{"id":8268,"date":"2015-04-05T00:00:00","date_gmt":"2015-04-05T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2015-04-05T00:00:00","modified_gmt":"2015-04-05T00:00:00","slug":"Estudo-aponta-simplicidade-em-plantar-ideias-na-cabeca-das-pessoas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/2015\/04\/05\/Estudo-aponta-simplicidade-em-plantar-ideias-na-cabeca-das-pessoas\/","title":{"rendered":"Estudo aponta simplicidade em plantar ideias na cabe\u00e7a das pessoas"},"content":{"rendered":"<div id=\"tt-temp-estim\">Tempo de leitura: 5 minutos<\/div><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><br \/>\nJay Olson, pesquisador do Departamento de Psiquiatria da Universidade McGill, em Montreal, no Canad&aacute;, acredita que n&atilde;o. &ldquo;<em>O que a Psicologia est&aacute; descobrindo cada vez mais &eacute; que muitas decis&otilde;es que tomamos s&atilde;o influenciadas por fatores dos quais n&atilde;o temos consci&ecirc;ncia<\/em>&rdquo;, explica.&nbsp;Recentemente, Olson desenvolveu um engenhoso experimento que demonstra como &eacute; f&aacute;cil manipular algu&eacute;m mesmo com uma persuas&atilde;o quase impercept&iacute;vel.<\/p>\n<p>\nPraticante de truques de m&aacute;gica desde os 7 anos, Olson notou, quando come&ccedil;ou a estudar Psicologia, que muito do que aprendia sobre a mente humana casava com aquilo que seu hobby j&aacute; o tinha ensinado, principalmente no que se refere &agrave; aten&ccedil;&atilde;o e &agrave; mem&oacute;ria.<\/p>\n<p>\nEm seu mestrado, ele realizou v&aacute;rios truques com volunt&aacute;rios, mas um em particular o ajudou a concluir fatos importantes sobre a influ&ecirc;ncia e a persuas&atilde;o.&nbsp;A m&aacute;gica consiste em rapidamente manipular um baralho na frente de um volunt&aacute;rio e depois pedir para que ele escolha uma carta qualquer. O ilusionista, ent&atilde;o, tira uma carta id&ecirc;ntica de seu bolso &#8211; para a surpresa e deleite da plateia.<\/p>\n<p>\nO segredo do m&aacute;gico &eacute; j&aacute; escolher ele mesmo uma carta e passar alguns mil&eacute;simos de segundo a mais com ela na m&atilde;o enquanto o baralho &eacute; manipulado. Isso influencia o volunt&aacute;rio a pegar justamente aquela carta.&nbsp;Olson percebeu que conseguiu direcionar 103 de 105 participantes. Mas foi a segunda parte da experi&ecirc;ncia que mais surpreendeu o psic&oacute;logo. Quando interrogou os volunt&aacute;rios depois, viu que 92% deles n&atilde;o tinham ideia de que estavam sendo manipulados e acharam que estavam no total controle de suas pr&oacute;prias decis&otilde;es.<\/p>\n<p>\nO pesquisador tamb&eacute;m descobriu que aspectos como a personalidade do volunt&aacute;rio n&atilde;o tinham rela&ccedil;&atilde;o com o quanto ele pode ser influenciado &ndash; todos pareciam igualmente vulner&aacute;veis.<\/p>\n<p>\nAs implica&ccedil;&otilde;es dessa experi&ecirc;ncia v&atilde;o muito al&eacute;m do palco e deveriam servir para reconsiderarmos nossas percep&ccedil;&otilde;es sobre nossa vontade pr&oacute;pria.&nbsp;Apesar de termos uma grande sensa&ccedil;&atilde;o de liberdade, nossa capacidade de tomar decis&otilde;es deliberadas pode ser uma ilus&atilde;o. &ldquo;<em>A liberdade de escolha &eacute; s&oacute; um sentimento &ndash; n&atilde;o est&aacute; ligada &agrave; decis&atilde;o em si<\/em>&rdquo;, afirma Olson.<\/p>\n<p>\nN&atilde;o acredita nele? Lembre-se quando voc&ecirc; for a um restaurante. Segundo Olson, o cliente tem mais chances de pedir o prato que est&aacute; no topo ou na parte de baixo do card&aacute;pio porque essas s&atilde;o as &aacute;reas que mais atraem o olhar. &ldquo;<em>Mas se algu&eacute;m perguntar o porqu&ecirc; da sua escolha, voc&ecirc; dir&aacute; que est&aacute; com vontade de comer aquilo, sem perceber que o restaurante deu uma forcinha<\/em>&rdquo;, diz.<\/p>\n<p>\nA psic&oacute;loga Jennifer McKendrick, da Universidade de Leicester, na Gr&atilde;-Bretanha, concluiu, em um estudo, que o simples fato de um supermercado tocar uma m&uacute;sica ambiente francesa ou alem&atilde; fazia as pessoas comprarem vinhos desses pa&iacute;ses.