{"id":8341,"date":"2015-06-07T00:00:00","date_gmt":"2015-06-07T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2015-06-07T00:00:00","modified_gmt":"2015-06-07T00:00:00","slug":"Notificacao-judicial-de-penhora-nao-transfere-a-posse-do-bem-a-Justica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/2015\/06\/07\/Notificacao-judicial-de-penhora-nao-transfere-a-posse-do-bem-a-Justica\/","title":{"rendered":"Notifica\u00e7\u00e3o judicial de penhora n\u00e3o transfere a posse do bem \u00e0 Justi\u00e7a"},"content":{"rendered":"<div id=\"tt-temp-estim\">Tempo de leitura: 2 minutos<\/div><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><br \/>\nA notifica&ccedil;&atilde;o judicial da penhora n&atilde;o tem o poder de transferir a posse do bem &agrave; Justi&ccedil;a. Sendo assim, mesmo que o dono do bem se omita em entregar o objeto requisitado, e o use, ele n&atilde;o pode ser acusado de apropria&ccedil;&atilde;o ind&eacute;bita. A decis&atilde;o &eacute; da 11&ordf; Turma do Tribunal Regional Federal da 3&ordf; Regi&atilde;o.<\/p>\n<p>\nNo caso, o Minist&eacute;rio P&uacute;blico Federal alegou que o acusado usou coisa alheia m&oacute;vel de que tinha a posse, mesmo tendo sido notificado pela Justi&ccedil;a do Trabalho de uma penhora. O bem em quest&atilde;o consiste em 20% do faturamento bruto mensal de uma auto el&eacute;trica pertencente ao r&eacute;u. A den&uacute;ncia foi rejeitada em primeira inst&acirc;ncia por atipicidade da conduta e falta de justa causa.<\/p>\n<p>\nCom a negativa, o MPF entrou com recurso em sentido estrito, alegando que foram apontados ind&iacute;cios concretos de autoria e materialidade delitivas. Tamb&eacute;m argumentou que foram respeitados todos os requisitos do artigo 41 do C&oacute;digo de Processo Penal para formula&ccedil;&atilde;o da den&uacute;ncia.<\/p>\n<p>\nO dispositivo delimita que &ldquo;<em>a den&uacute;ncia ou queixa conter&aacute; a exposi&ccedil;&atilde;o do fato criminoso, com todas as suas circunst&acirc;ncias, a qualifica&ccedil;&atilde;o do acusado ou esclarecimentos pelos quais se possa identific&aacute;-lo, a classifica&ccedil;&atilde;o do crime e, quando necess&aacute;rio, o rol das testemunhas<\/em>&rdquo;.<\/p>\n<p>\nPara a turma do TRF-3, a situa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o configura o crime de apropria&ccedil;&atilde;o ind&eacute;bita, que, para ocorrer, exige que o agente se aproprie de coisa alheia m&oacute;vel de que tem a posse ou deten&ccedil;&atilde;o. O colegiado esclarece ainda que a notifica&ccedil;&atilde;o judicial da penhora n&atilde;o tem o poder de transferir a posse ou deten&ccedil;&atilde;o do faturamento.<\/p>\n<p>\nSegundo os desembargadores federais, apesar da omiss&atilde;o do acusado em cumprir a determina&ccedil;&atilde;o judicial, n&atilde;o foi cometido o crime de apropria&ccedil;&atilde;o ind&eacute;bita, estipulado pelo artigo 168 do C&oacute;digo Penal.&nbsp;&ldquo;<em>Observa-se que o crime de apropria&ccedil;&atilde;o ind&eacute;bita n&atilde;o se materializa quando a coisa dada em dep&oacute;sito pertence ao pr&oacute;prio devedor, uma vez que n&atilde;o h&aacute; como se apropriar de coisa que j&aacute; lhe pertence. (&#8230;) a mera penhora do faturamento n&atilde;o transfere a propriedade da coisa fung&iacute;vel (dinheiro) para o credor trabalhista. (&#8230;) o faturamento penhorado pertence &agrave; empresa executada, restando que o denunciado, na qualidade de administrador, n&atilde;o se apropriou de coisa alheia<\/em>&rdquo;, detalhou a decis&atilde;o.<\/p>\n<p>\n<span style=\"color: rgb(255, 0, 0);\"><span style=\"font-size: x-small;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><strong>* Processo 2014.61.22.000511-4\/SP.<\/strong><\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p><\/span><\/span><span style=\"color: rgb(0, 0, 255);\"><strong><em><span style=\"font-size: x-small;\"><span style=\"font-family: Arial;\">Com informa&ccedil;&otilde;es da Assessoria de Imprensa do TRF-3.<\/span><\/span><\/em><\/strong><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tempo de leitura: 2 minutos A notifica&ccedil;&atilde;o judicial da penhora n&atilde;o tem o poder de transferir a posse do bem [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[25],"tags":[],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8341"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8341"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8341\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8341"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8341"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8341"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}