{"id":8395,"date":"2016-12-30T00:00:00","date_gmt":"2016-12-30T00:01:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2016-12-30T00:00:00","modified_gmt":"2016-12-30T00:00:00","slug":"Proteina-pode-ser-a-chave-para-o-tratamento-de-varias-doencas-neurodegenerativas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/2016\/12\/30\/Proteina-pode-ser-a-chave-para-o-tratamento-de-varias-doencas-neurodegenerativas\/","title":{"rendered":"Prote\u00edna pode ser a chave para o tratamento de v\u00e1rias doen\u00e7as neurodegenerativas"},"content":{"rendered":"<div id=\"tt-temp-estim\">Tempo de leitura: 3 minutos<\/div><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><br \/>\nUma &uacute;nica prote&iacute;na presente em praticamente todas as c&eacute;lulas de nosso corpo pode guardar o segredo para o desenvolvimento de tratamentos de diversas doen&ccedil;as neurodegenerativas, como Alzheimer, Parkinson, Huntington e Esclerose Lateral Amiotr&oacute;fica(<span style=\"font-family: Arial;\">ELA<\/span>).<\/p>\n<p>\nBatizada Nrf2(<span style=\"font-family: Arial;\">do ingl&ecirc;s &ldquo;fator nuclear 2&rdquo;<\/span>), a prote&iacute;na j&aacute; era conhecida por ajudar nossas c&eacute;lulas a lidarem com o chamado estresse oxidativo, em que radicais livres podem provocar danos em estruturas celulares, como o DNA, e levar ao aparecimento de doen&ccedil;as como o c&acirc;ncer e problemas cardiovasculares. Mas experimentos conduzidos por cientistas do Instituto Gladstone, ligado &agrave; Universidade da Calif&oacute;rnia em S&atilde;o Francisco, EUA, mostraram que a Nrf2 tamb&eacute;m atua na prote&ccedil;&atilde;o de nossos neur&ocirc;nios contra o estresse proteico, ativando um sistema de limpeza que facilita &agrave;s c&eacute;lulas cerebrais se livrarem de prote&iacute;nas defeituosas cujo ac&uacute;mulo nos meios intra e extracelulares tamb&eacute;m pode causar danos a elas e, eventualmente, lev&aacute;-las &agrave; morte, caracter&iacute;stica comum destes males neurodegenerativos.<\/p>\n<p>\n&quot;<em>Esta prote&iacute;na foi originalmente descoberta como respons&aacute;vel por mediar a resposta de nossas c&eacute;lulas ao estresse, especialmente o oxidativo, mas descobrimos que ela tem fun&ccedil;&otilde;es adicionais neste sentido, principalmente nos neur&ocirc;nios<\/em>&quot;, conta <strong>Steven Finkbeiner<\/strong>, pesquisador do Instituto Gladstone e l&iacute;der do estudo, publicado na edi&ccedil;&atilde;o de ontem do peri&oacute;dico cient&iacute;fico &ldquo;<em>Proceedings of the National Academy of Sciences<\/em>&rdquo;(<span style=\"font-family: Arial;\">PNAS<\/span>).<\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"\/UserFiles\/Image\/saude\/medicina\/dr_steven_finkbeiner_neurocientista_465.jpg\" width=\"465\" height=\"311\" align=\"absMiddle\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p>&quot;<em>Ficamos surpresos em ver como ela tem um papel muito mais importante no combate &agrave;s prote&iacute;nas defeituosas nos neur&ocirc;nios do que se pensava, justamente um tipo de estresse celular muito comum nas doen&ccedil;as neurodegenerativas<\/em>&quot;.<\/p>\n<p>\nInicialmente, os cientistas testaram ativar a fabrica&ccedil;&atilde;o em excesso da Nrf2 em c&eacute;lulas de dois modelos de laborat&oacute;rio do mal de Parkinson, em que neur&ocirc;nios criados a partir de c&eacute;lulas-tronco carregam muta&ccedil;&otilde;es que os fazem produzir vers&otilde;es defeituosas de duas prote&iacute;nas, chamadas LRRK2 e alfa-sinucle&iacute;na.<\/p>\n<p>\n&quot;<em>A superexpress&atilde;o da Nrf2 nos modelos celulares do mal de Parkinson resultou em efeitos enormes. Na verdade, ela protegeu as c&eacute;lulas contra a doen&ccedil;a melhor do que qualquer coisa j&aacute; encontrada<\/em>&quot;, destaca Finkbeiner.<\/p>\n<p>Diante de resultados t&atilde;o bons, os pesquisadores decidiram ent&atilde;o repetir o procedimento em modelos de outros males degenerativos, obtendo benef&iacute;cios equivalentes.<\/p>\n<p>\n&quot;<em>Em nosso laborat&oacute;rio, temos muitos modelos de doen&ccedil;as neurodegenerativas. Assim, quando descobrimos algo ben&eacute;fico no modelo de uma doen&ccedil;a, experimentamos no de outra<\/em>&quot;, diz Finkbeiner, &quot;<em>Testamos a Nrf2 em modelos de Huntington, Alzheimer e ELA e foi a estrat&eacute;gia mais protetora que j&aacute; encontramos em todos eles<\/em>&quot;.<\/p>\n<p><\/span><\/span><img decoding=\"async\" src=\"\/UserFiles\/Image\/saude\/eventos_saude\/doenca_neuro_degenerativa_cerebro_465.jpg\" width=\"465\" height=\"311\" align=\"absMiddle\" style=\"font-family: Verdana; font-size: small;\" alt=\"\" \/><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><\/p>\n<p>Finkbeiner ressalva, por&eacute;m, que como a Nrf2 &eacute; o mecanismo ativador de muitos processos celulares fundamentais em v&aacute;rios tecidos do corpo, a simples superexpress&atilde;o da prote&iacute;na em si n&atilde;o &eacute; um bom alvo para o desenvolvimento uma terapia abrangente contra males neurodegenerativos, podendo inclusive ter efeitos perigosos no n&iacute;vel de um organismo completo. Assim, os pesquisadores agora est&atilde;o estudando quais s&atilde;o as vias biol&oacute;gicas neuroprotetoras ativadas pela prote&iacute;na em busca de algum ponto no meio do caminho que seja mais f&aacute;cil, e seguro, de ser atingido por um eventual tratamento.<\/p>\n<p>\n&quot;<em>Precisamos descobrir qual &eacute; o programa que esta prote&iacute;na ativa para proteger os neur&ocirc;nios e j&aacute; estamos trabalhando nisso&quot;<\/em> &ndash; conta. &quot;<em>&Eacute; dif&iacute;cil prever o futuro, mas estou animado com o potencial desta estrat&eacute;gia para o desenvolvimento de tratamentos contra estas doen&ccedil;as, um desafio importante no mundo atual com o envelhecimento da popula&ccedil;&atilde;o. Posso dizer ent&atilde;o que estou conscientemente otimista que encontraremos potenciais alvos para estas terapias<\/em>&quot;.<\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tempo de leitura: 3 minutos Uma &uacute;nica prote&iacute;na presente em praticamente todas as c&eacute;lulas de nosso corpo pode guardar o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[29],"tags":[],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8395"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8395"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8395\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8395"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8395"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8395"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}