<\/p>\n<p>\nSegundo membros da campanha de Al Gore &agrave; Presid&ecirc;ncia dos Estados Unidos em 2000, seus rivais republicanos faziam a palavra &ldquo;<em>RATS<\/em>&rdquo;(<span style=\"font-family: Arial;\">&ldquo;ratazanas&rdquo;<\/span>) aparecer por mil&eacute;simos de segundos em an&uacute;ncios que traziam imagens do democrata, o que teria espantado muitos de seus eleitores.<\/p>\n<p>\nO psic&oacute;logo Drew Westen, da Emory University, em Atlanta, criou um candidato fict&iacute;cio e inseriu a suposta mensagem subliminar em seus an&uacute;ncios, notando que volunt&aacute;rios o avaliavam negativamente.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.obeabadosertao.com.br\/UserFiles\/Image\/relacionamento\/lavagem_cerebral_465.jpg\" align=\"absMiddle\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p>Outra experi&ecirc;ncia mostrou ainda que representantes de vendas por telefone registraram uma performance melhor apenas por ter visto a foto de um atleta ganhando uma corrida &#8211; mesmo sem se lembrarem dela depois.<\/p>\n<p>\nEvidentemente, esse tipo de conhecimento pode ser usado para a coer&ccedil;&atilde;o se cair nas m&atilde;os erradas. Por isso, &eacute; importante saber quando outras pessoas est&atilde;o tentando convenc&ecirc;-lo de algo sem que voc&ecirc; perceba.<\/p>\n<p>Com base em artigos cient&iacute;ficos, aqui est&atilde;o quatro atitudes manipuladoras f&aacute;ceis de identificar:<\/p>\n<p><strong>1 &ndash; O poder do toque<\/strong><br \/>\nUm tapinha nas costas seguido por um contato visual pode levar uma pessoa a baixar mais a guarda. &Eacute; uma t&eacute;cnica que Olson usa em seus truques, mas que pode funcionar no cotidiano.<\/p>\n<p>\n<strong>2 &ndash; A velocidade da fala<\/strong><br \/>\nOlson diz que m&aacute;gicos sempre tentam apressar seus volunt&aacute;rios para que eles escolham a primeira coisa que vem &agrave; sua mente &#8211; em geral a ideia que ele plantou. Uma vez que a pessoa fez sua op&ccedil;&atilde;o, o performer passa a falar de maneira mais relaxada.<\/p>\n<p>Ao se lembrar da experi&ecirc;ncia, o volunt&aacute;rio tende a pensar que o tempo todo foi livre para tomar suas pr&oacute;prias decis&otilde;es, em seu ritmo.<\/p>\n<p>\n<strong>3 &ndash; Aten&ccedil;&atilde;o a seu campo de vis&atilde;o<\/strong><br \/>\nAo passar mais tempo manipulando uma determinada carta de baralho, Olson a torna mais &ldquo;<em>saliente<\/em>&rdquo;, fazendo-a se fixar na mente do volunt&aacute;rio sem que este perceba.<\/p>\n<p>H&aacute; muitas outras maneiras de fazer coisas semelhantes: colocar um objeto na linha do olhar da outra pessoa ou mover algo ligeiramente mais perto de um alvo, por exemplo. Pelos mesmos motivos, acabamos escolhendo a primeira coisa que nos &eacute; oferecida.<\/p>\n<p>\n<strong>4 &ndash; Algumas perguntas plantam ideias<\/strong><br \/>\nQuando algu&eacute;m faz uma sugest&atilde;o e pergunta aos demais coisas como &ldquo;<em>Por que voc&ecirc; acha que isso &eacute; uma boa ideia<\/em>?&rdquo; ou &ldquo;<em>Na sua opini&atilde;o, quais as vantagens disso<\/em>?&rdquo;, est&aacute;, na realidade, deixando os outros se convencerem a respeito de certas quest&otilde;es por conta pr&oacute;pria.<\/p>\n<p>Pode parecer &oacute;bvio, mas fazer com que as pessoas reflitam a partir de ideias embutidas nas perguntas significa que elas ficar&atilde;o mais confiantes em tomar decis&otilde;es de longo prazo &#8211; mesmo n&atilde;o tendo sido ideia delas.<\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tempo de leitura: 5 minutos Jay Olson, pesquisador do Departamento de Psiquiatria da Universidade McGill, em Montreal, no Canad&aacute;, acredita [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[49],"tags":[],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8268"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8268"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8268\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8268"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8268"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8268"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}