{"id":7980,"date":"2014-05-27T00:00:00","date_gmt":"2014-05-27T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2014-05-27T00:00:00","modified_gmt":"2014-05-27T00:00:00","slug":"MPF-pede-prisao-de-pilotos-do-jato-que-colidiu-com-aviao-da-Gol","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/2014\/05\/27\/MPF-pede-prisao-de-pilotos-do-jato-que-colidiu-com-aviao-da-Gol\/","title":{"rendered":"MPF pede pris\u00e3o de pilotos do jato que colidiu com avi\u00e3o da Gol"},"content":{"rendered":"<div id=\"tt-temp-estim\">Tempo de leitura: 16 minutos<\/div><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><br \/>\nO Minist&eacute;rio P&uacute;blico Federal(<span style=\"font-family: Arial;\">MPF<\/span>) enviou parecer ao Superior Tribunal de Justi&ccedil;a(<span style=\"font-family: Arial;\">STJ<\/span>) no qual pede a pris&atilde;o dos pilotos norte-americanos Joseph Lepore e Jean Paul Paladino, que conduziam o jato Legacy que, em 2006, colidiu com um avi&atilde;o da Gol no Mato Grosso. O acidente provocou 154 mortes, entre passageiros e tripulantes.<\/p>\n<p>\nNo parecer apresentado nesta segunda-feira(<span style=\"font-family: Arial;\">26Maio2014<\/span>) ao tribunal superior, a subprocuradora-geral da Rep&uacute;blica Lind&ocirc;ra Maria Araujo pede que a ministra Laurita Vaz, do STJ, determine a pris&atilde;o. N&atilde;o h&aacute; prazo para que a ministra analise o pedido.<\/p>\n<p>\nO MP j&aacute; tinha pedido para que seja restabelecida para os pilotos a pena de 4 anos e 4 meses no regime semiaberto(<span style=\"font-family: Arial;\">quando h&aacute; possibilidade de deixar o pres&iacute;dio durante o dia para trabalhar<\/span>) fixada, em 2011, pela Justi&ccedil;a Federal de Sinop(<span style=\"font-family: Arial;\">MT<\/span>).<\/p>\n<p>\nOs pilotos recorreram e o Tribunal Regional Federal da 1&ordf; Regi&atilde;o(<span style=\"font-family: Arial;\">TRF-1<\/span>) reduziu a puni&ccedil;&atilde;o aos pilotos para 3 anos, 1 m&ecirc;s e 10 dias. Em dezembro do ano passado, a pr&oacute;pria ministra Laurita Vaz reduziu ainda mais a pena dos norte-americanos. Por meio de uma decis&atilde;o individual, ela fixou a puni&ccedil;&atilde;o em 2 anos e 4 meses de deten&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>\nAo STJ, a defesa dos pilotos argumenta que o TRF-1 usou o mesmo fato, a inobserv&acirc;ncia de regras t&eacute;cnicas da profiss&atilde;o, para duas causas de aumento de pena diferentes, o chamado &quot;<em>bis in idem<\/em>&quot;. Os advogados tamb&eacute;m questionaram que n&atilde;o obtiveram direito de converter a pena de pris&atilde;o em restri&ccedil;&atilde;o de direitos. O G1 tenta novo contato com a defesa.<\/p>\n<p>\nAo analisar o caso, Laurita Vaz aceitou diminuir as penas dos pilotos, mas rejeitou o pedido para converter a puni&ccedil;&atilde;o. Segundo a ministra, o tribunal &quot;<em>agiu dentro da mais absoluta legalidade<\/em>&quot;.<\/p>\n<p><span style=\"color: rgb(0, 0, 255);\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><strong>Pena maior<\/strong><\/span><\/span><\/span><br \/>\nEm outro parecer enviado no m&ecirc;s passado ao STJ, a subprocuradora afirmou que as penas dos pilotos do Legacy devem ser ampliadas porque eles &quot;<em>ficaram quase uma hora sem verificar o painel da aeronave<\/em>&quot;, o que gerou &quot;<em>consequ&ecirc;ncias grav&iacute;ssimas<\/em>&quot; e a morte de 154 pessoas.<\/p>\n<p>\nPara o MPF, &quot;<em>n&atilde;o restam d&uacute;vidas de que os r&eacute;us n&atilde;o observaram regras t&eacute;cnicas da profiss&atilde;o, pois, como pilotos profissionais, voaram quase uma hora sem observar o equipamento anticolis&atilde;o<\/em>(<span style=\"font-family: Arial;\">transponder<\/span>)&quot;.<\/p>\n<p>\n&quot;<em>O crime cometido pelos pilotos n&atilde;o pode ser valorado como um simples crime de tr&acirc;nsito, haja vista que a neglig&ecirc;ncia dos sentenciados ocasionou a morte de 154 pessoas e o sofrimento de diversas fam&iacute;lias<\/em>&quot;, diz Lind&ocirc;ra Maria Araujo.