{"id":8131,"date":"2014-12-20T00:00:00","date_gmt":"2014-12-20T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2014-12-20T00:00:00","modified_gmt":"2014-12-20T00:00:00","slug":"Medina-conquista-titulo-inedito-do-surfe-mundial-para-o-Brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/2014\/12\/20\/Medina-conquista-titulo-inedito-do-surfe-mundial-para-o-Brasil\/","title":{"rendered":"Medina conquista t\u00edtulo in\u00e9dito do surfe mundial para o Brasil"},"content":{"rendered":"<div id=\"tt-temp-estim\">Tempo de leitura: 5 minutos<\/div><p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-size: small\"><span style=\"font-family: Verdana\"><br \/>\n<span style=\"color: #ff0000\"><span style=\"font-size: medium\"><span style=\"font-family: Arial\"><strong>&quot;<em>Tudo o que sonhei tornou-se realidade<\/em>&quot;, diz Medina ap&oacute;s t&iacute;tulo in&eacute;dito.<\/strong><\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p><strong>Hava&iacute;(EUA)<\/strong> &#8211; O Hava&iacute; jamais sair&aacute; da mem&oacute;ria de Gabriel Medina. Em Pipeline, nesta sexta-feira(<span style=\"font-family: Arial\">19dezembro2014<\/span>), ele se tornou o primeiro brasileiro a conquistar o t&iacute;tulo do Circuito Mundial de Surfe(<span style=\"font-family: Arial\">WCT<\/span>). Medina, que chegou &agrave; ilha americana como l&iacute;der do ranking da ASP(<span style=\"font-family: Arial\">Associa&ccedil;&atilde;o dos Surfistas Profissionais<\/span>), assegurou a conquista depois que o tamb&eacute;m brasileiro Alejo Muniz bateu o australiano Mick Fanning na repescagem(<span style=\"font-family: Arial\">quinto round<\/span>) por 6,53 a 2,84.<\/p>\n<p>\nMas o t&iacute;tulo mundial viria de qualquer forma, j&aacute; que Gabriel Medina avan&ccedil;ou at&eacute; a final, resultado que precisava para n&atilde;o depender de Fanning. Na decis&atilde;o, por&eacute;m, perdeu para o australiano Julian Wilson(<span style=\"font-family: Arial\">19,63 a 19,20<\/span>), que de quebra tamb&eacute;m acabou ficando com o t&iacute;tulo da Tr&iacute;plice Coroa Havaiana(<span style=\"font-family: Arial\">Haleiwa, Sunset e Pipe Masters<\/span>).<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" alt=\"\" align=\"absMiddle\" src=\"\/UserFiles\/Image\/esportes\/atletas\/gabriel_medina_pinto_ferreira_465b.jpg\" \/><\/p>\n<p>Com o t&iacute;tulo mundial, Gabriel Medina desbancou &#8211; <em>al&eacute;m de Fanning<\/em> &#8211; tamb&eacute;m o astro Kelly Slater, dono de 11 t&iacute;tulos, que acabou sendo eliminado da etapa ainda no terceiro round pelo mesmo Alejo Muniz. Aos 20 anos(<span style=\"font-family: Arial\">co<\/span><span style=\"font-family: Arial\">mpletar&aacute; 21 no dia 22 de dezembro<\/span>), Medina se iguala a Slater como o mais jovem a conquistar um t&iacute;tulo mundial.<\/p>\n<p>\nAl&eacute;m disso, obt&eacute;m outros feitos importantes. &Eacute; o primeiro sul-americano na era do profissionalismo a levar a ta&ccedil;a e apenas o terceiro nascido fora dos Estados Unidos, Austr&aacute;lia e Hava&iacute; a conseguir tal fa&ccedil;anha. Os outros haviam sido o sul-africano Shaun Tomson(<span style=\"font-family: Arial\">na IPS, em 1977<\/span>) e o brit&acirc;nico Martin Potter(<span style=\"font-family: Arial\">j&aacute; pela ASP em 1989<\/span>).