{"id":8201,"date":"2015-02-15T00:00:00","date_gmt":"2015-02-15T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2015-02-15T00:00:00","modified_gmt":"2015-02-15T00:00:00","slug":"Indiciamento-de-Cristina-Kirchner-acirra-divisao-Argentina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/2015\/02\/15\/Indiciamento-de-Cristina-Kirchner-acirra-divisao-Argentina\/","title":{"rendered":"Indiciamento de Cristina Kirchner acirra divis\u00e3o Argentina"},"content":{"rendered":"<div id=\"tt-temp-estim\">Tempo de leitura: 7 minutos<\/div><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: rgb(255, 0, 0);\"><em><strong><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><br \/>\n<span style=\"white-space: pre-wrap;\">Em ano eleitoral, presidente argentina tenta impor agenda de apelo &agrave; &#8216;alegria&#8217; enquanto oposi&ccedil;&atilde;o pede esclarecimentos sobre morte de promotor. <\/span>O indiciamento nesta sexta-feira da presidente Cristina Kirchner, acusada de ter tentado acobertar supostos envolvidos em um atentado contra a entidade judaica AMIA, em 1994, &eacute; apenas o primeiro passo de um longo processo, segundo juristas ouvidos.<\/span><\/span><\/strong><\/em><\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: small;\"><br \/>\n<span style=\"font-family: Verdana;\"> <br \/>\n<strong>Buenos Aires(<span style=\"font-family: Arial;\">Argentina<\/span>) &#8211; <\/strong>A morte de um promotor que havia acusado na semana passada a presidente Cristina Kirchner de querer por um fim &agrave; investiga&ccedil;&atilde;o do atentado em 1994 que matou 85 pessoas em uma centro judaico em Buenos Aires provocou como&ccedil;&atilde;o e pol&ecirc;mica na Argentina.<\/p>\n<p>\nO &ldquo;<em>n&oacute;s contra eles<\/em>&rdquo;, a &ldquo;<em>alegria contra o sil&ecirc;ncio<\/em>&rdquo;, o &ldquo;<em>amor contra o &oacute;dio<\/em>&rdquo; e outros recursos usados pela presidente Cristina Kirchner para distanciar seu grupo da oposi&ccedil;&atilde;o poucas vezes tiveram tanto sentido como neste carnaval, em que a Argentina atravessa uma polariza&ccedil;&atilde;o extrema. Analistas v&ecirc;em neste in&iacute;cio de ano a 3&ordf; grande onda de divis&atilde;o pela qual passa o pa&iacute;s nos 12 anos de Kirchnerismo. &quot;<em>Ela comprou as brigas erradas<\/em>&quot;, diz estudioso da era Kirchner.<\/p>\n<p>\nO feriado foi antecedido pelo indiciamento da presidente e ser&aacute; sucedido por uma marcha que reunir&aacute; uma multid&atilde;o para homenagear Alberto Nisman, o promotor encontrado morto no dia 18, quatro dias depois de denunci&aacute;-la. Analistas veem neste in&iacute;cio de ano a terceira grande onda de divis&atilde;o pela qual passa o pa&iacute;s nos 12 anos de kirchnerismo. A primeira ocorreu em 2008, com a chamada crise no campo, quando Cristina enfrentou ruralistas e teve uma queda de 18 pontos na popularidade em abril e maio, segundo o instituto Poliarqu&iacute;a.<\/p>\n<p>\nA segunda come&ccedil;ou com a aprova&ccedil;&atilde;o da Lei de M&iacute;dia, em 2009, que determina o desmembramento de grandes empresas de comunica&ccedil;&atilde;o, e levou a um confronto aberto com o Grupo Clar&iacute;n, que tem conseguido barrar a imposi&ccedil;&atilde;o da divis&atilde;o com liminares.<\/p>\n<p>\nMesmo entre especialistas favor&aacute;veis ao kirchnerismo, n&atilde;o est&aacute; claro se desta vez Cristina acertou ao comprar a briga contra a marcha pr&oacute;-Nisman, o que levou a um choque com o Judici&aacute;rio e o Minist&eacute;rio P&uacute;blico.&nbsp;&ldquo;<em>O governo se desorientou diante da morte tr&aacute;gica do promotor. Considerou logo de cara a marcha a partir da &oacute;tica &lsquo;amigo-inimigo&rsquo; e n&atilde;o conseguiu neutralizar. &Eacute; &oacute;bvio que ser&aacute; uma manifesta&ccedil;&atilde;o da oposi&ccedil;&atilde;o que teria sido controlada se o governismo tivesse ficado &agrave; frente<\/em>&rdquo;, disse ao Estado o soci&oacute;logo e consultor pol&iacute;tico Ricardo Rouvier.