<\/span><\/span><span style=\"color: rgb(0, 0, 255);\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><strong><\/p>\n<p>O acidente<\/strong><\/span><\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><br \/>\nEm 29 de setembro de 2006 um Boeing 737-800 SFP(<span style=\"font-family: Arial;\">Short Field Performance<\/span>)  da companhia brasileira Gol Transportes A&eacute;reos, prefixo PR-GTD, com 154  pessoas a bordo, desapareceu dos radares a&eacute;reos &agrave;s 16h48min(<span style=\"font-family: Arial;\">UTC-3<\/span>) enquanto cumpria a etapa de Manaus(<span style=\"font-family: Arial;\">MAO<\/span>) a Bras&iacute;lia(<span style=\"font-family: Arial;\">BSB<\/span>) do voo 1907.<\/span><\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><span class=\"texto\"> <\/span><\/span><\/span><\/p>\n<div id=\"mudaFonte\" class=\"mudaFonte\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"465\" height=\"311\" align=\"absMiddle\" src=\"http:\/\/www.obeabadosertao.com.br\/UserFiles\/Image\/diversos\/aeronaves\/jato_executivo_legacy600_interior_465.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\">Os  destro&ccedil;os do avi&atilde;o foram encontrados no dia seguinte, 30 de setembro, em  uma &aacute;rea densa de floresta amaz&ocirc;nica na Serra do Cachimbo, a duzentos  quil&ocirc;metros de Peixoto de Azevedo, na regi&atilde;o norte do estado de Mato  Grosso.<\/p>\n<p>\nN&atilde;o houve sobreviventes, o que o classifica como o segundo maior  acidente a&eacute;reo do Brasil, ultrapassando a trag&eacute;dia do Voo VASP 168, em  1982, em que morreram 137 pessoas no estado do Cear&aacute;; e sendo  ultrapassado mais tarde pelo Voo TAM 3054, em Julho de 2007, onde  morreram 199 pessoas em S&atilde;o Paulo. A Gol alterou o n&uacute;mero do voo que faz  a rota entre Manaus-Bras&iacute;lia-Rio. Deixando de identificar como G3 1907 e  passando a ser identificada pela sigla G3 1587.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" width=\"465\" height=\"311\" align=\"absMiddle\" src=\"http:\/\/www.obeabadosertao.com.br\/UserFiles\/Image\/diversos\/aeronaves\/acidente_boeing_gol_737_800_20set2006_militares_aeronautica_caixa_preta_465.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p>A queda foi decorrente do choque da aeronave com um jato executivo  Embraer Legacy 600, prefixo N600XL, que fazia a etapa Bras&iacute;lia-Manaus de  seu voo de entrega a um cliente norte-americano, a empresa de t&aacute;xi  a&eacute;reo ExcelAire Services Inc. O Legacy conseguiu fazer um pouso de  emerg&ecirc;ncia no Campo de Provas Brigadeiro Velloso(<span style=\"font-family: Arial;\">CPBV<\/span>), uma base da For&ccedil;a A&eacute;rea Brasileira(<span style=\"font-family: Arial;\">FAB<\/span>) na Serra do Cachimbo, centro-sul do Par&aacute;, tamb&eacute;m chamada Base A&eacute;rea do Cachimbo Latitude: 9*sul30&#8242; &#8211; Longitude: 55*W30&#8242; .<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" width=\"465\" height=\"311\" align=\"absMiddle\" src=\"http:\/\/www.obeabadosertao.com.br\/UserFiles\/Image\/diversos\/aeronaves\/acidente_boeing_gol_737_800_20set2006_resgate_selva_465.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p>Ap&oacute;s o pouso, verificou-se que o jato estava avariado na ponta da asa  esquerda, mais precisamente em uma aba denominada winglet, e na  extremidade esquerda do estabilizador horizontal, que &eacute; a superf&iacute;cie  horizontal da cauda. As duas aeronaves envolvidas no acidente dispunham  de TCAS associado ao transponder.<\/p>\n<p>\nO Boeing e o Legacy colidiram &agrave;s 16h56min54s(<span style=\"font-family: Arial;\">UTC-3<\/span>),  a 37 mil p&eacute;s de altitude(FL370, flight level 370, aproximadamente 11,2  mil metros acima do n&iacute;vel do mar) na via a&eacute;rea UZ6 que liga Bras&iacute;lia a  Manaus(<span style=\"font-family: Arial;\">20 km a noroeste do fixo Nabol<\/span>), pr&oacute;ximo &agrave; cidade de Matup&aacute;.