{"id":8029,"date":"2014-07-23T00:00:00","date_gmt":"2014-07-24T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2014-07-23T00:00:00","modified_gmt":"2014-07-23T00:00:00","slug":"Morre-aos-87-anos-o-escritor-Ariano-Suassuna","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/2014\/07\/23\/Morre-aos-87-anos-o-escritor-Ariano-Suassuna\/","title":{"rendered":"Morre aos 87 anos o escritor Ariano Suassuna"},"content":{"rendered":"<div id=\"tt-temp-estim\">Tempo de leitura: 9 minutos<\/div><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><br \/>\n<strong>Recife(PE) &#8211;<\/strong>&nbsp;O escritor e dramaturgo Ariano Vilar Suassuna morreu na tarde desta quarta-feira(<span style=\"font-family: Arial;\">23Julho2014<\/span>), &agrave;s 17h15m, no Recife, aos 87 anos, de uma parada card&iacute;aca provocada pela hipertens&atilde;o intracraniana, ap&oacute;s sofrer um AVC hemorr&aacute;gico na segunda-feira(<span style=\"font-family: Arial;\">21Julho2014<\/span>).<\/p>\n<p>\nEle foi internado no Real Hospital Portugu&ecirc;s &agrave;s 20h00m de segunda e foi submetido a uma cirurgia neurol&oacute;gica de emerg&ecirc;ncia.&nbsp;Autor do &quot;<em>Romance d&#8217;A Pedra do Reino<\/em>&quot; e de cl&aacute;ssicos do teatro nacional como &quot;<em>O Auto da Compadecida<\/em>&quot; e &quot;<em>O Santo e a Porca<\/em>&quot; e imortal da ABL(<span style=\"font-family: Arial;\">Academia Brasileira de Letras<\/span>), ele tamb&eacute;m sofria de diabetes.<\/p>\n<p>\n<img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"\/UserFiles\/Image\/cultura\/ariano_vilar_suassuna_465b.jpg\" width=\"465\" height=\"311\" align=\"absMiddle\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p>O vel&oacute;rio do corpo de Ariano Suassuna ser&aacute; realizado no Pal&aacute;cio Campo das Princesas, no Recife, sede do governo de Pernambuco. A cerim&ocirc;nia ser&aacute; inicialmente restrita a familiares e amigos, sendo aberta ao p&uacute;blico depois das 23h30m at&eacute; as 15h00m de quinta(<span style=\"font-family: Arial;\">24Julho2014<\/span>).&nbsp;O enterro ser&aacute; &agrave;s 16h00m de quinta-feira, no cemit&eacute;rio Morada da Paz, em Paulista(<span style=\"font-family: Arial;\">Grande Recife<\/span>).<\/p>\n<p>\nUm dos autores mais populares do Brasil, ele tornou-se mais conhecido nacionalmente desde que, a partir dos anos 1990, passou a rodar o pa&iacute;s com suas &quot;<em>aulas-espet&aacute;culos<\/em>&quot;, misto de palestra, concerto e espet&aacute;culo de dan&ccedil;a, em que exibia com gra&ccedil;a de palha&ccedil;o a sua erudi&ccedil;&atilde;o e seu fervor pela cultura brasileira.<\/p>\n<p>\nUma de suas &uacute;ltimas apari&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas foi justamente ao ministrar uma dessas aulas, no dia 16, em Salvador. Ele tinha outra marcada para 5 de agosto, em Curitiba, e viria a S&atilde;o Paulo em outubro.<\/p>\n<p>\nNas aulas, frequentemente usava a combina&ccedil;&atilde;o de terno preto e camisa vermelha, cores do Sport Club do Recife, time do cora&ccedil;&atilde;o. Chamava o traje de &quot;&quot;<em>sport fino<\/em>&quot;.&nbsp;Em dezembro passado,em entrevista o escritor afirmou ter feito &quot;<em>um pacto com Deus<\/em>&quot; para, apesar dos problemas de sa&uacute;de, conseguir concluir o primeiro volume do romance monumental em que trabalha h&aacute; 33 anos e que dever&aacute; ter ao todo sete volumes.