{"id":7852,"date":"2014-01-11T00:00:00","date_gmt":"2014-01-11T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2014-01-11T00:00:00","modified_gmt":"2014-01-11T00:00:00","slug":"TSE-tira-poder-do-Ministerio-Publico-de-pedir-investigacoes-de-crimes-eleitorais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/2014\/01\/11\/TSE-tira-poder-do-Ministerio-Publico-de-pedir-investigacoes-de-crimes-eleitorais\/","title":{"rendered":"TSE tira poder do Minist\u00e9rio P\u00fablico de pedir investiga\u00e7\u00f5es de crimes eleitorais"},"content":{"rendered":"<div id=\"tt-temp-estim\">Tempo de leitura: 6 minutos<\/div><p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-size: small\"><span style=\"font-family: Verdana\"><br \/>\n<span style=\"color: #ff0000\"><span style=\"font-family: Arial\"><strong><em>Promotores e procuradores ter&atilde;o que pedir autoriza&ccedil;&atilde;o &agrave; Justi&ccedil;a Eleitoral para abrir apura&ccedil;&otilde;es de suspeita de caixa dois, compra de votos, abuso de poder econ&ocirc;mico, difama&ccedil;&atilde;o e v&aacute;rias outras pr&aacute;ticas.<br \/>\n<\/em><\/strong><\/span><\/span><br \/>\n<strong>Bras&iacute;lia(DF)&nbsp; &#8211; <\/strong>O Tribunal Superior Eleitoral tirou do Minist&eacute;rio P&uacute;blico o poder de pedir a instaura&ccedil;&atilde;o de inqu&eacute;ritos policiais para investiga&ccedil;&atilde;o crimes nas elei&ccedil;&otilde;es deste ano. A partir de agora, promotores e procuradores ter&atilde;o de pedir autoriza&ccedil;&atilde;o &agrave; Justi&ccedil;a Eleitoral para abrir uma apura&ccedil;&atilde;o de suspeita de caixa dois, compra de votos, abuso de poder econ&ocirc;mico, difama&ccedil;&atilde;o e v&aacute;rias outras pr&aacute;ticas.<\/p>\n<p>\nAt&eacute; a elei&ccedil;&atilde;o de 2012, o TSE tinha entendimento diferente. As resolu&ccedil;&otilde;es anteriores que regulavam as elei&ccedil;&otilde;es diziam: &quot;o inqu&eacute;rito policial eleitoral somente ser&aacute; instaurado mediante requisi&ccedil;&atilde;o do Minist&eacute;rio P&uacute;blico ou da Justi&ccedil;a Eleitoral&quot;.Para o pleito de 2014, os ministros mudaram o texto: &quot;<em>o inqu&eacute;rito policial eleitoral somente ser&aacute; instaurado mediante determina&ccedil;&atilde;o da Justi&ccedil;a Eleitoral<\/em>&quot;. Ou seja, o Minist&eacute;rio P&uacute;blico foi exclu&iacute;do.<\/p>\n<p>\nO relator da nova norma, ministro Jos&eacute; Antonio Dias Toffoli, que ir&aacute; assumir o comando da corte em maio, afirma que o tribunal mudou o entendimento hist&oacute;rico por duas raz&otilde;es: processos que n&atilde;o tinham o aval inicial da Justi&ccedil;a estavam sendo anulados; outra raz&atilde;o, garantir maior transpar&ecirc;ncia. &quot;<em>O Minist&eacute;rio P&uacute;blico ter&aacute; que requerer &agrave; Justi&ccedil;a. O que n&atilde;o pode haver &eacute; uma investiga&ccedil;&atilde;o de gaveta, que ningu&eacute;m sabe se existe ou n&atilde;o existe. Qualquer investiga&ccedil;&atilde;o, para se iniciar, tem que ter autoriza&ccedil;&atilde;o da Justi&ccedil;<\/em>a&quot;, diz. &quot;<em>A pol&iacute;cia e o Minist&eacute;rio P&uacute;blico n&atilde;o podem agir de of&iacute;cio<\/em>&quot;.<\/p>\n<p>\nO atual presidente do tribunal, ministro Marco Aur&eacute;lio Mello, foi o &uacute;nico contr&aacute;rio &agrave; restri&ccedil;&atilde;o na corte ao considerar que &quot;<em>o sistema para instaura&ccedil;&atilde;o de inqu&eacute;ritos n&atilde;o prov&eacute;m do C&oacute;digo Eleitoral, mas sim do C&oacute;digo Penal, n&atilde;o cabendo afastar essa compet&ecirc;ncia da Pol&iacute;cia Federal e do Minist&eacute;rio P&uacute;blico<\/em>&quot;.<\/p>\n<p>\nO presidente da Associa&ccedil;&atilde;o Nacional dos Procuradores da Rep&uacute;blica, Alexandre Camanho, afirmou que a medida &eacute; inconstitucional. &quot;<em>Se o MP pode investigar, ent&atilde;o ele pode requisitar &agrave; pol&iacute;cia que o fa&ccedil;a. Isso tamb&eacute;m &eacute; parte da investiga&ccedil;&atilde;o<\/em>&quot;, afirmou. A associa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o descarta ingressar com medida judicial para derrubar a norma.<\/p>\n<p>\nA nova regra, v&aacute;lida apenas para as elei&ccedil;&otilde;es de 2014, foi publicada no Di&aacute;rio de Justi&ccedil;a no dia 30 de dezembro e aprovada pelo plen&aacute;rio em sess&atilde;o administrativa 13 dias antes. O site do TSE divulgou a aprova&ccedil;&atilde;o da norma &agrave; meia noite e vinte do dia 18 de dezembro. Neste ano, ser&atilde;o eleitos presidente da Rep&uacute;blica, governadores, senadores, deputados federais e estaduais.