{"id":8266,"date":"2015-03-30T00:00:00","date_gmt":"2015-03-30T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2015-03-30T00:00:00","modified_gmt":"2015-03-30T00:00:00","slug":"Brasil-vai-gastar-R-60-milhoes-para-reformar-Usina-e-doa-la-a-Bolivia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/2015\/03\/30\/Brasil-vai-gastar-R-60-milhoes-para-reformar-Usina-e-doa-la-a-Bolivia\/","title":{"rendered":"Brasil vai gastar R$ 60 milh\u00f5es para reformar Usina e do\u00e1-la \u00e0 Bol\u00edvia"},"content":{"rendered":"<div id=\"tt-temp-estim\">Tempo de leitura: 5 minutos<\/div><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><br \/>\n<\/span><\/span><span style=\"color: rgb(255, 0, 0);\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><em><strong>Unidade estava desligada devido a custos elevados.<\/strong><\/em><\/span><\/span><\/span><\/span><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><\/p>\n<p>Em meio a uma crise de energia sem precedentes no pa&iacute;s e em busca de fontes alternativas para evitar um racionamento, o governo brasileiro vai gastar R$ 60 milh&otilde;es para reformar e doar uma usina t&eacute;rmica para a Bol&iacute;via. O Minist&eacute;rio de Minas e Energia est&aacute; nas tratativas finais para viabilizar a negocia&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>\nA usina t&eacute;rmica Rio Madeira pertence &agrave; Eletronorte, uma das empresas do grupo Eletrobras. Inaugurada em 1989, ela foi uma das respons&aacute;veis por abastecer os estados de Rond&ocirc;nia e Acre por 20 anos. Com pot&ecirc;ncia de 90 megawatts, o empreendimento fica em Porto Velho(<span style=\"font-family: Arial;\">RO<\/span>) e &eacute; capaz de fornecer energia para uma cidade de 700 mil habitantes.<\/p>\n<p>\nSegundo uma fonte, a usina precisa passar por uma &quot;<em>recauchutagem geral<\/em>&quot; para entrar novamente em opera&ccedil;&atilde;o. Antes de do&aacute;-la, a Eletronorte vai converter a usina para g&aacute;s natural, combust&iacute;vel abundante na Bol&iacute;via.<\/p>\n<p>\nEssa reforma, com o transporte e montagem na Bol&iacute;via, custar&aacute; R$ 60 milh&otilde;es. O dinheiro j&aacute; foi transferido pelo governo para a Eletronorte, respons&aacute;vel pela reforma. Uma usina t&eacute;rmica nova, com capacidade de 100 MW, custa hoje em torno de R$ 100 milh&otilde;es.<\/p>\n<p>\nA transa&ccedil;&atilde;o est&aacute; prestes a ser conclu&iacute;da pela estatal e depende apenas de um sinal verde do Minist&eacute;rio de Minas e Energia. A doa&ccedil;&atilde;o da usina faz parte dos compromissos bilaterais assumidos entre os dois pa&iacute;ses.<\/p>\n<p>\n<img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"\/UserFiles\/Image\/diversos\/usina_termoeletrica_465.jpg\" width=\"465\" height=\"311\" align=\"absMiddle\" alt=\"\" \/><\/br> <br \/>\nA t&eacute;rmica Rio Madeira foi desativada em outubro de 2009, quando o Estado de Rond&ocirc;nia foi conectado ao Sistema Interligado Nacional(<span style=\"font-family: Arial;\">SIN<\/span>) e passou a ser abastecido por hidrel&eacute;tricas, que produzem energia mais barata.<\/p>\n<p>\nEm janeiro de 2014, a fiscaliza&ccedil;&atilde;o da Ag&ecirc;ncia Nacional de Energia El&eacute;trica(<span style=\"font-family: Arial;\">Aneel<\/span>) constatou que a usina, embora desligada, tinha condi&ccedil;&otilde;es de operar parcialmente. Seu prazo de concess&atilde;o acabava apenas em 2018. No entanto, &quot;<em>devido ao alto custo de opera&ccedil;&atilde;o, esta dificilmente seria despachada<\/em>&quot;.<\/p>\n<p>\nPor essa raz&atilde;o, a Aneel declarou os bens da usina como &quot;<em>inserv&iacute;veis &agrave; concess&atilde;o de servi&ccedil;o p&uacute;blico<\/em>&quot;. Em 2010, cada megawatt-hora (MWh) produzido pela usina custava R$ 846,98. Atualmente, a t&eacute;rmica mais cara em opera&ccedil;&atilde;o no Brasil &eacute; a de Xavantes, tamb&eacute;m a movida a &oacute;leo diesel, com custo de opera&ccedil;&atilde;o de R$ 1.167 por MWh.