{"id":8037,"date":"2014-08-05T00:00:00","date_gmt":"2014-08-05T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2014-08-05T00:00:00","modified_gmt":"2014-08-05T00:00:00","slug":"Congresso-aprova-projetos-que-abre-caminho-para-criacao-de-municipios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/2014\/08\/05\/Congresso-aprova-projetos-que-abre-caminho-para-criacao-de-municipios\/","title":{"rendered":"Congresso aprova projetos que abre caminho para cria\u00e7\u00e3o de munic\u00edpios"},"content":{"rendered":"<div id=\"tt-temp-estim\">Tempo de leitura: 4 minutos<\/div><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><br \/>\n<strong>Bras&iacute;lia(DF) &#8211;<\/strong> O Senado aprovou nesta ter&ccedil;a-feira(<span style=\"font-family: Arial;\">05Agosto2014<\/span>) projeto que abre caminho para a cria&ccedil;&atilde;o de mais de 200 novos munic&iacute;pios no pa&iacute;s. Apesar de a proposta estabelecer regras mais r&iacute;gidas para que as cidades sejam criadas, o texto estimula fus&otilde;es e incorpora&ccedil;&otilde;es ao permitir que cidades que se aglutinarem recebam o FPM(<span style=\"font-family: Arial;\">Fundo de Participa&ccedil;&atilde;o dos Munic&iacute;pios<\/span>) at&eacute; 12 anos depois de serem criadas.<\/p>\n<p>\nO projeto, que segue para san&ccedil;&atilde;o da presidente Dilma Rousseff, prev&ecirc; uma &quot;<em>regra de transi&ccedil;&atilde;o<\/em>&quot;; para que, a partir do 13&ordm; ano, os novos munic&iacute;pios tenham 10 anos para come&ccedil;arem a receber gradativamente a nova cota do FPM.<\/p>\n<p>\nPelas regras do fundo, a aglutina&ccedil;&atilde;o de dois munic&iacute;pios de, por exemplo, cinco mil habitantes cada um, faria com que o novo munic&iacute;pio de dez mil habitantes recebesse menos do que a soma recebida pelos dois de cinco mil habitantes.<\/p>\n<p>\nO projeto determina que os munic&iacute;pios sejam criados preferencialmente nas regi&otilde;es Norte e Nordeste &#8211; que t&ecirc;m menor densidade demogr&aacute;fica. O texto estabelece que tanto os novos munic&iacute;pios quanto os que ir&atilde;o perder habitantes devem ter, ap&oacute;s a cria&ccedil;&atilde;o, popula&ccedil;&atilde;o m&iacute;nima de 20 mil habitantes nas regi&otilde;es Sudeste e Sul, de 12 mil na regi&atilde;o Nordeste e de seis mil nas regi&otilde;es Norte e Centro-Oeste.<\/p>\n<p>\nAs novas cidades n&atilde;o podem ficar em &aacute;reas de reserva ind&iacute;gena, de preserva&ccedil;&atilde;o ambiental ou pertencentes &agrave; Uni&atilde;o e autarquias. O governo n&atilde;o tem estudos sobre o impacto econ&ocirc;mico da medida.<\/p>\n<p>\nPara dar in&iacute;cio &agrave; cria&ccedil;&atilde;o, incorpora&ccedil;&atilde;o, fus&atilde;o e desmembramento de munic&iacute;pios, &eacute; necess&aacute;rio que a popula&ccedil;&atilde;o interessada envie para a Assembleia Legislativa do Estado um requerimento com a assinatura de, no m&iacute;nimo, 20% dos eleitores residentes no local que se pretenda emancipar ou que se pretenda desmembrar e por 3% dos eleitores residentes em cada munic&iacute;pio envolvido na quest&atilde;o. Ele tamb&eacute;m deve ter arrecada&ccedil;&atilde;o pr&oacute;pria superior &agrave; m&eacute;dia de 10% dos munic&iacute;pios do Estado.<\/p>\n<p>\nO Congresso retirou do projeto o tamanho m&iacute;nimo de 100 km2 para o novo munic&iacute;pio. Pela proposta aprovada, n&atilde;o h&aacute; limita&ccedil;&atilde;o territorial para que a nova cidade seja criada. Tamb&eacute;m foi ampliada a &aacute;rea onde pode se considerar o n&uacute;mero de im&oacute;veis existentes para se verificar se h&aacute; condi&ccedil;&otilde;es de cria&ccedil;&atilde;o de uma cidade.<\/p>\n<p>\nO texto estabelecia que apenas im&oacute;veis em &aacute;reas urbanas poderiam ser consideradas, mas o termo foi retirado. Dessa forma, todos os im&oacute;veis ser&atilde;o contados no c&aacute;lculo para a cria&ccedil;&atilde;o das novas cidades.<\/p>\n<p>\nPela proposta, a forma&ccedil;&atilde;o de novas cidades s&oacute; ser&aacute; permitida ap&oacute;s a realiza&ccedil;&atilde;o de estudo de viabilidade municipal e de consulta pr&eacute;via, mediante plebiscito, &agrave;s popula&ccedil;&otilde;es envolvidas. As novas cidades n&atilde;o poder&atilde;o ser criadas em anos eleitorais.<\/p>\n<p><span style=\"color: rgb(0, 0, 255);\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><strong>Veto<\/strong><\/span><\/span><\/span><br \/>\nO projeto foi apresentado no Congresso depois que a presidente Dilma Rousseff vetou integralmente outra proposta que tratava da cria&ccedil;&atilde;o, fus&atilde;o e incorpora&ccedil;&atilde;o de novos munic&iacute;pios. Em acordo costurado pelo Pal&aacute;cio do Planalto, os deputados e senadores v&atilde;o manter o veto da presidente, do ano passado, com o compromisso de que n&atilde;o haver&aacute; vetos por parte da presidente &agrave; nova proposta.<\/p>\n<p>\nA justificativa do Pal&aacute;cio do Planalto, na &eacute;poca, foram os impactos fiscais da cria&ccedil;&atilde;o dos novos munic&iacute;pios, estimados em R$ 9 bilh&otilde;es. Com a nova vers&atilde;o, negociada com o Legislativo, o governo calcula que o rombo ser&aacute; um pouco menor, mas n&atilde;o estima valores.<\/p>\n<p>\nA preocupa&ccedil;&atilde;o ocorre porque, em mais da metade dos munic&iacute;pios do pa&iacute;s, as receitas pr&oacute;prias n&atilde;o chegam a 10% do Or&ccedil;amento.<\/p>\n<p>\nEm 1996, foi inclu&iacute;da na Constitui&ccedil;&atilde;o a exig&ecirc;ncia de uma lei que disciplinasse as regras para a emancipa&ccedil;&atilde;o de distritos com o objetivo de conter a multiplica&ccedil;&atilde;o de munic&iacute;pios. Com o veto de Dilma, o pa&iacute;s continua sem essa lei, at&eacute; que a presidente sancione a nova proposta.<\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tempo de leitura: 4 minutos Bras&iacute;lia(DF) &#8211; O Senado aprovou nesta ter&ccedil;a-feira(05Agosto2014) projeto que abre caminho para a cria&ccedil;&atilde;o de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[20],"tags":[],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8037"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8037"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8037\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8037"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8037"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8037"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}