<\/p>\n<p>\nNa ocasi&atilde;o, contou que a obra completa se chamar&aacute; &quot;<em>A Ilumiara<\/em>&quot;; &#8211; o livro de abertura, um romance epistolar, ser&aacute; &quot;<em>O Jumento Sedutor<\/em>&quot;; e revelou versos que estar&atilde;o ao final das cartas que encerrar&atilde;o os cap&iacute;tulos.&nbsp;Suassuna deixa a mulher, Z&eacute;lia, com quem foi casado por 56 anos, cinco filhos e 15 netos.<\/p>\n<p><span style=\"color: rgb(0, 0, 255);\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><strong>Oitavo filho<\/strong><\/span><\/span><\/span><br \/>\nAriano Vilar Suassuna nasceu em 16 de junho de 1927 em Jo&atilde;o Pessoa, quando a capital da Para&iacute;ba tinha o mesmo nome do Estado.&nbsp;Foi o oitavo dos nove filhos de Rita de C&aacute;ssia Dantas Vilar e de Jo&atilde;o Urbano Pessoa de Vasconcelos Suassuna.<\/p>\n<p>\nAp&oacute;s a morte do pai, assassinado em 1930 por motivos pol&iacute;ticos, Suassuna se muda para Tapero&aacute;(<span style=\"font-family: Arial;\">PB<\/span>) com a fam&iacute;lia.&nbsp;&Eacute; nesta cidade, no norte da Para&iacute;ba, que o futuro escritor ouve um desafio de viola e assiste uma pe&ccedil;a de mamulengo pela primeira vez. Os dois tipos de manifesta&ccedil;&atilde;o art&iacute;stica vieram a ter grande influ&ecirc;ncia em sua obra.<\/p>\n<p>\nEm 1942, foi morar no Recife(<span style=\"font-family: Arial;\">PE<\/span>), onde terminou o ensino secund&aacute;rio e come&ccedil;ou a cursar Direito.&nbsp;Durante os anos no Gin&aacute;sio Pernambuco, Suassuna entra em contato com a m&uacute;sica erudita e a pintura. Nos anos de col&eacute;gio, publica o primeiro poema, &quot;<em>Noturno<\/em>&quot;, no &quot;<em>Jornal do Commercio<\/em>&quot;, do Recife.<\/p>\n<p><span style=\"color: rgb(0, 0, 255);\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><strong>Teatro<\/strong><\/span><\/span><\/span><br \/>\nNa faculdade de direito, Suassuna funda, com o escritor e dramaturgo Hermilo Borba(<span style=\"font-family: Arial;\">1917-1976<\/span>), o Teatro do Estudante de Pernambuco. O grupo monta suas pe&ccedil;as &quot;<em>As Harpas de Si&atilde;o<\/em>&quot;(<span style=\"font-family: Arial;\">ou &quot;<em>O Desertor de Princesa<\/em>&quot;<\/span>), em 1948 e &quot;<em>Os Homens de Barro<\/em>&quot;, em 1949.<\/p>\n<p>\nA primeira pe&ccedil;a escrita por Suassuna, &quot;<em>Uma Mulher Vestida de Sol<\/em>&quot;, de 1947, foi premiada no ano seguinte. O primeiro &quot;Auto&quot;(<span style=\"font-family: Arial;\">pe&ccedil;a em estilo medieval<\/span>) inspirado em literatura de cordel, o &quot;<em>Auto de Jo&atilde;o da Cruz<\/em>&quot;, &eacute; de 1950. O famoso &quot;<em>Auto da Compadecida<\/em>&quot; foi escrito em 1955.&nbsp;No ano seguinte, torna-se professor de est&eacute;tica na Universidade do Recife(<span style=\"font-family: Arial;\">futura UFPE)<\/span> e larga de vez a advocacia.<\/p>\n<p>\nEm 1957, Suassuna casou-se com Z&eacute;lia de Andrade Lima, com quem teve seis filhos: Joaquim, Maria, Manuel, Isabel, Mariana e Ana. No final dos anos 1950, pe&ccedil;as do autor como &quot;<em>O Casamento Suspeitoso<\/em>&quot;, &quot;<em>O Santo e a Porca<\/em>&quot; e &quot;<em>Auto da Compadecida<\/em>&quot; s&atilde;o encenadas em teatros do Rio e de S&atilde;o Paulo e ganham pr&ecirc;mios importantes, como os das associa&ccedil;&otilde;es paulista e brasileira de cr&iacute;ticos teatrais.<\/p>\n<p>\nSem deixar a produ&ccedil;&atilde;o liter&aacute;ria e as aulas de est&eacute;tica, arte e cultura brasileira, Suassuna se forma em filosofia pela Universidade Cat&oacute;lica de Pernambuco.