{"id":8041,"date":"2014-08-06T00:00:00","date_gmt":"2014-08-06T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2014-08-06T00:00:00","modified_gmt":"2014-08-06T00:00:00","slug":"Concubina-nao-tem-direito-a-pensao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/2014\/08\/06\/Concubina-nao-tem-direito-a-pensao\/","title":{"rendered":"Concubina n\u00e3o tem direito \u00e0 pens\u00e3o"},"content":{"rendered":"<div id=\"tt-temp-estim\">Tempo de leitura: 2 minutos<\/div><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><br \/>\n<strong>S&atilde;o Paulo(SP) &#8211;<\/strong>&nbsp;A 1.&ordf; Turma do Tribunal Regional Federal da 1.&ordf; Regi&atilde;o(<span style=\"font-family: Arial;\">TRF1<\/span>) manteve senten&ccedil;a de primeira inst&acirc;ncia que cancelou definitivamente o benef&iacute;cio de pens&atilde;o por morte concedida &agrave; concubina com base na Lei 8.213\/91, que disp&otilde;e ser indispens&aacute;vel ao reconhecimento do direito &agrave; pens&atilde;o por morte a qualidade de c&ocirc;njuge ou companheira do ex-segurado. A decis&atilde;o, un&acirc;nime, seguiu o voto da relatora, desembargadora federal &Acirc;ngela Cat&atilde;o.<\/p>\n<p>\nConsta dos autos que a Previd&ecirc;ncia Social assegurou &agrave; concubina cinquenta por cento dos bens adquiridos durante a const&acirc;ncia do relacionamento ao fundamento de que foi comprovada a exist&ecirc;ncia de sociedade de fato constitu&iacute;da entre a r&eacute; e o falecido no per&iacute;odo compreendido entre abril de 1996 e junho de 2002, sem, todavia, reconhecer a exist&ecirc;ncia de uni&atilde;o est&aacute;vel.<\/p>\n<p>\nA decis&atilde;o motivou a esposa a procurar a Justi&ccedil;a Federal solicitando o cancelamento da pens&atilde;o por morte &agrave; concubina. Sustenta a requerente que o fato de n&atilde;o ter sido reconhecida a exist&ecirc;ncia de uni&atilde;o est&aacute;vel entre o falecido e a r&eacute; faz com que esta n&atilde;o tenha direito de figurar como benefici&aacute;ria de parte da pens&atilde;o deixada. Os argumentos foram aceitos pelo ju&iacute;zo de primeiro grau que cancelou o benef&iacute;cio.<\/p>\n<p>\nA concubina, ent&atilde;o, apelou da senten&ccedil;a ao TRF1 afirmando que viveu maritalmente com o falecido de 1996 a 29 de junho de 2002, data do &oacute;bito. Sustenta que teve uma filha com ele e que a sociedade de fato estabelecida ficou comprovada por meio de senten&ccedil;a proferida pelo Ju&iacute;zo da Vara da Fam&iacute;lia de Itaquera(<span style=\"font-family: Arial;\">SP<\/span>). Alega que a referida senten&ccedil;a n&atilde;o reconheceu o instituto na uni&atilde;o est&aacute;vel entre ela e o falecido porque ele ainda era legalmente casado com a proponente da a&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>\nMesmo com as provas apresentadas pela recorrente, a 1.&ordf; Turma manteve a senten&ccedil;a que cancelou o benef&iacute;cio de pens&atilde;o por morte. Isso porque, de acordo com a Lei 8.213\/91, &ldquo;<em>&eacute; indispens&aacute;vel ao reconhecimento do direito &agrave; pens&atilde;o por morte a qualidade de c&ocirc;njuge ou companheira do ex-segurado<\/em>&rdquo;. Por essa raz&atilde;o, &ldquo;<em>n&atilde;o pode ser considerada a rela&ccedil;&atilde;o entre a r&eacute; e o falecido como uni&atilde;o est&aacute;vel, uma vez que essa uni&atilde;o n&atilde;o possui a finalidade de constitui&ccedil;&atilde;o de fam&iacute;lia, bem como inexistente a depend&ecirc;ncia econ&ocirc;mica<\/em>&rdquo;, diz a decis&atilde;o.<\/p>\n<p>\nNesse sentido, &ldquo;<em>&eacute; de se manter a senten&ccedil;a que julgou procedente o pedido da autora, esposa do ex-segurado e dele n&atilde;o separada, de cancelamento do rateio deferido pelo INSS &agrave; apelante<\/em>&rdquo;, finaliza a relatora.<\/p>\n<p><span style=\"font-family: Arial;\">N&ordm; do Processo: 0009640-60.2004.4.01.3803<\/span><\/p>\n<p><\/span><\/span><span style=\"color: rgb(255, 0, 0);\"><strong><span style=\"font-size: x-small;\"><span style=\"font-family: Arial;\">* Tribunal Regional Federal da 1&ordf; Regi&atilde;o.<\/span><\/span><\/strong><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tempo de leitura: 2 minutos S&atilde;o Paulo(SP) &#8211;&nbsp;A 1.&ordf; Turma do Tribunal Regional Federal da 1.&ordf; Regi&atilde;o(TRF1) manteve senten&ccedil;a de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[25],"tags":[],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8041"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8041"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8041\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8041"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8041"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8041"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}