{"id":7989,"date":"2014-06-08T00:00:00","date_gmt":"2014-06-08T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2014-06-08T00:00:00","modified_gmt":"2014-06-08T00:00:00","slug":"Paraiba-ira-desenvolver-polo-da-ovinocaprinocultura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/2014\/06\/08\/Paraiba-ira-desenvolver-polo-da-ovinocaprinocultura\/","title":{"rendered":"Para\u00edba ir\u00e1 desenvolver polo da ovinocaprinocultura"},"content":{"rendered":"<div id=\"tt-temp-estim\">Tempo de leitura: 6 minutos<\/div><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><br \/>\n<strong>Jo&atilde;o Pessoa(PB) &#8211;<\/strong>&nbsp;A Para&iacute;ba dever&aacute; alavancar o Polo de Desenvolvimento da Ovinocaprinocultura, neste ano de 2014, reativando o frigor&iacute;fico de caprinos na cidade de Mulungu, no Brejo paraibano, e organizando a cadeia produtiva desta atividade, para que se torne mais rent&aacute;vel. Na quinta-feira(<span style=\"font-family: Arial;\">05Junho2014<\/span>), foi apresentado o Estudo do Complexo da Ovinocaprinocultura no Brasil, em Jo&atilde;o Pessoa, que mostrou que, apesar do pa&iacute;s ter um dos maiores rebanhos, 90% do abate dos animais acontece em condi&ccedil;&otilde;es sanit&aacute;rias impr&oacute;prias e de forma clandestina, o que diminui a oferta de produtos de qualidade nos mercados consumidores.<\/p>\n<p>\nSegundo dados do IBGE, o Brasil possui um rebanho de aproximadamente 18 milh&otilde;es de caprinos e ovinos. Mais da metade desses animais est&atilde;o na regi&atilde;o Nordeste, cerca de 10 milh&otilde;es. Na Para&iacute;ba, s&atilde;o cerca de 800 mil animais, sendo em torno de 500 mil caprinos e 300 mil ovinos. &ldquo;<em>A partir do estudo apresentado, fruto de um trabalho longo de pesquisa e de benchmarking com cinco pa&iacute;ses, iremos tra&ccedil;ar as diretrizes das a&ccedil;&otilde;es. Vamos agora colocar na pr&aacute;tica o que foi sugerido no estudo<\/em>&rdquo;, ressaltou o coordenador do estudo e analista do Sebrae Para&iacute;ba, Jucieux Palmeira.<\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"\/UserFiles\/Image\/animais\/ovelhas_465.jpg\" width=\"465\" height=\"311\" align=\"absMiddle\" alt=\"\" \/><br \/>\n<img decoding=\"async\" src=\"\/UserFiles\/Image\/animais\/ovelhas_465.jpg\" width=\"0\" height=\"0\" align=\"absMiddle\" alt=\"\" \/><\/br> <br \/>\nDe acordo com o diretor t&eacute;cnico da Empresa Estadual de Pesquisa Agropecu&aacute;ria da Para&iacute;ba(<span style=\"font-family: Arial;\">Emepa<\/span>), Vandrick Hauss de Sousa, a Para&iacute;ba possui todos os elementos para alavancar a atividade e gerar rentabilidade para os produtores. A reativa&ccedil;&atilde;o do frigor&iacute;fico de Mulungu &eacute; uma das a&ccedil;&otilde;es previstas. &ldquo;<em>H&aacute; uma demanda do mercado consumidor e temos um acervo de conhecimento t&eacute;cnico e tecnol&oacute;gico. Para que o polo de desenvolvimento da ovinocaprinocultura avance precisamos envolver todo os atores da cadeia produtiva. &Eacute; preciso colocar em pr&aacute;tica o que j&aacute; sabemos, envolvendo produtores, entidades p&uacute;blicas e privadas<\/em>&rdquo;, disse.