<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" alt=\"\" align=\"absMiddle\" src=\"\/UserFiles\/Image\/esportes\/atletas\/gabriel_medina_pinto_ferreira_465d.jpg\" \/><\/p>\n<p>Medina teve um ano, de fato, especial. Em apenas sua quarta temporada completa no WCT, o brasileiro conseguiu tr&ecirc;s vit&oacute;rias. Foi primeiro colocado nas etapas de Gold Coast(<span style=\"font-family: Arial\">Austr&aacute;lia<\/span>), Teahupoo(<span style=\"font-family: Arial\">Taiti<\/span>) e Fiji. Seus piores resultados foram no Rio de Janeiro e em Peniche(<span style=\"font-family: Arial\">POR<\/span>), quando acabou eliminado logo na terceira fase, o equivalente &agrave; 13&ordf; posi&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>\nAt&eacute; 2014, a melhor coloca&ccedil;&atilde;o de Medina no ranking mundial ao fim de uma temporada havia sido em 2012, quando acabou no s&eacute;timo posto. Em 2013, terminou somente em 14&ordm;.<\/p>\n<p><span style=\"color: #0000ff\"><span style=\"font-size: medium\"><span style=\"font-family: Arial\"><strong>Medina sai da &aacute;gua, comemora, volta e ainda vence bateria das 4&ordf;s<br \/>\n<\/strong><\/span><\/span><\/span><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" alt=\"\" align=\"absMiddle\" width=\"465\" height=\"311\" src=\"\/UserFiles\/Image\/esportes\/atletas\/gabriel_medina_pinto_ferreira_465j.jpg\" \/><\/p>\n<p>As cores verde e amarela tomaram conta da praia logo ap&oacute;s a confirma&ccedil;&atilde;o do t&iacute;tulo de Medina, que deixou o mar durante sua bateria contra Filipe Toledo, pelas quartas de final, e seguiu para a areia para comemorar com a torcida brasileira. Restando apenas 13 minutos para o fim da prova, Gabriel voltou ao mar para continuar a disputa e, com 4,30 contra 3,27, levou a melhor sobre Filipinho, avan&ccedil;ando assim &agrave; semifinal. Um momento &eacute;pico.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" alt=\"\" align=\"absMiddle\" src=\"\/UserFiles\/Image\/esportes\/atletas\/gabriel_medina_pinto_ferreira_465f.jpg\" \/><\/p>\n<p>&quot;<em>Eu ainda preciso surfar, mas quero comemorar com todas essas pessoas. E queria agradecer o trabalho que todos fizeram por mim. Queria agradecer minha m&atilde;e e meu pai. O que eu sonhava hoje se tornou realidade<\/em>&quot;, afirmou ainda durante a bateria de quartas de final.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" alt=\"\" align=\"absMiddle\" src=\"\/UserFiles\/Image\/esportes\/atletas\/gabriel_medina_pinto_ferreira_465g.jpg\" \/><\/p>\n<p>Medina, que chegou &agrave; ilha americana como l&iacute;der do ranking da ASP(<span style=\"font-family: Arial\">Associa&ccedil;&atilde;o dos Surfistas Profissionais<\/span>), assegurou a conquista depois que o tamb&eacute;m brasileiro Alejo Muniz bateu o australiano Mick Fanning na repescagem(<span style=\"font-family: Arial\">quinto round<\/span>) por 6,53 a 2,84.<\/p>\n<p><span style=\"color: #0000ff\"><span style=\"font-size: medium\"><span style=\"font-family: Arial\"><strong>Carreira<\/strong><\/span><\/span><\/span><br \/>\n<strong><img decoding=\"async\" alt=\"\" align=\"absMiddle\" width=\"465\" height=\"311\" src=\"\/UserFiles\/Image\/esportes\/atletas\/gabriel_medina_pinto_ferreira_465a.jpg\" \/><br \/>\nGabriel Medina Pinto Ferreira<\/strong>(<span style=\"font-family: Arial\">S&atilde;o Sebasti&atilde;o(SP), 22 de dezembro de 1993<\/span>) &eacute; um surfista profissional brasileiro e o atual campe&atilde;o mundial de surf.3 &Eacute; o mais jovem brasileiro a ingressar no seleto ASP World Title(<span style=\"font-family: Arial\">WT<\/span>), restrito aos 36 melhores surfistas do mundo e tamb&eacute;m foi o atleta mais novo a vencer uma etapa do Campeonato Mundial de Surf(<span style=\"font-family: Arial\">ASP<\/span>), aos dezessete anos.<\/p>\n<p>\nCome&ccedil;ou a surfar aos 9 anos. Aos 11, venceu seu primeiro campeonato a n&iacute;vel nacional, a etapa Rip Curl Grom Search na categoria Sub-12, disputada em B&uacute;zios, Rio de Janeiro.