{"id":8353,"date":"2015-06-20T00:00:00","date_gmt":"2015-06-20T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2015-06-20T00:00:00","modified_gmt":"2015-06-20T00:00:00","slug":"Mulher-e-amante-devem-dividir-pensao-em-caso-de-relacao-extraconjugal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/2015\/06\/20\/Mulher-e-amante-devem-dividir-pensao-em-caso-de-relacao-extraconjugal\/","title":{"rendered":"Mulher e amante devem dividir pens\u00e3o em caso de rela\u00e7\u00e3o extraconjugal"},"content":{"rendered":"<div id=\"tt-temp-estim\">Tempo de leitura: 2 minutos<\/div><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><br \/>\nEm casos de coexist&ecirc;ncia de rela&ccedil;&atilde;o conjugal e extraconjugal, tanto a mulher como a companheira devem receber a pens&atilde;o. Esse foi o entendimento fixado pela Turma Regional de Uniformiza&ccedil;&atilde;o dos Juizados Especiais Federais da 4&ordf; Regi&atilde;o ao determinar que a pens&atilde;o por morte de um homem seja dividida entre sua mulher e sua amante.<\/p>\n<p>\nNo caso, a parte pediu pens&atilde;o por morte de segurado com quem mantinha uma rela&ccedil;&atilde;o extraconjugal. A autora alega que o &ldquo;<em>concubinato impuro<\/em>&rdquo; n&atilde;o tira dela o direito ao benef&iacute;cio. Ao analisar o pedido, a TRU deu raz&atilde;o &agrave; amante, prevalecendo o entendimento da 2&ordf; Turma Recursal de Santa Catarina, que concedeu pens&atilde;o em caso semelhante.<\/p>\n<p>\n&ldquo;<em>Quando se verificam presentes alguns pressupostos tais como a afetividade, a estabilidade e a ostentabilidade, &eacute; poss&iacute;vel presumir a boa-f&eacute; da requerente, de maneira que em tais casos n&atilde;o h&aacute; obst&aacute;culo ao reconhecimento de entidade familiar, no modelo estruturado sob a forma de concubinato<\/em>&rdquo;, afirmou o relator da decis&atilde;o, juiz federal Marcelo Malucelli.<\/p>\n<p><span style=\"color: rgb(0, 0, 255);\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><strong>Benef&iacute;cios continuados<\/strong><\/span><\/span><\/span><br \/>\nDurante a sess&atilde;o, a TRU tamb&eacute;m fixou o entendimento de que em casos de benef&iacute;cios diversos recebidos pela mesma pessoa, por exemplo, aposentadoria por invalidez derivada de aux&iacute;lio-doen&ccedil;a, os prazos decadenciais devem ser computados de forma aut&ocirc;noma, cada qual a contar da data da concess&atilde;o do benef&iacute;cio que se pretende revisar.<\/p>\n<p>\nSegundo a decis&atilde;o, especificamente quando se pretende a revis&atilde;o do benef&iacute;cio de aposentadoria por invalidez decorrente da convers&atilde;o do aux&iacute;lio-doen&ccedil;a origin&aacute;rio, conta-se o prazo decadencial de 10 anos a partir da concess&atilde;o do benef&iacute;cio origin&aacute;rio.<\/p>\n<p>\nO processo que originou o incidente de uniformiza&ccedil;&atilde;o foi movido por uma segurada que teve sua a&ccedil;&atilde;o extinta pela 2&ordf; Turma Recursal do Rio Grande do Sul sob entendimento de que teria havido decad&ecirc;ncia de seu direito &agrave; revis&atilde;o do aux&iacute;lio-doen&ccedil;a, cuja data inicial passava de dez anos. Ela pediu a uniformiza&ccedil;&atilde;o de jurisprud&ecirc;ncia conforme decis&atilde;o proferida pela 4&ordf; Turma Recursal do Rio Grande do Sul, em sentido contr&aacute;rio.<\/p>\n<p>\nA TRU julgou procedente o incidente. Conforme a decis&atilde;o, de relatoria da ju&iacute;za federal Jacqueline Michels Bilhalva, &ldquo;<em>no caso desta a&ccedil;&atilde;o, existe uma peculiaridade, visto que o INSS publicou memorando circular reconhecendo o direito &agrave; revis&atilde;o em abril de 2010. Ainda que o benef&iacute;cio de aux&iacute;lio-doen&ccedil;a tenha sido concedido &agrave; autora h&aacute; mais de 10 anos, deve-se calcular o tempo transcorrido entre a data inicial deste(<span style=\"font-family: Arial;\">29\/10\/2000<\/span>) e o memorando da autarquia(<span style=\"font-family: Arial;\">15\/04\/2010<\/span>), per&iacute;odo que resultou inferior ao prazo decadencial&quot;<\/em>.<\/p>\n<p><\/span><\/span>* Com Assessoria de Imprensa do TRF-4.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tempo de leitura: 2 minutos Em casos de coexist&ecirc;ncia de rela&ccedil;&atilde;o conjugal e extraconjugal, tanto a mulher como a companheira [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[25],"tags":[],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8353"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8353"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8353\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8353"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8353"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8353"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}