{"id":8070,"date":"2014-10-01T00:00:00","date_gmt":"2014-10-01T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2014-10-01T00:00:00","modified_gmt":"2014-10-01T00:00:00","slug":"Brasil-tem-terceiro-maior-deficit-externo-do-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/2014\/10\/01\/Brasil-tem-terceiro-maior-deficit-externo-do-mundo\/","title":{"rendered":"Brasil tem terceiro maior d\u00e9ficit externo do mundo"},"content":{"rendered":"<div id=\"tt-temp-estim\">Tempo de leitura: 5 minutos<\/div><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><br \/>\n<strong>Washington(<span style=\"font-family: Arial;\">EUA<\/span>) &#8211;<\/strong> O Brasil tornou-se, em 2013, a na&ccedil;&atilde;o emergente com o maior d&eacute;ficit externo do mundo, mostra o Fundo Monet&aacute;rio Internacional(<span style=\"font-family: Arial;\">FMI<\/span>) em cap&iacute;tulo do relat&oacute;rio trimestral &ldquo;<em>Panorama da Economia Mundial<\/em>&rdquo; divulgado nesta ter&ccedil;a-feira na capital americana. Em oito anos, o pa&iacute;s deixou de apresentar saldo positivo nas suas transa&ccedil;&otilde;es com o resto do mundo(<span style=\"font-family: Arial;\">que envolvem com&eacute;rcio exterior, fluxo de investimentos, gastos de turistas, empr&eacute;stimos etc<\/span>), para apresentar rombo de US$ 81 bilh&otilde;es, o equivalente a 3,6% de seu Produto Interno Bruto(<span style=\"font-family: Arial;\">PIB<\/span>) e 0,11% do PIB global. Para o FMI, &eacute; hora de o governo agir para reduzir o rombo, antes que consequ&ecirc;ncias negativas se materializem.<\/p>\n<p>\nEm 2006, base de compara&ccedil;&atilde;o escolhida pelo Fundo por ser o &uacute;ltimo per&iacute;odo integralmente livre de abalos que culminariam na grande crise de 2008, o Brasil n&atilde;o integrava as listas de maiores super&aacute;vits externos nem de maiores d&eacute;ficits. Ou seja, apresentava contas mais equilibradas. EUA e Reino Unido, nesta ordem, ocupam os primeiros lugares no ranking de maiores saldos vermelhos.<\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"\/UserFiles\/Image\/cidades\/brasilia_df_palacio_do_planalto_465.jpg\" width=\"465\" height=\"311\" align=\"absMiddle\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p>&quot;<em>O caso do Brasil &eacute; importante. O Brasil tinha super&aacute;vit em 2006 e passou para um d&eacute;ficit em 2013. Os n&iacute;veis de d&eacute;ficit est&atilde;o pr&oacute;ximos ao que encontramos como limite para economias emergentes. Neste sentido, pode ser talvez preocupante. Por esta raz&atilde;o, o Brasil precisar&aacute; a come&ccedil;ar a trabalhar para reduzir esses desequil&iacute;brios<\/em>&quot;, afirmou o economista Marco Torrones, do Departamento de Pesquisa do FMI, que coordenou a avalia&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>\nVice-diretor do Departamento de Pesquisas do Fundo, Gian Maria Milesi Ferreti complementou que, mesmo com o avan&ccedil;o do rombo externo em pa&iacute;ses como Brasil, &Iacute;ndia, Indon&eacute;sia, M&eacute;xico, Turquia, Canad&aacute; e Austr&aacute;lia, o quadro global &eacute; positivo. Ele admitiu, por&eacute;m, que o resultado dessas na&ccedil;&otilde;es n&atilde;o est&aacute; em linha com os fundamentos das economias, como seria desej&aacute;vel: &quot;<em>Comparado com os desequil&iacute;brios antes da crise, o que vemos &eacute; que, embora tenhamos d&eacute;ficits relativamente grandes em algumas economias avan&ccedil;adas e mercados emergentes, comparados com o que achamos que &eacute; apropriado com base nos fundamentos econ&ocirc;micos, esses d&eacute;ficits mant&ecirc;m-se, em termos absolutos, muito menores do que aqueles que v&iacute;amos antes da crise. E esta &eacute; a base da nossa avalia&ccedil;&atilde;o geral, de que o o risco global de uma revers&atilde;o nas contas correntes diminui<\/em>&quot;.<\/p>\n<p><span style=\"color: rgb(0, 0, 255);\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><strong>Pais &eacute; o terceiro mais endividado<\/strong><\/span><\/span><\/span><br \/>\nO Brasil tamb&eacute;m subiu, em 2013, na lista de pa&iacute;ses com o maior n&iacute;vel de endividamento no exterior, pulando da sexta para a terceira posi&ccedil;&atilde;o, atr&aacute;s apenas dos EUA e da Espanha, respectivamente. A d&iacute;vida externa total atingiu US$ 750 bilh&otilde;es, ou 33,4% do PIB(<span style=\"font-family: Arial;\">1,01% do PIB global<\/span>).<\/p>\n<p>\n&ldquo;<em>Na maioria dos casos(<span style=\"font-family: Arial;\">emergentes<\/span>), as posi&ccedil;&otilde;es de maior endividamento n&atilde;o foram acompanhadas de amplia&ccedil;&atilde;o dos investimentos fixos(<span style=\"font-family: Arial;\">como infraestrutura<\/span>) e crescimento maior<\/em>&rdquo;, observa o FMI. A observa&ccedil;&atilde;o &eacute; gen&eacute;rica. O relat&oacute;rio do FMI n&atilde;o faz an&aacute;lise detalhada da situa&ccedil;&atilde;o brasileira.