{"id":8639,"date":"2020-05-01T00:00:00","date_gmt":"2020-05-01T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2020-05-01T00:00:00","modified_gmt":"2020-05-01T00:00:00","slug":"Ex-governador-continuara-usando-tornozeleira-e-se-recolhendo-as-vinte-horas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/2020\/05\/01\/Ex-governador-continuara-usando-tornozeleira-e-se-recolhendo-as-vinte-horas\/","title":{"rendered":"Ex-governador continuar\u00e1 usando tornozeleira e se recolhendo \u00e0s vinte horas"},"content":{"rendered":"<div id=\"tt-temp-estim\">Tempo de leitura: 11 minutos<\/div><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\">A ministra Laurita Vaz negou nesta quinta-feira(<span style=\"font-family: Arial;\">30Abril2020<\/span>), os pedidos do ex-governador Ricardo Coutinho para suspender as medidas cautelares que o obrigam a usar tornozeleira, se recolher em casa at&eacute; no m&aacute;xima &agrave;s 20 horas, e n&atilde;o deixar os limites da cidade de Jo&atilde;o Pessoa.<\/p>\n<p>A decis&atilde;o da ministra Laurita Vaz, no m&eacute;rito do habeas corpus n&ordm; 564325 , foi publicada na movimenta&ccedil;&atilde;o processual , no STJ, &agrave;s 21h50m desta quinta-feira(<span style=\"font-family: Arial;\">30Abril2020<\/span>). &ldquo;<em>Conhecida em parte a ordem de Ricardo Vieira Coutinho, e nesta parte, denegada<\/em>&rdquo;, consta a decis&atilde;o da ministra que os pedidos que foram analisados foram negados.<\/p>\n<p>&ldquo;<em>Ato ordinat&oacute;rio praticado &#8211; Documento encaminhado &agrave; publica&ccedil;&atilde;o &#8211; publica&ccedil;&atilde;o prevista para 05\/05\/2020<\/em>&rdquo;, conclui a movimenta&ccedil;&atilde;o processual no STJ, informando que o teor da decis&atilde;o da ministra ser&aacute; publicado na pr&oacute;xima ter&ccedil;a-feira, dia 5.<\/p>\n<p>Ap&oacute;s ser solto por ordem do ministro Napole&atilde;o Nunes Maia, do Superior Tribunal de Justi&ccedil;a, o ex-governador Ricardo Coutinho, passou a realizar viagens frequentemente para compromissos e atividades em Bras&iacute;lia.<\/p>\n<p>Em fevereiro a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justi&ccedil;a , por 4 votos a 1 , decidiu por conceder habeas corpus a Ricardo Coutinho, mas impondo medidas cautelares.<\/p>\n<p>A ministra Laurita Vaz ap&oacute;s anunciar as medidas cautelares esclareceu que o desembargador Ricardo Vital, que ordenou a pris&atilde;o de Ricardo Coutinho, tamb&eacute;m , desde que fundamentado, poderia acrescentar outras medidas cautelares.<\/p>\n<p>O desembargador Ricardo Vital de Almeida, do Tribunal de Justi&ccedil;a da Para&iacute;ba, e respons&aacute;vel pelas decis&otilde;es no &acirc;mbito da Opera&ccedil;&atilde;o Calv&aacute;rio, decidiu impor ao denunciado, apontado como chefe da organiza&ccedil;&atilde;o criminosa, o uso de tornozeleira e recolhimento em casa no m&aacute;ximo at&eacute; &agrave;s 20 horas.<\/p>\n<p>Ricardo Coutinho impetrou habeas corpus para se livrar da tornozeleira, suspender a obriga&ccedil;&atilde;o de recolhimento &agrave;s 20 horas, e tamb&eacute;m para poder viajar &agrave; Bras&iacute;lia, alegando precisar de desenvolver suas atividades como diretor presidente da Funda&ccedil;&atilde;o Jo&atilde;o Mangabeira, &oacute;rg&atilde;o do PSB.<\/p>\n<p>No dia 5 de mar&ccedil;o a ministra Laurita Vaz indeferiu o pedido liminar e manteve as cautelares. Ap&oacute;s as informa&ccedil;&otilde;es remetidas pelo Tribunal de Justi&ccedil;a da Para&iacute;ba, e o parecer do Minist&eacute;rio P&uacute;blico Federal, os advogados de Ricardo juntaram memorial nesta quinta-feira(<span style=\"font-family: Arial;\">30Abril2020<\/span>).