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" alt=\"\" align=\"absMiddle\" src=\"\/UserFiles\/Image\/esportes\/atletas\/gabriel_medina_pinto_ferreira_465h.jpg\" \/><\/p>\n<p>A partir da&iacute;, venceu campeonatos do Brasileiro Amador e foi campe&atilde;o dos circuitos Volcom Sub-14, Quicksilver King of Groms, Rip Curl Grom Search e tricampe&atilde;o Paulista. Na Calif&oacute;rnia(<span style=\"font-family: Arial\">EUA<\/span>), foi vice do Volcom Internacional Sub-14 e, no Equador, vice-campe&atilde;o do Mundial Amador Sub-16.<\/p>\n<p>\nAos 14 anos j&aacute; fazia as finas nas competi&ccedil;&otilde;es do Paulista Profissional e participou de etapas do Mundial Profissonal, quando, em Ubatuba, S&atilde;o Paulo, conseguiu derrotar seu &iacute;dolo Adriano Mineirinho.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" alt=\"\" align=\"absMiddle\" src=\"\/UserFiles\/Image\/esportes\/atletas\/gabriel_medina_pinto_ferreira_465e.jpg\" \/><\/p>\n<p>Em julho de 2009, Gabriel Medina fechou um contrato com a empresa australiana Rip Curl e profissionalizou-se. Dez dias depois, venceu a etapa do Mundial Profissional.<\/p>\n<p>\nEm 2011 veio a sequ&ecirc;ncia que o levou &agrave; condi&ccedil;&atilde;o de partilhar as ondas com os tops do Mundo, o WQS 6 estrelas Prime em Imbituba, Santa Catarina, os dois WQS 6 estrelas na Fran&ccedil;a e na Espanha. Soma-se tamb&eacute;m a vit&oacute;ria na etapa do Mundial Pro J&uacute;nior, tamb&eacute;m em ondas francesas. &Eacute; o primeiro brasileiro a ganhar uma etapa australiana de Backside(<span style=\"font-family: Arial\">Gold Coast Australia<\/span>) e o surfista do Brasil que mais tempo liderou o ranking mundial na hist&oacute;ria.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" alt=\"\" align=\"absMiddle\" src=\"\/UserFiles\/Image\/esportes\/atletas\/gabriel_medina_pinto_ferreira_465i.jpg\" \/><\/p>\n<p>Ingressou na elite do surf mundial(<span style=\"font-family: Arial\">World Tour<\/span>) em 2011, com apenas 17 anos, ano em que&nbsp;venceu duas etapas do ASP World Tour, nos eventos realizados na Fran&ccedil;a e nos Estados Unidos. Nesse ano ganhou grande repercuss&atilde;o na m&iacute;dia por completar uma manobra designada backflip, uma esp&eacute;cie de salto mortal de costas.<\/p>\n<p><span style=\"color: #0000ff\"><span style=\"font-size: medium\"><span style=\"font-family: Arial\"><strong>T&iacute;tulo<\/strong><\/span><\/span><\/span><br \/>\nSagrou-se campe&atilde;o mundial em Pipeline, Hava&iacute;, na &uacute;ltima etapa do percurso, em 19 de dezembro de 2014, o primeiro brasileiro a faz&ecirc;-lo, vencendo a luta pelo titulo contra o australiano Mick Fanning e o norte-americano Kelly Slater, onze vezes campe&atilde;o mundial, os dois &uacute;nicos ainda em condi&ccedil;&otilde;es de derrot&aacute;-lo.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" alt=\"\" align=\"absMiddle\" src=\"\/UserFiles\/Image\/esportes\/atletas\/gabriel_medina_pinto_ferreira_465c.jpg\" \/><\/p>\n<p>Campe&atilde;o antecipado ainda durante as quartas-de-final, ele foi ajudado por outro brasileiro, o catarinense Alejo Muniz, que derrotou tanto Slater quanto Fanning em duas baterias das quartas-de-final, enquanto Medina vencia o brasileiro Filipe Toledo e o havaiano Dusty Payne nas suas. Foi vice-campe&atilde;o desta etapa de Pipe Masters, perdendo para o australiano Julian Wilson na final por apenas 0,43 pontos.<\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tempo de leitura: 5 minutos &quot;Tudo o que sonhei tornou-se realidade&quot;, diz Medina ap&oacute;s t&iacute;tulo in&eacute;dito. 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