{"id":8548,"date":"2020-04-10T00:00:00","date_gmt":"2020-04-10T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2020-04-10T00:00:00","modified_gmt":"2020-04-10T00:00:00","slug":"Trafego-aereo-despenca-com-pandemia-de-Covid-19","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/2020\/04\/10\/Trafego-aereo-despenca-com-pandemia-de-Covid-19\/","title":{"rendered":"Tr\u00e1fego a\u00e9reo despenca com pandemia de Covid-19"},"content":{"rendered":"<div id=\"tt-temp-estim\">Tempo de leitura: 5 minutos<\/div><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: rgb(51, 51, 153);\"><span style=\"font-size: medium;\"><em><strong><br \/>\nNa Am&eacute;rica do Sul, redu&ccedil;&atilde;o chegou a 80%, enquanto Brasil viu redu&ccedil;&atilde;o de mais de 90% na oferta de voos. Associa&ccedil;&atilde;o teme que 25 milh&otilde;es de empregos em todo o mundo estejam em risco.<\/strong><\/em><\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><\/p>\n<p>\n<font face=\"Verdana\">Dados de tr&aacute;fego a&eacute;reo obtidos pelo site especializado em avia&ccedil;&atilde;o FlightRadar24 mostram o tamanho do impacto no setor causado pela da pandemia de Covid-19, a doen&ccedil;a causada pelo novo coronav&iacute;rus.<\/font><\/p>\n<p><font face=\"Verdana\">De acordo com levantamento, somente 5.275 avi&otilde;es voavam &agrave;s 12h00m de ter&ccedil;a-feira(<\/font><span style=\"font-family: Arial;\">07Abril2020 &#8211;<\/span><font face=\"Verdana\">&nbsp;<\/font><span style=\"font-family: Arial;\">hor&aacute;rio de Bras&iacute;lia<\/span><font face=\"Verdana\">). O n&uacute;mero representa queda de 64,86% em rela&ccedil;&atilde;o ao tr&aacute;fego a&eacute;reo registrado exatamente um m&ecirc;s antes, em 7 de mar&ccedil;o.<\/font><\/p>\n<p><font face=\"Verdana\">Na Am&eacute;rica do Sul, o impacto foi ainda maior: as imagens mostram redu&ccedil;&atilde;o em cerca de 80% no tr&aacute;fego a&eacute;reo na compara&ccedil;&atilde;o entre as 15h00m(<\/font>de Bras&iacute;lia<font face=\"Verdana\">) de 7 de mar&ccedil;o e o mesmo hor&aacute;rio em 7 de abril.<\/font><\/p>\n<p><font face=\"Verdana\">O diretor de comunica&ccedil;&atilde;o do FlightRadar24, Ian Petchenik, disse ao G1 que o cen&aacute;rio piorou muito rapidamente. &quot;<em>Se voc&ecirc; me perguntasse algumas semanas atr&aacute;s, eu teria comparado com 2002, 2003<\/em>&quot;, disse. Naqueles dois anos, o mercado da avia&ccedil;&atilde;o civil ainda sentia os impactos causados pelos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001.<\/font><\/p>\n<p><font face=\"Verdana\">&quot;<em>Mas agora estamos chegando a um ponto sem precedentes. Frotas inteiras est&atilde;o estacionadas. Nunca passamos por isso<\/em>&quot;, afirmou.<\/font><\/p>\n<p>\n<span style=\"color: rgb(0, 0, 128);\"><span style=\"font-size: medium;\"><strong>E no Brasil?<\/strong><\/span><\/span><br \/>\n<font face=\"Verdana\">A oferta semanal de voos dom&eacute;sticos no Brasil despencou de 14.781 para apenas 1.241 desde o fim de mar&ccedil;o. Com a queda na demanda e as medidas contra a pandemia do novo coronav&iacute;rus, a Ag&ecirc;ncia Nacional de Avia&ccedil;&atilde;o Civil(<\/font>Anac<font face=\"Verdana\">) conseguiu acordo com as tr&ecirc;s principais companhias a&eacute;reas e formatou uma nova malha a&eacute;rea em 46 localidades brasileiras.<\/font><\/p>\n<p><font face=\"Verdana\">Dados do site FlightRadar24 compilados nos dez aeroportos mais movimentados do Brasil mostram o efeito dessa redu&ccedil;&atilde;o tanto nas decolagens previstas quanto nos voos confirmados.