<\/p>\n<p>A decis&atilde;o da ministra Laurita Vaz mant&eacute;m as cautelares, o uso de tornozeleira, o recolhimento em casa no m&aacute;ximo &agrave;s 20h, e a proibi&ccedil;&atilde;o de se ausentar da Comarca de Jo&atilde;o Pessoa.<\/p>\n<p>\n<span style=\"color: rgb(0, 0, 128);\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><strong>Preso em Dezembro<br \/>\n<\/strong><\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><span style=\"font-family: Verdana; font-size: small;\">Ricardo Coutinho foi preso ao desembarcar no Aeroporto Internacional de Natal, Rio Grande do Norte, por volta das 22h00m da quinta(<\/span><span style=\"font-size: small; font-family: Arial;\">19Dezembro2019<\/span><span style=\"font-family: Verdana; font-size: small;\">). De l&aacute;, seguiu para a Para&iacute;ba acompanhado por policiais federais, diretamente para a sede do &oacute;rg&atilde;o, em Cabedelo, na Grande Jo&atilde;o Pessoa.<\/span><br style=\"font-family: Verdana; font-size: small;\" \/><br \/>\n<br style=\"font-family: Verdana; font-size: small;\" \/><br \/>\n<span style=\"font-family: Verdana; font-size: small;\">Ricardo Coutinho estava na Europa e retornou ao Brasil em um voo da empresa TAP com rota de decolagem de Lisboa, Portugal. O socialista foi um dos alvos da s&eacute;tima fase da Opera&ccedil;&atilde;o Calv&aacute;rio, batizada como &lsquo;<\/span><em style=\"font-family: Verdana; font-size: small;\">Ju&iacute;zo Final<\/em><span style=\"font-family: Verdana; font-size: small;\">&rsquo;, deflagrada na ter&ccedil;a-feira (<\/span><span style=\"font-size: small; font-family: Arial;\">17Dezembro2019<\/span><span style=\"font-family: Verdana; font-size: small;\">).<\/span><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\"><span style=\"color: rgb(0, 0, 128);\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><strong><br \/>\n<\/strong><\/span><\/span><\/span><br \/>\nO ex-governador da Para&iacute;ba&nbsp;teve a pris&atilde;o mantida pelo juiz Adilson Fabr&iacute;cio em audi&ecirc;ncia de cust&oacute;dia realizada na sexta-feira(<span style=\"font-family: Arial;\">20Dezembro2019<\/span>) na C&acirc;mara Criminal do Tribunal de Justi&ccedil;a da Para&iacute;ba, em Jo&atilde;o Pessoa. Ap&oacute;s a audi&ecirc;ncia ele foi conduzido para a Penitenci&aacute;ria de Seguran&ccedil;a M&eacute;dia Juiz Hitler Cantalice, em Mangabeira.<\/p>\n<p>Ricardo Coutinho negou que tenha recebido propinas, firmado sociedade em qualquer empresa ou controlado Poderes, suspeitas que fundamentaram o decreto de pris&atilde;o expedido pelo desembargador Ricardo Vital, relator do processo da Opera&ccedil;&atilde;o Calv&aacute;rio.<\/p>\n<p>A defesa de Ricardo Coutinho argumentou que a pris&atilde;o preventiva &eacute; uma medida extrema e n&atilde;o se fazia necess&aacute;ria neste caso, uma vez que &ldquo;<em>a liberdade do ex-governador n&atilde;o ofende a ordem p&uacute;blica<\/em>&rdquo;. A defesa pediu que a pris&atilde;o preventiva fosse revogada e sugeriu a concess&atilde;o de pris&atilde;o domiciliar e\/ou medidas cautelares.<\/p>\n<p>A defesa do ex-governador se adiantou &agrave; negativa do juiz e pediu que, caso mantida a pris&atilde;o, que ele n&atilde;o fosse encaminhado &agrave; Penitenci&aacute;ria Juiz Hitler Cantalice, na zona sul de Jo&atilde;o Pessoa, onde est&atilde;o os outros presos na Opera&ccedil;&atilde;o Calv&aacute;rio. O requerimento focou na necessidade de prote&ccedil;&atilde;o da integridade f&iacute;sica do ex-governador e indicou, como op&ccedil;&atilde;o, o 5&ordm; Batalh&atilde;o da Pol&iacute;cia Militar.