<\/p>\n<p>\nPor ser uma aerovia de m&atilde;o dupla, a UZ6 tem reservadas as altitudes pares(<span style=\"font-family: Arial;\">34, 36 e 38 mil p&eacute;s, por exemplo<\/span>) para tr&aacute;fego no sentido Bras&iacute;lia-Manaus, ficando as altitudes &iacute;mpares para os trajetos no sentido Manaus-Bras&iacute;lia(<span style=\"font-family: Arial;\">37 e 39 mil p&eacute;s, por exemplo<\/span>). O Legacy estava na contram&atilde;o da aerovia, indo de Bras&iacute;lia para Manaus a 37 mil p&eacute;s de altitude.<\/p>\n<p><span style=\"color: rgb(0, 0, 255);\"><span style=\"font-size: large;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><strong>Boeing<\/strong><\/span><\/span><\/span><br \/>\nO Boeing era um avi&atilde;o novo, com apenas 234 horas de opera&ccedil;&atilde;o, tendo sido  entregue &agrave; Gol em 12 de setembro de 2006. A tripula&ccedil;&atilde;o era formada por  seis membros: piloto D&eacute;cio Chaves Junior, co-piloto Tiago Jord&atilde;o Cruso,  duas comiss&aacute;rias e dois comiss&aacute;rios.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"465\" height=\"249\" align=\"absMiddle\" src=\"http:\/\/www.obeabadosertao.com.br\/UserFiles\/Image\/diversos\/aeronaves\/boeing737_800_short_field_performance_gol_465.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p>O piloto, que tamb&eacute;m era instrutor de voo da Gol, tinha 15 mil horas de  voo, das quais 4 mil em Boeing 737, e o co-piloto tinha 4 mil horas de  voo. Estavam a bordo 148 passageiros, dos quais 144 brasileiros, um  franc&ecirc;s, um alem&atilde;o, um portugu&ecirc;s e um americano.<\/p>\n<p>\nEm fun&ccedil;&atilde;o das avarias, o piloto perdeu o controle da aeronave, que entrou em uma trajet&oacute;ria descendente em espiral designada &quot;<em>parafuso<\/em>&quot;, submetendo o avi&atilde;o a for&ccedil;as muito superiores &agrave;s especifica&ccedil;&otilde;es do projeto, o que ocasionou rupturas estruturais em pleno ar.<\/p>\n<p>\nDestro&ccedil;os da aeronave ficaram espalhados em uma &aacute;rea de aproximadamente  vinte quil&ocirc;metros quadrados e corpos dos ocupantes foram encontrados a  dist&acirc;ncias de at&eacute; um quil&ocirc;metro da parte da fuselagem que continha o  trem de pouso.<\/p>\n<p><span style=\"color: rgb(0, 0, 255);\"><span style=\"font-size: large;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><strong>Legacy<\/strong><\/span><\/span><\/span><br \/>\nRec&eacute;m entregue ao comprador pela Embraer, em S&atilde;o Jos&eacute; dos Campos(SP), o  Legacy tinha como destino final os Estados Unidos. Por ser um avi&atilde;o  novo, teria que obrigatoriamente pousar em Manaus para cumprir rotina de  desembara&ccedil;o alfandeg&aacute;rio.<\/p>\n<p>\nA tripula&ccedil;&atilde;o era formada pelos pilotos americanos Joseph Lepore, 42  anos, piloto comercial h&aacute; mais de vinte anos, com mais de oito mil horas  de voo, e o co-piloto Jan Paul Paladino, 34 anos, piloto comercial h&aacute;  uma d&eacute;cada, com mais de seis mil horas de voo.<\/p>\n<p><\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"465\" height=\"311\" align=\"absMiddle\" src=\"http:\/\/www.obeabadosertao.com.br\/UserFiles\/Image\/diversos\/aeronaves\/jato_executivo_legacy600_embraer_465b.jpg\" alt=\"\" \/><\/span><\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"> <br \/>\nSegundo nota na imprensa, sem refer&ecirc;ncia &agrave;s fontes, o piloto seria  portador de uma autoriza&ccedil;&atilde;o preliminar para pilotar esse modelo de jato e  o co-piloto teria aproximadamente quatrocentas horas de experi&ecirc;n<\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\">cia, ou treinamento, na plataforma 145 da Embraer.<\/p>\n<p><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><br \/>\nTamb&eacute;m estavam a bordo cinco passageiros: dois representantes da  Embraer, um deles o brasileiro Daniel Robert Bachmann, gerente de  comunica&ccedil;&atilde;o e marketing para jatos executivos, dois executivos da  ExcelAire, o vice-presidente executivo David Rimmer e o vice-presidente  de manuten&ccedil;&atilde;o Ralph Michielli e o jornalista Joe Sharkey, colunista do  jornal americano The New York Times.