<\/font><\/p>\n<p><font face=\"Verdana\">O presidente da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira das Empresas A&eacute;reas(<\/font>Abear<font face=\"Verdana\">), Eduardo Sanovicz, explica que os custos ao caixa das empresas antes da ado&ccedil;&atilde;o dessa nova malha a&eacute;rea chegava a R$ 45 milh&otilde;es por dia. Ainda assim, alguns voos foram mantidos para preservar o transporte de cargas &#8211; muitas vezes levadas no por&atilde;o de avi&otilde;es em viagens comerciais.<\/font><\/p>\n<p><font face=\"Verdana\">&quot;<em>Nem todos t&ecirc;m dimens&atilde;o de como &eacute; dif&iacute;cil o transporte de medicamentos pela Amaz&ocirc;nia sem avi&otilde;es<\/em>&quot;, exemplificou Sanovicz.<\/font><\/p>\n<p><font face=\"Verdana\">Enquanto alguns voos dom&eacute;sticos foram mantidos, as viagens internacionais ficaram praticamente restritas a opera&ccedil;&otilde;es de repatria&ccedil;&atilde;o. De acordo com a Abear, cerca de 41,5 mil passageiros chegaram ao Brasil a partir de 36 pa&iacute;ses desde 23 de mar&ccedil;o. Um ter&ccedil;o deles ainda seguiram viagem a pa&iacute;ses vizinhos.<\/font><\/p>\n<p>\n<span style=\"color: rgb(0, 0, 128);\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><strong>Qual o impacto da crise nos empregos no setor?<\/strong><\/span><\/span><\/span><br \/>\n<font face=\"Verdana\">A Associa&ccedil;&atilde;o Internacional de Transporte A&eacute;reo(<\/font><span style=\"font-family: Arial;\">Iata, na sigla em ingl&ecirc;s<\/span><font face=\"Verdana\">) estima que 25 milh&otilde;es de empregos no setor est&atilde;o em perigo com as interrup&ccedil;&otilde;es nas viagens. Desse n&uacute;mero, 2,9 milh&otilde;es de trabalhadores correm risco somente na Am&eacute;rica Latina.<\/font><\/p>\n<p><font face=\"Verdana\">Em comunicado, o diretor da Iata, Alexander de Juniac, estimou perdas em US$ 61 bilh&otilde;es no setor e pede que os governos pelo mundo concedam al&iacute;vio financeiro &agrave;s companhias a&eacute;reas.<\/font><br \/>\n<img decoding=\"async\" src=\"\/UserFiles\/Image\/turismo\/avioes_estacionados_465c.jpg\" align=\"middle\" alt=\"\" \/><br \/>\n<font face=\"Verdana\">&quot;<em>Em m&eacute;dia, companhias a&eacute;reas s&oacute; t&ecirc;m caixa para dois meses<\/em>&quot;, apontou de Juniac.<\/font><\/p>\n<p><font face=\"Verdana\">No Brasil, as companhias entraram em acordo com sindicatos para evitar demiss&otilde;es pelos pr&oacute;ximos meses a partir de propostas de redu&ccedil;&atilde;o salarial e redu&ccedil;&atilde;o de jornada. O setor ainda tenta negociar recursos com o BNDES e com o Minist&eacute;rio da Economia para aliviar financeiramente as empresas.<\/font><\/p>\n<p>\n<\/span><span style=\"color: rgb(0, 0, 128);\"><span style=\"font-family: Arial;\"><span style=\"font-size: medium;\"><strong>Como ficar&aacute; o mercado da avia&ccedil;&atilde;o depois da pandemia?<\/strong><\/span><\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><br \/>\n<font face=\"Verdana\">Uma vez que a pandemia de Covid-19 parou diversos setores da economia, &eacute; imposs&iacute;vel prever o que ser&aacute; da avia&ccedil;&atilde;o quando a onda do novo coronav&iacute;rus retroceder. At&eacute; porque, mesmo quando os casos da doen&ccedil;a diminu&iacute;rem, a retomada da demanda pelo transporte a&eacute;reo deve demorar.<\/font><\/p>\n<p><font face=\"Verdana\">&quot;<em>A pergunta que se faz neste momento &eacute;: quando as pessoas v&atilde;o se sentir confort&aacute;veis para voar de novo<\/em>?&quot;, coloca Ian Petchenik, do FlightRadar24.