<\/p>\n<p>O juiz Adilson Fabr&iacute;cio destacou que medidas cautelares n&atilde;o garantiriam a incomunicabilidade de Ricardo Coutinho, necessidade apontada no decreto de pris&atilde;o. Ele disse ainda que ida do ex-governador &agrave; Penitenci&aacute;ria Juiz Hitler Cantalice tamb&eacute;m foi decidida pelo decreto da Justi&ccedil;a e n&atilde;o caberia &agrave; audi&ecirc;ncia da cust&oacute;dia atender aos pedidos da defesa.&nbsp;&ldquo;<em>Eu estaria afrontando uma decis&atilde;o superior. N&atilde;o sou inst&acirc;ncia revisora da decis&atilde;o<\/em>&rdquo;, justificou, ao anunciar o indeferimento do pedido da defesa.<\/p>\n<p>O magistrado Adilson Fabr&iacute;cio acrescentou que n&atilde;o enxergou risco &agrave; integridade f&iacute;sica de Ricardo Coutinho na Penitenci&aacute;ria Juiz Hitler Cantalice, j&aacute; que, segundo as investiga&ccedil;&otilde;es, os outros presos na Opera&ccedil;&atilde;o Calv&aacute;rio s&atilde;o pessoas do conv&iacute;vio do ex-governador e teoricamente integrantes de uma mesma organiza&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>\n<span style=\"color: rgb(0, 0, 128);\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><strong>Investiga&ccedil;&otilde;es<\/strong><\/span><\/span><\/span><br \/>\nO ex-governador &eacute; suspeito de chefiar uma organiza&ccedil;&atilde;o criminosa respons&aacute;vel por desviar dinheiro p&uacute;blico da Sa&uacute;de e da Educa&ccedil;&atilde;o, gerando preju&iacute;zo superior a R$ 1 bilh&atilde;o de reais. Segundo o Minist&eacute;rio P&uacute;blico, Ricardo Coutinho teria lucrado, sozinho, por meio de propinas, R$ 30 milh&otilde;es, ao longo de cinco anos na gest&atilde;o como governador. O dinheiro seria repassado por Daniel Gomes, ent&atilde;o chefe da Cruz Vermelha do Brasil, organiza&ccedil;&atilde;o social que gerenciava hospitais no estado.<\/p>\n<p>Advogados de Ricardo Coutinho ingressaram com um pedido de habeas corpus junto ao Superior Tribunal de Justi&ccedil;a(<span style=\"font-family: Arial;\">STJ<\/span>), em segredo de justi&ccedil;a.&nbsp;O argumento da defesa, foi o de que os fatos listados na decis&atilde;o do desembargador Ricardo Vital, relator do processo no Tribunal de Justi&ccedil;a da Para&iacute;ba, n&atilde;o s&atilde;o suficientes para justificar a pris&atilde;o preventiva. E para isso, levantaram uma s&eacute;rie de pontos, como por exemplo, que a quest&atilde;o da garantia da ordem p&uacute;blica n&atilde;o se justifica, pelo fato de Ricardo n&atilde;o ter mais rela&ccedil;&otilde;es com o Governo do Estado, destacando o rompimento entre ele e o governador Jo&atilde;o Azev&ecirc;do(<span style=\"font-family: Arial;\">sem partido<\/span>).<\/p>\n<p>\n<\/span><\/span><span style=\"color: rgb(0, 0, 128);\"><strong><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"font-family: Arial;\">Habeas corpus<\/span><\/span><\/strong><\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\">O ministro do Superior Tribunal de Justi&ccedil;a(<span style=\"font-family: Arial;\">STJ<\/span>), Napole&atilde;o Nunes, determinou que o ex-governador da Para&iacute;ba, Ricardo Coutinho(<span style=\"font-family: Arial;\">PSB<\/span>) seja solto de forma &ldquo;<em>imediata<\/em>&rdquo;. Ele foi preso na sexta-feira(<span style=\"font-family: Arial;\">20Dezembro2020<\/span>), ap&oacute;s chegar do exterior e desembarcar no aeroporto internacional em Natal(<span style=\"font-family: Arial;\">RN<\/span>).<\/p>\n<p>O habeas corpus foi impetrado pelo advogado Gilson Dipp, ex-ministro do STJ. Por&eacute;m, a soltura de Ricardo foi determinada pelo juiz Napole&atilde;o Nunes por meio de limimar at&eacute; que o m&eacute;rito do habeas corpus seja julgado. A relatora do processo que vai decidir sobre o HC &eacute; a ministra do STJ Laurita Vaz.