<br \/>\n<\/span><\/span><\/p>\n<p>\n<span style=\"color: rgb(0, 0, 255);\"><span style=\"font-size: large;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><strong>Geometria do choque<\/strong><\/span><\/span><\/span><br \/>\nA avalia&ccedil;&atilde;o dos danos nas aeronaves permitiu a elabora&ccedil;&atilde;o de uma  representa&ccedil;&atilde;o da prov&aacute;vel posi&ccedil;&atilde;o relativa entre as duas aeronaves no  momento da colis&atilde;o conforme figura ao lado. Foram observados os  seguintes danos no Legacy: quebra do winglet da asa esquerda,  deforma&ccedil;&otilde;es diversas na asa esquerda e corte na carenagem <\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\">da ponta esquerda do estabilizador horizontal e do profundor, ambos do lado esquerdo.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"465\" height=\"311\" align=\"absMiddle\" src=\"http:\/\/www.obeabadosertao.com.br\/UserFiles\/Image\/diversos\/aeronaves\/boeing737_800_short_field_performance_gol_e_legacy600_embraer_465.jpg\" alt=\"\" \/><\/span><\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><br \/>\nOs danos causados pela colis&atilde;o na asa esquerda do Boeing tornaram o  avi&atilde;o incontrol&aacute;vel aos pilotos. A aeronave entrou em curva descendente  pela esquerda, em atitude semelhante &agrave; conhecida como &quot;<em>parafuso<\/em>&quot;.  O mergulho descontrolado do PR-GTD fez com que a aeronave excedesse seu  limite estrutural e causou a separa&ccedil;&atilde;o estrutural em voo(&quot;<span style=\"font-family: Arial;\">in-flight break up<\/span>&quot;) da mesma durante a queda, n&atilde;o proporcionando chance de sobreviv&ecirc;ncia a nenhum de seus passageiros e tripulantes.<\/span><\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"> <br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"465\" height=\"311\" align=\"absMiddle\" src=\"http:\/\/www.obeabadosertao.com.br\/UserFiles\/Image\/diversos\/aeronaves\/jato_executivo_legacy600_embraer_465g.jpg\" alt=\"\" \/><\/span><\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"> <br \/>\nApesar dos danos do Legacy, a aeronave continuou control&aacute;vel aos  pilotos, que conseguiram realizar um pouso de emerg&ecirc;ncia no Campo de  Provas Brigadeiro Velloso, pertencente ao Comando da Aeron&aacute;utica (<span style=\"font-family: Arial;\">COMAER<\/span>), na Serra do Cachimbo(<span style=\"font-family: Arial;\">PA<\/span>).<\/p>\n<p>\n<span style=\"color: rgb(0, 0, 255);\"><span style=\"font-size: large;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><strong>Planos de voo<\/strong><\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><br \/>\nO plano de voo &eacute; um documento t&eacute;cnico e oficial onde s&atilde;o registradas  todas as informa&ccedil;&otilde;es da trajet&oacute;ria do voo. A tripula&ccedil;&atilde;o, ou a companhia  a&eacute;rea em nome dela, elabora o plano de voo e o submete ao CTA(<span style=\"font-family: Arial;\">Controle de Tr&aacute;fego A&eacute;reo<\/span>), que se torna o Plano de Voo Requisitado.<\/p>\n<p><\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"465\" height=\"311\" align=\"absMiddle\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.obeabadosertao.com.br\/UserFiles\/Image\/diversos\/aeronaves\/aeroporto_torre_de_controle_465.jpg\" \/><\/span><\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><br \/>\nO Plano de Voo pode ser autorizado como solicitado ou eventualmente  alterado, transformando-se no Plano de Voo Autorizado. A qualquer  momento do voo, o CTA pode fazer altera&ccedil;&otilde;es no plano de voo autorizado e  comunicar &agrave; tripula&ccedil;&atilde;o. A tripula&ccedil;&atilde;o deve seguir rigorosamente o Plano  de Voo Autorizado.