<\/p>\n<p>\nPara o superintendente t&eacute;cnico da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira dos Criadores de Caprinos, Felipe Adelino de Lima, a Para&iacute;ba tem potencial para desenvolver o abate de caprinos e tornar esta atividade rent&aacute;vel, assim como acontece com o leite de cabra. &ldquo;<em>O nosso grande problema &eacute; a organiza&ccedil;&atilde;o da cadeia produtiva. &Eacute; preciso um trabalho em conjunto para produzirmos com efici&ecirc;ncia e custo mais baixo<\/em>&rdquo;, afirmou Felipe Adelino.<\/p>\n<p>\nA informalidade da atividade &eacute;, inclusive, um dos grandes entraves apontados pelo Estudo e pelos profissionais que participaram do evento. &ldquo;<em>O abate informal, em locais sem certifica&ccedil;&atilde;o, inspe&ccedil;&atilde;o ou fiscaliza&ccedil;&atilde;o, com a figura do atravessador, que leva a carne para os mercados p&uacute;blicos, atrapalha muito a organiza&ccedil;&atilde;o da cadeia. Por isso &eacute; preciso envolver todos os &oacute;rg&atilde;os, como Minist&eacute;rio P&uacute;blico e Vigil&acirc;ncia Sanit&aacute;ria, para que a atividade seja valorizada no mercado<\/em>&rdquo;, acrescentou Vandrick Hauss.<\/p>\n<p><span style=\"color: rgb(0, 0, 255);\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><strong>Semin&aacute;rio do Complexo da Ovinocaprinocultura<\/strong><\/span><\/span><\/span><br \/>\nO Estudo foi apresentado durante o Semin&aacute;rio do Complexo da Ovinocaprinocultura no Brasil, realizado pelo Sebrae Para&iacute;ba, em Jo&atilde;o Pessoa, nesta quinta-feira<\/span><\/span><span style=\"font-family: Verdana; font-size: small;\">(<\/span><span style=\"font-size: small; font-family: Arial;\">05Junho2014<\/span><span style=\"font-family: Verdana; font-size: small;\">)<\/span><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\">. Segundo Jucieux Palmeira, a apresenta&ccedil;&atilde;o do estudo &eacute; a primeira parte do projeto, que pretende alavancar a atividade na Para&iacute;ba e no Nordeste.&ldquo;<em>Ap&oacute;s as discuss&otilde;es sobre a apresenta&ccedil;&atilde;o do estudo vamos publicar um livro com todas as considera&ccedil;&otilde;es. Em um segundo momento pretendemos firmar um novo conv&ecirc;nio com o Minist&eacute;rio do Desenvolvimento Ind&uacute;stria e Com&eacute;rcio Exterior(<span style=\"font-family: Arial;\">MDIC<\/span>) para chamarmos os atores e autores envolvidos neste trabalho para as a&ccedil;&otilde;es pr&aacute;ticas<\/em>&rdquo;, disse.<\/p>\n<p>\nA diretora de Agroneg&oacute;cios do MDIC, Rita Milagres, que tamb&eacute;m participou do Semin&aacute;rio, destacou a satisfa&ccedil;&atilde;o em participar do evento e da oportunidade em reunir os envolvidos na atividade da ovinocaprinocultura. &ldquo;<em>O Estudo mostrou quais s&atilde;o os entraves e como super&aacute;-los. Agora temos que saber como agir daqui para frente. O MDIC est&aacute; atento a este setor e &agrave; disposi&ccedil;&atilde;o para trabalhar junto com o Sebrae e demais institui&ccedil;&otilde;es<\/em>&rdquo;, afirmou Rita.<\/p>\n<p>\nO diretor t&eacute;cnico do Sebrae Para&iacute;ba, Jo&atilde;o Alberto Leite, destacou que este &eacute; um momento importante para a ovinocaprinocultura do pa&iacute;s. &ldquo;<em>O projeto Aprisco Nordeste foi o ponta p&eacute; inicial para fortalecermos diversas a&ccedil;&otilde;es. Agora estamos em um momento novo, um marco para a atividade. Com as informa&ccedil;&otilde;es que dispomos desse Estudo, vamos estabelecer estrat&eacute;gias<\/em>&rdquo;, disse.