{"id":8173,"date":"2015-01-25T00:00:00","date_gmt":"2015-01-25T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2015-01-25T00:00:00","modified_gmt":"2015-01-25T00:00:00","slug":"Energia-eletrica-deve-ficar-mais-cara-em-2015","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/2015\/01\/25\/Energia-eletrica-deve-ficar-mais-cara-em-2015\/","title":{"rendered":"Energia el\u00e9trica deve ficar mais cara em 2015"},"content":{"rendered":"<div id=\"tt-temp-estim\">Tempo de leitura: 4 minutos<\/div><p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-size: small\"><span style=\"font-family: Verdana\"><br \/>\n<span style=\"color: #ff0000\"><span style=\"font-size: medium\"><span style=\"font-family: Arial\"><strong><em>Alta pode chegar a 40% este ano, segundo especialistas. Pouca chuva e plano de redu&ccedil;&atilde;o em 2013 t&ecirc;m efeitos agora.<\/em><\/strong><\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p>\nDepois de dar uma tr&eacute;gua para o bolso dos consumidores em 2013, as contas de luz voltaram a subir no ano passado &#8211; e esse movimento vai continuar este ano. Segundo especialistas do setor, a alta pode chegar a 40%.<\/p>\n<p>\nEm janeiro de 2013, a presidente Dilma Rousseff aprovou uma lei para baratear as contas de luz em at&eacute; 20%. Para conseguir essa redu&ccedil;&atilde;o, o governo baixou ou extinguiu encargos sobre a tarifa&nbsp;&#8211; entre elas a Conta de Desenvolvimento Energ&eacute;tico(<span style=\"font-family: Arial\">CDE<\/span>) -, e renovou contratos de concess&atilde;o de gera&ccedil;&atilde;o e transmiss&atilde;o de energia pagando menos pelo servi&ccedil;o.<\/p>\n<p>\nMas a economia dos consumidores n&atilde;o durou muito. &ldquo;<em>Tra&iacute;do<\/em>&rdquo; pela falta de chuvas desde o final de 2013, o plano come&ccedil;ou a, ironicamente, &ldquo;<em>fazer &aacute;gua<\/em>&rdquo;: em 2014, a alta m&eacute;dia nas contas foi de 17,3%, segundo o IBGE.<\/p>\n<p>\nCom pouca &aacute;gua nos reservat&oacute;rios das hidrel&eacute;tricas, as distribuidoras tiveram que recorrer &agrave;s usinas t&eacute;rmicas, que produzem energia mais cara. Para evitar a alta no ano passado, o governo autorizou empr&eacute;stimos bilion&aacute;rios &agrave;s distribuidoras no ano passado. &Eacute; essa conta &#8211; entre outras &#8211; que chega este ano aos consumidores.<\/p>\n<p><span style=\"color: #0000ff\"><span style=\"font-size: medium\"><span style=\"font-family: Arial\"><strong>ENTENDA OS ITENS QUE FAZEM A CONTA SUBIR<\/strong><\/span><\/span><\/span><strong><br \/>\n<\/strong>Ocorre uma vez por ano e cada uma das 63 distribuidoras do pa&iacute;s tem uma data espec&iacute;fica definida em contrato. Autorizado pela Aneel, o reajuste busca ajustar a receita de cada concession&aacute;ria, que inclui desde previs&atilde;o de arrecada&ccedil;&atilde;o de tributos inseridos nas contas de luz at&eacute; gastos com investimentos e compra de energia para atender aos consumidores.<\/p>\n<p>\nEm 2014, o governo autorizou empr&eacute;stimos de R$ 17,8 bilh&otilde;es para cobrir gastos extras das distribuidoras com compra de energia no mercado &agrave; vista, onde o pre&ccedil;o flutua e &eacute; mais caro. O dinheiro s&oacute; durou at&eacute; outubro, por isso um novo empr&eacute;stimo, de R$ 2,5 bilh&otilde;es, est&aacute; sendo negociado para fazer frente &agrave;s despesas de novembro e dezembro. Esses valores ser&atilde;o cobrados dos consumidores, a princ&iacute;pio, entre 2015 e 2017, com juros.