<\/p>\n<p><span style=\"color: rgb(0, 0, 255);\"><span style=\"font-size: large;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><strong>Embraer Legacy 600<\/strong><\/span><\/span><\/span><br \/>\nA primeira parte do plano de voo previa um percurso em duas etapas sem  escalas, primeiro at&eacute; Bras&iacute;lia e depois mudando de dire&ccedil;&atilde;o para Manaus,  onde deveria pousar. Para Bras&iacute;lia o voo seguiria pela aerovia UW2, de  m&atilde;o &uacute;nica, com proa da aeronave em 006&ordm;, na altitude de 37 mil p&eacute;s.  Chegando a Bras&iacute;lia mudaria de dire&ccedil;&atilde;o para Manaus, tomando a aerovia  UZ6, de m&atilde;o dupla, com proa em 336&ordm; e baixando a altitude para 36 mil  p&eacute;s.<\/p>\n<p>Ao passar pelo fixo Teres, um marco virtual que auxilia a navega&ccedil;&atilde;o,  localizado 480 quil&ocirc;metros a noroeste de Bras&iacute;lia, deveria subir para 38  mil p&eacute;s e continuar nessa altitude at&eacute; Manaus. A colis&atilde;o aconteceu 400  quil&ocirc;metros depois do fixo Teres.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"465\" height=\"564\" align=\"absMiddle\" src=\"http:\/\/www.obeabadosertao.com.br\/UserFiles\/Image\/diversos\/aeronaves\/acidente_boeing_gol_737_800_legacy_600_embraer_20set2006_mapa_465.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p>Pelo plano de voo, no ponto da aerovia em que colidiu com o Boeing, o  Legacy deveria estar a 38 mil p&eacute;s de altitude, e n&atilde;o a 37 mil p&eacute;s.  Entretanto, como ficou apurado nas investiga&ccedil;&otilde;es, o plano de voo  autorizado pela torre de controle de S&atilde;o Jos&eacute; dos Campos mencionou  somente a altitude inicial do plano de voo, n&atilde;o especificando o limite  da altitude inicial at&eacute; Bras&iacute;lia, nem complementando que o plano de voo  estava sendo autorizado como solicitado(&quot;<span style=\"font-family: Arial;\">then as filed<\/span>&quot;).<\/p>\n<p>\nDesta forma o plano de voo autorizado verbalmente para a tripula&ccedil;&atilde;o era  diferente do solicitado e diferente daquele que ficou registrado como  plano de voo autorizado nos sistemas informatizados do CTA.<\/p>\n<p>\n<span style=\"color: rgb(0, 0, 255);\"><span style=\"font-size: large;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><strong>Boeing 737-800 Short Field Performance<\/strong><\/span><\/span><\/span><br \/>\nDe acordo com o notici&aacute;rio nacional, o plano de voo do Boeing da Gol  previa a utiliza&ccedil;&atilde;o da aerovia UZ6, a mesma do Legacy, sentido  Manaus-Bras&iacute;lia, na altitude de 37 mil p&eacute;s. A altitude habitual dessa  rota &eacute; de 41 mil p&eacute;s.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"465\" height=\"311\" align=\"absMiddle\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.obeabadosertao.com.br\/UserFiles\/Image\/diversos\/aeronaves\/boeing737_800_short_field_performance_gol_465b.jpg\" \/><\/p>\n<p>As investiga&ccedil;&otilde;es posteriores mostraram que as companhias a&eacute;reas mant&ecirc;m planos de voo &quot;<em>padr&otilde;es<\/em>&quot;  e que a cada voo o piloto solicita a altitude mais adequada &agrave;s  condi&ccedil;&otilde;es de peso da aeronave e atmosf&eacute;ricas. Neste caso o piloto do  Boeing solicitou altitude de 37 mil p&eacute;s.<\/p>\n<p>\n<span style=\"color: rgb(0, 0, 255);\"><span style=\"font-size: large;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><strong>A sequ&ecirc;ncia de comunica&ccedil;&otilde;es<\/strong><\/span><\/span><\/span><br \/>\nO Legacy decolou de S&atilde;o Jos&eacute; dos Campos &agrave;s 14h51m(<span style=\"font-family: Arial;\">UTC-3<\/span>), atingindo o n&iacute;vel de voo de 37 mil p&eacute;s na aerovia UW2 &agrave;s 15h33m(<span style=\"font-family: Arial;\">UTC-3<\/span>). O CTA manteve contato bidirecional com o Legacy at&eacute; as 15h51m(<span style=\"font-family: Arial;\">UTC-3<\/span>), quando o &uacute;ltimo contato foi feito com o Centro de Bras&iacute;lia. Neste momento o Legacy estava se aproximando de Bras&iacute;lia.