<\/p>\n<p>\nA conclus&atilde;o da Aneel deu aval para a continuidade das negocia&ccedil;&otilde;es, que agora est&atilde;o em fase final. Segundo uma fonte da Eletrobras a par do assunto, trata-se de uma &quot;<em>t&eacute;rmica de qualidade ruim<\/em>&quot;, por isso o Brasil n&atilde;o faria quest&atilde;o de ficar com a planta.<\/p>\n<p>\nPor meio de nota, o Minist&eacute;rio de Minas e Energia informou que o acordo teve como objetivo &quot;<em>promover a coopera&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica com a Bol&iacute;via<\/em>&quot;. O minist&eacute;rio disse que a transfer&ecirc;ncia de R$ 60 milh&otilde;es foi autorizada por meio da Medida Provis&oacute;ria 625\/2013.<\/p>\n<p>\nO minist&eacute;rio informou ainda que os tr&acirc;mites necess&aacute;rios para operacionalizar o acordo deveriam ser informados pela Eletronorte. J&aacute; a empresa declarou que o governo deveria se pronunciar sobre o assunto, j&aacute; que se trata de uma negocia&ccedil;&atilde;o internacional.<\/p>\n<p>\nO pedido de doa&ccedil;&atilde;o da termel&eacute;trica foi feito diretamente pelo presidente boliviano, Evo Morales, em uma reuni&atilde;o bilateral com Dilma Rousseff &#8211; <em>a primeira entre os dois<\/em> &#8211; durante a primeira C&uacute;pula da Comunidade de Estados Latino-americanos(<span style=\"font-family: Arial;\">Celac<\/span>), na Venezuela, em dezembro de 2011.<\/p>\n<p>\nNo encontro, Evo explicou &agrave; presidente os problemas de energia e os apag&otilde;es constantes enfrentados por seu pa&iacute;s e pediu ajuda. Apesar de ser um dos maiores produtores de g&aacute;s do mundo, a Bol&iacute;via n&atilde;o tem os equipamentos para transform&aacute;-lo em energia el&eacute;trica.<\/p>\n<p>\nDilma prometeu ceder ent&atilde;o &agrave; Bol&iacute;via a termel&eacute;trica Rio Madeira, que estava sem uso no Brasil, mas que precisava ser reformada. O contrato seria de empr&eacute;stimo por 10 anos, renov&aacute;veis. Na pr&aacute;tica, no entanto, o empr&eacute;stimo se transformaria em uma doa&ccedil;&atilde;o, j&aacute; que o custo de devolver a usina para o Brasil dificilmente compensaria.<\/p>\n<p>\nA pol&iacute;tica de boa vizinhan&ccedil;a, no entanto, tem por tr&aacute;s n&atilde;o apenas tamb&eacute;m necessidade de garantir a boa vontade dos bolivianos. Maior fornecedor de g&aacute;s ao Brasil, o governo da Bol&iacute;via j&aacute; aumentou duas vezes o pre&ccedil;o do metro c&uacute;bico enviado ao pa&iacute;s, mas garante o abastecimento de outros usinas brasileiras.<\/p>\n<p>\nAl&eacute;m disso, o Brasil quer viabilizar a constru&ccedil;&atilde;o de uma hidrel&eacute;trica binacional, na divisa entre os dois pa&iacute;ses. Trata-se de um projeto antigo e discutido h&aacute; anos pelos dois governos, sem ter nenhuma decis&atilde;o pr&aacute;tica at&eacute; hoje.<\/p>\n<p>\nO governo ainda ter&aacute; que elaborar um memorando de entendimento para fazer a cess&atilde;o formal &agrave; Bol&iacute;via, o que s&oacute; deve acontecer quando a usina estiver pronta para ser enviada aos bolivianos. O ato tamb&eacute;m &eacute; enxergado como uma forma de melhorar a imagem do Brasil em La Paz, abalada desde a fuga do senador Roger Pinto Molina da embaixada brasileira, ajudado pelo diplomata Eduardo Sab&oacute;ia.<\/p>\n<p>\nA Bol&iacute;via continua sofrendo com apag&otilde;es, especialmente no interior do pa&iacute;s, para onde deve ser enviada a termel&eacute;trica do Rio Madeira.<\/span><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tempo de leitura: 5 minutos Unidade estava desligada devido a custos elevados. 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