&nbsp;A busca por uma arte popular nordestina baseada na est&eacute;tica erudita ib&eacute;rica medieval o levou a criar, nos anos 1970, o Movimento Armorial.<\/p>\n<p>\nUm dos marcos dessa nova est&eacute;tica foi &quot;<em>O Romance d&#8217;A Pedra do Reino<\/em>&quot;, que levou cerca de 12 anos para escrever e foi publicado em 1971, pela editora Jos&eacute; Olympio. A obra ganha o pr&ecirc;mio nacional de fic&ccedil;&atilde;o do Instituto Nacional do Livro no ano seguinte.<\/p>\n<p><span style=\"color: rgb(0, 0, 255);\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><strong>Imortal<\/strong><\/span><\/span><\/span><br \/>\nEm 1990, Suassuna tomou posse na Academia Brasileira de Letras, ocupando a cadeira n&ordm; 32. Ele tamb&eacute;m &eacute; membro das academias de letras de Pernambuco e da Para&iacute;ba.<\/p>\n<p>\nSuassuna sempre esteve envolvido com a pol&iacute;tica p&uacute;blica cultural. Nos anos 1967 e 1968 ajudou a fundar o Conselho Federal de Cultura e o Conselho Estadual de Cultura de Pernambuco. Em 1975, foi nomeado Secret&aacute;rio de Educa&ccedil;&atilde;o e Cultura do Recife, cargo que exerceu at&eacute; 1978.<\/p>\n<p>\n<img decoding=\"async\" src=\"\/UserFiles\/Image\/cultura\/ariano_vilar_suassuna_465a.jpg\" width=\"465\" height=\"311\" align=\"absMiddle\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p>Em 1995, tornou-se secret&aacute;rio da Cultura de Pernambuco, durante o governo de Miguel Arraes, cargo para o qual foi nomeado novamente em 2007, no primeiro mandato de Eduardo Campos. Era assessor especial do governo de Pernambuco.<\/p>\n<p>\nCom a confirma&ccedil;&atilde;o da morte do escritor paraibano, a Academia Brasileira de Letras, o Governo do Estado da Para&iacute;ba e a Prefeitura Municipal de Jo&atilde;o Pessoa(PB), decretaram luto oficial por tr&ecirc;s dias.<\/p>\n<p><span style=\"color: rgb(0, 0, 255);\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><strong>Ao som de maracatu, fam&iacute;lia e amigos se despedem de Ariano Suassuna.<\/strong><\/span><\/span><\/span><br \/>\n<\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><br \/>\nMilhares de pessoas &#8211; <em>entre familiares, amigos e admiradores<\/em> &#8211; passaram pelo Pal&aacute;cio do Campo das Princesas, sede do governo estadual de Pernambuco, para se despedir do escritor Ariano Suassuna, velado no local desde a noite desta quarta-feira. Ao som da rabeca, dos chocalhos e da batucada do maracatu, o bloco carnavalesco O Galo da Madrugada prestou sua &uacute;ltima homenagem ao autor.<\/p>\n<p>\nAl&eacute;m de amigos e familiares, pelo local passaram pol&iacute;ticos como o governador de Pernambuco, Jo&atilde;o Lyra Filho, que decretou luto de tr&ecirc;s dias, o presidenci&aacute;vel Eduardo Campos(<span style=\"font-family: Arial;\">PSB<\/span>), de quem Suassuna foi secret&aacute;rio de Cultura, e o ex-ministro da Integra&ccedil;&atilde;o Nacional, Fernando Bezerra Coelho. A presidente Dilma Rousseff chegou ao vel&oacute;rio por volta das 14h20m para prestar a sua homenagem ao autor.<\/p>\n<p>\nNo sepultamento, havia uma faixa com os dizeres &quot;<em>Obrigado, Ariano Suassuna, voc&ecirc; &eacute; a presen&ccedil;a do nome Tapero&aacute; no mundo<\/em>&quot;. Tapero&aacute; &eacute; a cidade para onde a fam&iacute;lia de Ariano se mudou quando o pai foi assassinado, durante a Revolu&ccedil;&atilde;o de 1930. Enquanto o caix&atilde;o era sepultado, vozes femininas, acompanhadas por cordas, cantavam incel&ecirc;ncias, cantos f&uacute;nebres eram muito comuns nas &aacute;reas rurais do Nordeste.