{"id":8042,"date":"2014-08-06T00:00:00","date_gmt":"2014-08-06T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2014-08-06T00:00:00","modified_gmt":"2014-08-06T00:00:00","slug":"Escritorio-indenizara-advogada-chamada-de-fracassada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/2014\/08\/06\/Escritorio-indenizara-advogada-chamada-de-fracassada\/","title":{"rendered":"Escrit\u00f3rio indenizar\u00e1 advogada chamada de fracassada"},"content":{"rendered":"<div id=\"tt-temp-estim\">Tempo de leitura: 2 minutos<\/div><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><br \/>\n<strong>Bras&iacute;lia(DF) &#8211;<\/strong>&nbsp;Uma advogada chamada de fracassada pelo fato de j&aacute; ter 30 anos e se submeter ao sal&aacute;rio pago por um Escrit&oacute;rio de Advocacia ser&aacute; indenizada por dano moral. A Segunda Turma do Tribunal Superior do Trabalho n&atilde;o conheceu do recurso empresarial que pedia reforma da condena&ccedil;&atilde;o. Para o relator, ministro Jos&eacute; Roberto Freire Pimenta, ficou demonstrado que o propriet&aacute;rio do escrit&oacute;rio humilhava a profissional, configurando clara ofensa &agrave; sua honra e a imagem da trabalhadora.<\/p>\n<p>\nNa reclama&ccedil;&atilde;o trabalhista, a advogada contou que trabalhou por quase tr&ecirc;s anos para o escrit&oacute;rio. Disse que se sentia humilhada pelo dono do estabelecimento, que afirmava, durante as reuni&otilde;es, em alto e bom som, que o advogado com idade de 30 anos ou mais que aceitasse receber o sal&aacute;rio pago pelo escrit&oacute;rio era, para ele, um fracassado. No momento da dispensa, ela recebia R$ 2.100 mensais.<\/p>\n<p>\nDe acordo com testemunha, o dono do escrit&oacute;rio realizava reuni&otilde;es com a equipe a cada tr&ecirc;s meses e, mesmo fora dessas ocasi&otilde;es, perguntava aos advogados e estagi&aacute;rios a idade, estado civil, h&aacute; quanto tempo estavam formados e desde quando trabalhavam no escrit&oacute;rio. Questionava tamb&eacute;m porque aceitavam receber o sal&aacute;rio pago por ele. A testemunha disse ainda que n&atilde;o presenciou o desrespeito diretamente &agrave; advogada que processou o escrit&oacute;rio, mas que ouviu o propriet&aacute;rio ofender uma das estagi&aacute;rias, chamando-a de atrasadinha e questionando se ela n&atilde;o se achava velha demais para estagiar, pelo fato de j&aacute; ter 24 anos.<\/p>\n<p>\nO depoimento fez o ju&iacute;zo da 44&ordm; Vara do Trabalho do Rio de Janeiro condenar a empresa ao pagamento de R$ 15 mil por dano moral. O Tribunal Regional do Trabalho da 1&ordm; Regi&atilde;o(<span style=\"font-family: Arial;\">RJ<\/span>) confirmou a senten&ccedil;a.<\/p>\n<p>\nEm recurso de revista ao TST, o escrit&oacute;rio alegou que o Ju&iacute;zo de origem n&atilde;o poderia basear a decis&atilde;o em depoimento de uma &uacute;nica testemunha, que n&atilde;o presenciou os fatos narrados pela advogada. Considerou indevida a indeniza&ccedil;&atilde;o por n&atilde;o ter sido provada qualquer ofensa &agrave; trabalhadora e questionou o valor arbitrado, por consider&aacute;-lo excessivo e desproporcional.<\/p>\n<p>\nPara o ministro Jos&eacute; Roberto Freire Pimenta, por&eacute;m, o Regional constatou o dano moral sofrido. Quanto &agrave; indeniza&ccedil;&atilde;o, destacou que, ao fixar o valor, o TRT\/RJ atentou para as circunst&acirc;ncias que geraram o abalo ps&iacute;quico, a culpa e a capacidade econ&ocirc;mica do empregador, a gravidade e a extens&atilde;o do dano e o car&aacute;ter pedag&oacute;gico da repara&ccedil;&atilde;o. Por maioria, a Turma n&atilde;o conheceu integralmente do recurso, ficando vencida a ministra Dela&iacute;de Miranda Arantes.<\/p>\n<p><span style=\"font-family: Arial;\">Processo: RR-279-79.2012.5.01.0044<\/span><\/p>\n<p>\n<\/span><\/span><span style=\"color: rgb(255, 0, 0);\"><strong><span style=\"font-size: x-small;\"><span style=\"font-family: Arial;\">* Tribunal Regional do Trabalho da 1&ordf; Regi&atilde;o.<\/span><\/span><\/strong><\/span><span style=\"font-size: 12px;\"><br \/>\n<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tempo de leitura: 2 minutos Bras&iacute;lia(DF) &#8211;&nbsp;Uma advogada chamada de fracassada pelo fato de j&aacute; ter 30 anos e se [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[25],"tags":[],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8042"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8042"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8042\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8042"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8042"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8042"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}