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.obeabadosertao.com.br\/UserFiles\/Image\/internacional\/presidente_da_argentina_cristina_fernandez_de_kirchner_465.jpg\" align=\"absMiddle\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p>Segundo ele, o movimento criado por N&eacute;stor e continuado por <strong>Cristina<\/strong> tem o confronto em sua ess&ecirc;ncia e isso o manteve no poder durante 12 anos. &ldquo;<em>A t&aacute;tica &eacute; eficaz. Mas &eacute; verdade que o kirchnerismo pretende sobreviver depois de 2015 e n&atilde;o se apoia em um partido din&acirc;mico e moderno. Ou seja, n&atilde;o tem futuro, ou seu destino est&aacute; ligado &agrave; atual presidente<\/em>&rdquo;, afirma.<\/p>\n<p>\nIndiciada por acobertar altos funcion&aacute;rios iranianos que segundo a Justi&ccedil;a argentina tiveram envolvimento em um atentado em 1994 contra a Associa&ccedil;&atilde;o Mutual Israelita-Argentina(<span style=\"font-family: Arial;\">Amia<\/span>), matando 85 pessoas, Cristina recolheu-se no sul do pa&iacute;s. Pelo Facebook, prop&ocirc;s deixar o &ldquo;<em>&oacute;dio<\/em>&rdquo; para &ldquo;<em>eles<\/em>&rdquo;. No discurso de ontem em El Calafate, evitou mencionar o indiciamento, a morte de Nisman ou a marcha prevista.<\/p>\n<p>\nPara o soci&oacute;logo Dami&aacute;n Pierbattisti, da Universidade de Buenos Aires, o indiciamento de Cristina tem a ver com a elei&ccedil;&atilde;o de outubro. &ldquo;<em>Essa a&ccedil;&atilde;o tem um car&aacute;ter t&aacute;tico. Serve para desgastar a figura de Cristina, que tem uma ampla imagem positiva, e retomar o poder, seja com elei&ccedil;&otilde;es ou pela altera&ccedil;&atilde;o da ordem constitucional. A diferen&ccedil;a agora &eacute; que essas for&ccedil;as econ&ocirc;micas o fazem com anu&ecirc;ncia de parte importante do Judici&aacute;rio, que n&atilde;o &eacute; eleito pelo povo<\/em>&rdquo;, afirma Pierbattisti.<\/p>\n<p>\nRouvier discorda que a den&uacute;ncia de golpismo judici&aacute;rio, repetida por membros do governo e intelectuais kirchneristas como Pierbattisti, deva ser interpretada literalmente. &ldquo;<em>N&atilde;o h&aacute; perigo de crise de governabilidade. Mas o governo exibe esse perigo como real. O kirchnerismo p&otilde;e em tens&atilde;o o sistema normativo e isso produz choque com o Judici&aacute;rio, que por sua vez ataca o governo<\/em>&rdquo;, diz.<\/p>\n<p><span style=\"color: rgb(0, 0, 255);\"><strong><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"font-family: Arial;\">Em bloco<\/span><\/span><\/strong><\/span><br \/>\nParte da estrat&eacute;gia de Cristina de se &ldquo;<em>apropriar<\/em>&rdquo; da alegria &eacute; levada ao p&eacute; da letra pelo kirchnerismo. Em uma esquina de Boedo, bairro de classe m&eacute;dia baixa em Buenos Aires, um bloco de carnaval ensaia exaltando os feitos do &ldquo;<em>Pinguim<\/em>&rdquo; &#8211; apelido de N&eacute;stor Kirchner, proveniente do sul do pa&iacute;s. O presidente do Dandys de Boedo, Gonzalo Battipaglia, de 34 anos, recebe um sal&aacute;rio do governo para ser o &ldquo;<em>coordenador nacional do programa de fortalecimento das express&otilde;es do carnaval argentino<\/em>&rdquo;. O cargo &eacute; uma indica&ccedil;&atilde;o, admite ele. &ldquo;<em>Temos discuss&otilde;es internas saud&aacute;veis. Quando fazemos campanha na rua, alguns nos apoiam, outros nos ignoram, outros dizem que v&atilde;o nos matar. &Eacute; normal<\/em>&rdquo;.<\/p>\n<p>\nDurante a crise de 2001, Battipaglia era um dos jovens que atiravam coquet&eacute;is molotov contra bancos. &ldquo;<em>La C&aacute;mpora me permitiu fazer pol&iacute;tica sem esconder o rosto e atirar bombas. Temos 20 integrantes kirchneristas no bloco, mas ningu&eacute;m precisa ser para participar<\/em>&rdquo;, afirma, salientando entretanto, que, da marcha por Nisman, duvida que algu&eacute;m participe.