<\/p>\n<p><span style=\"color: rgb(0, 0, 255);\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><strong>Experi&ecirc;ncia de outros pa&iacute;ses<\/strong><\/span><\/span><\/span><br \/>\nO Estudo do Complexo da Ovinocaprinocultura apresentou uma an&aacute;lise comparativa da cadeia produtiva do Brasil e de cinco pa&iacute;ses visitados pelos pesquisadores(<span style=\"font-family: Arial;\">Reino Unido, Espanha, Uruguai, Austr&aacute;lia e Nova Zel&acirc;ndia<\/span>). &ldquo;<em>Fizemos um trabalho de benchmarking internacional para conhecer a cadeia produtiva de sucesso desses pa&iacute;ses. Por que n&atilde;o podemos adotar esses modelos aqui tamb&eacute;m? Parte da Espanha, por exemplo, tem o clima muito parecido com o do Nordeste brasileiro<\/em>&rdquo;, completou Jucieux.<\/p>\n<p>\nO professor da Universidade Federal da Bahia(<span style=\"font-family: Arial;\">UFBA<\/span>), Carlos Frederico Lacerda, apresentou esta an&aacute;lise, em conjunto com os pesquisadores Bruno Santos, Breno Guerra, Eduardo Amadeu e Daniel Benitz. &ldquo;<em>O Brasil possui um grande mercado consumidor de carne de ovinos e caprinos. Muitos pa&iacute;ses est&atilde;o de olho neste mercado. Apesar de termos um rebanho de 18 milh&otilde;es de animais, importamos ovinos do Uruguai<\/em>&rdquo;, disse Carlos Lacerda.<\/p>\n<p>\nEle mostrou que a Nova Zel&acirc;ndia, por exemplo, possui um rebanho de 31,2 milh&otilde;es de caprinos e ovinos, abate 23 milh&otilde;es e exporta cerca de 92%, ficando apenas 8% para o mercado interno, j&aacute; que sua popula&ccedil;&atilde;o &eacute; de aproximadamente 3 milh&otilde;es de habitantes. J&aacute; o Uruguai, possui um rebanho de 8,2 milh&otilde;es de caprinos e ovinos, menos da metade do Brasil, e ainda assim vende sua carne para o Brasil.<\/p>\n<p>\nDe acordo com o Estudo apresentado por Carlos Lacerda, a cadeia produtiva desses cinco pa&iacute;ses visitados s&atilde;o extremamente organizadas, o que lhes confere a rentabilidade da atividade. A ind&uacute;stria frigor&iacute;fica tem elevada participa&ccedil;&atilde;o nesse desenvolvimento. S&atilde;o 20 frigor&iacute;ficos operando no abate de ovino na Espanha, 21 no Uruguai, 17 na Nova Zel&acirc;ndia, pa&iacute;ses com &aacute;rea e popula&ccedil;&atilde;o inferior a 5% do Brasil. No Reino Unido s&atilde;o 162 frigor&iacute;ficos e 97 processadores de carne de ovino na Austr&aacute;lia.<\/p>\n<p>\nNo Brasil, no entanto, a ind&uacute;stria frigor&iacute;fica tem baixa participa&ccedil;&atilde;o, s&atilde;o apenas tr&ecirc;s frigor&iacute;ficos na regi&atilde;o Nordeste que possuem SIF(<span style=\"font-family: Arial;\">Servi&ccedil;o de Inspe&ccedil;&atilde;o Federal<\/span>) e se dedicam prioritariamente a esta atividade.<\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ap\u00f3s apresenta\u00e7\u00e3o do Estudo do Complexo da Ovinocaprinocultura no Brasil, institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas e privadas pretendem organizar cadeia produtiva<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[34],"tags":[],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7989"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7989"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7989\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7989"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7989"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7989"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}