<\/p>\n<p>\nAntes da partida para o cemit&eacute;rio, parentes, f&atilde;s, populares e autoridades entoaram juntos o hino do bloco Madeira do Rosarinho, que est&aacute; para Pernambuco como &quot;<em>Cidade Maravilhosa<\/em>&quot; para o Rio de Janeiro. A m&uacute;sica, composta por Louren&ccedil;o Barbosa, o Capiba, era entoada por Ariano onde quer que chegasse, fosse em uma aula-espet&aacute;culo ou na solenidade de inaugura&ccedil;&atilde;o de algum espa&ccedil;o, como ocorreu durante a inaugura&ccedil;&atilde;o do Pa&ccedil;o do Frevo, no Recife. A letra &eacute; uma met&aacute;fora da hist&oacute;ria de luta do povo pernambucano com o seu refr&atilde;o &quot;<em>n&oacute;s somos madeira que cupim n&atilde;o r&oacute;i<\/em>&quot;.<\/p>\n<p>\n<img decoding=\"async\" src=\"\/UserFiles\/Image\/cultura\/ariano_vilar_suassuna_sepultamento_paulista_pe_24jul2014.jpg\" width=\"465\" height=\"311\" align=\"absMiddle\" alt=\"\" \/><\/br><br \/>\nAriano era torcedor fan&aacute;tico do Sport Club do Recife e muitos f&atilde;s apareceram no vel&oacute;rio com a camisa do clube. Al&eacute;m disso, tamb&eacute;m entoaram o tradicional grito de guerra &quot;<em>caz&aacute; caz&aacute;<\/em>&quot;.&nbsp;Maria das Neves, filha de Suassuna, disse que o pai &quot;<em>deixa o carinho do povo como &uacute;ltima heran&ccedil;a<\/em>&quot;. J&aacute; Luiz Fernando Carvalho, que adaptou &quot;<em>O romance d&#8217;a Pedra do Reino<\/em>&quot; para a televis&atilde;o, afirmou que o escritor o apresentou ao universo da m&atilde;e, nordestina, morta quando o diretor era crian&ccedil;a.&nbsp;&quot;<em>Ele me ajudou a preencher essa lacuna que eu tinha na mem&oacute;ria ao me mostrar t&atilde;o bem o sert&atilde;o<\/em>&quot;.<\/p>\n<p>\nNa noite desta quarta-feira, logo ap&oacute;s a chegada do corpo no Pal&aacute;cio, uma das netas de Ariano, Germana Suassuna, leu um texto no qual lembrava as tiradas espirituosas do av&ocirc; e os acontecimentos mais marcantes de sua vida, como o assassinato do pai, o ex-governador da Para&iacute;ba, Jo&atilde;o Suassuna, por motivos pol&iacute;ticos, na d&eacute;cada de 1930.<\/p>\n<p>\nGermana tamb&eacute;m falou do encontro do escritor com Z&eacute;lia, sua companheira havia mais de cinco d&eacute;cadas. Prometeu que a fam&iacute;lia permanecer&aacute; unida, fazendo reuni&otilde;es constantes como o patriarca gostava de ver. Suassuna e Z&eacute;lia tiveram seis filhos e quinze netos. Toda a fam&iacute;lia, bastante emocionada, compareceu ao vel&oacute;rio.<\/p>\n<p>\nO caix&atilde;o do escritor est&aacute; coberto com bandeiras do Brasil, de Pernambuco e do Sport Club do Recife.<\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ariano Vilar Suassuna &#8211; Jo\u00e3o Pessoa(PB), 16 de junho de 1927 \/ Recife(PE), 23 de julho de 2014), dramaturgo, romancista, ensa\u00edsta e poeta brasileiro.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[38],"tags":[],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8029"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8029"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8029\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8029"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8029"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8029"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}