &eacute; um sinal de que J. pode ter raz&atilde;o. A for&ccedil;a policial passou a atuar no local desde que a crise da seguran&ccedil;a estourou novamente, logo no come&ccedil;o do m&ecirc;s. &quot;<em>N&oacute;s estamos fazendo revistas e o trabalho de pol&iacute;cia. O resto continua com os agentes penitenci&aacute;rios<\/em>&quot;, explica o tenente-coronel Raimundo S&aacute;, da Tropa de Choque.<\/p>\n<p><span style=\"color: #0000ff\"><span style=\"font-size: medium\"><span style=\"font-family: Arial\"><strong>Celulares<\/strong><\/span><\/span><\/span><br \/>\nApesar das revistas constantes, a pol&iacute;cia sempre acaba encontrando armas e celulares em posse de criminosos das duas fac&ccedil;&otilde;es rivais, o Primeiro Comando do Maranh&atilde;o(<span style=\"font-family: Arial\">PCM<\/span>) e o Bonde dos 40.<\/p>\n<p>\nA reportagem esteve em uma das unidades do complexo que &eacute; dominada por presos do Bonde dos 40, a Penitenci&aacute;ria S&atilde;o Lu&iacute;s 1. Logo na entrada, &eacute; poss&iacute;vel ouvir presos batendo nas celas.<\/p>\n<p>\nCom a ajuda de um funcion&aacute;rio, a reportagem fez um tour pelo local. A entrada come&ccedil;a pela chamada &quot;<em>ala de Jesus<\/em>&quot;, que concentra presos evang&eacute;licos. Depois, v&ecirc;m a ala para visita &iacute;ntima, a escola e o campo de futebol, onde os presos jogam sem camisa. &quot;<em>Ali no fundo fica o tal do Bonde dos 40<\/em>&quot;, diz o agente, apontando para um local mais fechado do que os demais. Diferentemente das celas dos evang&eacute;licos e dos presos que n&atilde;o pertencem a fac&ccedil;&otilde;es, a parte reservada aos criminosos mais perigosos tem mais de um port&atilde;o para que se chegue at&eacute; eles.<\/p>\n<p><span style=\"color: #0000ff\"><span style=\"font-size: medium\"><span style=\"font-family: Arial\"><strong>Trabalho<\/strong><\/span><\/span><\/span><br \/>\nQuem sempre continua, apesar das m&aacute;s condi&ccedil;&otilde;es de trabalho, s&atilde;o os agentes penitenci&aacute;rios. &quot;<em>Somos s&oacute; 400 no Estado. &Eacute; muito pouco<\/em>&quot;, reclama um deles, que diz temer pela seguran&ccedil;a. Para ele, os monitores colocados pelo governo do Estado para substitu&iacute;-los n&atilde;o s&atilde;o capacitados para fazer a fun&ccedil;&atilde;o dos agentes. &quot;<em>Voc&ecirc; pode colocar um agente para dez presos que ele &eacute; respeitado. Esses monitores n&atilde;o s&atilde;o<\/em>&quot;.<\/p>\n<p>\nNo ano passado, os presos fizeram uma das rebeli&otilde;es mais violentas da hist&oacute;ria do complexo. V&aacute;rios foram decapitados. &quot;<em>Neste ano j&aacute; foram dois mortos l&aacute;. Se continuar desse jeito, vamos superar o ano passado<\/em>&quot;, avisa Jos&eacute; Maria Ribeiro Jr., presidente da Sociedade Maranhense de Direitos Humanos.<\/p>\n<p>\nNesta ter&ccedil;a-feira(<span style=\"font-family: Arial\">07Janeiro2014<\/span>), o grupo se reuniu com v&aacute;rias entidades com o objetivo de saber o que est&aacute; acontecendo l&aacute; dentro. Seja o que for, o reflexo est&aacute; nas ruas de S&atilde;o Lu&iacute;s, onde a popula&ccedil;&atilde;o especula se ainda pode acontecer alguma coisa pior depois de criminosos incendiarem &ocirc;nibus com crian&ccedil;as dentro.<\/p>\n<p>\nAs informa&ccedil;&otilde;es s&atilde;o do jornal O Estado de S. Paulo.<\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tempo de leitura: 3 minutos S&atilde;o Luiz(MA) &#8211;&nbsp;O Complexo Prisional de Pedrinhas, em S&atilde;o Lu&iacute;s, passou a ser comparado a [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[19],"tags":[],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7843"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7843"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7843\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7843"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7843"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7843"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}