{"id":8319,"date":"2015-05-18T00:00:00","date_gmt":"2015-05-18T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2015-05-18T00:00:00","modified_gmt":"2015-05-18T00:00:00","slug":"Colegio-e-condenado-a-indenizar-aluna-vitima-de-bullying","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/2015\/05\/18\/Colegio-e-condenado-a-indenizar-aluna-vitima-de-bullying\/","title":{"rendered":"Col\u00e9gio \u00e9 condenado a indenizar aluna v\u00edtima de bullying"},"content":{"rendered":"<div id=\"tt-temp-estim\">Tempo de leitura: 3 minutos<\/div><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><br \/>\n&quot;<em>No momento em que os pais entregam seus filhos menores aos cuidados da escola, esta assume a responsabilidade por sua integridade, seja ela f&iacute;sica, ps&iacute;quica ou emocional, face ao dever de guarda e vigil&acirc;ncia intr&iacute;nseco &agrave; atividade educacional<\/em>&quot;. Com essa tese a ju&iacute;za Priscila Faria da Silva, da 3&ordf; Vara C&iacute;vel de Taguatinga(<span style=\"font-family: Arial;\">DF<\/span>) condenou um col&eacute;gio particular a indenizar, em danos morais e materiais, ex-aluna v&iacute;tima de bullying.<\/p>\n<p>\nPara a ju&iacute;za, sendo a escola fornecedora de servi&ccedil;os, sua responsabilidade pelos danos causados ao consumidor-aluno &eacute; objetiva, em raz&atilde;o da teoria do risco da atividade, estampada no artigo 14 do C&oacute;digo de Defesa do Consumidor.&nbsp;&quot;<em>Tratando-se de responsabilidade objetiva, n&atilde;o se exige, para fins de repara&ccedil;&atilde;o, a comprova&ccedil;&atilde;o da culpa do agente, mas &eacute; essencial a prova da exist&ecirc;ncia do dano e a prova do defeito na presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;o, ou seja, a viola&ccedil;&atilde;o do dever de guarda<\/em>&quot;, explicou a ju&iacute;za.<\/p>\n<p>\nNo caso, a autora conta que estudava na institui&ccedil;&atilde;o desde 2005, e que, no in&iacute;cio de 2011, passou a sofrer agress&otilde;es f&iacute;sicas e verbais de colegas de classe, juntamente com uma colega, por ambas possu&iacute;rem problemas visuais. Diz que buscou a coordenadora da escola, por diversas vezes, para intervir junto aos colegas, mas que ela sempre ignorava seus pedidos e colocava &quot;<em>panos quentes<\/em>&quot; na situa&ccedil;&atilde;o. Afirma que sua m&atilde;e, ao procurar a escola, recebeu o mesmo tratamento da coordenadora, que insistia tratar-se de brincadeiras entre alunos. Sem ver qualquer atitude do col&eacute;gio para coibir os ataques que recebia, sua m&atilde;e optou por transferi-la de escola.<\/p>\n<p>\n<img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.obeabadosertao.com.br\/v3\/UserFiles\/Image\/educacao\/bulling_465a.jpg\" align=\"absMiddle\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p>Em sua defesa, o col&eacute;gio alegou que a aluna s&oacute; fez uma reclama&ccedil;&atilde;o sobre os fatos e que n&atilde;o houve omiss&atilde;o em face dessa reclama&ccedil;&atilde;o, pois os alunos foram advertidos e posteriormente tiveram que assinar um termo de compromisso, juntamente com seus pais. Afirmou, ainda, que n&atilde;o houve reincid&ecirc;ncia, nem qualquer not&iacute;cia de que a autora estivesse com problemas psicol&oacute;gicos em virtude dos fatos.<\/p>\n<p>\nOs argumentos do col&eacute;gio, no entanto, n&atilde;o foram acolhidos pela ju&iacute;za. De acordo com a magistrada, faltou ao col&eacute;gio a sensibilidade de constatar que a autora n&atilde;o estava aceitando nem lidando bem com as alegadas brincadeiras, eis que documentos juntados aos autos demonstram evidente queda em seu rendimento escolar, o que deveria ter sido verificado pela escola. &quot;<em>O caso estampado nos autos revela uma clara situa&ccedil;&atilde;o de bullying, que demanda uma atitude proativa da escola, tanto na sua preven&ccedil;&atilde;o, quanto na sua repress&atilde;o, o que n&atilde;o se verificou na pr&aacute;tica<\/em>&quot;, acrescentou.<\/p>\n<p>\nA ju&iacute;za destaca que o col&eacute;gio at&eacute; tomou medidas na tentativa de contornar a situa&ccedil;&atilde;o, contudo, tais provid&ecirc;ncias foram in&oacute;cuas para solucionar o problema, tendo em vista que v&aacute;rios pais n&atilde;o assinaram o termo de compromisso apontado pela defesa, e que as agress&otilde;es dos alunos se perpetuaram ao longo do ano letivo.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.obeabadosertao.com.br\/v3\/UserFiles\/Image\/educacao\/bulling_465b.jpg\" align=\"absMiddle\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p>Assim, entendendo que &quot;<em>a rea&ccedil;&atilde;o da escola foi &#8216;t&iacute;mida&#8217;, ou seja, &quot;insuficiente ou desproporcional<\/em>&quot; ante os fatos apresentados, e que esta falhou ao n&atilde;o conseguir promover a integra&ccedil;&atilde;o social da autora dentro daquele ambiente escolar, a ju&iacute;za condenou a escola a pagar R$ 15 mil de danos morais e a pagar os gastos da aluna com tratamento m&eacute;dico.<\/p>\n<p>\nO col&eacute;gio recorreu da senten&ccedil;a e a 1&ordf; Turma C&iacute;vel do Tribunal de Justi&ccedil;a do Distrito Federal deu parcial provimento ao recurso apenas para fixar prazo quanto ao custeio do tratamento psicol&oacute;gico imposto na senten&ccedil;a original. A turma fixou como condena&ccedil;&atilde;o do custeio do tratamento psicol&oacute;gico da autora o pagamento de sess&otilde;es semanais durante o per&iacute;odo de um ano, com profissional indicado pela autora. A decis&atilde;o foi un&acirc;nime. Com informa&ccedil;&otilde;es da Assessoria de Imprensa do TJ-DF.<\/p>\n<p><\/span><\/span><span style=\"color: rgb(255, 0, 0);\"><span style=\"font-size: x-small;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><strong>* Processo 2011.07.1.037137-3.<\/strong><\/span><\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tempo de leitura: 3 minutos &quot;No momento em que os pais entregam seus filhos menores aos cuidados da escola, esta [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[25],"tags":[],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8319"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8319"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8319\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8319"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8319"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8319"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}