{"id":8258,"date":"2015-03-22T00:00:00","date_gmt":"2015-03-22T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2015-03-22T00:00:00","modified_gmt":"2015-03-22T00:00:00","slug":"Maior-aquifero-do-mundo-fica-no-Brasil-e-abasteceria-o-planeta-por-250-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/2015\/03\/22\/Maior-aquifero-do-mundo-fica-no-Brasil-e-abasteceria-o-planeta-por-250-anos\/","title":{"rendered":"Maior aqu\u00edfero do mundo fica no Brasil e abasteceria o planeta por 250 anos"},"content":{"rendered":"<div id=\"tt-temp-estim\">Tempo de leitura: 3 minutos<\/div><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><br \/>\nImagine uma quantidade de &aacute;gua subterr&acirc;nea capaz de abastecer todo o planeta por 250 anos. Essa reserva existe, est&aacute; localizada na parte brasileira da Amaz&ocirc;nia e &eacute; praticamente subutilizada.&nbsp;At&eacute; dois anos atr&aacute;s, o aqu&iacute;fero era conhecido como Alter do Ch&atilde;o. Em 2013, novos estudos feitos por pesquisadores da UFPA(<span style=\"font-family: Arial;\">Universidade Federal do Par&aacute;<\/span>) apontaram para uma &aacute;rea maior e nova defini&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>&quot;<em>A gente avan&ccedil;ou bastante e passamos a chamar de SAGA, o Sistema Aqu&iacute;fero Grande Amaz&ocirc;nia. Fizemos um estudo e vimos que aquilo que era o Alter do Ch&atilde;o &eacute; muito maior do que sempre se considerou, e criamos um novo nome para que n&atilde;o ficasse essa confus&atilde;o<\/em>&quot;, explicou o professor de Instituto de Geoci&ecirc;ncia da UFPA, Francisco Matos.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"\/UserFiles\/Image\/meio_ambiente\/aquifero_grande_amazonia_465b.jpg\" align=\"absMiddle\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p>Segundo a pesquisa, o aqu&iacute;fero possui reservas h&iacute;dricas estimadas preliminarmente em 162.520 km&sup3; &#8211; sendo a maior que se tem conhecimento no planeta. &quot;<em>Isso considerando a reserva at&eacute; uma profundidade de 500 metros. O aqu&iacute;fero Guarani, que era ao maior, tem 39 mil km&sup3; e j&aacute; era considerado o maior do mundo<\/em>&quot;, explicou Matos.<\/p>\n<p>\nO aqu&iacute;fero est&aacute; posicionado nas bacias do Maraj&oacute;(<span style=\"font-family: Arial;\">PA<\/span>), Amazonas, Solim&otilde;es(<span style=\"font-family: Arial;\">AM<\/span>) e Acre &#8211; <em>todas na regi&atilde;o amaz&ocirc;nica<\/em> &#8211; chegando at&eacute; a bacias sub-andinas. Para se ter ideia, a reserva de &aacute;gua equivale a mais de 150 quatrilh&otilde;es de litros. &quot;<em>Daria para abastecer o planeta por pelo menos 250 anos<\/em>&quot;, estimou Matos.<br \/>\n<\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><br \/>\n<img decoding=\"async\" src=\"\/UserFiles\/Image\/meio_ambiente\/aquifero_grande_amazonia_465c.jpg\" align=\"absMiddle\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p>O aqu&iacute;fero exemplifica a m&aacute; distribui&ccedil;&atilde;o do volume h&iacute;drico nacional com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; concentra&ccedil;&atilde;o populacional. Na Amaz&ocirc;nia, vive apenas 5% da popula&ccedil;&atilde;o do pa&iacute;s, mas &eacute; a regi&atilde;o que concentra mais da metade de toda &aacute;gua doce existente no Brasil.<\/p>\n<p>\nPor conta disso, a &aacute;gua &eacute; subutilizada. Hoje, o aqu&iacute;fero serve apenas para fornecer &aacute;gua para cidades do vale amaz&ocirc;nico, com cidades como Manaus e Santar&eacute;m. &quot;<em>O que poder&iacute;amos fazer era aproveitar para termos outro ciclo, al&eacute;m do natural, para produ&ccedil;&atilde;o de alimentos, que ocorreria por meio da irriga&ccedil;&atilde;o. Isso poderia ampliar a produ&ccedil;&atilde;o de v&aacute;rios tipos de cultivo na Amaz&ocirc;nia<\/em>&quot;, afirmou Matos.<\/p>\n<p><\/span><\/span><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"\/UserFiles\/Image\/meio_ambiente\/aquifero_grande_amazonia_465a.jpg\" width=\"465\" height=\"311\" align=\"absMiddle\" alt=\"\" style=\"font-family: Verdana; font-size: small;\" \/><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><\/p>\n<p>Para o professor, o uso da &aacute;gua do aqu&iacute;fero deve adotar crit&eacute;rios espec&iacute;ficos para evitar problemas ambientais. &quot;<em>Esse patrim&ocirc;nio tem de ser visto no ciclo hidrol&oacute;gico completo. As &aacute;guas do sistema subterr&acirc;neo s&atilde;o as que alimentam o rio, que s&atilde;o abastecidos pelas chuvas. Est&aacute; tudo interligado. &Eacute; preciso planejamento para poder entender esse esquema para que o uso seja feito de forma equilibrada. Se fizer errado pode causar um desequil&iacute;brio<\/em>&quot;, disse.<\/p>\n<p><\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"> Mesmo com a &aacute;gua em abund&acirc;ncia, Matos tem pouca esperan&ccedil;a de ver essa &aacute;gua abastecendo regi&otilde;es secas, como o semi&aacute;rido brasileiro. &quot;<em>O problema todo &eacute; que essa &aacute;gua n&atilde;o tem como ser transportada para Nordeste ou S&atilde;o Paulo. Para isso seriam necess&aacute;rias obras fara&ocirc;nicas. N&atilde;o d&aacute; para pensar hoje em transportar isso em dist&acirc;ncias t&atilde;o grandes<\/em>&quot;, afirmou.<\/p>\n<p><\/span><\/span><span style=\"color: rgb(255, 0, 0);\"><span style=\"font-family: Arial;\"><strong><em>* Uol.<\/em><\/strong><\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tempo de leitura: 3 minutos Imagine uma quantidade de &aacute;gua subterr&acirc;nea capaz de abastecer todo o planeta por 250 anos. 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