{"id":8277,"date":"2015-04-13T00:00:00","date_gmt":"2015-04-13T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2015-04-13T00:00:00","modified_gmt":"2015-04-13T00:00:00","slug":"Devolver-valores-nao-afasta-improbidade-administrativa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/2015\/04\/13\/Devolver-valores-nao-afasta-improbidade-administrativa\/","title":{"rendered":"Devolver valores n\u00e3o afasta improbidade administrativa"},"content":{"rendered":"<div id=\"tt-temp-estim\">Tempo de leitura: 2 minutos<\/div><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><br \/>\nDevolver valores p&uacute;blicos desviados pode at&eacute; amenizar san&ccedil;&otilde;es, mas n&atilde;o afasta o ato de improbidade administrativa. Com esse entendimento, a 2&ordf; Turma do Superior Tribunal de Justi&ccedil;a manteve a condena&ccedil;&atilde;o de policiais militares do Rio Grande do Norte que utilizaram recursos extraoficiais da institui&ccedil;&atilde;o para pagar contas particulares em restaurantes e comprar bolsas e sapatos femininos para presente.<\/p>\n<p>\nEm decis&atilde;o un&acirc;nime, os ministros afirmaram que &ldquo;<em>a Lei de Improbidade n&atilde;o teria efic&aacute;cia se as penalidades m&iacute;nimas fossem pass&iacute;veis de exclus&atilde;o por conta do ressarcimento ao er&aacute;rio<\/em>&rdquo;.<\/p>\n<p>\nNa origem do caso, um comandante-geral da PM foi acusado de usar dinheiro p&uacute;blico em bares caros de Natal, com direito a consumo de pratos finos e bebidas importadas, e em lojas femininas de grife. Segundo o Minist&eacute;rio P&uacute;blico, grande parte dos recursos tinha como origem conv&ecirc;nios nos quais policiais prestavam atividade de seguran&ccedil;a privada.<\/p>\n<p>\nO MP ajuizou A&ccedil;&atilde;o Civil P&uacute;blica por improbidade contra o comandante-geral e mais tr&ecirc;s policiais. O caso havia sido julgado improcedente pelo ju&iacute;zo de primeiro grau, sob o entendimento de que n&atilde;o houve dano ao er&aacute;rio, mas mera irregularidade, j&aacute; que os valores foram devolvidos. O Tribunal de Justi&ccedil;a do Rio Grande do Norte confirmou a senten&ccedil;a, por entender que seria preciso demonstrar inten&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica de atentar contra a Fazenda P&uacute;blica.<\/p>\n<p><span style=\"color: rgb(0, 0, 255);\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><strong>Dolo gen&eacute;rico<\/strong><\/span><\/span><\/span><br \/>\nAo analisar o recurso especial do MP, o ministro relator Herman Benjamin disse que o tribunal local contrariou a jurisprud&ecirc;ncia do STJ quando n&atilde;o reconheceu improbidade. &ldquo;<em>A pr&aacute;tica do ato(&#8230;) descrito no artigo 9&ordm;, inciso XII, da Lei 8.429\/92 prescinde da demonstra&ccedil;&atilde;o de dolo espec&iacute;fico, pois o elemento subjetivo &eacute; o dolo gen&eacute;rico de aderir &agrave; conduta, produzindo os resultados vedados pela norma jur&iacute;dica<\/em>&rdquo;, afirmou.<\/p>\n<p>\nEle declarou que, para a configura&ccedil;&atilde;o do dolo nesses casos, basta que a atua&ccedil;&atilde;o desrespeite deliberadamente as normas legais, n&atilde;o havendo necessidade de demonstrar uma inten&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica.<\/p>\n<p>\nSegundo o ministro, o reconhecimento judicial da configura&ccedil;&atilde;o do ato de improbidade leva &agrave; imposi&ccedil;&atilde;o de san&ccedil;&atilde;o, ainda que minorada no caso de ressarcimento. &ldquo;<em>Contudo, a quantifica&ccedil;&atilde;o da pena n&atilde;o pode se confundir com a impunidade do agente &iacute;mprobo<\/em>&rdquo;, declarou. Com informa&ccedil;&otilde;es da Assessoria de Imprensa do STJ.<\/p>\n<p><\/span><\/span><span style=\"color: rgb(255, 0, 0);\"><span style=\"font-size: xx-small;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><strong>REsp 1.450.113.<\/strong><\/span><\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tempo de leitura: 2 minutos Devolver valores p&uacute;blicos desviados pode at&eacute; amenizar san&ccedil;&otilde;es, mas n&atilde;o afasta o ato de improbidade [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[25],"tags":[],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8277"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8277"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8277\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8277"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8277"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8277"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}