<\/p>\n<p><\/span><\/span><img decoding=\"async\" src=\"\/UserFiles\/Image\/cidades\/brasilia_df_edificio_congresso_nacional_465.jpg\" width=\"465\" height=\"311\" align=\"absMiddle\" style=\"font-family: Verdana; font-size: small;\" alt=\"\" \/><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><\/p>\n<p>Rombos externos n&atilde;o s&atilde;o necessariamente sintomas de crise e desequil&iacute;brios graves. Mas, nota o FMI, &ldquo;<em>d&eacute;ficits grandes, e os compromissos externos(<span style=\"font-family: Arial;\">endividamento<\/span>) l&iacute;quidos associados a eles, no entanto, exp&otilde;em o pa&iacute;s a riscos de interrup&ccedil;&atilde;o abrupta de financiamento ou da rolagem desses compromissos<\/em>&rdquo;. Especialmente quando h&aacute; mudan&ccedil;a de humor no mercado, seja por desconfian&ccedil;a com as condi&ccedil;&otilde;es dom&eacute;sticas, seja por mudan&ccedil;as em pol&iacute;ticas que afetam o mundo, caso do fim do ciclo de est&iacute;mulos monet&aacute;rios &agrave; economia dos EUA.<\/p>\n<p>\nO FMI nota que o Brasil faz parte de um grupo de pa&iacute;ses na contram&atilde;o do quadro geral internacional. De forma geral, no per&iacute;odo entre 2006 e 2013, os principais desequil&iacute;brios externos no mundo foram reduzidos. Os dez maiores d&eacute;ficits, que somavam 2,3% do PIB global, passaram a representar 1,2%.<\/p>\n<p>\nTamb&eacute;m houve desconcentra&ccedil;&atilde;o. Se os cinco maiores rombos somavam 80% do rombo em 2006, em 2013 eram menos de 65%. No resultado mais importante do levantamento, os Estados Unidos reduziram &agrave; metade seu d&eacute;ficit externo, de carona na desacelera&ccedil;&atilde;o provocada pela Grande Recess&atilde;o.<\/p>\n<p><span style=\"color: rgb(0, 0, 255);\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><strong>China reduz super&aacute;vit<\/strong><\/span><\/span><\/span><br \/>\nJ&aacute; a China, que preocupava analistas pelo efeito distorcivo do super&aacute;vit que acumulava para a economia mundial, reduziu seu saldo positivo e cedeu o topo do ranking superavit&aacute;rio &agrave; Alemanha. A economia chinesa ampliou no per&iacute;odo investimentos dom&eacute;sticos, utilizou pol&iacute;tica fiscal expansionista e enfrentou desacelera&ccedil;&atilde;o da demanda externa. No lado do super&aacute;vit, o grupo dos 10 maiores, que acumulava 2,1% do PIB global, hoje amealha 1,5%.<\/p>\n<p>\nApesar dos movimentos, o FMI diz que &eacute; cedo para saber se a redu&ccedil;&atilde;o do desequil&iacute;brio externo global &eacute; permanente, embora a principal hip&oacute;tese com a qual trabalha &eacute; que a recupera&ccedil;&atilde;o do ritmo de crescimento n&atilde;o promover&aacute; uma revers&atilde;o radical do quadro atual.<\/p>\n<p><\/span><\/span><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.obeabadosertao.com.br\/UserFiles\/Image\/internacional\/eventos\/12abril2011_dilma_china_acordo_hu_jintao_465.jpg\" align=\"absMiddle\" style=\"font-family: Verdana; font-size: small;\" alt=\"\" \/><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><\/p>\n<p>Em outro cap&iacute;tulo do Panorama, o Fundo advoga que chegou a hora de o setor p&uacute;blico dos pa&iacute;ses, independentemente do porte e do grau de desenvolvimento de suas economias, investirem pesadamente em infraestrutura. Segundo o organismo multilateral, o estoque de capital fixo p&uacute;blico como propor&ccedil;&atilde;o do PIB, uma medida de infraestrutura, caiu de forma significante em 30 anos.<\/p>\n<p>\nPa&iacute;ses emergentes, segundo o FMI, est&atilde;o ficando para tr&aacute;s. O organismo tem recomendado ao Brasil sistematicamente que retome este tipo de investimento para melhorar a capacidade de oferta e religar os motores da economia brasileira. No relat&oacute;rio, aponta novamente para esta fragilidade, alertando que os efeitos deste tipo de entrave j&aacute; est&atilde;o sendo sentidos.&nbsp;&ldquo;<em>Embora muitos fatores possivelmente estejam contribuindo, uma preocupa&ccedil;&atilde;o frequentemente expressa(<span style=\"font-family: Arial;\">sobre os emergentes<\/span>) &eacute; infraestrutura inadequada. Em muitos mercados emergentes, incluindo Brasil, &Iacute;ndia, R&uacute;ssia e &Aacute;frica do Sul, gargalos de infraestrutura n&atilde;o s&atilde;o apenas preocupa&ccedil;&otilde;es de m&eacute;dio prazo, mas t&ecirc;m sido impedimentos ao crescimento mesmo no curto prazo<\/em>&rdquo;.<\/p>\n<p><\/span><\/span><strong><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"color: rgb(0, 0, 255);\"><span style=\"font-size: xx-small;\"><span style=\"font-family: Arial;\">* <em>O Globo<\/em>.<\/span><\/span><\/span><\/span><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tempo de leitura: 5 minutos Washington(EUA) &#8211; O Brasil tornou-se, em 2013, a na&ccedil;&atilde;o emergente com o maior d&eacute;ficit externo [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[9],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8070"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8070"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8070\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8070"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8070"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8070"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}