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"465\" height=\"311\" align=\"absMiddle\" src=\"http:\/\/www.obeabadosertao.com.br\/UserFiles\/Image\/diversos\/aeronaves\/jato_executivo_legacy600_embraer_465a.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p>O Legacy sobrevoou a vertical de Bras&iacute;lia &agrave;s 15h55m(<span style=\"font-family: Arial;\">UTC-3<\/span>)  e prosseguiu pela aerovia UZ6, alterando sua proa de 006&ordm; para 336&ordm;. Ao  passar por Bras&iacute;lia estava previsto no plano de voo a mudan&ccedil;a de  altitude de 37 mil p&eacute;s para 36 mil p&eacute;s, entretanto, nem o Legacy  solicitou esta altera&ccedil;&atilde;o, tampouco o Centro de Bras&iacute;lia.<\/p>\n<p>\n&Agrave;s 16h02m(<span style=\"font-family: Arial;\">UTC-3<\/span>) o transponder do Legacy<strong>(<span style=\"color: rgb(255, 0, 0);\"><span style=\"font-family: Arial;\">Foto abaixo<\/span><\/span>)<\/strong>  foi desligado pela tripula&ccedil;&atilde;o. Isto fez com que o radar secund&aacute;rio do  Centro de Bras&iacute;lia deixasse de receber as informa&ccedil;&otilde;es que permitiam  associar a aeronave, sua altitude, velocidade e dire&ccedil;&atilde;o &agrave; posi&ccedil;&atilde;o  horizontal obtida pelo radar prim&aacute;rio.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"465\" height=\"311\" align=\"absMiddle\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.obeabadosertao.com.br\/UserFiles\/Image\/diversos\/aeronaves\/transponder_com_sistema_tcas_465.jpg\" \/><\/span><\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"> <br \/>\nNo intervalo de tempo de sete minutos entre a<\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\">  passagem pela vertical de Bras&iacute;lia e o desligamento do transponder,  aparentemente o controlador n&atilde;o percebeu a indica&ccedil;&atilde;o na tela do radar  para solicitar a mudan&ccedil;a de n&iacute;veis que estava prevista no plano de voo  porque estaria atento a outras aeronaves.<\/span><\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><\/p>\n<p>Na aus&ecirc;ncia do sinal do transponder da aeronave, o radar prim&aacute;rio obt&eacute;m  uma estimativa da sua altitude, mas com grande imprecis&atilde;o, e com isto, a  altitude real do Legacy passou a apresentar grande varia&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>\n&Agrave;s 16h26m(<span style=\"font-family: Arial;\">UTC-3<\/span>), 24 minutos  depois do desligamento do transponder, o Centro de Bras&iacute;lia tentou sem  sucesso contatar a aeronave, mas a frequ&ecirc;ncia oferecida ao Legacy em seu  &uacute;ltimo contato(<span style=\"font-family: Arial;\">125.05MHz<\/span>) n&atilde;o tinha alcance para o setor onde ele j&aacute; se encontrava.<\/p>\n<p>\nSegundo apurado nas investiga&ccedil;&otilde;es, o Centro de Brasilia deveria informar  &agrave; aeronave outra frequ&ecirc;ncia, com alcance na rota trafegada pelo Legacy.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"> A  partir das 16h30m(UTC-3), ainda em consequ&ecirc;ncia do desligamento do  transponder, a identifica&ccedil;&atilde;o da aeronave na tela de radar passou a ficar  intermitente, desaparecendo completamente &agrave;s 16h38m(<span style=\"font-family: Arial;\">UTC-3<\/span>).<\/p>\n<p><\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"465\" height=\"311\" align=\"absMiddle\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.obeabadosertao.com.br\/UserFiles\/Image\/diversos\/aeronaves\/elementos_controle_trafego_aereo_465.jpg\" \/><\/span><\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"> <br \/>\nA partir das 16h48m(<span style=\"font-family: Arial;\">UTC-3<\/span>) at&eacute; as 16h53m(<span style=\"font-family: Arial;\">UTC-3<\/span>)  o Legacy tentou sem sucesso contatar o Centro de Bras&iacute;lia devido as  frequ&ecirc;ncias de r&aacute;dio utilizadas pela tripula&ccedil;&atilde;o n&atilde;o estarem ativas no  CTA.<\/p>\n<p>\n&Agrave;s 16h53m o Centro de Bras&iacute;lia, chamou &quot;<em>&agrave;s cegas<\/em>&quot; a aeronave solicitando que contatasse o Centro Amaz&ocirc;nico.