<\/p>\n<p>\nSe a opera&ccedil;&atilde;o n&atilde;o tivesse sido feita, as distribuidoras bancariam a conta num primeiro momento mas, depois, ela seria cobrada de uma vez dos consumidores, nos reajustes de 2014 e 2015. Com essa medida, portanto, o governo evitou um aumento ainda maior das contas de luz no ano passado, de elei&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" alt=\"\" align=\"absMiddle\" src=\"http:\/\/www.obeabadosertao.com.br\/UserFiles\/Image\/brasil\/usina_hidreletrica_itaipu_binacional_465.jpg\" \/><\/p>\n<p>O governo suspendeu um aporte de R$ 9 bilh&otilde;es, previsto no Or&ccedil;amento de 2015, para a CDE, fundo que financia a&ccedil;&otilde;es como o pagamento de indeniza&ccedil;&otilde;es a empresas do setor el&eacute;trico, subs&iacute;dio &agrave;s contas de luz de fam&iacute;lias de baixa renda e o programa Luz para Todos&nbsp;&#8211; e que teve sua arrecada&ccedil;&atilde;o reduzida com o plano de 2013.<\/p>\n<p>\nCom isso, todos os gastos previstos para a CDE neste ano ser&atilde;o bancados pelos consumidores, via conta de luz. O or&ccedil;amento do fundo ainda est&aacute; sendo calculado. No ano passado, ele foi de R$ 18 bilh&otilde;es.<\/p>\n<p>\nDevido &agrave; decis&atilde;o do governo de n&atilde;o repassar mais recursos &agrave; CDE, a revis&atilde;o extraordin&aacute;ria das tarifas ter&aacute; que ser feita neste in&iacute;cio de ano. Ela &eacute; necess&aacute;ria para que as distribuidoras possam come&ccedil;ar imediatamente a arrecadar os recursos nas contas de luz. Do contr&aacute;rio, elas teriam que financiar essa conta, o que alegam n&atilde;o ter recursos para fazer, at&eacute; serem ressarcidas no reajuste anual.<\/p>\n<p>\nEm m&eacute;dia a cada 4 anos, as distribuidoras passam por uma revis&atilde;o de suas tarifas, que tem o objetivo de promover o equil&iacute;brio econ&ocirc;mico delas. Mas quando algum evento afeta fortemente esse equil&iacute;brio, essas concession&aacute;rias t&ecirc;m direito de pedir a revis&atilde;o extraordin&aacute;ria, ou seja, fora do prazo previsto.<\/p>\n<p>\nEm vigor desde 1&ordm; de janeiro, esse sistema permite o repasse mensal aos consumidores de parte do gasto extra das distribuidoras com o aumento do custo da eletricidade. Antes, as distribuidoras eram obrigadas a bancar essa conta para serem ressarcidas quando do reajuste, que ocorre uma vez por ano. Esse gasto aumenta quando as distribuidoras s&atilde;o obrigadas, como ocorre atualmente, a comprar energia das termel&eacute;tricas, por conta do baixo n&iacute;vel dos reservat&oacute;rios das hidrel&eacute;tricas.<\/p>\n<p>\nO sistema tamb&eacute;m prev&ecirc; que os consumidores ser&atilde;o informados, na conta de luz, sobre a bandeira em vigor. Se ela for verde, a tarifa n&atilde;o sofre nenhum acr&eacute;scimo. Amarela, o aumento &eacute; de R$ 1,50 para cada 100 KWh(<span style=\"font-family: Arial\">quilowatt-hora<\/span>) consumidos. Vermelha, o consumidor paga R$ 3,00 para cada 100 KWh consumidos no m&ecirc;s.<\/p>\n<p>\nO custo da energia produzida pela hidrel&eacute;trica binacional de Itaipu, a maior do pa&iacute;s, aumentou 46% neste ano. Essa alta impacta principalmente as distribuidoras do Sul e Sudeste do pa&iacute;s, que ter&atilde;o que pagar em 2015 R$ 4 bilh&otilde;es pela eletricidade recebida da usina e, consequentemente, v&atilde;o repassar o valor aos seus consumidores.<\/p>\n<p>\nEsse reajuste serve para cobrir o preju&iacute;zo da Eletrobras na administra&ccedil;&atilde;o da Conta Itaipu, causado por inadimpl&ecirc;ncia de distribuidoras e pela necessidade da estatal de comprar energia no mercado &agrave; vista, mais cara, para compensar eletricidade que a hidrel&eacute;trica deixou de produzir.<\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tempo de leitura: 4 minutos Alta pode chegar a 40% este ano, segundo especialistas. 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