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.obeabadosertao.com.br\/UserFiles\/Image\/cidades\/brasilia_df_edificio_congresso_nacional_465.jpg\" align=\"middle\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p><span style=\"color: rgb(0, 0, 128);\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><strong>Agravo negado<\/strong><\/span><\/span><\/span><br \/>\n<\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Verdana;\">Por 4 votos a 1, a 6&ordf; Turma do Superior Tribunal de Justi&ccedil;a(<span style=\"font-family: Arial;\">STJ<\/span>) decidiu, nesta ter&ccedil;a-feira(<span style=\"font-family: Arial;\">18Fevereiro2020<\/span>), por manter a soltura do ex-governador da Para&iacute;ba Ricardo Coutinho(<span style=\"font-family: Arial;\">PSB<\/span>). A decis&atilde;o responde negativamente ao agravo regimental apresentado pela Procuradoria-Geral da Rep&uacute;blica(<span style=\"font-family: Arial;\">PGR<\/span>) contra a soltura do ex-gestor, determinada pelo ministro Napole&atilde;o Nunes, em regime de plant&atilde;o, no dia 21 de dezembro do ano passado.<\/p>\n<p>A decis&atilde;o se estende &agrave; prefeita de Conde, M&aacute;rcia Lucena; &agrave; ex-secret&aacute;ria de Estado da Sa&uacute;de, Claudia Veras; ao empres&aacute;rio David Clemente Monteiro Correia e ao advogado Francisco Chagas, que haviam se beneficiado da determina&ccedil;&atilde;o do ministro Napole&atilde;o Nunes.<\/p>\n<p>Durante o voto, a ministra Laurita Vaz, relatora do caso, recomendou que Ricardo Coutinho continuasse em liberdade, mas imp&ocirc;s medidas cautelares, dentre elas comparecimento peri&oacute;dico &agrave; Justi&ccedil;a, proibi&ccedil;&atilde;o de manter contato com outros investigados(<span style=\"font-family: Arial;\">exceto seu irm&atilde;o, Coriolano Coutinho<\/span>), proibi&ccedil;&atilde;o de ausentar-se da Para&iacute;ba e afastamento de atividades econ&ocirc;micas dos empres&aacute;rios investigados.<\/p>\n<p>A ministra iniciou o voto defendendo o combate &agrave; corrup&ccedil;&atilde;o, mas afirmou que, no caso de Coutinho, n&atilde;o h&aacute; fundamento para a &ldquo;<em>medida extrema<\/em>&rdquo; da pris&atilde;o preventiva.<\/p>\n<p>No pedido de agravo regimental, a PGR citou a manuten&ccedil;&atilde;o da pris&atilde;o de Coriolano Coutinho, irm&atilde;o de Ricardo, que, segundo as investiga&ccedil;&otilde;es, possui igual poderio de intimida&ccedil;&atilde;o e dom&iacute;nio sobre a organiza&ccedil;&atilde;o criminosa, e argumentou que a soltura do ex-governador neste cen&aacute;rio n&atilde;o somente representa tratamento desigual, como enfraquece a efic&aacute;cia do desbaratamento do esquema exposto na Opera&ccedil;&atilde;o Calv&aacute;rio.<\/p>\n<p>&ldquo;<em>Indiscutivelmente, a soltura do chefe m&aacute;ximo, em situa&ccedil;&atilde;o de disparidade com outros atores da organiza&ccedil;&atilde;o criminosa, refor&ccedil;a em demasia a cultura do poder de fato e a inexpugnabilidade de sua pessoa e garante material da for&ccedil;a e perman&ecirc;ncia da organiza&ccedil;&atilde;o criminosa no espa&ccedil;o p&uacute;blico do Estado<\/em>&rdquo;, dizia um trecho do pedido.