<\/p>\n<p>\nA tripula&ccedil;&atilde;o do Legacy tentou por in&uacute;meras vezes o contato com o Centro  Bras&iacute;lia sem sucesso. Um contato prec&aacute;rio foi feito neste momento, mas a  tripula&ccedil;&atilde;o do Legacy n&atilde;o compreendeu as frequ&ecirc;ncias indicadas do Centro  Amaz&ocirc;nico. Novamente a tripula&ccedil;&atilde;o tentou contato com o Centro Bras&iacute;lia,  sendo uma das tentativas feitas 1 segundo antes da colis&atilde;o.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"465\" height=\"349\" align=\"absMiddle\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.obeabadosertao.com.br\/UserFiles\/Image\/diversos\/aeronaves\/acidente_boeing_gol_737_800_legacy_600_embraer_20set2006_hipotese_colisao_465.JPG\" \/><\/p>\n<p>A colis&atilde;o ocorreu &agrave;s 16h56m54s(<span style=\"font-family: Arial;\">UTC-3<\/span>). Devido ao desligamento do transponder do Legacy, os sistemas anticolis&atilde;o(<span style=\"font-family: Arial;\">TCAS<\/span>)  das duas aeronaves tornaram-se inefetivos, n&atilde;o alertando os pilotos das  aeronaves a respeito do iminente risco de colis&atilde;o a&eacute;rea.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><br \/>\n&Agrave;s 16h59m(<span style=\"font-family: Arial;\">UTC-3<\/span>), tr&ecirc;s minutos  ap&oacute;s a colis&atilde;o, a tripula&ccedil;&atilde;o do Legacy voltou a ativar o transponder. A  partir deste momento, o controle de tr&aacute;fego a&eacute;reo voltou a identificar o  Legacy e sua real altitude, na tela do console.<\/p>\n<p>\n<span style=\"color: rgb(0, 0, 255);\"><span style=\"font-size: large;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><strong><br \/>\nA primeira not&iacute;cia<\/strong><\/span><\/span><\/span><br \/>\nO radioamador Laudir Benevides, de Alex&acirc;nia(<span style=\"font-family: Arial;\">GO<\/span>), foi o primeiro a comunicar &agrave; For&ccedil;a A&eacute;rea Brasileira(<span style=\"font-family: Arial;\">FAB<\/span>) sobre o acidente, &agrave;s 17h55m(<span style=\"font-family: Arial;\">hor&aacute;rio de Bras&iacute;lia<\/span>), passando as coordenadas do GPS da regi&atilde;o da queda(<span style=\"font-family: Arial;\">UTM 22L 0208201 8915058<\/span>).<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"465\" height=\"311\" align=\"absMiddle\" src=\"http:\/\/www.obeabadosertao.com.br\/UserFiles\/Image\/diversos\/aeronaves\/boeing737_800_short_field_performance_gol_destrocos_20set2006_465a.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p>Essa informa&ccedil;&atilde;o foi dada por um fazendeiro de Peixoto de Azevedo, que teria visto o avi&atilde;o cair. Conforme o fazendeiro, &quot;<em>o avi&atilde;o vinha em alta velocidade, se chocou contra o solo e explodiu. N&atilde;o haveria sobreviventes<\/em>&quot;.<\/p>\n<p><span style=\"color: rgb(0, 0, 255);\"><span style=\"font-size: large;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><strong>Resgate<\/strong><\/span><\/span><\/span><br \/>\nAproximadamente &agrave;s nove horas da manh&atilde; do dia 30 de setembro, os  destro&ccedil;os da aeronave foram oficialmente encontrados a duzentos  quil&ocirc;metros da sede do munic&iacute;pio de Peixoto de Azevedo, no norte do Mato  Grosso. Naquele momento n&atilde;o havia informa&ccedil;&otilde;es sobre poss&iacute;veis  sobreviventes. Mais de cem homens foram disponibilizados para as  opera&ccedil;&otilde;es de busca e salvamento. &Agrave;s 21h35m(<span style=\"font-family: Arial;\">UTC-3<\/span>) de 1 de Outubro, a FAB divulgou nota &agrave; imprensa confirmando que n&atilde;o houve sobreviventes.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"465\" height=\"311\" align=\"absMiddle\" src=\"http:\/\/www.obeabadosertao.com.br\/UserFiles\/Image\/diversos\/aeronaves\/boeing737_800_short_field_performance_gol_destrocos_20set2006_465b.