{"id":8364,"date":"2015-07-02T00:00:00","date_gmt":"2015-07-02T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2015-07-02T00:00:00","modified_gmt":"2015-07-02T00:00:00","slug":"Contratos-temporarios-sucessivos-geram-vinculo-empregaticio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/2015\/07\/02\/Contratos-temporarios-sucessivos-geram-vinculo-empregaticio\/","title":{"rendered":"Contratos tempor\u00e1rios sucessivos geram v\u00ednculo empregat\u00edcio"},"content":{"rendered":"<div id=\"tt-temp-estim\">Tempo de leitura: 2 minutos<\/div><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><br \/>\nAs contrata&ccedil;&otilde;es tempor&aacute;rias s&oacute; podem ocorrer em casos excepcionais. Al&eacute;m disso, o mesmo funcion&aacute;rio n&atilde;o pode ser contratado temporariamente diversas vezes em um curto espa&ccedil;o de tempo, pois isso vai contra as delimita&ccedil;&otilde;es da Consolida&ccedil;&atilde;o das Leis Trabalhistas. Assim entendeu a ju&iacute;za Bruna Pellegrino Barbosa da Silva, da 34&ordf; Vara do Trabalho de Belo Horizonte, ao considerar todos os contratos de trabalho tempor&aacute;rio de um professor como um &uacute;nico acordo.<\/p>\n<p>\nNo caso, o docente &#8211; <em>depois de ser contratado diversas vezes de maneira tempor&aacute;ria pela mesma institui&ccedil;&atilde;o de ensino<\/em> &#8211; solicitava a nulidade das contrata&ccedil;&otilde;es e o reconhecimento dos diversos v&iacute;nculos como um &uacute;nico acordo entre empregador e empregado. Em sua defesa, a empresa contratante alegou que os servi&ccedil;os prestados pelo professor ocorriam de maneira eventual.<\/p>\n<p>\nAo analisar o caso, a ju&iacute;za notou que no pedido constavam dois per&iacute;odos de naturezas distintas. Um que compreendeu fevereiro de 2010 a julho do mesmo ano, e outro que vigorou a partir de 1&ordm; de fevereiro de 2011 e perdurou at&eacute; 23 de abril de 2013. Nesse segundo espa&ccedil;o de tempo, o contrato tempor&aacute;rio foi renovado diversas vezes.<\/p>\n<p>\nO primeiro intervalo de tempo n&atilde;o foi inclu&iacute;do na decis&atilde;o da ju&iacute;za, pois o lapso temporal entre o fim deste per&iacute;odo e o come&ccedil;o segundo foi grande. J&aacute; os contratos celebrados a partir de fevereiro de 2011 foram considerados no processo de unicidade contratual. O entendimento sobre o segundo per&iacute;odo ocorreu porque as contrata&ccedil;&otilde;es foram feitas com pequenos intervalos ou at&eacute; mesmo com sobreposi&ccedil;&atilde;o de contratos.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" align=\"absMiddle\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.obeabadosertao.com.br\/UserFiles\/Image\/economia\/ctps_465.jpg\" \/><\/p>\n<p>Com base nesses fatos, a ju&iacute;za declarou nulas as repetidas contrata&ccedil;&otilde;es, nos termos do artigo 9&ordm; da CLT. Tamb&eacute;m reconheceu a unicidade contratual no per&iacute;odo que compreende fevereiro de 2011 a abril de 2013, determinando o pagamento das parcelas trabalhistas cab&iacute;veis e a retifica&ccedil;&atilde;o da Carteira de Trabalho(<span style=\"font-family: Arial;\">CTPS<\/span>) no prazo de 5 dias ap&oacute;s a decis&atilde;o.<\/p>\n<p>\nEm caso de descumprimento da decis&atilde;o, a ju&iacute;za determinou pagamento de multa de R$ 500 por dia; mas limitada a R$ 5 mil; ao trabalhador. A decis&atilde;o ainda pode ser questionada. Com informa&ccedil;&otilde;es da Assessoria de Imprensa do Tribunal Regional do Trabalho da 3&ordf; Regi&atilde;o.<\/p>\n<p><\/span><\/span><span style=\"color: rgb(0, 0, 255);\"><span style=\"font-size: x-small;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><strong>* Processo 02427-2013-113-03-00-3.<\/strong><\/span><\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tempo de leitura: 2 minutos As contrata&ccedil;&otilde;es tempor&aacute;rias s&oacute; podem ocorrer em casos excepcionais. 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