{"id":8054,"date":"2014-09-18T00:00:00","date_gmt":"2014-09-18T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2014-09-18T00:00:00","modified_gmt":"2014-09-18T00:00:00","slug":"STF-proibe-cobranca-de-ICMS-em-compras-pela-internet-na-Paraiba","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/2014\/09\/18\/STF-proibe-cobranca-de-ICMS-em-compras-pela-internet-na-Paraiba\/","title":{"rendered":"STF pro\u00edbe cobran\u00e7a de ICMS em compras pela internet na Para\u00edba"},"content":{"rendered":"<div id=\"tt-temp-estim\">Tempo de leitura: 3 minutos<\/div><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><br \/>\n<span style=\"font-family: Arial;\"><span style=\"color: rgb(255, 0, 0);\"><strong><em>Decis&atilde;o, por unanimidade, considerou inconstitucional protocolo do Confaz que partilhava imposto entre a origem da venda e o destino da compra.<\/em><\/strong><\/span><\/span><\/p>\n<p><strong>Bras&iacute;lia(DF) &#8211;&nbsp;<\/strong>Por unanimidade, nesta quarta-feira(<span style=\"font-family: Arial;\">17Setembro2014<\/span>), o plen&aacute;rio do Supremo Tribunal Federal(<span style=\"font-family: Arial;\">STF<\/span>) declarou inconstitucional um protocolo de 2011 do Conselho Nacional de Pol&iacute;tica Fazend&aacute;ria(<span style=\"font-family: Arial;\">Confaz<\/span>), que exigia, nas compras pela internet o recolhimento de parte do ICMS em favor dos estados onde se encontram consumidores finais. Com a decis&atilde;o, compras feitas pelo e-commerce n&atilde;o podem ser tributadas na Para&iacute;ba e o recolhimento do Imposto sobre Circula&ccedil;&atilde;o de Mercadorias e Servi&ccedil;os s&oacute; pode ser recolhido pelo estado da empresa que vendeu o produto.<\/p>\n<p>\nO protocolo do Confaz foi uma f&oacute;rmula encontrada pelos secret&aacute;rios da Fazenda da maioria dos estados para dividir o ICMS. Em junho do ano passado, a 1&ordf; C&acirc;mara Especializada C&iacute;vel do Tribunal de Justi&ccedil;a j&aacute; havia decidido que a Para&iacute;ba n&atilde;o pode cobrar ICMS de mercadorias vendidas pela internet.<\/p>\n<p>\nEm 2013, a empresa Centro Industrial, sediada em Canoas(<span style=\"font-family: Arial;\">RS<\/span>), interp&ocirc;s a&ccedil;&atilde;o contra ato supostamente abusivo do Secretaria da Receita Estadual da Para&iacute;ba que decidiu imp&ocirc;r o recolhimento de ICMS em compras feitas pela internet. A empresa alegou que a cobran&ccedil;a gera bitributa&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>\nAo julgar o caso, o relator do processo, juiz convocado Marcos Coelho de Salles, explicou que a exig&ecirc;ncia da cobran&ccedil;a de ICMS nas opera&ccedil;&otilde;es realizadas pela internet, de forma n&atilde;o presencial , teve seus efeitos suspensos em 19 de dezembro de 2011 pelo STF, em decis&atilde;o liminar do ent&atilde;o ministro Joaquim Barbosa, ratificada posteriormente pelo plen&aacute;rio da Suprema Corte.<\/p>\n<p>\nNesta quarta, o Pleno do STF ratificou a liminar de Barbosa. A Corte julgou em conjunto as A&ccedil;&otilde;es Diretas de Inconstitucionalidade(<span style=\"font-family: Arial;\">ADIs<\/span>) 4628 e 4713 &ndash; a primeira ajuizada pela Confedera&ccedil;&atilde;o Nacional do Com&eacute;rcio de Bens Servi&ccedil;os e Turismo(<span style=\"font-family: Arial;\">CNC<\/span>) e a segunda pela Confedera&ccedil;&atilde;o Nacional da Ind&uacute;stria(<span style=\"font-family: Arial;\">CNI<\/span>), relatadas pelo ministro Luiz Fux, al&eacute;m do recurso extraordin&aacute;rio(<span style=\"font-family: Arial;\">RE<\/span>) 680089, com repercuss&atilde;o geral, relatado pelo ministro Gilmar Mendes.<\/p>\n<p>\nDe acordo com o representante do Par&aacute;, que se manifestou em Plen&aacute;rio em favor do Protocolo, assinado pela Para&iacute;ba e mais 19 estados, a evolu&ccedil;&atilde;o do com&eacute;rcio &ndash; <em>que hoje &eacute; feito em grande parte de forma eletr&ocirc;nica e movimentou cerca de R$ 28 bilh&otilde;es em 2013 no Brasil<\/em> &ndash;, concentra a renda em poucos estados produtores. A ideia do protocolo, segundo ele, &eacute; buscar uma forma de repartir a riqueza oriunda do ICMS entre as unidades da federa&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>\nEm seu voto nas ADIs, o ministro Luiz Fux frisou existir uma inconstitucionalidade material, uma vez que o protocolo faz uma forma de autotutela das receitas do imposto, tema que n&atilde;o pode ser tratado por esse tipo de norma. Al&eacute;m disso, o ministro afirmou que, ao determinar que se assegure parte do imposto para o estado de destino, o protocolo instituiu uma modalidade de substitui&ccedil;&atilde;o tribut&aacute;ria sem previs&atilde;o legal.<\/p>\n<p>\nO artigo 155 da Constitui&ccedil;&atilde;o Federal &eacute; claro, disse o ministro, ressaltando que &ldquo;<em>&eacute; preciso se aguardar emenda ou norma com for&ccedil;a de emenda para esse fim<\/em>&rdquo;.&nbsp;O recurso teve repercuss&atilde;o geral reconhecida e a decis&atilde;o do STF vai impactar pelo menos 52 processos com o mesmo tema que est&atilde;o sobrestados(<span style=\"font-family: Arial;\">suspensos<\/span>).<\/p>\n<p>\nAo final do julgamento, os ministros modularam os efeitos da decis&atilde;o, por maioria de votos, determinando que a inconstitucionalidade tenha a sua validade a partir da data em que foi concedida a medida cautelar nas ADIs relatadas pelo ministro Fux.<\/span><\/span><span style=\"font-size: 12px;\"><br \/>\n<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tempo de leitura: 3 minutos Decis&atilde;o, por unanimidade, considerou inconstitucional protocolo do Confaz que partilhava imposto entre a origem da [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[25],"tags":[],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8054"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8054"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8054\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8054"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8054"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8054"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}