<\/p>\n<p>\nPara o ministro Dias Toffoli, a medida n&atilde;o ir&aacute; atolar os ju&iacute;zes eleitorais de processos. &quot;<em>A Justi&ccedil;a nunca faltou<\/em>&quot;. &Agrave;s v&eacute;speras da elei&ccedil;&atilde;o de 2012, contudo, o TSE ainda analisava cerca de 1.700 processos referentes a elei&ccedil;&atilde;o de 2008, mais da metade de corrup&ccedil;&atilde;o eleitoral. A Procuradoria Geral da Rep&uacute;blica informou que n&atilde;o tem um levantamento de quantos desses processos foram instaurados por iniciativa do Minist&eacute;rio P&uacute;blico.<\/p>\n<p>\nA Pol&iacute;cia Federal tamb&eacute;m protestou quanto a medida. Para a institui&ccedil;&atilde;o, contudo, a regra j&aacute; vale h&aacute; mais tempo. Em audi&ecirc;ncia p&uacute;blica no TSE, realizada no ano passado, o delegado C&eacute;lio Jacinto dos Santos sugeriu que fosse permitido ao &oacute;rg&atilde;o abrir inqu&eacute;rito sem a necessidade pr&eacute;via de requisi&ccedil;&atilde;o ao Minist&eacute;rio P&uacute;blico ou &agrave; Justi&ccedil;a Eleitoral. No entanto, o ministro Dias Toffoli ponderou: &quot;<em>Qual a dificuldade da Pol&iacute;cia Federal em encaminhar um of&iacute;cio ao Minist&eacute;rio P&uacute;blico ou &agrave; Justi&ccedil;a Eleitoral fazendo essa requisi&ccedil;&atilde;o<\/em>?&quot;. Procurada, a PF disse que n&atilde;o iria se manifestar.<\/p>\n<p>\nPara o juiz Marlon Reis, do Movimento de Combate &agrave; Corrup&ccedil;&atilde;o Eleitoral(<span style=\"font-family: Arial\">MCCE<\/span>), organiza&ccedil;&atilde;o que prop&ocirc;s ao Congresso a Lei da Ficha-Limpa ap&oacute;s ampla coleta de assinaturas, a decis&atilde;o &eacute; equivocada e pode trazer preju&iacute;zo &agrave; apura&ccedil;&atilde;o de irregularidades nas elei&ccedil;&otilde;es deste ano.<\/p>\n<p>\n&quot;<em>O Minist&eacute;rio P&uacute;blico precisa de liberdade para agir e deve ter poder de requisi&ccedil;&atilde;o de inqu&eacute;ritos. Assim &eacute; em todo o &acirc;mbito da Justi&ccedil;a criminal e da apura&ccedil;&atilde;o de abusos. N&atilde;o faz sentido que isso seja diminu&iacute;do em mat&eacute;ria eleitoral. Pelo contr&aacute;rio, os poderes deveriam ser ampliados, porque o MP atua justamente como fiscal da aplica&ccedil;&atilde;o da lei<\/em>&quot;, critica.<\/p>\n<p>\nNa vis&atilde;o do magistrado, a regra introduzida pelo TSE este ano &eacute; inconstitucional, pois &quot;<em>cria uma limita&ccedil;&atilde;o ao MP que a Constitui&ccedil;&atilde;o n&atilde;o prev&ecirc;<\/em>&quot;. &quot;<em>O MP tem poderes para requisitar inqu&eacute;ritos, inclusive exerce a fun&ccedil;&atilde;o de controle externo da atividade policial. Entendo que s&oacute; com uma altera&ccedil;&atilde;o constitucional se poderia suprimir esses poderes<\/em>&quot;, explica.<\/p>\n<p>\nAl&eacute;m da quest&atilde;o legal, Reis avalia que a resolu&ccedil;&atilde;o pode contribuir para abarrotar os escaninhos da Justi&ccedil;a Eleitoral. &quot;<em>Em lugar de diminuir, isso vai aumentar o n&uacute;mero de demandas apresentadas diretamente ao Judici&aacute;rio. Vai de encontro a alternativas de agiliza&ccedil;&atilde;o e de diminui&ccedil;&atilde;o das a&ccedil;&otilde;es<\/em>&quot;, afirma.<\/p>\n<p>\nO MCCE monitora abusos cometidos na corrida pelo voto. Uma das principais preocupa&ccedil;&otilde;es em ano de elei&ccedil;&otilde;es gerais, como 2014, &eacute; a compra do apoio de lideran&ccedil;as pol&iacute;ticas que exercem influ&ecirc;ncia sobre eleitores. &quot;<em>&Eacute; a compra de votos no atacado<\/em>&quot;, exemplifica Marlon Reis.<\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tempo de leitura: 6 minutos Promotores e procuradores ter&atilde;o que pedir autoriza&ccedil;&atilde;o &agrave; Justi&ccedil;a Eleitoral para abrir apura&ccedil;&otilde;es de suspeita [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[25],"tags":[],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7852"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7852"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7852\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7852"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7852"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7852"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}