<\/p>\n<p>\n<\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><br \/>\n<span style=\"color: rgb(0, 0, 255);\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><strong>A v&iacute;tima<\/strong><\/span><\/span><\/span><br \/>\nNatalio Alberto Nisman(<span style=\"font-family: Arial;\">Buenos Aires, 5 de dezembro de 1963 &#8211; Buenos Aires, 19 de janeiro de 2015<\/span>) foi um procurador federal argentino, conhecido por investigar o atentado na Associa&ccedil;&atilde;o Mutual Israelita Argentina, em Buenos Aires, que matou 85 pessoas. Este ato foi o maior ataque terrorista da Am&eacute;rica Latina. Em 19 de janeiro de 2015, Nisman foi encontrado morto em sua casa.<\/p>\n<p>\nNascido em uma fam&iacute;lia judaica em Buenos Aires, Alberto Nisman come&ccedil;ou sua carreira como procurador em Mor&oacute;n, Buenos Aires. Ele era casado com Sandra Arroyo Salgado julgar, e tinha duas filhas.<\/p>\n<p>\n<\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\">Ele trabalhou nas investiga&ccedil;&otilde;es do atentado terrorista &agrave; Associa&ccedil;&atilde;o Mutual Israelita Argentina(<span style=\"font-family: Arial;\">AMIA<\/span>), ocorrido em 1994. Em 25 de outubro de 2006, Nisman acusou formalmente o governo do Ir&atilde; de dirigir o ataque a AMIA e a mil&iacute;cia Hezbollah de execut&aacute;-la. De acordo com a acusa&ccedil;&atilde;o, a Argentina tinha sido alvo de Ir&atilde; ap&oacute;s a decis&atilde;o de Buenos Aires de suspender um contrato de transfer&ecirc;ncia de tecnologia nuclear para Teer&atilde;. Em novembro de 2007, na sequ&ecirc;ncia da acusa&ccedil;&atilde;o, a Interpol publicou os nomes de seis indiv&iacute;duos oficialmente acusados no atentado terrorista e entraram na lista de procurados da Interpol: Imad Fayez Moughnieh, Ali Fallahijan, Mohsen Rabbani, Ahmad Reza Asghari, Ahmad Vahidi e Mohsen Rezaee.<\/span><\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: small;\"> <span style=\"font-family: Verdana;\"><\/p>\n<p>Nisman pediu, em 2008, a deten&ccedil;&atilde;o do ex-presidente Carlos Menem e o juiz Juan Jos&eacute; Galeano. A WikiLeaks revelou que diplomatas dos EUA consideraram que Nisman podia ter feito isso de forma a estar em situa&ccedil;&atilde;o regular com a presidente Cristina Fern&aacute;ndez de Kirchner.<\/span><\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: small;\"><br \/>\n<\/span><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"\/UserFiles\/Image\/internacional\/autoridades\/natalio_alberto_nisman_procurador_federal_argentino_465.jpg\" width=\"465\" height=\"311\" align=\"absMiddle\" alt=\"\" style=\"font-family: Verdana; font-size: small;\" \/><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><br \/>\n<\/span><\/span><strong style=\"color: rgb(255, 0, 0); font-family: Arial; font-size: medium;\">Alberto Nisman foi encontrado morto com um tiro em seu apartamento no bairro de Puerto Madero, em Buenos Aires.<\/strong><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><\/p>\n<p>\n<\/br> Nisman rejeitou, em 2013, memorando de entendimento assinado com o Ir&atilde; para investiga&ccedil;&atilde;o do caso. Dois anos mais tarde, ele acusou a presidente Cristina Kirchner, o chanceler H&eacute;ctor Timerman e outros pol&iacute;ticos de encobrir os suspeitos iranianos no caso.<\/p>\n<p>\nNisman vivia sob constantes amea&ccedil;as contra a sua vida desde que come&ccedil;ou sua investiga&ccedil;&atilde;o e em 19 de janeiro de 2015, foi encontrado morto em sua casa em Buenos Aires, poucas horas antes de apresentar suas conclus&otilde;es ao Congresso.<\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tempo de leitura: 7 minutos Em ano eleitoral, presidente argentina tenta impor agenda de apelo &agrave; &#8216;alegria&#8217; enquanto oposi&ccedil;&atilde;o pede [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[10],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8201"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8201"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8201\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8201"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8201"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8201"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}