<\/font><\/p>\n<p><font face=\"Verdana\">Eduardo Sanovicz, da Abear, concorda que &eacute; imposs&iacute;vel fazer previs&otilde;es neste momento, principalmente por causa das incertezas econ&ocirc;micas ap&oacute;s a pandemia. &quot;<em>N&atilde;o sabemos como ser&aacute; a renda das pessoas no p&oacute;s-crise<\/em>&quot;, afirma.<\/font><br \/>\n<img decoding=\"async\" src=\"\/UserFiles\/Image\/turismo\/avioes_estacionados_465b.jpg\" align=\"middle\" alt=\"\" \/><br \/>\n<font face=\"Verdana\">Uma mudan&ccedil;a que poder&aacute; ser sentida, com o tempo, &eacute; o aumento nos controles sanit&aacute;rios em aeroportos &#8211; de maneira semelhante aos refor&ccedil;os nos procedimentos de seguran&ccedil;a depois dos atentados de 11 de setembro de 2001. Em algumas cidades, equipes j&aacute; monitoram a temperatura dos passageiros que desembarcam nos aeroportos.<\/font><\/p>\n<p><font face=\"Verdana\">&quot;<em>Talvez tenhamos que conviver com algum controle sanit&aacute;rio em alguns momentos e em alguns aeroportos<\/em>&quot;, comenta Sanovicz.<\/font><\/p>\n<p>\n<span style=\"color: rgb(0, 0, 128);\"><span style=\"font-family: Arial;\"><span style=\"font-size: medium;\"><strong>H&aacute; alguma luz no fim do t&uacute;nel?<\/strong><\/span><\/span><\/span><br \/>\n<font face=\"Verdana\">Embora seja imposs&iacute;vel prever o futuro do setor a&eacute;reo e o tamanho dos impactos da crise causada pela pandemia do novo coronav&iacute;rus, os especialistas acreditam que, sim, haver&aacute; uma retomada nas viagens por avi&atilde;o.<\/font><\/p>\n<p><font face=\"Verdana\">Ian Petchenik, do FlightRadar24, n&atilde;o acredita que a retomada ocorrer&aacute; imediatamente depois que o &aacute;pice da pandemia passar. &quot;<em>N&atilde;o vai ser uma melhora em &#8216;V&#8217;, mas em um &#8216;U&#8217; um pouco mais lento<\/em>&quot;, afirma.<\/font><br \/>\n<img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"\/UserFiles\/Image\/turismo\/avioes_estacionados_465a.jpg\" width=\"465\" height=\"311\" align=\"middle\" alt=\"\" \/><br \/>\n<font face=\"Verdana\">Esse tempo, na opini&atilde;o de Petchenik, pode ser utilizado para que as empresas repensem pr&aacute;ticas para o mundo p&oacute;s-Covid-19.<\/font><\/p>\n<p><font face=\"Verdana\">&quot;<em>Este per&iacute;odo &eacute; uma oportunidade para adotar novas tecnologias, uma vez que as companhias diminu&iacute;ram o ritmo<\/em>&quot;, diz Petchenik.<\/font><\/p>\n<p><font face=\"Verdana\">Eduardo Sanovicz, da Abear, reconhece os efeitos econ&ocirc;micos da crise e reafirma que n&atilde;o se sabe quanto tempo ela vai durar. Por&eacute;m, ele v&ecirc; uma luz no fim do t&uacute;nel. &quot;<em>Posso dizer com certeza: o mercado vai voltar.&nbsp;<\/em><\/font><font face=\"Verdana\"><em>Os avi&otilde;es est&atilde;o a&iacute;. As tripula&ccedil;&otilde;es, os hot&eacute;is, as instala&ccedil;&otilde;es, est&atilde;o a&iacute;<\/em>&quot;, pontuou.<\/font><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tempo de leitura: 5 minutos Na Am&eacute;rica do Sul, redu&ccedil;&atilde;o chegou a 80%, enquanto Brasil viu redu&ccedil;&atilde;o de mais de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[45],"tags":[],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8548"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8548"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8548\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8548"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8548"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8548"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}