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p>A FAB instalou uma base de campanha na &quot;<em>Fazenda Jarin&atilde;<\/em>&quot;, que  fica a 35 quil&ocirc;metros do local da queda. O avan&ccedil;o das equipes militares  de resgate foi lento, devido &agrave; geografia e vegeta&ccedil;&atilde;o do local. Soldados  abriram clareiras na mata para que helic&oacute;pteros conseguissem ter acesso  aos destro&ccedil;os, que ficaram espalhados em uma grande &aacute;rea.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"465\" height=\"311\" align=\"absMiddle\" src=\"http:\/\/www.obeabadosertao.com.br\/UserFiles\/Image\/diversos\/aeronaves\/boeing737_800_short_field_performance_gol_destrocos_20set2006_465c.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p>At&eacute; o dia 10 de outubro de 2006 haviam sido encontrados 150 corpos, dos quais 113 identificados pelo Instituto M&eacute;dico Legal(<span style=\"font-family: Arial;\">IML<\/span>)  de Bras&iacute;lia. No dia 19 de outubro j&aacute; haviam sido identificados todos os  153 corpos que chegaram ao IML, restando localizar na selva apenas um  corpo.<\/p>\n<p>\nFinalmente, em 16 de novembro de 2006 as buscas foram oficialmente  encerradas e em 22 de novembro foram identificados os restos mortais do  &uacute;ltimo passageiro, por meio de teste de DNA.<\/p>\n<p><span style=\"color: rgb(0, 0, 255);\"><span style=\"font-size: large;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><strong>Condenados<\/strong><\/span><\/span><\/span><br \/>\nOs pilotos americanos <strong>Joseph Lepore<\/strong> e <strong>Jan Paul Paladino<\/strong> foram condenados  neste m&ecirc;s a quatro anos e quatro meses de pris&atilde;o em regime semiaberto(<span style=\"font-family: Arial;\">quando o r&eacute;u passa o dia fora e apenas dorme na unidade prisional<\/span>), mas o juiz resolveu transformar a pena em presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os comunit&aacute;rios nos Estados Unidos em uma reparti&ccedil;&atilde;o brasileira.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"465\" height=\"311\" align=\"absMiddle\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.obeabadosertao.com.br\/UserFiles\/Image\/diversos\/aeronaves\/pilotos_norte_americanos_joseph_lepore_e_jan_paul_paladino_465.jpg\" \/><\/p>\n<p>Em sua senten&ccedil;&atilde;o, a Justi&ccedil;a comprovou, por meio de per&iacute;cias, que os  pilotos deixaram o equipamento anticolis&atilde;o desligado por uma hora e que  s&oacute; o religaram depois que o Legacy j&aacute; havia colidido com o avi&atilde;o da Gol.<\/p>\n<p><span style=\"color: rgb(255, 0, 0);\"><span style=\"font-size: large;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><strong>Mat&eacute;rias relacionadas<\/strong><\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: rgb(0, 0, 0);\"><span style=\"font-family: Arial;\"><a href=\"http:\/\/www.obeabadosertao.com.br\/v3\/legacy_que_colidiu_com_aviao_da_gol_esta_%C3%80_venda__5025.html\"><strong>02.06.2011 &#8211; US$ 15,7 milh&otilde;es:<\/strong><\/a><\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial;\"><a href=\"http:\/\/www.obeabadosertao.com.br\/v3\/legacy_que_colidiu_com_aviao_da_gol_esta_%C3%80_venda__5025.html\"><strong><br \/>\n<\/strong><span style=\"color: rgb(0, 0, 255);\"><span style=\"font-size: medium;\"><strong>Legacy que colidiu com avi&atilde;o da Gol est&aacute; &agrave; venda<\/strong><\/span><\/span><\/a><\/span><br \/>\n<br type=\"_moz\" \/><br \/>\n<\/span><\/span><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pilotos do Legacy: Joseph Lepore e Jan Paul Paladino.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[25],"tags":[],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7980"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7980"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7980\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7980"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7980"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7980"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}