<\/p>\n<p>O pedido sustentou, ainda, que a volta de Ricardo Coutinho &agrave; pris&atilde;o deveria ocorrer com urg&ecirc;ncia. &ldquo;<em>H&aacute; urg&ecirc;ncia pois houve desfigura&ccedil;&atilde;o das provid&ecirc;ncias determinadas pelo Tribunal de Justi&ccedil;a da Para&iacute;ba. H&aacute; urg&ecirc;ncia pois a ordem p&uacute;blica no Estado da Para&iacute;ba se encontra em premente necessidade de prote&ccedil;&atilde;o e restaura&ccedil;&atilde;o, ante a a&ccedil;&atilde;o ostensiva e afortunada de organiza&ccedil;&atilde;o criminosa dominadora das entranhas do Estado<\/em>&rdquo;, defendeu a Procuradoria-Geral da Rep&uacute;blica.<\/p>\n<p>\n<span style=\"color: rgb(0, 0, 128);\"><span style=\"font-size: medium;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><strong>Investiga&ccedil;&atilde;o contra Ricardo Coutinho<\/strong><\/span><\/span><\/span><br \/>\nRicardo Coutinho foi alvo da s&eacute;tima fase da Opera&ccedil;&atilde;o Calv&aacute;rio no dia 17 de dezembro de 2019, quando teve pris&atilde;o preventiva decretada pelo desembargador Ricardo Vital. O ex-governador estava em viagem de f&eacute;rias na Europa e s&oacute; foi detido ao desembarcar em Natal, Rio Grande do Norte, no dia 19. Ap&oacute;s audi&ecirc;ncia de cust&oacute;dia, ele foi encaminhado para a Penitenci&aacute;ria de Seguran&ccedil;a M&eacute;dia Juiz Hitler Cantalice, no bairro Mangabeira, Zona Sul de Jo&atilde;o Pessoa. Ricardo Coutinho ganhou liberdade em 21 de dezembro, por meio do habeas corpus aceito pelo ministro Napole&atilde;o Nunes Maia Filho, do STJ.<\/p>\n<p>De acordo com o Minist&eacute;rio P&uacute;blico da Para&iacute;ba(<span style=\"font-family: Arial;\">MPPB<\/span>), Ricardo Coutinho era l&iacute;der do n&uacute;cleo pol&iacute;tico da organiza&ccedil;&atilde;o criminosa investigada na Opera&ccedil;&atilde;o Calv&aacute;rio, que contava ainda com os n&uacute;cleos econ&ocirc;mico, administrativo e financeiro operacional. Ricardo &eacute; apontado como respons&aacute;vel direto pela tomada de decis&otilde;es e pelos m&eacute;todos de arrecada&ccedil;&atilde;o de propina, bem como sua divis&atilde;o e aplica&ccedil;&atilde;o. Di&aacute;logos do ex-governador com Daniel Gomes, do n&uacute;cleo econ&ocirc;mico, foram inseridos no processo. Na conversa, os dois estariam discutindo valores de supostas propinas. Ainda conforme o MPPB, Ricardo Coutinho, quando chefe do Executivo Estadual, exercia dom&iacute;nio sobre os demais Poderes.<\/p>\n<p>Ricardo Coutinho alega inoc&ecirc;ncia e afirma estar sendo v&iacute;tima de &ldquo;<em>persegui&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica<\/em>&rdquo;. O ex-governador classifica como &ldquo;<em>absurda<\/em>&rdquo; a suspeita contra ele e diz que o Minist&eacute;rio P&uacute;blico &ldquo;<em>arrumou<\/em>&rdquo; uma dela&ccedil;&atilde;o para acus&aacute;-lo. Para Ricardo Coutinho, atual presidente do PSB na Para&iacute;ba, a suposta persegui&ccedil;&atilde;o se estende a outros membros do partidos. O ex-governador tamb&eacute;m negou ter recebido propinas e falou que os di&aacute;logos apresentados na den&uacute;ncia est&atilde;o &ldquo;<em>descontextualizados<\/em>&rdquo;, &ldquo;<em>truncados<\/em>&rdquo; e &ldquo;<em>provavelmente editados<\/em>&rdquo;.<\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tempo de leitura: 11 minutosA ministra Laurita Vaz negou nesta quinta-feira(30Abril2020), os pedidos do ex-governador Ricardo Coutinho para suspender as [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[25],"tags":[],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8639"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8639"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8639\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8639"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8639"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8639"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}